Dedicatória que quer dizer quando todo o amor do mundo quer se exibir em uma só frase, então, dedico esse diário as minhas duas melhores companheiras do mundo que me acompanharam na última atuação.
Foi bem no susto, na catina fazendo um trabalho e chega as duas indo atuar... Senti vibrar essas bolinhas quatro dedos abaixo do meu umbigo, a caixinha que havia um tempinho que ficava ali, pediu pra percorrer pelo meu corpo, subir para os meus olhos e pintar meu nariz de vermelho.
Fui. Frida foi.
Encontrar dentro daquele banheiro frio os olhos brilhantes e enormes de Jurema das pamonhas e minha outra companheira do sorriso de metal Zefinha das laranjeiras. É quando encontro Frida de vez, é quando faço do meu redor possibilidade, é quando vem a sensação doce que dá no estômago ao se jogar no branco...
Dou suspiros toda vez que lembro de todos os encontros... Desde o encontro com Maca que logo depois virou Thiaguinho, até Dona Maria que sai todoooo ano na propaganda da globo e que esse ano ia ser gravada ali a de final de ano (Bem explicado o porque de todo mundo tá de branco...) porque hoje é um novo dia, de um novo tempo...
É quando surge um pequeno correndo pelo hospital, é quando o pequeno quer apostar corrida e não pode correr, é quando a gente faz uma corrida de Câmera Lenta e ele sempre vence! Beleza maior é quando a imaginação toma o espaço e nos tornamos capazes de fazer uma pipa, da cor que ele quiser e empinar no meio do corredor (E ainda fazer ele ser capaz de derrubar todas as nossas pipas...). Beleza são os olhos brilhantes que faz a gente descobrir que as vezes quem precisa daquilo somos nós.
Acertar o nome do rapaz que estava com o Cabo (que antes estava na bunda de outro senhor) na cabeça foi incrível. Tirando as dicas de relacionamento e o convite para o Copa Vela em Paulo Afonso... Do Traumas para o mundo! rs
É quando muita coisa começa a fazer sentido se é que é preciso mesmo fazer sentido... Me questiono as vezes se o mundo lá fora não é um pouquinho complicado e se eu não posso me juntar com a moça, do livro que li ainda essa semana, e simplificar um pouco as coisas e tentar entender o mundo de um jeito que ele possa ficar mais bonito.
E nessa maneira de entender o mundo, vejo sentido em quase tudo e quando não vejo, o nariz vermelho me dá de presente a falta de sentido como jogo. Me sinto com a jarra um pouco mais cheia...
Me sinto tendo a certeza (que segundo a moça do livro é quando a ideia cansa de procurar e para) de que isso tudo é por Amor (só pode ser ele...), porque a falta de sentido talvez seja por causa disso... Porque é Amor.
E quanto ao amor? A moça do livro não sabia explicar...
"É um gostar que não diminui de um aniversário pro outro. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina."
Permaneceremos sem sentido então... =)
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sábado, 19 de julho de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Atuação Hospital Materno-Infantil (19/05/2014)
Coisa linda é observar. Coisa linda é deixar a energia de Frida guardadinha e admirar as minhas melhores companheiras do mundo. Rosinha, essa companheira tão antiga e que tive tão pouco contato, com aquela gargalhada gostosa pra subir aquele nariz. Lulu, essa companheira mais do que antiga, mais do que conhecida que vi nascer, crescer e agora vejo ali, voando com as próprias asas. Jurema, essa nova companheira tão laranja e tão cheia de vida. Preciso dizer o quanto eu estou apaixonada pelas minhas melhores companheiras do mundo? Tenho certeza que tem cheiro de Deus nessa escolha toda! Era disso que Camila e Frida precisava.
Observar é difícil, ainda mais quando se vai despreparada com uma blusa marca texto, foi difícil me manter escondida. Mas registrei com o olhar, com o amor. Como é lindo quando a gente consegue ver a beleza disso tudo. Como é lindo o olhar das pessoas quando aquelas cores passam pelos corredores, como é possível acreditar em humanização quando as pessoas se enxergam olhadas dentro daquele ambiente.
Confesso que na Maternidade, o trabalho é diferente, mas não menos interessante. Ali a gente tem a forma mais genuína de vida, mas que nem sempre é chegada com essa visão e trazer um pouco de leveza aquelas mães que as vezes passam por situações bem difíceis pra estar ali, faça sentido, ou melhor, seja uma melhor forma de dar bem-vindo aqueles pequenos a esse mundão.
O fato é que criança ainda continua me assustando, mesmo quando eu só observo. O olhar baixo, aquele lençol, Deus, que coisa difícil eu entender o porque eles estão ali. É, eu ainda tenho muito o que ser trabalho. Mas acho que é um processo, a formação é constante... Palhaço pronto, é palhaço morto!
Ps: As bolinhas na caixinha vez ou outra balançavam, querendo entrar na dança. Que coisa difícil mantê-las guardadinhas enquanto tem alguns curtindo o baile. Acho que esse também é um das grandes importância dessa observação.
Que esse seja só o início de uma temporada de atuações, de uma temporada de realizações...
Que esse seja só o início do fim... Que sejamos desnecessários em um futuro!
É preciso ter humanização, sem atividades pra isso!!
Lutaremos... =)
Observar é difícil, ainda mais quando se vai despreparada com uma blusa marca texto, foi difícil me manter escondida. Mas registrei com o olhar, com o amor. Como é lindo quando a gente consegue ver a beleza disso tudo. Como é lindo o olhar das pessoas quando aquelas cores passam pelos corredores, como é possível acreditar em humanização quando as pessoas se enxergam olhadas dentro daquele ambiente.
Confesso que na Maternidade, o trabalho é diferente, mas não menos interessante. Ali a gente tem a forma mais genuína de vida, mas que nem sempre é chegada com essa visão e trazer um pouco de leveza aquelas mães que as vezes passam por situações bem difíceis pra estar ali, faça sentido, ou melhor, seja uma melhor forma de dar bem-vindo aqueles pequenos a esse mundão.
O fato é que criança ainda continua me assustando, mesmo quando eu só observo. O olhar baixo, aquele lençol, Deus, que coisa difícil eu entender o porque eles estão ali. É, eu ainda tenho muito o que ser trabalho. Mas acho que é um processo, a formação é constante... Palhaço pronto, é palhaço morto!
Ps: As bolinhas na caixinha vez ou outra balançavam, querendo entrar na dança. Que coisa difícil mantê-las guardadinhas enquanto tem alguns curtindo o baile. Acho que esse também é um das grandes importância dessa observação.
Que esse seja só o início de uma temporada de atuações, de uma temporada de realizações...
Que esse seja só o início do fim... Que sejamos desnecessários em um futuro!
É preciso ter humanização, sem atividades pra isso!!
Lutaremos... =)
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Frida Seriguela - Hospital Materno Infantil (Juazeiro - BA) - 14/05/2014
Com uma melhor companheira do mundo que nem precisa arregalar muito os olhos para mostrar disponibilidade, pois já nasceu com eles bem abertos, não poderia esperar menos.
Ser monitora pra mim não é nada além do que: Começar de novo. O frio na barriga, a expectativa da primeira atuação e todas as outras coisas que recomeçam toda vez que entro dentro do hospital.
Frida vem amadurecendo e como todo processo de amadurecimento, ele é bem dolorido, há algumas coisas dela que são reflexo das mudanças e escolhas da minha vida (não poderia ser diferente). Uma vez ouvir que ao crescer a gente deveria perder a inocência, mas nunca a ingenuidade. Levei aquilo pra minha vida e cresci desenvolvendo isso como principio. Engraçado disso tudo é que junto com isso, procurei não envergonhar a criança que fui. Frida não está sendo diferente, perder essa inocência vem sendo um processo cada vez mais complicado pra ela, lidar com esse turbilhão de coisas não vem sendo de forma nenhuma fácil. Talvez porque esse processo vai além de puramente ela, esse processo vem sendo de Camila e ela juntinhas, como uma criança que perdeu a mãe cedo e logo teve que se tornar adulto, não houve o direito de "aborrecer", assim vem sendo (Viu Ana e Lisbela? O laço na roupa até ajuda a lembrar que essa mãe existiu, mas não há presença e tudo fica um pouco mais difícil!). Entre trancos e barrancos, consigo me surpreender. Surpreender com que está entre as entrelinhas, surpreender com o que me mantém aqui firme e forte.
Depois do abraço (desculpem a ausência de diário sobre ele, mas não houve muito o que dizer dele, optei pelo silêncio...) foi a minha primeira atuação, confesso que dei umas fugidas, deixei Frida um pouquinho ali, há algumas dores que ela não precisava sentir. E retomei, e é incrível como essas bolinhas nessa caixinha bem colorida que fica a 4 dedos abaixo do meu umbigo não se balança e corre pro corpo inteiro independente do tempo que ela fica fechada. A energia subiu logo logo, a sede de subir a máscara fez com que ela não demorasse muito, era hora de matar as saudades.
Os braços tremiam, o olhar abriu... E eis-me aqui! Começando os trabalhos, ou melhor, os cuidados.
Atuar com crianças nunca foi meu forte, a experiência no Dom Malam me trouxe muitos aprendizados, talvez porque eu ainda tenho muita dificuldade de lidar com a injustiça que é tê-las ali.
Mas a atuação foi incrível. A melhor companheira do mundo, com sua timidez e seu jeitinho e sem se dar conta, fez o jogo de Frida que naquele momento mais precisava de monitoria do que ser monitora, subir. Conheci um rapaz que bebia café e disse que tinha na copa, agora só imagine o que é esperar até junho para beber esse bendito café?, fora que ali dentro tinha uma boca de fumo e várias drogas. E pra falar a verdade? Nunca tinha visto tanta gente pequena junto, até perguntei para aquelas mulheres como fazia pra ter um e ai vieram as aulas... Era gostoso, uma disse, precisava de uma máquina, a outra disse (e o resto fica por conta da imaginação de vocês rs), sei que a aula ficou marcada para 23hrs, no novo encontro, com direito a churrasco e cerveja! Pra fechar com chave de ouro, fomos visitar outros pequenos, que eram maiores que o de antes, pois já tinham comido MUITO (E sim, é preciso comer pra crescer!). De pato a boneca, naquele lugar tinha de tudo!
Esquecendo que aquele lugar era o hospital e mesmo com Raimundinha MUITO cansada. Frida voltou!
Que delícia tê-la de volta. Obrigada a minha melhor companheira do mundo, por olhos tão brilhantes e por confiar!
Fora isso... Dedico esse diário a Lisbela, ela, que me deu encontros que se transformam em laços.
Continuemos... Carregando todos esses laços!
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Frida Seriguela - 22/11/2013 (Scientex)
"Para alcançar o que já estava aqui
Se a crença quer se materializar
Tanto quanto a experiência quer se abstrair
A ciência não avança
A ciência alcança
A ciência em si!" (Arnaldo Antunes)
FELICITEC. E eu que sempre achei que felicidade era algo tão difícil e que só poderia ser construída com tempo e com muita leveza, me vi distribuindo felicidade em forma de doce. Mas tudo não passava de ciência, esse ambiente sólido que tanto me assusta, chegou a hora de levar cor e leveza aquele lugar...
E quando demos conta orientadores e estudantes caindo na nossa dança, aceitando fazer parte da nossa pesquisa, aceitando a nossa forma de fazer ciência. Talvez a forma mais pura que esse nariz vermelho nos proporcione, talvez a forma mais pura que Frida me permite ser. Porque com ela, eu sou.
Em meio a jujubas e balinhas, encontrei diversas gente. Inclusive, algumas bem próximas de Camila e que Frida fez questão de se apresentar! O lugar em que frequento diariamente teve outra cor... Lembrei da oficina de formação quando fui atrás de Ernesto e fiz de cada centímetro daquele lugar possibilidade. E eis ali de novo, fazendo daquele lugar leveza.
A rampa era uma pista de skate, a mangueira uma passarela (Quem diria que três pessoas iam conseguir andar em cima de uma mangueira?)
E quando eu me dei conta lá estava Frida distribuindo o que tem de mais doce junto com tanto docinhos... Os melhores companheiros do mundo e dessa vez não eram só dois, eram um bando! Você via de longe os brilhinhos daqueles narizes rodopiando por entre corredores e salas!
E ouvir da moça do ar-condicionado que virou a moça azulada garota propaganda da tim, que se emocionava bastante com tudo isso, foi sim, reconhecimento de que tudo em que acredito vale a pena.
E apesar de ser bem diferente do hospital, ainda sim, não deixa de ser um ambiente necessário para sensibilização e humanização. Acreditar nisso e apostar faz com que cada lugar seja possível de ser acolhido. E que estar em meio a isso, e fazer do que eu acredito atitude. E acho isso o mais bonito disso tudo...
<O*
Frida Seriguela - Qualquer data de setembro (HUT)
É visível toda vez que subo esse nariz um reflexo de tudo que acontece com Camila bem exposto nas atitudes de Frida. É estranho pras pessoas que não entendem como tudo isso é possível mas para mim que vivo isso, é bem mais simples. Difícil é transformar isso em palavras.
Depois de uma tarde de choro e desse choro ter se prolongado até 20 minutos antes da atuação, quando encontrei a minha melhor companheira do mundo, Mira, que estava disposta mesmo sabendo que eu não estava inteira, que ali faltava um pedaço meu. Pegou na minha mão e disse: "Bora!"
Enquanto me maquiava refleti em diversas coisas, desde como seria essa disponibilidade, esse branco, quando a cabeça tava cheia, os olhos inchados e nada daquilo ali, seria possível esconder. Mas me permiti, permiti que Frida chegasse mesmo que as coisas não estivessem arrumadas.
Não sei se foi uma boa ideia, mas, tudo que eu quero, eu quero muito! E eu só conseguia pensar em atuar naquele dia, não como uma fuga, mas como um encontro.
Quando a procura é o encontro, o encontro é a procura. Essa relação circular que alimenta tanto a alma.
E consegui. Consegui ver nitidamente tudo que tava acontecendo com Camila, quando esse pedaço que tanto me permite ser, mostrava a mim essas coisas que tentava esconder. Quando o que era pra ser usado como jogo, acabava ferindo. Ou quando em sua volta, deixava de ser possibilidade e se tornava em uma "dura realidade em que essas pessoas vivem!", meu Deus, que tarefa difícil.
Mas foi. Estar disposta é o primeiro passo pra tudo isso, pra essa conquista e esse caminho que vem sendo traçado com muito e muito amor.
Confesso que foi de muito aprendizado e que não faria de novo. Afinal, é preciso encher a jarra primeiro, pra depois encher o copo. Não sei se é justo ou digno com esse trabalho permiti. Mas foi necessário para mim, foi experiência e aprendizado.
Afinal, imagina se não fosse esses círculos como tudo seria quadrado?
Desculpa a falta de jeito e não ter memorizado a data... E muito menos lembrar fatos da atuação. A memória as vezes falha, mas o coração acelera!!
<O*
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Frida Seriguela - 27/08/2013 (HUT)
"A vida nos ensina a procurar os maiores tesouros nas coisas mais simples
O que a gente vai buscar bem longe muitas vezes pode estar do nosso lado
A gente sabe que é preciso
Um olhar, um sorriso
Um afeto, um agrado
Isto é força que ajuda a carregar o fardo
Eu falo por mim
Quando penso que é o fim
Quando eu acho que já não há estrada a seguir
Ou sonho a sonhar
Nessa hora eu sou um doido à procura
Do seu olhar"
O que a gente vai buscar bem longe muitas vezes pode estar do nosso lado
A gente sabe que é preciso
Um olhar, um sorriso
Um afeto, um agrado
Isto é força que ajuda a carregar o fardo
Eu falo por mim
Quando penso que é o fim
Quando eu acho que já não há estrada a seguir
Ou sonho a sonhar
Nessa hora eu sou um doido à procura
Do seu olhar"
Depois de não ter conseguido atuar semana passada, começar
com a atuação com a notícia que o monitor não vai acompanhar e vai só
observar. E ai vem aquelas ideias bobas de que nada vai dá certo, de que você
não vai conseguir... Mas vamos, missão dada é missão comprida e eu quero e tudo
que eu quero, eu quero MUITO!
Subir o nariz com os melhores companheiros do mundo e dessa
vez multiplicado porque aquele hospital tava pequeno pra tanto narizinho
vermelho perambulando por ele... E de repente, olha Frida indo a caminho de
Marte com Maricota e Lilica! (Sancho fez falta! =/)
Ir pra marte é mais complicado do que se pensa porque
precisa de uma chave pra abrir o disco voador e vai saber onde o tal do
Leonardo a enfiou né? O melhor é saber que Ardo e Arda que levam um sobrenome
muito bonito “Ortopedia” conseguiram adivinhar nossos nomes, ficar cardíaca quando
tiver 6 filhos porque o coração fica grande demais, e ouvir que “Essa ai é a
mais doida (Frida) ou faz Psicologia ou tem que procurar um Psicólogo!”, fica
tão na cara assim? Repito, Frida é um pedaço meu que é mais eu do que eu
inteira.
Enfim, não canso de dizer acredito, acredito e acredito,
caminho, corro e quando é preciso, alço voos incríveis e chego a um lugar
desconhecido que me leva a tanto outros lugares e que não há veículo mais fácil
pra chegar lá que um nariz!
<o*
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Frida Seriguela - 13/08/2013 (HUT)
Começar a atuação perguntando o que vendia ali na bancada da
enfermeira e receber a resposta de que ali tinha carinho e amor, mas que não
vendia pois era tão caro, mas tão caro que dinheiro no mundo pagava e quando a
dúvida era de como poderia conseguir isso, a resposta rápida e fácil de que
teria que ser construído com o pensamento... Já tinha cheiro de dia bonito!
Sim diário, ontem foi um dia bonito. Mais uma vez com meus
melhores companheiros do mundo e dessa vez com mais uma companheira fofa,
Maricota das coxas grossas (como foi bom ter você conosco!!), Sancho estava
disponível e barrigudo como sempre – a cada dia que passa consigo me encantar
mais... – sem falar em Mira, que dessa vez ficou como Mira mesmo nos observando e quase invisível,
mas que eu não tive dúvidas da energia em que ela passava pra gente!
Dessa vez Camila não tão cansada, mas uma pilha de nervos e
vamos aos encontros! E que encontros viu?? Foram encontros lindos, únicos!
Pedidos de abraço, construção de carinho e amor, competição dos dedinhos
rodando, guardar carinho e amor no bolso e usar um pouquinho todo dia, o fim
bom, seu Raimundo, descer a escada pulando e ser carregada no final por Sancho
e ah, sem esquecer que a porta cortava fogo... E opa! Dançar Pablo do arrocha
com o policial no corredor pode ser perigoso porque vai que ele é do IBAMA e
ainda resolve paquerar Frida?
E mais uma vez Frida (linda e disponível) como eu queria essa disponibilidade e esse olhar sempre
comigo, mas como é difícil manter isso ao longo da nossa vida, mas é só subir
aquele nariz e olha lá, o melhor de mim, o mais verdadeiro, o mais puro pedaço
meu toma conta e sai por ai, com sede de olhares e de encontros, encontros esses
que como já dizia os velhos Novos Baianos
em Mistério do Planeta " ...Pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um
tanto!”
E espero ter deixado pelo menos metade do que eu recebi...
Porque agora vou dormir com o som do sorriso daquela velhinha linda e do som da
voz dela quando disse: “Foi a melhor visita que eu já recebi!”
Foi sim... Ir com aquele nariz é uma das melhores visitas que eu posso fazer!
Foi sim... Ir com aquele nariz é uma das melhores visitas que eu posso fazer!
Continuemos <o*
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Frida Seriguela - 06/08/2013 (HUT)
O dia nem amanheceu e Camila estava de pé, pronta pra seguir o seu dia, ansiosa por encontrar Frida, ansiosa pra finalmente essa jornada começar. As horas iam passando o cansaço batendo na porta e a minha incrível mania de achar que: “Vai dar tudo errado!”, ficava martelando o dia inteiro. Notícias de que não seria com Lisbela que eu ia atuar, mas Sancho, pareceu desanimado me dando a notícia, mas eu fiquei muito feliz... Afinal, meu companheiro é o melhor do mundo independente de quem seja ele!
Finalmente nos encontramos e os probleminhas começaram a aparecer: o HUT só entra agora com crachá, e tcharaam, esqueci o meu! O furdunço do crachá foi resolvido e ai cadê as chaves? Foi quando sentei em frente à biblioteca pra esperar as benditas... E olha um arco-íris no céu junto com meu novo nariz e um bilhete lindo de uma delicadeza sem fim de Vits (Lisbela) com um pequeno trecho do pequeno príncipe, porque não tinha mesmo nada melhor pra começar, “Eu sou responsável pela minha rosa – repetiu o principezinho para não esquecer.”
Poderia ser mais um arco-íris, mas não foi. Não era um arco-íris qualquer ele terminava no Hospital de Urgência e Traumas... Me lembrei de várias coisas, me lembrei do branco que simbolizava o hospital e das palavras de gentileza: “O branco é a junção de todas as cores, você pode fazer daquele branco a cor que quiser” e fui um pouco mais além, ali estavam, as 7 cores primárias iluminando o céu em direção apontando aquele lugar, não teve como não ficar mexida, e me veio a lembrança daquela história que era contada desde que eu era pititica de que o tesouro estaria no fim do arco-íris, e não sei ele, mas a imagem dele, estava terminando naquele lugar! É Diário... Pode não estar fazendo sentido nenhum o que eu estou tentando descrever aqui, mas pra mim, fez todo o sentido do mundo! Entrei naquele hospital cheia de vontade, com todas aquelas cores em baixo da manga, com aquele arco-íris no bolso...
Um novo nariz e a Frida de sempre, um olhar disponível, meus dois melhores companheiros do mundo: Sancho e Lilica e vamos pra onde o nariz aponta! E seguimos sedentos do encontro, acreditando no que estamos fazendo e veio de novo esses filhotes desses encontros de Frida os olhares, sorrisos, cheirinho de coisa feita por Deus...
A galinha sumida pelo hospital, o lobo-mal, os desfiles, Sancho está no lugar errado com essa barriga ele deveria estar no Dom Malan, Frida era pequena demais, Lilica era gigante e não vamos esquecer do forró viu?
E uma nova Camila saiu daquela porta! Um misto de emoções!
Gratidão, grata pelo meu caminho, grata por Frida e a UPI ter entrado na minha vida da forma que entrou, grata pela minha saúde, pela minha realidade ser outra... Mas não conformada, acreditando que é possível, acreditando que um dia as coisas vão ser diferentes, acreditando que aqueles sorrisos podem ser multiplicados, que a paz que o nosso trabalho pode trazer seja permanente naquele ambiente mesmo sem a nossa presença. E que esse meu silêncio desde que sair de lá, desse silêncio de quem tá chocada, esse misto de gratidão, satisfação... Seja sempre presente! Longe de mim querer que esse sentimento acabe, afinal, é esse choque que faz a gente seguir em frente, é esse choque que me faz estar onde estou, fazendo o que me propus...
Continuarei, amando o caminho, valorizando cada encontro, melhorando cada vez mais e reconhecendo o pior de mim nessa melhora e acima de tudo, me apaixonando... Não haveria nada melhor para descrever “Paixão!”, frio na barriga, sensação gostosa, realização ao mesmo tempo que ainda falta alguma coisa... É isso!
Sendo assim, apaixonemo-nos! <o*
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Frida Seriguela - 14/07/2013 (Abraço Grátis!)
São poucas coisas na vida que fazem tanto sentido como subir esse nariz, talvez pra muitos fique difícil entender isso... Poucas coisas na vida fazem tanto sentido quanto esse encontro e ver claramente esse encontro parindo filhos, filhos chamados, sorrisos, escuta, fortaleza, alegria, olhar! Hoje me encontrei com Frida- esse pedaço tão mais eu do que a Camila que tem que viver essa vida de gente grande -, ela estava meio perdida, talvez esse tempo longe de mim tenha feito esse inicio meio bambo e aos poucos, a cada olhar, cada jogo era uma energia que crescia. Nunca achei que fosse tarefa fácil (e não é), mas quando é Frida que tá lá e Camila se esconde um pouco, as coisas parecem ter um novo olhar! O que encontrar tá valendo e valeu! Valeu acordar às 5 da manhã, valeu cada segundo ali... Valeu os abraços, o sorriso, os encontros! Valeu olhar pro mundo com outros olhos, se despir de concepções, se despir de pré-conceitos, se despir por inteira... Lembro-me do som de cada sorriso, do aconchego de cada abraço, da sinceridade em cada olhar e desculpem-me todos, mas isso dinheiro no mundo paga!
Frida tá crescendo, sei que ela ainda é muito nova, ela ainda é um recém-nascido, sei mais ainda que todo cuidado é pouco, mas pensar estraga... Então prefiro deixar que as coisas tomem o rumo que o encontro levar, parafraseando os barbudos Hermanos, " (...)E ir onde o vento for, que pra nós duas, sair de casa já é se aventurar!(...)"
Sei que ainda não estou pronta, mas quem foi que disse que é pra está pronta? O nervosismo aperta o estômago... Mas que venham finalmente os hospitais, porque eu quero, e tudo que eu quero, eu quero MUITO!! E que esse engradecer nunca pare... Que Frida nunca se perca e que Camila amadureça!
<o*
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