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domingo, 26 de abril de 2015

Rebeca Pocajanta - HUT - 23/04/2015

Quanta beleza nessas bochechas vermelhas, quanta lindeza naquela monocelha, naqueles olhos azuis e naquelas covinhas. Impressionante o quanto cativam e o quanto permitem. O medo desapareceu quando a luz acendeu e o dia ficou mais bonito com eles... a dureza da farda virou riso, confidência, a indiscrição de uma câmera escondida virou dívida a ser paga e de uma lixa fez-se uma profissão. 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Rebeca Pocajanta - Abraço Gratis - Feira da Areia Branca - 19/04/2015

Era uma vez sorrisos 
era uma vez narizes 
era uma vez abraços
era uma vez sorrisos narizes e abraços
era uma vez o dia raiando vermelho, amarelo, laranja, branco, preto, azul, verde, roxo e rosa...
era uma vez o riso frouxo
era uma vez a lágrima escondida
era uma vez histórias, histórias de vida
era uma vez o início do fim da cegueira
era uma vez o ser enxergando o humano
era uma vez o ritmo
era uma vez a batida
era uma vez a intimidade de dois estranhos
era uma vez eles perdidos e encontrados nos braços
era uma vez o enlace de há braços
era outra vez o riso frouxo 
era dessa vez a lágrima escancarada

domingo, 23 de novembro de 2014

Hospital Dom Malan - 20/11/2014 - Rebeca Poca Janta

OMG!!!! Como essa quinta-feira aconteceu assim? Na minha cara. Já sabia que algo de muito bom estava reservado pra essa tarde já que Creuza Carnaval estaria lá, mas a maneira doce e explosiva que só ela sabe doar às coisas é algo lindo de se ver!

Já estava com saudades de subir o nariz com uma batida da-que-las, e foi assim com wiggle forroseado, que parti por aqueles corredores, ansiosa mas certa de que Creuza estava lá por mim assim como eu por ela. O Dom Malan como sempre, recebendo de braços, literalmente, abertos aqueles que lá entram de pernas trêmulas(ah a doçura daqueles há braços). O Alto Risco nos arrancou altos risos, quase fomos adotadas mas mainha não ia deixar, fomos celebridades em várias poses arrasantes, pegamos gripe de nariz e o interno de barriga, jogamos com bola de luva cheia de ar(e uns tiquinhos de cuspe) assim... a ansiedade virou brincadeira, o nervosismo jarra cheia e a amizade confiança.


P.S.: É tão bom quando abraçam a gente com um abraço quentinho, daqueles que esquenta o coração. Obrigada por mais um dia DM, obrigada por fazer parte de + esse tantão da minha vida Vih. 


P.S.2:  S2 S2 S2 S2

domingo, 16 de novembro de 2014

Hospital Dom Malan - 13/11/2014 - Rebeca Poca Janta

É impressionante, mesmo quando não se espera por muito, é impressionante tudo o que aqueles coraçõezinhos podem nos dar, digo dar porque o que recebi não pode ser emprestado, vendido ou doado, se eu tiver muita sorte poderei receber novamente, mas aí já é muita gula minha.
É impressionante tudo o que aqueles coraçõezinhos podem suportar, eles sim são fortes e é lindo ver a força do olhar magro meio de lado de Lucas: Qual o sabor da infância passada num hospital? Como te aliviar o peso dolorido quando te falta um pedaço mãe? Como contra todas as possibilidades o mesmo rostinho que há meses esquálido trazia choro hoje rechonchudo trás riso?
É existem muitas perguntas que surgem a cada quarto para as quais não sei as respostas... mas fico feliz de ter a honra de presenciar esses milagres cotidianos que apertam o coração até que ele ficar do tamanho de uma bolinha de gude e depois explodir de tanto gosto, de tanta boniteza dolorida, mas nem por isso menos boniteza.


P.S.: à Lola e Inês, com carinho, vocês foram a rapa do tacho nessa quente-feira

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Rebeca Pocajanta - Hospital Dom Malan - 24/10/2014

Dizem que cada atuação guarda uma novidade, além de estar em companhia de uma nova companheira, essa tarde reservava uma linda surpresa. Depois de finalmente arranjarmos um local pra trocar de roupa, Rebeca e Lola saímos e como um campo magnético o Alto Risco nos puxou, lá encontramos uma anja que depois de me convidar para ser sua bebê e ficar sob seus cuidados nos guiou por quartos e corredores, mas não era uma guia turística de belezas evidentes, ela soube nos mostrar os sorrisos tímidos e que só brotavam com o tempo, uns sorrisos por trás de uns olhares tristes, todas mães, todas carregadas de suas bagagens, uns fardos pesados que já me pesava só de abraçar, quanto mais abraçava mais queria descarrega-las, mais ficava carregada. Saí de lá com as pernas doídas e nem era de ficar em pé.

Abraços 
(nem um pouco contidos)

sábado, 14 de junho de 2014

Rebeca Pocajanta - Don Malan - 13/06/2014

Olha, “momôzão” é um hit que faz aquela caixinha a 4 dedos do umbigo pular o Corguinho, principalmente quando se junta à felicidade do “achamento” da chave não-perdida e à ansiedade da primeira atuação sozinhos. Fomos colados e entramos num lugar que tinha um risco no céu, o Alto risco, daí já deu logo uma coceira interminável que só passava se a gente se coçasse todinho, nossa guia nos levou num pé só ao quarto seguinte e encontramos Maria dos Anjos e sua filha q gostavam de um forró com umbigada, quer dizer, dona Maria agora só ia p igreja, então saímos dançando uma quadrilha pelo corredor, pense nuns dançarinos arretados. Abaixadinhos seguimos para outro com quartos cheinhos de gentonas e gentinhas, e iniciaram-se os concursos de sorrisos e olhares, tinha uns meio de lado, uns que demoravam a sair e outros que nem conseguiam esconder os dentes, uns que olhavam de baixo p cima, uns que olhavam por trás dos óculos e outros que eram a de cigana, a própria capitu.

Depois, no balcão, Esperança e Rebeca descobriram que falavam demais e como a própria Ruiva designou um só falava quando o outro se calava, mas o que, creio eu, não dava p perceber de fato é que o que fazia um calar no momento exato em que o outro iniciava o falatório era um pequeno toque no companheiro, e deu-se a cumplicidade, então atuar de dupla é um negócio gostooooso! (Pensou Rebeca Pocajanta).

Em linha reta por um labirinto, chegamos a um corredor cheio de olhos curiosos, os mais difíceis de entender e, no entanto, que mais emanavam carinho, o moço balançou logo a cabeça negando nossa presença e em alto e bom som perguntamos o porquê, ele logo veio indagar sobre a capa de Esperança, e Don Malan uma moça até simpática deu uma de mau educada e queria enfiar o dedo no nariz de Rebeca achei um absurdo “Só se vc deixar eu enfiar o dedo no seu também, humpf”, isso depois da Ruivona ter dito que meu nariz tinha dois buracos, ô povo doido, se tivesse 3 é que era esquisito.
Procuramos por Isac, ninguém sabia cadê, procuramos por Anhgfyfut, ninguém sabia também e olha que era o pai de Isac, nem na recepção antes da chuva de leite azedo, o povo também não sabia informar, achei um absurdo e pra não nos perdermos também fomos levados desfilando até a o começo que não era o fim.


Ai ai esse DM, sempre reserva uma surpresa, um sorriso, um abraço que vira a tarde em dia eterno, e, até que a terra gire e a Europa volte a virar Brasil, permanecemos de dia até venha de volta nossa Lua Cheia. 
;-P






Rebeca Pocajanta - HUT - 06/06/2014

Não sabia o que esperar do HUT, na verdade, inicialmente eu esperava ficar lá, qual foi a minha surpresa quando fui designada para o Don Malan, embora só tivesse atuado uma vez essa segunda atuação no Traumas me marcou de uma maneira diferente, pois percebi o quanto a dureza da realidade dos acidentes que aquelas pessoas sofreram torna muito mais difícil p elas comprar os jogos de início, ou será que eu não fui capaz de fazer os jogos certos para que elas pudessem comprar ? Tenho certeza que foi a minha percepção disso que tornou tudo mais difícil, mas ter meus dois companheiros lá desbloqueou as coisas, nessas horas que me pergunto poderia alguém atuar só? Acho que não e espero que nunca. As presenças de Esperança Samba Canção e Teca Lua Cheia são tão boas quanto essenciais. Tudo se converte em beleza, os pacientes falam conosco, nos querem, e na dureza do quarto vejo Teca em cima dos degraus de subir na maca e Esperança interpretando como Luciana fez para apaixonar seu marido, e seu Manoel Brasileiro entoando em alto e bom som seu degustado: GOSTOOOOSO! Fiquei foi com fome. Enfim, descobrimos que muletas podem virar cavalos mais seguros e que nem todo dançarino de arrocha gosta de dar show. HUT, você é diferente, também é lindo nas suas singularidades, mas vou voltar p minhas lindas gravidinhas e crianças, que arrebatadoramente me conquistaram o coração.
XOXO

domingo, 25 de maio de 2014

Rebeca Pocajanta - 1ª Atuação no Hospital Maternidade Dom Malan - 23/05/14



Tremendo que nem vara verde, trocando as pernas, com uma sensação de que tudo daria errado e que todas as crianças do mundo iam chorar quando me vissem, foi assim que o dia começou. Mas, não pense em nada, tente não pensar em nada: Branco vazio! Só que até não pensar em nada dava uma sensação ruim.

Mas- porém-contudo-entretanto-todavia, sorrisos conhecidos embalaram meus medos e os colocaram pra dormir, alimentados pelas palavras um do outro desbravamos as ruas de tráfego movimentado, cheias de motoristas desabilitados, chegamos a um espaço onde quem tinha preguiça de tomar água de coco pela boca dava gostosos goles de canudinho pelo braço, eita que hotel bom! Encontramos a Novinha faladeira que carregava um novinho dorminhoco em sua barriga, quase que Esperança Samba Canção arranja um casório, então, pegamos carona de ônibus(mais uma motorista desabilitada temi pelos outros carros coitados), no caminho achamos um monte de clientes satisfeitas, encomendaram na empresa e já tavam lá recebendo a encomenda: bonequinhos !ops! Bebezinhos, umas não pagaram direito e a entrega demorou mais, bem que a Teca Lua Cheia disse que tinha que fazer o pagamento à vista. A parada final do busão foi num lindo jardim, cheio de hortênsias, rosas, abelhas, princesas e, pasme, tecnologia, foi lá que nós conhecemos Dona MaryFone, modelo divosa ditando moda de cabelos raspados e dando inspiração para o batismo de celulares, ela já tinha achado a “chave da fala” e por isso batemos altos papos aprendendo sobre como fazer pose de modelo, as outras moças as “cirurgiadas” ainda n tinham achado a tal chavinha e por isso estavam com as bocas trancadinhas.

Na saída do jardim das violetas achamos Mamãe Noel, com seus cabelinhos brancos ensinando um aprendiz de Papai Noel as artes do ofício, saímos para procurar os duendes, mas não antes de garantir que nossos presentes sejam entregues em baixo de nossas camas (aquele negócio de lareira tá difícil aqui nos trópicos).  Demos de cara com a guardiã do portão dos jardins que fazia a vigília de seu bebê, aquilo que era mordomia, ficar se bronzeando com a luzinha roxa e, ainda, fazendo pose de pernas cruzadas.

E, então o mundo ficou turvo e tivemos que enxergar de outras cores, fomos honrados com a presença da Princesa Testa no Joelho, uma nobre de um reino muito lindo e quieto, que ao chegarmos comia calmamente seus biscoitos reais e não deu ousadia alguma a esse trio de plebeus desconhecidos, só depois que terminou de degustar a comida real deu meio tostão de ousadia: um olhar, pra logo em seguida voltar a encostar a testa em seu joelho, coisa que fazia a cada pergunta, até que Teca conseguiu fazer brotar um sorriso, e Esperança conseguiu uma resposta, um alto e sonoro: “É”. Pronto. A partir daí Princesa Joelho na Testa nos congratulou com beijos e mais beijos jogados ao ar e apanhados com devoção quando íamos conhecer sua colega de reino a Abelha Rainha, a enfermeira chegou com uma injeção, parte do tratamento da Princesa Ariele e, naquele momento de fragilidade, mais nossa que dela, não pudemos deixar o quarto, falamos com a rainha que desconfiada só teve olhos mesmo para os malabares de Samba Canção, malabares esses que foram assistidos e aprovados pela Princesa.

E saímos procurando pelo telefone da empresa que entregava os bebês   =(   ninguém sabia, negócio difícil, mas olhando pelos vidrinhos Rebeca Poca Janta chegou à conclusão de que deveriam mesmo era vir de sementinhas que eram plantadas nos vasos de bebê, regados com carinho de mãe e bronzeados com luzinha rôxa, pra ficarem com aquela carinha de bonecas de porcelana.  Chegando na turma da Mônica dançamos Lepo lepo guiados por Eduarda/Luciana,  a paciente que cantava e não queria ser cantora, durante esse show fomos protegidos pelo policial funkeiro que não gostava de funk e abordados por Pedrinho, um lindo que dava a bença com o pé, essa turma lotaria um programa de talentos. Nesse momento nos perdemos um pouco um do outro na tentativa de alcançar a todos que já estavam lá e aos que apareceram depois, mancada  que Rebeca nem percebeu, mas vale um puxão de orelha pra aprender mais, um pouco mais ou um muito mais a cada visita. Só sei que quero de novo e de novo e de novo e de novo, quero mais e quero mais com Teca Lua Cheia e Esperança Samba Canção, lindos sorrisos acalentadores, ai companheiros, agora entendi :  melhores companheiros do mundo.

Bjs 

Ass: Rebeca Pocajanta
Colaboradora: DNG