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terça-feira, 29 de março de 2016

Magali Malagueta, 23/03/19, HU

Quantas histórias, quantos encontros. 
Daquelas atuações que o tempo voa sem perceber, 
que o corredor parece pequeno, 
que o gostinho de quero mais surge logo ao descer a máscara. 

#feliz #annefrank
 #vampira #rapaz 
#trêsmães #sogrofilho 
#careca #balança
 #portasecreta #dinheiro
 #onça #tremvaca 

Obrigada UPI, 
por tantos momentos bons, 
por tantas risadas leves 
e por cada fim de dia que ganhou um novo significado. 

=)

sexta-feira, 4 de março de 2016

Magali Malagueta, 24/02/16, HU

Eita que essa atuação foi daquelas de rir muito.
 Há tempos não tinha uma atuação tão divertida. 
Imagina dois clowns tentando entender como comer uma vaca atolada...
 É, minha gente, não foi tarefa fácil.
 Como é o processo? A gente atola e depois mata?
 Ou cozinha primeiro? Pera, ta confuso. Que horas que mata?
 Que horas que atola? Come com lama?
 Ai, desisto. Deixa a pobre da vaca...
E nesse atola e não atola, come e não come, muitas teorias forma feitas e muitas risadas dadas.  

ps.: logo de cara, quando começamos a atuação, encontramos aquela senhorinha com quem atuamos da ultima vez, sendo trazida numa maca, acompanhada pelo marido.  Ela já havia feito a cirurgia e acabara de receber alta, estava indo pra casa. Isso me deixou feliz e mais empolgada pra o que estaria por vir naquele fim de tarde.

:) 

#vacaatolada #magali #catarina #upi 

Magali Malagueta, 27/01/16, HU

Basta estar ali, basta estar...


Dentro os muitos momentos e encontros que se desenvolveram nessa atuação, o que mais me marcou foi o tempo que passamos com uma senhora que esperava por uma cirurgia.
 Ela se dizia muito ansiosa e queria se livrar da ansiedade, e lá vamos nós dar um jeito de mandar essa ansiedade embora. Ela pediu que orássemos com ela, então demos as mãos e fizemos, do nosso modo, uma oração junto com ela e um profissional que estava presente. Confesso que fiquei meio apreensiva, mas ao abrir os olhos e ver o sorriso dela me tranquilizei. Ela ficou toda feliz, agradecendo por a gente estar ali e dizendo que o nervosismo estava diminuindo. "Que nervosismo, mulher? Não já expulsamos ele daqui?" "Sim, sim. Ele já foi embora.", ela disse sorridente. 
E assim nos despedimos sem se despedir, indo em busca de novos encontros.   

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Magali Malagueta, HU, 02/12/15

 Do moço do teto do elevador que exige privacidade pra fazer seu serviço, ao cuspidor de balas que causam estrago a quem as recebe, passando pelo sala das divertidas senhoras com seus travesseiros exclusivos, amimadamente envolvidas pelo clima de "xuxexo" da Xuxa, fugindo do calor e das moças de branco que sempreeee insistem em assustar com seus objetos pontiagudos, e o resgate da nossa bagagem, que não levava nenhum órgão contrabandeado ou coisa do tipo... Assim foram se dando os momentos de atuação, da brincadeira como forma de relaçãoda metáfora como explicação, do riso como aproximação. A companheira, a melhor.A energia lá em cima. O "que pena" também se deu, mas não superou o "que bom". E que venham as próximas... 




sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Magali Malagueta, HU, 18/11/15

A atuação dessa quarta me trouxe a memória coisas antes esquecidas por mim, como a simplicidade que se mostra no ser criança. Muitas vezes, perdemos de vista quem nós somos e as possibilidades de desfrutar coisas simples à nossa volta. E para exengar isso claramente, nos basta mudar a direção do olhar, pensar na dor além dela mesma, na possibilidade de se reestabalecer enquanto ser humano vivo e criativo, enquanto ser cercado de outros seres que podem e querem ser encontrados.  
A arte de ser clwon nos traz oportunidades de ser com o outro e trocar experiências, seja no chão do quarto do hospital, brincando de carrinho com uma criança, seja conversando no corredor com o senhorzinho de poucas palavras, ou rodeando o carrinho que serve "çopa" pros pacientes. Cada experiência merece ser vivida e levada pra vida afora.



terça-feira, 17 de novembro de 2015

Magali Malagueta, HU, 04/11/15

Mais um semestre se inicia, novo ciclo, novas aventuras. 
Como nova melhor companheira, tenho a Stella Polenta ou Catarina Belo. :D 
A noite foi de encontros divertidos, outros nem tanto, cada quarto revelando seus personagens e histórias. 
Cada um com suas limitações, mas a arte de se relacionar pôde acontecer.
 A cada atuação fica mais evidente pra mim o quanto é preciso estar disposto pra se comunicar de verdade com o outro, é preciso sair um pouco de si e se ligar ao que se mostra ali. 
A Magali sendo Dalila, cada vez mais aprende sobre a arte do encontro. 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Magali Malagueta, HDM, 09/07/15

Que atuação deliciosaaaaa! Esse foi o dia do riso frouxo, dos encontros demorados, daqueles dias em que a hora voa e você nem percebe. Os jogos foram desde salas de bronzeamento artificial até a procura de bebês para adotarmos. Teve quarto que tivemos que conversar da porta, porque senão teríamos que pagar taxa pra entrar (e a cobradora era exigente, a cada olhar nosso era um movimento dos dedos delas exigindo o dinheiro haha), nosso jogo com ela consistiu em fugir a cada vez que a encontramos. Teve quarto, porém, em que fomos muito bem recebidas e conseguimos até convites (nada induzidos :P) para visitar as quatro casas, em diferentes cidades, dos ocupantes do quarto. E fomos nada exigentes, por que como diz minha companheira Clarita, não gostamos de dar trabalho. Só foi exigido casa, comida, roupa lavada, passagens, lençóis de seda, lagosta, entre outros pequenos detalhes, em troca daríamos nossa agradabilíssima companhia e brincaríamos com as crianças. Esse jogo foi muito gostoso e rendeu muitas risadas. 
Já no quarto ao lado, nossa preocupação foi em pensar formas de arranjar dinheiro, a opção que nos surgiu foi a de trabalhar como moto táxi. Iríamos eu e Clarita na moto, eu conduzindo e ela colocaria os pés no chão, daí a gente ia levar duas pessoas por vez e cobraríamos duas passagens, olha que esperteza. E seria possível 4 pessoas numa moto? Isso é detalhe, na moto de um clown tudo é possível. O clown gosta de desafiar a lógica das coisas. =D
E o que falar de cada criança que encontramos, de cada sorriso que recebemos delas, de cada comunicação através do olhar, mesmo tímido, escondido entre as mãos?! Não esquecerei o pequeno anjinho de cabelos loiros, com aquele riso fácil e braços abertos, quase pulando no meu colo, ou da princesinha de olhar curioso, que embora não tenha demostrado muitas reações enquanto interagíamos com ela, abriu os braços e chorou, nos chamando de volta quando estávamos saindo. Foram muitos momentos incríveis numa tarde só. Tiveram também os seus "que pena", como o do garotinho fofo, que se escondia sobre os lençóis, se ocultando e se mostrando pra nós, numa brincadeira que o arrancou sorrisos tão leves, mas logo em seguida começou a chorar devido a forte dores que sentia no corpo (as quais não sabiam ainda as causas). Aquele choro foi angustiante, me senti impotente, só queria pegá-lo no colo e dizer que ia passar, mas respeitamos seu momento e nos afastamos. Tenso também foi quando uma mãe foi até nós e insistiu que fossemos "fazer sua filha rir". Foi complicado, porque a menina estava numa situação delicada, mal conseguindo respirar. Ficamos paradas, sem saber muito como agir, apesar da tentativa da mãe de que a criança interagisse. Mais uma vez senti a impotência. 
Mas no geral, a atuação foi cheiaaa de momentos que guardarei com carinho, que fizeram o meu dia muito melhor. Obrigada, UPI, por cada encontro! 

#MagaliMalagueta 

Magali Malagueta, HDM, 02/07/15

A atuação dessa tarde, com minhas queridíssimas Clarita e Pituca, rendeu histórias gostosas e descobertas fascinantes. É incrível como sempre temos algo a receber ou aprender de cada um dos pacientes ou acompanhantes com quem conversamos, e sempre damos algo nosso também, nossa entrega em estar ali, nossa atenção, nossos ouvidos abertos. E o resultado dessa troca é muito bonito, permeado por sorrisos e olhares atentos. É claro que nem sempre isso se dá da forma mais doce, às vezes nos deparamos com olhos que não querem ser encontrados, sorrisos que não estão disponíveis, nós respeitamos o espaço. A tarde foi de encontros bons, a energia estava alta e a coração satisfeito. 

#UPI


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Magali Malagueta, HDM, 28/05/15

Olá, querido diário! A atuação de hoje foi intensa. A energia já estava alta antes mesmo de nos prepararmos pra subir o nariz, nada como boas risadas espontâneas ao lado dos melhores companheiros. Partimos pra mais uma aventura, indo em busca do “canto nenhum” pra onde duas mocinhas espertas estavam indo. 
No meio do caminho encontramos bonecas, daquelas que tem botão e choram e que precisam ser carregadas na tomada quando a bateria acaba, com seus donos, crianças grandes que chamam de pais; fomos convidados pra festas de aniversário, com bolo e balões; ganhamos uma viagem pra sobradinho, com direito a sorvete e a nadar no rio; fomos atrás das ex-futuras mulheres do Lindonildo, que não foram encontradas, dentre outras aventuras. 
O que falar do momento de comunicação entre Magali e aquela bonequinha tão pequena e doce nos braços do pai, com os dedinhos envoltos no meu e o olhar atento e vivo, era essa a nossa forma de conexão... Tudo em volta parecia longe, ela me cativou.

Mas não foi só de doçura que se fez a atuação. Já no fim, fomos convidados, quase arrastados para a oncologia por uma senhora que dizia “Ei, palhaços! Venham aqui distrair o bebê enquanto tiram o sangue dele... ele tem leucemia. Venham, distraiam ele.” Nossa, naquele momento a minha energia caiu bruscamente. Tive receio. As minhas experiências anteriores na oncologia não foram tão agradáveis, isso por que lá é um ambiente bastante delicado. Mas fomos mesmo assim, meus companheiros na frente e eu atrás, ainda um pouco relutante. Nosso papel foi mesmo o de distrair, enquanto a criança chorava durante o procedimento. Não me senti a vontade, me senti invadindo o espaço, tanto que saí da sala por uns momentos, peço-os perdão aos meus companheiros por isso. Mas voltei, e vi que aquilo estava, em parte, funcionando e sendo importante para a criança que engolia seu choro as vezes pra olhar atenta e curiosa praquelas quatro pessoas de nariz vermelho na sua frente. Ouvir um “queria vocês aqui todo dia” da enfermeira e um “muito obrigada!” dos pais me deixou um pouco mais tranqüila, e olhar aqueles lindos olhinhos ainda molhados de choro me fez pensar “valeu a pena!”. Foi uma experiência que incomodou e me fez refletir. 
A UPI tem me proporcionado coisas impagáveis. São nesses encontros que me coloco diante do outro disposto a ouvir o que ele tem a dizer, a sentir junto, a respeitar o espaço, a cuidar, a fazer rir, se possível. É a ressignificação do cuidado, é permitir a aproximação e entender que do nada há sempre um recurso e que o menos é mais quando se faz com amor. 

domingo, 17 de maio de 2015

Magali Malagueta, HDM, 14/05/15



Atuar traz sempre desafios e sensações que mexem com a gente, algumas animadoras, outras nem tanto, mas sempre cheias de aprendizado. A gente vê que as pessoas não são iguais, que precisamos respeitar o tempo e o espaço de cada um, assim como saber lidar com as nossas próprias questões pra não deixar que isso afete o jogo e o desenrolar dos encontros. 
Talvez só nos falte pôr um pouco mais de riso, de afeto, de presença, se colocar pra vida e pro outro pra que as coisas fluam mais leves. Essa a sensação que tenho após cada atuação. 

"Às vezes só nos falta um pouco de humor
Às vezes só nos falta pôr mais amor..." 

domingo, 10 de maio de 2015

Magali Malagueta, HDM, 07/05/15

Mais uma atuação, dessa vez com o time completo, Magali Malagueta e seus melhores companheiros, Pituca Vara-pau, Clarita Funil e Lindonildo Varão. O setor se transformou num ambiente rico a ser explorado, em cada corredor uma nova descoberta e em cada quarto novas histórias sendo construídas fugindo do literal e da rotina hospitalar. Tem sido gostoso encontrar pessoas dispostas a jogar, apesar das dificuldades e limitações que os restringem àquele ambiente. É bom rir, tirar força daquilo que nos enfraquece e re-significar os momentos. Com um nariz vermelho no rosto indicando o caminho a seguir, da queda pode-se fazer dança, da dor pode-se buscar paz através do riso. Leveza... 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Magali Malagueta, HDM, 23 de abril de 2015

A expectativa de estreia mais uma vez se fez presente, pois essa seria a minha primeira atuação no setor como "monitora" e isso traz consigo certa responsabilidade. Mas fui ao encontro das minhas melhores companheiras Cá e Manuca com muita disposição e energia, a fim de dar o meu melhor pra que a primeira atuação delas no setor fosse especial, pra que elas se sentissem em casa. Resolvidas as questões burocráticas, logo a Magali Malagueta, Clarita Funil e Pituca Vara-pau  puderam se encontrar, mediadas pelo nariz vermelho. A atuação aconteceu, e posso te dizer: foi linda! Encontramos muitas pessoas abertas ao jogo, que nos receberam com o riso fácil. As crianças continuam sendo, para mim, as mais difíceis de acessar, porque elas são sinceras, as vezes irredutíveis, quando não estão disponíveis. Os jogos se desenvolveram mais com os responsáveis e profissionais que encontramos nos quartos e corredores. Foi demais sair procurando o carinha do picolé, ou brincar com os nossos próprios defeitos, foi encantador a risada sincera e doce das últimas crianças que encontramos, com suas muitas perguntas e respostas sagazes. Saí de lá ansiosa por novos encontros e com o coração feliz pela tarde tão leve. :) 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Magali Malagueta, Abraço Grátis, 19/04/15

Uma manhã de domingo...
Uma feira, diversas pessoas, 
muitos olhares,
 inúmeras histórias, 
alguns sorrisos tímidos,
outras gargalhadas audíveis
alguns abraços dados, outros recebidos
e a cada novo encontro 
pude sentir a jarra 
sendo enchida novamente. 

E a Magali, cada vez mais Malagueta

Vai crescendo e amadurecendo

Ao lado dos melhores companheiros do mundo! 

#UPI 


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Magali Malagueta, HUP, 04/02/15

Estar no setor é sempre uma mistura de sensações, daquelas que valem a pena serem sentidas. A atuação foi tranquila, aguçando nossa especialidade clownesca de ouvir histórias. Ao lado da minha melhor companheira Inês, aprendi lições vindas dos pacientes, do tipo "fumar faz mal pra circulação. Não fume, viu, minha filha?!". Foi tão bom  pode conversar com aquelas pessoas, ter um tempo com elas. O que falar do senhorzinho alegre e cheio de histórias que circula pelos corredores com a sua moleta? Ou da senhora de olhos miúdos, pouca audição e sorriso largo e sua filha de cabelo rosa encaracolado feito uma mola? Enquanto jogávamos com outro paciente conversador de olhos azuis e seu pai, um senhor fofo também de olhos azuis que dava vontade de levar pra casa, pude ouvir de relance a senhorinha perguntar "quem são essas mocinhas?" e a filha responde "ah, mãe. São aquelas pessoas que vem levantar quem está pra baixo, que vem alegrar as pessoas." Deixei ali escapar o meu sorriso com o coração satisfeito por perceber nelas o riso sincero de quem agradece. Em outro quarto, foi reconfortante reencontrar o "paciente dos ratos" da atuação passada e sua filha de olhos claros sorridentes. Ele sempre brincalhão, ela sempre aberta ao encontro. Foi bom, muito bom.
Uma coisa que me chamou a atenção, e achei até engraçado, foi o que ouvimos por parte de duas pessoas (um paciente e um acompanhante) de diferentes quartos, que disseram a mesmíssima coisa: "Obrigado, viu?!", e nós "pelo que?", eles "pela palestra". Palestra? Sim, foi assim que eles definiram, apesar de ter sido nós quem ouviu e aprendeu com as histórias de cada um deles. Eles insistiram em agradecer por estarmos ali, por fazer esse "trabalho". Cara, como isso é bom! É demais saber que estamos proporcionando nem que seja um pouco de alívio, um pouco de cor ou um riso (mesmo tímido)  numa tarde de rotina hospitalar, com toda a sua carga. Nós sempre somos os primeiros a serem afetados por tudo isso e quando há esse retorno a beleza se faz ainda mais presente.
Obrigada, Magali! Obrigada, UPI! 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Magali Malagueta - Atuação HUP, 06/02/15

Atuar ao lado dos meus melhores companheiros, Jusefina Perna Fina e Bartolomeu Barbudo foi uma lindeza só. Pude experenciar diferentes formas de sintonizar a energia a fim de manter o jogo em alta e fazer daqueles momentos simples encontros significativos. O "que pena" da tarde se deu antes mesmo de começarmos a atuação, pois quando ainda estávamos nos trocando recebemos a notícia de que um paciente havia acabado de falacer em um dos quartos. Isso nos trouxe uma certa apreensão, por entender a delicadeza do momento, o que exigiria mais cautela da nossa parte. Evitamos o quarto, por respeitar o clima presente. No mais, a atuação foi muito gostosa, tanto que não contive as gargalhadas em diversos momentos. As dores abdominais da minha querida companheira Jusefina renderam muitos jogos, que foram desde um ritual pra eliminar gases, com posturas nada legais, até o rato que, segundo um paciente, havia entrado na barriga dela e se movimentava causando as dores. Não queiram saber as sugestões de como esse rato deveria sair de lá. Sem falar do quarto dos heróis, em que cada paciente tinha seus super poderes. Servir o jantar também se tornou um momento de diversão, um trio de clowns empurrando o carrinho pelos corredores e de quarto em quarto. Encontramos ainda um servo de Deus que, antes do papo, entrou no jogo da Jusefina da brincadeira dos "joinhas".Em suma, foram vários encontros e jogos, uma atuação daquelas que te deixam leves e felizes e querendo mais. E a Magali continua a ser uma parte bonita de mim. :))  

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Magali Malagueta - Atuação HU, 21/01/14

Depois de um período de descanso, é com um ânimo novo que volto ao setor pra reencontrar a Magali e experienciar sensações já familiares, mas nunca comuns, conhecidas, porém nunca iguais, proporcionadas por cada encontro durante a atuação. Sabe quando as noções de espaço e tempo parecem não importar muito e tudo que se quer é permanecer ali? Sabe quando a correria do mundo lá fora parece só um detalhe e o mais importante é estar presente, exatamente ali? 
Talvez muitas pessoas não entendam o sentido disso que fazemos, de subir o nariz, pintar o rosto e simplesmente estar do lado, ouvir histórias, rir junto, silenciar junto, chorar junto, se necessário. Às vezes há muita coisa por trás de um "Palhaço, me faça rir".Talvez não faça sentido para muitos, mas, muitas vezes, só pelo olhar a gente percebe aqueles que só querem um pouco de atenção e um ouvido atento. E eu digo: é muito bom estar ali, exatamente ali. 

Essa foi uma daquelas atuações que me fazem querer permanecer fazendo parte disso. Em cada quarto visitado, novas histórias ao lado da minha melhor companheira Teka Aquarela. Em um ambiente cercado de pessoas debilitadas, é incrível notar como, apesar das queixas, a fé não se perde e as pessoas (ou a maioria delas) estão dispostas a entrar no jogo. Nos sentimos impotentes diante de determinadas situações, é verdade. Mas cumprimos o nosso papel naquilo que nos cabe, ou seja, o que vier a mão para fazer. Até servir a janta aos pacientes. :D Enfim, a atuação foi riquíssima de encontros e acontecimentos que eu não poderia descrever fielmente, dada a minha memória falha, mas que guardo comigo cada uma das sensações. Saí de lá cantarolando dentro de mim "às vezes só nos falta um pouco de humor, às vezes só nos falta um pouco mais de amor..." 




segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Magali Malagueta - 20/12/14, HDM

Depois de alguns dias sem poder atuar, foi muito bom subir o nariz numa bela tarde de sábado. Dessa vez, no Dom Malan e ao lado da minha melhor companheira, Inês. A energia talvez não tenha sido a a mais alta, mas cada um daqueles olhares vivos de criança, fez a tarde mais doce. E sim, eu queria muito levar uma delas pra casa, mas mesmo com tanto empenho, os pais não estavam muito a fim de entregá-los a nós. Simplicidade, leveza, crianças... e o nariz vermelho revelando o que não se pode esconder.
Aos poucos vou descobrindo as fraquezas e as delícias do setor e como eu/Magali me encontro e perpasso por elas. 

domingo, 30 de novembro de 2014

Magali Malagueta – Atuação HUT, 26 de novembro de 2014



Mais uma noite de atuação se iniciou, trazendo aquela tão familiar expectativa sobre o que se mostraria nos próximos instantes, quem encontraríamos, o que aconteceria. Melhor optar pelo branco vazio.
Os jogos foram calmos, mais chegados à conversa. Aqueles momentos de estar com o outro, de ouvir suas histórias, de rir junto e calar junto. Como não se deliciar com historias como a do argentino, ex fuzileiro naval da marinha, que participou de uma guerra e levou três tiros, acabando por se apaixonar pela enfermeira brasileira que lhe cuidava todos os dias, tendo dois filhos com ela... E mais 9 com outros amores posteriores!
Foi interessante, até reconfortante, eu diria, reencontrar alguns pacientes com quem já havíamos conversado em outros encontros, apesar de desejar que eles não estivessem mais lá. Acho que o riso deles seria mais leve fora desse lugar que eles precisam estar. Apesar do vinculo que acaba por se criar, torço pra que eles já estejam livres quando voltarmos.
Tivemos também aquele “não” por parte de uma acompanhante, aquele “não” indiferente que desconcerta, mas acho que conseguimos lidar bem com isso.
Enfim... Foi a Magali sendo Malagueta, sapeca, sem parar quieta; a Inês sendo Tamborete, com seu riso doce e tamanho adequado (=D); a Teka sendo Aquarela, colorindo o ambiente com a sua mistura de cores. Melhores companheiras do mundo. 


sábado, 22 de novembro de 2014

Magali Malagueta – Atuação HUT, 05 de novembro de 2014.

Sabe quando seu coração transborda, não cabe dentro de si e se transforma em puro riso? Daqueles leves, frouxos, que surgem sem esforços e pedem pra ficar? Foi assim que saí de mais uma noite de atuação. Cada encontro fez a minha jarra encher e acender a vontade de continuar a fazer parte disso. Obrigada Teka Aquarela e Inês Tamborete, vocês são as melhores companheiras do mundo. J “Enquanto rirmos, estaremos em paz.”


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Magali Malagueta – Atuação HUT, 29 de outubro de 2014.

Primeira atuação com minha nova melhor companheira, Inês Tamborete. Ambiente novo pra mim, expectativas grandes. Aquele friozinho na barriga parecia inevitável, o imprevisto às vezes causa insegurança. Foi necessário um momento de adaptação, de reconhecimento de território, de familiarização com o tempo e espaço do outro, aprendizado. Mas com o decorrer da atuação os jogos foram surgindo, os encontros acontecendo e a beleza se fez presente. “Um passo a frente e nós não estamos mais no mesmo lugar.”. A Magali sorri cada vez mais doce e ansiosa por dar novos passos.