sábado, 15 de março de 2014

Teka Aquarela - Dia do Abraço Grátis - 15/03/14

Difícil colocar em palavras o que nem a mente tem certeza do que é. Mais difícil ainda e ter que se desvincular dos sentimentos que preenchem todos os espaços e te fazem ver o mundo menos colorido e vestir uma máscara com a qual mostra a maior parte do seu íntimo. E foi assim que coloquei-a, sem saber como fazer, sem saber como ou o que pensar.

O nariz significou a vontade que estava  faltando e a coragem que insistia em não surgir. Sim. Sim. Diga sempre sim. Já ouvi isso tantas e tantas vezes e continuo dizendo sim mesmo quando meu eu, aquela por trás de Teka, gostaria de recusar por um breve momento


Confesso, a caixinha não estava tão cheia quanto deveria,pelo menos não estava até chegarmos ao camelódromo de Juazeiro.  Teka ainda estava sem fala, muda, tímida com tantos rostos. Em poucos minutos foi que surgiu o primeiro abraço,curto embora simpático. E o segundo logo depois. O terceiro, o quarto,o quinto...Até que se perdeu na contagem. 10 ou 100, quem se importa?  Aconteceu.


Uns mais simpáticos, outros alegres, outros breves como a sutileza de um piscar de olhos. Duplas, trios, em grupo. O jogo corria, não, pulava de clown em clown e se multiplicava como uma velocidade incrível. “Cadê o sol?” “Olha, o Michel Jackson!” “Olha o cameeeelo!”  


Não foi apenas o jogo de Teka. Foi o Teka Aquarela, Mariqueta Boabunda, Toquinho de Geres, Inês Tamburete, Bartolomeu Barbudo e quem mais estivesse lá para se encontrar  no olhar e passar a bola.Mesmo se tivéssemos jogos montados, estes de nada serviriam. 


Bons ou talvez não tão bons assim,

Cada momento foi único a sua maneira.



“E quando vem o abraço

Não envolve apenas o corpo
Mas o inteiro ser”

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