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sábado, 10 de agosto de 2013
Amélia Ventosa - HUT - 07/08/2013
Chegou o grande dia, primeira atuação no HUT com meu mais novo companheiro Will, e a primeira atuação com a Lalá, nossa monitora. Estava muito nervosa durante o dia inteiro com todas as tarefas que tinha que desenvolver durante o dia, e toda a carga que venho sustentando a um tempo. Passei o dia com sono, e olhava para o relógio a todo instante tentando adiar as 18:30, horário esse que tinha combinado de me encontrar com meus melhores companheiros do mundo. Cheguei, 18:30 chegou, Sofia estava em todo os lugares, menos alí... Mas era a vez de Amélia aparecer e então tentar trazer Sofia de volta. Nós trocamos, nos maquiamos, música, muita energia no ar, várias bolinhas, minha caixinha Gentileza, meu segredo. E fomos ao corredor, os risco começaram alí, e como de costume Amélia estava muito elétrica, apesar de meio perdida. No primeiro quarto, encontramos uma senhorinha que demos o nome de Menina Linda, já que o dela era bastante difícil de se dizer que nós contou que tinha "enemia" e que dava graças a Deus que nós não tínhamos isso, nós contou que estava numa casa de saúde e que a gente não devia se preocupar por estarmos perdidos ali, sua filha também nos explicou todo o processo de "enemia" que era no sangue e Amélia insistia em dizer que tinha aprendido que era no cabelo. Lóló Bicicletinha facilitou todo o processo do entendimento, mas amélia não parava de falar. Enfim, fomos passear por outros lugares apesar de ter sido difícil dali deixando dona menina linda que era um doce e soltava beijos na nossa partida. Uma linda! Estava um pouco tarde, e muitos estavam dormindo. No outro quarto, pela janela a menina não queria brincar conosco, mal olhava pra gente e insistimos naquele encontro, até que ela sorriu e enfim entramos no quarto e a encontramos com sua mãe. Tivemos alguns presentes nesse quarto, já que tinha sido difícil o encontro ali, mas valeu a pena. E por fim, o ultimo quarto onde tinham dois pacientes, o Pistoleiro e o Calango Seco que era cheio de "leve S". Ele dizia a todo momento que Amélia era cheia de "leve S" e a coitada não entendia nada, até que ele explicou que ele esse tal de "leve S", era falar palavras ambíguas. Jogamos muito, ele brigou com Loló e eles ficaram soltando farpas, mas era uma brincadeira engraçada. O Marmiteiro foi a tentar também entender uma expressão que ele falava sobre "Boi em terra dos outros é carneiro", e depois de muita explicação acho que o Marmiteiro conseguiu entender. Calango Seco era cheio de expressões regionais e um pouco abusado, mas nós conquistava a todo momento e não permitia nossa ida, embora o pistoleiro do quarto estivesse ali e pouco jogamos com ele, Calango Seco tomava toda nossa atenção. Calango Seco foi o presentão da noite. Por fim, tivemos que ir embora, pois já eram 21:50 PM e o trem passaria as 22:00. Voltamos a uma salinha que tínhamos saído de lá e demos de cara com uma moça toda de branco pedindo pra tirar um tal de retrato, até que deixamos ela tirar depois de muita insistência rsrsrs. Ficamos então sem o retrato. :( Voltamos o quarto, baixei meu nariz, Amélia quis descansar e processar toda aquela informação... Apareceram outros melhores companheiros do mundo e trocamos algumas experiências. Pronto, a noite de hoje foi desafiante, e incrível. Até ansiosamente a próxima. Beijos, Amélia Ventosa.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Amélia 03.05.12
Diário de Bordo, 03/05/2012
Ansiedade e nervosismo, surpresa, medo, muito medo.. Essa são as primeiras palavras da primeira atuação no hospital. Fomos então para o hospital, todo aquele ambiente era novo pra mim, nunca tinha estado no HUT. Em minha cabeça funcionou da seguinte forma, enxerguei um grande corredor em minha frente e a cada passo que dava ficava mais perto do grande desafio. Meu primeiro dia marcou, chegamos então ao nosso quartinho para trocarmos de roupa, tão apertadinho e ao mesmo tempo nos proporcionando tanto calor humano. A presença de Vits, Lis, Ray, Wagner, Lorena e Ulisses me deixou um pouco mais calma. Uma alegria contagiante tomava conta de mim, enquanto nos arrumavamos, trocavamos sorrisos e sentimentos de medo, dava pra ver. Mas todo aquele processo foi me acalmando. Finalmente o reencontro com Amélia, que linda. Poucos dias e muita saudade. Chegamos, estavamos lá prontos para o real encontro, tentar ultrapassar aquela fronteira de contato dos muros dos hospitais, de toda aquela construção que eu nem sei de onde e pra que fo inventada. Voltando, corredor, elevador, pessoas, primeiramente sustos conjuntamente de sorrisos e eu a primeira vista não conseguia nem falar. Minha voz sumiu, me recordo de um som, de um grito. Me assustei. Primeiro quarto, primeira impressão não é a marca - não mesmo! Achei o quarto ligeiramente frio (no sentido de calor humano) Achei que não fossemos conseguir nada ali, que ninguém iria comprar o nosso jogo. Mas certamente as coisas foram mudando e com muita "vitória" Lisbela encanta por onde passa, sempre fico encantada com tanta delicadeza em ser. Alguns jogos foram comprados e certamente saí dalí encantada com a capacidade de atrair olhares e atenção ao passo que ao mesmo tempo ser ignorada por um sono ou talvez um motivo maior que não daria pra ser descoberto em pouco tempo. Saímos dali em direção a outro quarto, o carinha das Arabias foi muito engraçado, até pipocas de manteiga comemos, lançamos jogos e ele correnspondia a todas e muitas vezes conseguiu me calar. Os acompanhantes do quarto sempre muito disponíveis, achei muito bom esse primeiro contato. Finalmente o ultimo quarto da noite, que aventura! Se aquele quarto tivesse nome seria : O planeta do ET Etevaldo e sua Ópera Maluca. Muito booom! Quando estramos no quarto, seu Etevaldo cobria os olhos com um paninho fino, que logo foi trocado por um mais grosso para que não vissemos que ele estava acordado. Mas não deu certo, Amélia percebeu e foi lá cutucar seu Etevaldo, que estava onze dias sem comer, e não queria saber de história nenhuma. Chegou até a nos chamar de "Coas" que para nosso analfabetismo significa o feminino de "Cão". Dizia a todo instante que eramos muito atentadas, mas ele no fundo no fundo estava gostando. Conseguimos boas gargalhadas, e algumas rabujices que foram devinamente importantes para o meu entendimento do seu ser. O quarto também possuia um paciente que me deixou instagada por estava amarrada na cama, não gostei de ver aquilo. Me recordei rapidamente do sanatório e não queria que os sentimentos daquele lugar tomasse conta de mim, tentei me distrair. Consegui com os jogos lançados pelas meninas para Jefferson, o paciente que estava amarrado. Ele estava muito agoniado, parecia não ter consciência de outra coisa a não ser não querer estar ali. As vezes gritava, agonizada e aquilo me angústiava. Os acompanhantes do quarto participaram dos nossos jogos e foram bastante disponíveis. Essa noite foi muito ao meu ver proveitosa e de muito aprendizado. Gostei muito de atuar com minhas melhores companheiros do mundo, Lisbela e Teka, temos tudo para darmos muito certo. Aprendi muito e voltei para casa aliviada, pois achei que seria um ringue, uma luta interminável. Eu sei que viram dias que não comprarão o meu jogo, e que eu preciso estudar muito, escutar mais e ler muitos diários de bordo. Preciso estar sempre disponível para aprender algo novo. Sempre me renovando. Beijocas, Amélia!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Dia do abraço
Quando soube que iriamos atuar no próximo sábado, todas as minhas atenções durante a semana ficaram voltadas para o grande dia. Um dia se antecedia, eu só conseguia pensar no 'dia do abraço", espalhei para todos. A ansiedade tomou mais uma vez conta de mim. O grande dia chegou, acordei mais cedo do que o normal e fiquei bolando várias vezes na cama pensando, articulando, imaginando como iria ser. Meu coração palpitava por saber que ia encontrar meu clown mais uma vez...lembrei-me então de uma citação do livro o Pequeno Príncipe " Se tu vens às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz." Me senti completamente assim, estava muito feliz em saber que ia me encontrar com Amélia! =D
Parei então de inquietar minha mente e deixei que as minhas ações não pensadas fizessem do meu dia. Enfim, toda a articulação de um trabalho bem feito e planejado voltou à tona em minha cabeça. Eu só conseguia pensar nas oficinas, a ouvir vozes e músicas dentro de mim. Estávamos todos afoitos e muito ansiosos. Nos arrumamos, nos maquiamos e por fim fomos em busca dos nossos clowns juntos. Aquela busca por algo que estava dentro de mim, parecia um labirinto em que já havia percorrido algumas vezes, porém o meu clown gritava, afim de nos encontrarmos mais rápido. E assim o encontro foi se dando ao som de músicas que e faziam lembrar dela, a linda Amélia Ventosa. Tchanram, finalmente nós encontramos, lá estavam eu diante de Amélia, sorridente, olhar brilhante, e pernas inquietas. Que saudade que eu estava dela e de todos os melhores companheiros do mundo!. Fomos as ruas da cidade, em busca de encontros, a fim de encontrar o encontrável, o contato, o afeto. Vi, vi flores, vi arco-íris, mas vi também ervas daninhas, céu nublado e terra seca. Muitas vezes esquecemos na real e simples importância, do olhar, do sorriso. Nunca paramos pra pensar se em algum momento fomos parte da vida de alguém quando os sonhos dessa pessoa se tornaram realidade. E como, nós respondemos a isso? Ou se estivemos lá, quando os sonhos delas morreram. Como, nós respondemos a isso? Será que sabendo dessa responsabilidade todas nós continuaríamos a nós aproximar e modificar para melhor a vida dessa pessoa? Não sei, como você iria responder isso? Acho que a melhor forma de tentar descobrir isso seria através do autoconhecimento inicialmente, do que somos capaz e do quanto somos capazes. É bom lembrar, que tem sempre alguém precisando da gente, e que simples coisas fazem a diferença. Esse foi o meu primeiro dia de atuação, simples, contagiante e REDESCOBRINDO O REAL SIGNIFICADO DE SER E EXISTIR NESSE MUNDO! Eu sirvo pra quê, nós servimos pra quê? Total entrega, disponibilidade, verdade, muita verdade. O QUE EU QUERO, EU QUERO MUITO!. Essas palavras não saem de minha cabeça. Por fim, o grande dia não terminou, apenas está continuando o trabalho que iremos construir juntos, Que "exista sempre amor pra recomeçar", as pessoas precisam de nós! Beijocas e até mais :*
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