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domingo, 11 de maio de 2014

Zeca Aventureiro - HU - 10/05/2014

Ontem foi um dia de novidade na UPI, atuei pela primeira vez como monitor. Foi interessante saber que deveria passar segurança, atenção e companheirismo para os novatos, embora não tivesse a mínima ideia de como fazer isso. De qualquer forma, sabia que Camila Guedes estaria pronta para me ajudar!
Durante a atuação, entre tantos quartos, cada um com sua particularidade, foi bonito ver como Cassandra Paçoca conseguia fazer dos medos e das dúvidas da sua primeira atuação lindas expressões, incríveis gestos e jogos massa.
Mais legal ainda foi o respeito de Brenda, que ao observar a atuação, conseguia controlar a vontade de se aproximar, de interferir, de atuar, tudo para deixar o trio que atuava mais confortável.
No fim, mais diálogos serviram para nos estimular a refletir um pouco mais sobre a nossa atuação. E é através de reflexões como essa, que conseguimos perceber o potencial incrível da UPI.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Zeca Aventureiro - HUT - 17/01/2014

Hospital: Lugar de Alegria
Hoje, com os meus melhores companheiros do mundo, tive um dos melhores dias da minha vida, desde quando entrei na Universidade. Com um pouco de saudades, afinal havia um tempinho que eu não atuava, fui entrar no estado de clown, sem saber que a minha melhor atuação estava me aguardando.
E então, já no Hospital Universitário, vestimos as nossas roupas, pintamo-nos com nossas maquiagens, penduramos nossos narizes no pescoço, juntamos energia suficiente para subir nossos narizes e emitir nossos melhores olhares e então... Ao sair da sala onde nos trocamos, nós 6 nos dividimos em dois trios para que dois andares do hospital pudessem ser contagiados com essa emoção e a partir daí tudo que acontecia era mágico! Um pouquinho depois vi que tinha esquecido de passar o batom, mas prossegui na minha atuação.

Já no 3º andar, na visita do primeiro quarto, encontramos um rapaz debilitado que sentia prazer em mostrar as fotos da sua família no celular. Em seguida ele nos mostra uma foto de seu sobrinho, que dissemos que era ele quando pequeno, o que o fez se entrega ao jogo. De repente era o paciente que estava inventado histórias para nós e a gente encantado com aquele sorriso tão espontâneo. A outra mulher do quarto, acompanhante, ora dizia que era da China, ora dizia que era de Paulo Afonso-BA, terra de um forrozinho bom que combina com tudo! Com tudo? Foi o que ela disse, e logo tratamos de arranjar uma boa combinação: Forró + Pagode! Uma dança, com dois pra lá e dois pra cá, ao som de um pagodão fez o riso surgir de uma mistura doida, quando chega uma enfermeira para administrar a medicação do cunhado da chinesa-baiana, ela logo dispara: “enfermeira, ele hoje, vendo os palhaços, chega tá tomando a medicação quietinho, num é? Caramba, ver o nosso trabalho promovendo alegria, encantamento, melhorias, e dando prazer a quem está num ambiente tão indesejável, nos dá força para continuarmos nesse caminho. Antes de sair desse quarto, algo ainda aconteceria! Caiu um papel do meu bolso e quando eu vi era o cartaz de divulgação do processo seletivo, que tinha bem grande em cima “PROCURA-SE”, com uma foto embaixo de Rosinha dos Retalhos... Logo Rosinha se transformou numa criminosa e eu, Zeca Aventureiro, e Pietra Fofolete fomos atrás dela para ela não fugir... Assim partimos para as próximas emoções!
No outro quarto, um sorriso sincero logo nos contagiou. Um paciente com fratura na perna começou a conversar conosco, sobre os ferros da perna, quando de repente percebi que peguei na urina dele (de brincadeira, rsrs) e logo começa no quarto uma competição para ver quem melava o outro de urina... É incrível como do nada surgem lances que podem melhorar a autoestima dos pacientes em um ambiente que é sinônimo de sofrimento, dor e doença. Ainda nesse quarto usamos novamente o cartaz e fizemos de Rosinha uma criminosa e perguntamos ao paciente que machucou a perna se tinha sido ela quem roubou a sua roupa (ele estava só de fralda), mais uma vez ele caiu no riso e então prosseguimos.
De repente uma enfermeira dispara: Corram, venham conhecer Breno! Quando entramos no quarto, seus olhos brilharam e logo vimos brotar um sorriso. Breno conversava conosco, conta histórias e muita gente acumula na porta do quarto, afinal, risadas no hospital é um pouquinho estranho, mas estamos lutando para tornar isso corriqueiro! Claro que queríamos espalhar aquela alegria, e então convidamos os outros para conhecerem Breno. De repente surge uma mulher arretada do Pernambuco que fazia tanta graça, que todo mundo passou a observá-la. O seu nome já provocava sorrisos, era uma onomatopeia de trovão. E o nome dos seus 9 filhos? Era todos nomes de comida, até quando acaba o cardápio e surge um “Caveirinha”. Como a moça estava afim de brincar, resolvi propor uma troca: o colete dela pelo meu. Ela não aceitou, tirei meu boné, meu cinto, meus sapatos e trocaria tudo por aquele coleta, mas ela disse que era uma raridade francesa e não trocava por nada... Tudo bem, tudo bem... Ela pediu para irmos ver o filho dela, era uma criança que demonstrava uma alegria misturada com uma expressão de surpresa, e logo estabelecemos relação! Brincando ela tomou toda sua sopa...
Passando para outro quarto, encontramos uma criança que havia acabado de fazer uma cirurgia. Sem poder falar ela só fazia gestos que expressavam sim ou não. Mas é claro que com essas duas palavras dá pra ter inúmeros conversas e lindos sorrisos... De repente, mostramos aquele cartaz a ela, quando de repente ela lê: PRO-CU-RA—SE! Ela falava! E mais legal ainda era ver a reação dela sem saber decidir se a Rosinha, que tratou ela com tanto carinho deveria ser presa ou não!

Já partindo, Breno manda sua tia pedir para tirar uma foto nossa. De repente, em meio à foto, nossas três companheiras que estavam no andar de baixo aparecem na porta e Breno explode em gargalhadas. Agora todos juntos na foto e ele dispara: Essa foto vou guardar pro resto da minha vida, muito obrigado! Isso não tem preço... O Ensino da Universidade que me perdoe, mas é nesse projeto de extensão que eu encontro meus melhores momentos da vida acadêmica! A mulher que tem nome de onomatopeia de repente volta e se encontra com os outros clowns, logo diagnostica Olívia Traço Preto como gestante e o Breno como pai. Breno danadinho, adquire a confiança, engravida Olívia Traço Preto, e ainda ficou paquerando a rosinha? Eu virei pai de Olívia Traço Preto para defendê-la e obriguei um casamento!
Meus cadarços viraram alianças, o peso que segurava a porta virou almofada da dama de honra, uma mulher que lia a Bíblia em outro quadro virou padre, a chinesa-baiana virou fotógrafa, a tia e a mãe de Breno testemunhas. Casamento pronto, e não demorou muito para os convidados chegaram. Acompanhantes de todos os quartos convergiram pra lá, e de repente chega uma visita especial: o menino que tomou sopa com a gente querendo ver os palhaços, com a sua tia suspendendo o soro. De repente uma gargalhada! De Breno? Não! Do outro paciente que estava no quarto e tentou se esconder todo tempo, e agora também tinha sido cutucado pela humanização.
Após contagiar a todos, partimos para descer os nossos narizes. Eu fiz isso com a certeza de que essa foi uma atuação linda e inesquecível. Ainda sai com a certeza de que o hospital pode ser um lugar lindo e se transformar em diversos cenários, com múltiplos personagens, o que gera ALEGRIA!  É isso mesmo, hospital é lugar de alegria, só depende de mim e de você!
*foram usados pseudônimos para preserva a identidade dos pacientes

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Zeca Aventureiro - HUT - 29/11/2013

Quem quer limonada? Tenho limões de sobra!

A atuação desse dia inicia-se com a melhor companheira do mundo Tathy, com uma mistura de ansiedade e cansaço e um sinal divino de que aquele dia era especial. Isso mesmo, estava chovendo em Petrolina. No entanto, a chuva não sinalizou uma atuação maravilhosa, mas sim uma com altos e baixos, que espero que tenham sido proveitosos no meu processo de formação de Clown.

No primeiro quarto já chegamos fazendo um jogo com um gaúcho que bateu de moto numa placa e com um cara de Afrânio que foi “pego” por uma mulher na calçada. O conhecimento de que eles nadavam pra chegar numa ilha, que foram soldados e outras coisas possibilitaram jogos massas. Porém, viria o primeiro limão. Os dois cegos atuando, não viram um paciente no banheiro, que estava com a perna pendurada e passando mal. Logo chega um acompanhante e dispara: “acho legal e tudo vocês com essa vontade de animar, mas vocês deviam ter consciência da condição dos pacientes. O rapaz está passando mal ali do lado e vocês fazendo brincadeira?” Foi tão difícil ouvir isso, que foi impossível transformar a queda num passo de dança, só pude dizer que ia buscar a enfermeira que eles tanto esperavam.

Em seguida chegamos ao quarto ápice da noite. Fomos logo criando jogos com todas as disponibilidades que nos eram ofertadas. Fizemos concurso de músicas, de dança, e num instante já tinha os clowns, acompanhantes desse e de outros quartos, e os pacientes nas coreografias de forró, no ritmo de Amado Batista, e até de Calypso. O agradecimento constante das pacientes era como uma recompensa rara para nossa dedicação.

Mas como a noite era dos limões, a paciente que estava dançando conosco no último quarto, nos induziu a ir ao quarto do marido dela que estava em frente, porém o marido dela nos deu as costas e fingiu dormir. Mesmo assim, o outro paciente queria jogar. Com a Capoeira de Angola conseguimos manter o jogo em alta.

Em seguida, encontramos um paciente internado há 90 dias e um jovem que num acidente perdeu 1 membro superior  e o pé. Nesse cenário complicado conseguimos usar a energia da cultura baiana para deixar o jogo em alta. Com o caruru, o Pelourinho, e os irmãos Cosme e Damião fizemos bons jogos.
Em seguida, outro limão! Os pacientes daquele quarto, no dia que chegaram ao HUT, viram um circo que havia ao lado desse hospital e garantiam que éramos palhaços do circo. Não teve jeito, saímos de á como palhaços de circo. No entanto, alguns jogos ainda foram realizados com outro paciente e até com os que garantiam que éramos do circo. Rosinha e umas histórias de gatos, e um biscoito tostado pelo vapor do chá foram ideias surgidas ali.

Quando já estávamos indo embora, creio que o maior limão da noite. Uma mulher, no escuro, falando no celular e olhando para um vidro de uma das janelas que assumia a função de espelho, não conseguiu ver, quando passei por trás dela, o reflexo daquele olhar de criança do curso de formação. Ela só disse, com voz dura e pausada: “Saia-daqui-por-favor-que-tenho-medo-de-você”! Essas palavras chacoalharam dentro de mim, e ai o estado de clown caiu totalmente. Só queria descer a máscara e ir refletir.


No entanto, ainda tinha uma funcionária que achamos quando estávamos já chegando no quarto para descer a máscara que queria desabafar sobre a organização do HUT, e logo assumimos o papel do palhaço de protestar. Conversamos sobre os atrasos de salários e foi lindo ver o desabafo dela, e o alívio que ela sentiu depois. Ela realmente precisava dizer aquilo a alguém.

Atuação difícil, mas como devo transformar a queda num passo de dança, vou utilizar os limões para o meu aprendizado!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Zeca Aventureiro - HUT - 16/09/2013

    Mais um dia de atuação, e eu cheio de preocupação! Adivinhem com que? PROVA! 
    E assim me encaminho para o HUT, mas antes de chegar recebo a notícia que não havia nenhuma chave lá...     Corre, corre, ansiedade, afinal, precisava atuar! Queria esquecer a prova por alguns instantes, e ter mais certeza de que além do conhecimento adquirido com o estudo das disciplinas do curso, o carinho com o próximo, que a UPI tanto promove, é essencial! Então mudo minha rota, corrro no Bodódromo, pego a chave, e todo suado chego no HUT...
    Lá, uma nova companhia se acrescentava a mim, ao Joaquim e à Pedrita! Horts, que hoje ia fiscalizar nossa atuação... 
    E começamos nossa atuação! Ao aparecermos no corredor, uma mulher nos pede para ir até um quarto onde havia uma paciente chorando. Chegando lá, uma surpresa! Era uma paciente que estava internada há 30 dias, pela qual já tinha criado um grande carinho, e que tinha tido alta no dia anterior. Isso mesmo, ela teve alta, mas continuava no hospital por não ter conseguido ambulância para voltar para casa. Aquelas lágrimas chegaram a baixar a energia do meu clown, mas com a ajuda dos meus companheiros, logo fizemos brincadeiras, ensinamos ela a nadar, quando de repente, entre a umidade daquele rosto, brotou o mais lindo sorriso, que me contagiou e contribuiu para aumentar ainda mais minha paixão pela UPI!
    Continuamos nossas atuações, e entre um quarto e outro sempre surgiam novidades! Encontramos um jovem, que não parava de rir, outro homem que afobou Joaquim, uma enfermeira fashion e assim seguimos...
No último quarto, algo especial! Mais uma atuação com crianças... Uma menina super simpática, junta com o tricolor baiano que apresentei aqui no último diário, nos proporcionaram emoções belíssimas... Horts virou um mega fone e começou a entonar: "Atenção, o ônbusu já vai partir..."
    Foi assim que guardamos nossa  energia na caixinha abaixo do umbigo e fomos conversar sobre o dia, com a opinião de Horts...
    Horts nos falou sobre o tempo, que a gente sempre se esquecia dele, e falou que devíamos prestar mais atenção nas pessoas que estavam fora dos jogos para inseri-las. Ouvimos direitinho a voz da nossa monitora, e com certeza vamos tentar aplicar as correções na próxima terça! 
    Ops, falando em próxima terça, acabei de perceber algo! Meu companheiro Marmiteiro já viaja semana que vem e essa pode ser a nossa última atuação juntos :/
    Pra finalizar, só uma coisa, esqueci da prova e de todos os outros problemas durante essa noite e isso é incrível!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Zeca Aventureiro - HUT - 10/09/2013

      Estava eu sentado embaixo de uma árvore do Parque Josefa Coelho, tentando estudar. Mas dois casacas de couro, construindo seu ninho, tentavam tirar minha atenção, tanto que não vi meu celular tocar. Quando percebi, havia duas chamadas de Will e retornei. Era um convite de atuar naquele momento, às 4 da tarde! Montei na minha bicicleta, fui em casa, peguei o nariz e corri pro HUT, ansioso por uma atuação na luz do dia!
      Ao chegar no 1º andar, novidades! nos arrumamos no Estar Médico, que tava enxutinho, sem nenhuma poça d'água (quem atua no HUT sabe muito bem o quanto isso é bom). Subimos o nariz, viramos Correio, participamos de uma festa de final de ano, desorientamos pessoas, subimos as escadas e fomos cumprir a nossa missão: levar humanização para o ambiente hospitalar! Hoje, diferentemente dos outros dias jogamos bastante com os funcionários, estudantes e com os visitantes (era horário de visitas).
      No primeiro quarto, duas senhoras lindas jogaram conosco! Uma das, com suas acompanhantes, que Joaquim fez o favor de embaralhar seus nomes criando um excelente jogo, nos presenteou com um vestido! Vestido grande, que quase vestiu nós dois... E ai, tiramos fotos, recebemos abraços e então partimos para outro lugar! Pedrita, quando paquerada, logo acionava o Marmiteiro Guardião... Então entramos num quarto onde a linguagem de beijos predominou! Eram beijos, beijos e mais beijos, além de caretas e mais um bocado de coisa...
      Continuamos nossa caminhada, e ajudamos um maqueiro, que não era rico porque não fazia macas nem cirurgias de pés! Nessa confusão ficamos trancados no quarto, fomos soltos por uma moça bonita, e por isso fomos ao quarto dela! Nossa, lá tinha um senhor, que arrumou um professor de Português de Portugal, e tinha quebrado sua perna no Forró do Sfrega, outro cara que vivia penteando o cabelo, quando de repente chega a Luz!
      Em outro quarto, um cantor que não queria cantar, que tava cheio de feridas na bunda, outro que tinha um óleo de bunda, e só queriam falar de bunda! Ambiente impróprio para inocentes clowns! Partimos... 
      De repente uma criança, comendo sopa, chamou nossa atenção! Nunca fomos no Dom Malan, não sabíamos como era atuar com crianças, mas lembramos do ilustríssimo Gentileza: "Na dúvida, corre!" No início, a dificuldade... Fizemos um jogo com nossos nomes, com a sopa dele, e descobrimos que ele queria ser jogador de futebol. Porém, ele disse que não gostava de estudar... Deixamos bem claro: "Pra ser jogador, tem de estudar muito"... E aí descobrimos um tricolor, torcedor do Bahia, que ofendeu o Joaquim por torcer por um time melhor do que o dele. Zeca e Pedrita cantaram o hino do Bahia, quando percebemos no outro canto do quarto uma senhora e sua acompanhante que estavam à margem do jogo. Fomos lá, e conhecemos um caso delicado, de uma filha única, que precisava dormir em casa, mas sua mãe pedia, com insistência, para ela permanecer ali. Mesmo sem saber como, afirmamos que iríamos ajudá-la, e sabendo menos ainda o que aconteceu, em seguida a senhora mandou a filha ir pra casa e chamar a moça, contratada para ficar lá!
      Hora de descer... Quando estávamos indo já descer o nariz, uns funcionários e um locutor oportunizaram certos jogos, e então, seguramos nossa energia mais um pouquinho! Já no Estar Médico, uma acompanhante e aqueles mesmos funcionários continuava a jogar conosco.
     Finalmente, narizes abaixados, que pena, que bom, que tal... E a ratificação de que a UPI me faz tão bem, assim como aquele ninho, feito de galho em galho, faz para aqueles casacas de couro.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Zeca Aventureiro - HUT - 27/08/2013



                Mais um dia de atuação! Toda aquela emoção de sempre e mais uma vez com novidades. Mudei de grupo e atuei com outros melhores companheiros do mundo, e dessa vez sem monitores. Logo após a subida do nariz, fomos atuar num quarto especial. Lá havia uma senhora que tinha pedido a karol, durante seu estágio de manhã, que a Josefina Pernas Finas aparecesse a noite. E assim fomos cumprir o pedido... Cantamos músicas, dançamos imitando a coreografia de uma acompanhante, então fomos para o 3º andar, nosso lugar de atuação.
                Ops, na subida problemas no elevador! A porta abriu e demos de cara com o concreto. Mais um aprendizado... Usar o exercício físico e os diversos jogos que a escada pode oferecer é bem melhor!
                Finalmente no 3º andar começamos com muita vontade e alegria! Num quarto onde uma acompanhante ria sem parar, logo atraiu um bocado de gente e o quarto virou uma festa... Teve desfiles, pinga, possíveis tentativas de se jogar da janela do hospital para uma paciente jornalista ter o que filmar, e o melhor, um cantor! Várias músicas alegraram aquele quarto e o som encheu todo o corredor.
                E foi assim, de quarto em quarto essa galera seguia nossos clowns o que foi bastante legal, no entanto às vezes a gente deixava de atuar em trio para atuar individualmente. Mais um aprendizado da noite...
                E de repente já tínhamos sido avisados que o tempo acabou! Poxa, passa tão rápido a noite mais legal da semana... A única noite que me faz esquecer-se de todos os compromissos acadêmicos e só deixar explodir a energia que fica abaixo 4 dedos do umbigo para tornar o hospital mais humanizado.
                Valeu Will e Karol por essa atuação!

sábado, 17 de agosto de 2013

Zeca Aventureiro - HUT - 14/08/2013

Diário de Bordo – UPI
14.8.2013

                A chegada ao HUT nessa quarta teve um recheio de preocupação. Estávamos sem a chave do armário da maquiagem! Então esperamos o outro grupo e finalmente fomos nos preparar! Roupa vestida, ajuda de Amandinha para maquiagem, e finalmente música e energia para “arribar as venta vermelha”!
                Então foi só alegria... Subimos para o nosso andar no elevador, ops, no elevador não, na máquina do tempo! E de repente não sabíamos se estávamos no passado ou no futuro, quando uma mulher disse que estávamos era no presente! Opa, presente! Queríamos presente e fomos atrás dele. Entramos no primeiro quarto, onde uma senhora botou a gente para falar com a irmã dela de São Paulo e fomos a outro quarto!
                Quando perguntamos se podíamos entrar, uma senhora disparou: “E eu to com seus pés?” Então entramos a procura de nossos pés! De repente uma surpresa, a senhora cuspia no chão! E quando dávamos risada ela perguntava se era para cuspir na cama dela! De repente fizemos um jogo com isso, falamos que ela era uma máquina atiradora de cuspe e que estávamos com medo! Foi o que ela quis para cuspir na gente... De repente ela ficou com sede! Pediu água à acompanhante e adivinhem onde jogou o resto da água... No chão? Não! No Zeca Aventureiro... E assim foi, ela mandava a gente ir embora a todo tempo, mas quando íamos ela nos chamava de volta, e nos chamava de “acanaiado”, num sei o que das “venta vermelha”, e um bocado de expressões mais antigas que nunca tínhamos ouvido falar, mas eram perfeitas para o jogo! E na despedida recebemos o convite de ir à casa dela para comer rapadura, angu de sebo, e outras coisas lá...
                No próximo quarto, tinha um senhor amarrado na maca, o que nos permitiu vários jogos, mas sem conseguir qualquer esboço de aceitação dele, mas as outras pessoas do quarto estavam gostando! No outro paciente, uma unha imensa... O dia tava ao nosso favor, achávamos brincadeiras em tudo! Quando já estávamos partindo, o acompanhante do senhor falou: “Vocês não estão atrás de presente? Se vocês fizerem ele rir vou dar um presente a vocês!” Aceitamos o desafio, mas sem muitas esperanças... E tentávamos de tudo que era jeito e nada... Até que achamos um dente de ouro na boca dele, inventamos várias coisas e nada do riso. Quando já estávamos desistindo, e saindo do quarto ele começou a rir sem parar, e quando a gente ia se despedindo falava: se o senhor rir a gente fica mais um pouquinho, e ela mais uma vez caia na risada! Caramba, aqueles sorrisos eram incríveis, não tinham preço!
                Então fomos passando e uma mãe nos chama para o isolamento! O paciente devia ter uns 16 anos, no máximo. Lá ouvimos rádio, fizemos uma boate, tiramos foto, subimos em escada, criamos um ambiente de uma piscina, e quando saímos a mãe dispara um agradecimento ao nosso trabalho.
                Então fomos ao último quarto, incrível também! Ganhamos balas, criamos uma rede de wi-fi, uma antena de televisão sem fio, antenas de rádio e apareciam jogos de todos os cantos, até que, quando percebemos estavam todos tirando fotos, e de repente descobrimos o horário! É já era hora de voltar à máquina do tempo e ir guardar a energia do clown na região de 4 dedos abaixo do umbigo.
                A noite foi espetacular, em cada “sim” percebia cada vez mais a importância da UPI, tanto para os pacientes e acompanhantes quanto para a nossa formação de profissionais mais humanizados... Amandinha e Lorena, foi tudo tão bom, hein? Pena que o que é bom dura pouco... Vou ter de mudar de grupo, mas, mais uma vez vou atuar com outros melhores companheiros do mundo!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Zeca Aventureiro - HUT - 07/08/2013

  Aquele dia cheio de ansiedade finalmente chegou! O meu primeiro dia de atuação no ambiente hospitalar. O Abraço Grátis, na feira da Areia Branca já tinha me ajudado a contornar aquela pontinha de medo e a aprender a contornar algumas adversidades.
                E assim foi, segurei a ansiedade até às 19:30, quando finalmente vesti minha roupa, fiz a maquiagem com ajuda de Amandinha, recebi instruções dos monitores e até que enfim a hora mais esperada: a subida do nariz! Naquela hora puxei toda energia possível, a das bolinhas percorrendo o corpo, a das 5000 borboletas e a partir daí já era diferente! Usar o elevador foi uma diversão, a mulher que passou com o carrinho do lanche também caiu na brincadeira e assim chegamos no nosso andar...
                Então fomos para o primeiro quarto, quando de repente uma criança começou a chorar e percebemos que era a hora de recuar e procurar outras pessoas... E assim foi! Cantamos o show das poderosas, músicas de Leonardo, atirei-o-pau-no-gato, fizemos um desfile de modas e mandamos muitos abraços para as pessoas que estamos conversando no telefone! Mas nem tudo foi tão fácil, logo em seguida vi o meu clown fugir de mim quando vi uma senhora com o fêmur quebrando, e que não conseguia falar, imediatamente senti muita pena e já não conseguia atuar normalmente, o que vou ter de aprender a contornar!
                Mas depois desse momento, tudo voltou ao normal... Descobrimos uma senhora que morava no Caititu, muito simpática, e que dizia está procurando a saúde! Foi uma aventura ajudar ela a procurar a saúde... E o mais interessante é que ela acordou com nossa presença, e eu nunca vi alguém acordar com tão bom humor!
                E então o tempo corria sem a gente perceber, e quando vimos já era a hora de guardar o nosso clown! A vontade de continuar atuando estava presente, mas tínhamos de respeitar o momento de descanso do próximo. E ai descemos o nariz, trocamos de roupa e fomos avaliar nossas atuações.
                Sai do traumas com a certeza de quão linda e importante é a UPI e com muita vontade de continuar nesse projeto. Agora é torcer para ir me aperfeiçoando aos pouquinhos, cada vê mais, e fazer um trabalho cada vez melhor.
                Há... Karol, Amandinha e Lorena, brigadão por esse diaa lindo ao lado de vocês!

                Até a próxima quarta diário! 

Zeca Aventureiro - Abraço Grátis - 14/07/2013

Finalmente chegou o dia recheado de ansiedade, insegurança, receio, mas de muita vontade! O dia da nossa primeira atuação como clown foi incrível, e cheio de energia que ainda sobrava dos pães de queijo e dos outros 300 pratos experimentados no dia anterior...
            Acordei cedo, bem cedo pra não chegar atrasado, mas pra não perder o costume me atrasei uns 20 minutinhos... E ai iniciamos a elaboração das nossas obras de arte, com um bocado de cores, e vontade de fazer a melhor maquiagem do mundo...
            Em seguida, fechamos os olhos para o momento mais esperado, puxar a energia necessária para levantar o nosso nariz, e assim, começar a nossa atuação... Então descemos as escadas, com toda alegria da melhor galera do mundo e ao pisar na rua, confesso que a insegurança tomou conta de mim e o medo de não receber nenhum abraço era imenso. Ainda bem que isso foi provisório, depois do primeiro abraço a insegurança passou e só tinha mais vontade de abraçar...
            Fatos incríveis, que se planejados não ocorreriam, aconteceram! Como transformar duas bandas de coco que estavam nos pés de uma menina em lindos sapatos, auxiliar uma senhora a levar as compras até o carro, e até convencer uma menina a cuidar de uma árvore, da qual ela estava maltratando, para depois construirmos uma casa da árvore... Isso tudo com o auxílio dos melhores companheiros do mundo!
            Mas nem tudo são flores, alguns fatos serviram para nos aperfeiçoar... Algumas rejeições e aproveitamentos, por exemplo, serviram para nos ensinar a ser mais atenciosos e a cuidar mais dos nossos companheiros.
            É isso ai, que as falhas do primeiro dia sejam corrigidas com o tempo, de preferência rapidamente, para que possamos fazer o melhor trabalho possível nos hospitais.
            Para finalizar, almoço no Bodódromo, com aquela característica dos estudantes! A maior economia possível! Com duas linguiças e duas picanhas comeram 12 pessoas!