Mostrando postagens com marcador Jujuba Magrela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jujuba Magrela. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Jujuba Magrela, 31.01.13



“Vá em frente, entra numa boa
Porque a vida é uma festa
Não controle, não domine, não modere
Tudo isso faz muito mal
Deixe que a mente se relaxe
Faça o que mandar o coração” 

Antes de entrar no universo da palhaçoterapia, dois alunos de Medicina. Cansados. Talvez chateados com o decorrer estressante dos últimos dias. Depois que subissem o nariz não poderia haver mais desgaste. Será que
Jujuba Magrela Ramon Del Tamborete conseguiriam? Como é surpreendente o poder do sorriso!
A cada paciente que encontraram era como se uma bomba de ânimo fosse injetada nos dois. “Não vão embora”, “fiquem mais tempo aqui”, “obrigada pela visita”, “voltem mais vezes”, “gostei de receber vocês”. Isso não tem preço!
Conexão entre pessoas através do lúdico. O despertar da imaginação e da criatividade no outro. Ver a outra pessoa libertar-se do medo de fazer comentários vistos socialmente como bobos. Gratificante.
Jujuba e Ramon conversaram com os pacientes do HUT sobre o que estavam fazendo ali. A partir desse primeiro contato vinham comentários sobre como lidar com aquela situação de forma inusitada. Outros assuntos apareciam e não tinham fim.
Encontraram meninos que subiram no pé de azeitona com uma moto, lutador de boxe agressivo, senhoras com cimento na perna, homem com antena multifuncional embutida, mulheres com medo de a Pressão subir (nada que uma cadeira na porta não resolvesse), enfermeiras gulosas e muitas outras figuras importantes.
Saíram de lá melhores do que entraram e espero que tenham deixado um pouco de conforto para os que ficaram por lá.
 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Jujuba Magrela, 15.01.13


“Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos
Tempo, tempo, tempo, tempo...” 

Fernanda e Priscila iam se transformar em Jujuba Magrela e Francesca Mil Por Hora. Transformar não é a palavra certa. Jujuba-Fernanda e Francesca-Priscila são seres indissociáveis. Essa consciência, na nossa concepção, é fundamental para o aprimoramento da humanização em Saúde. O “palhaço” é o instrumento, mas a “terapia” se dá pela pessoa por trás da máscara: na doação, na simples conversa e na certeza de que o palhaço está a serviço do paciente e não o contrário (o paciente não é público de um espetáculo). Infelizmente a atuação não pode acontecer, mas a conversa durante o tempo de espera foi gratificante e reforçou a ideia de que é preciso repensar a forma como o palhaço muitas vezes se apresenta, assim como o conceito de “boa atuação”.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Jujuba Magrela, 14.06.12


“Catuca pai!
Catuca mãe!
Catuca filha!
Eu também sou da família
Também quero catucar”.

Jujuba Magrela, Francesca Mil Por Hora, Rosinha Motoca e João Canelão. Uma palavra para esse dia já seria o suficiente: fantástico. Como é difícil transcrever dias assim.

A sintonia era evidente. Cada quarto era um mundo. Quanta brincadeira. Quanta liberdade. Teve forró do Pernalonga, Amado Batista, Stalone, Neymar, Milho ao meio! Era tanto estímulo, tanta troca com as pessoas que fica impossível transformar em palavras.

Fui feliz. Fomos felizes. Fizemos felizes. Estamos felizes!


‎"A poesia não está nos versos, por vezes ela está no coração. E é tamanha. A ponto de não caber nas palavras." Jorge Amado.


Jujuba Magrela, 01.08.12


“1,2,3 somos trigêmeas sim
3,2,1 gostamos de brincar
Nós estamos sempre atrás de diversão
e o nosso lema é curtição”.


Jujuba Magrela, Fefê Xogás e Francesca Mil Por Hora se encontram pela primeira vez. E foi um encontro tão encontrado que não queria mais se desencontrar! Foi um encontro entre elas e delas com os outros. Um encontro daqueles! Passearam por vários andares, corredores e sala verde. Fizeram amigos. Cumpriram ordens. Desobedeceram algumas. Fizeram show de música. Organizaram uma grande festa com todos do hospital (cada um fez sua parte: desde a preparação da comida até as bandas contratadas). Existiram.

Entre tantos encontros nesse dia dois se tornaram simbólicos. Três.

O primeiro foi com o Macaqueiro (maqueiro) que com sua alegria contagiante envolveu todos os pacientes e funcionários nas “brincadeiras”. Como é bom quando temos um aliado!

O segundo foi com um casal de idosos que estava na sala verde.  Sorrateiramente as palhaças pediram permissão para entrar na “salinha” em que eles estavam. O senhor disse que só ia permitir que elas entrassem porque foram educadas. E ali foi um momento de conversa, quase de vovô e vovó para netinhos. Muitos agradecimentos da parte deles. E muitos da nossa parte. (Uma pena que nossa companheira Fefê não estava nesse momento com a gente).

Ser palhaço de hospital não é levar palhaçada para o hospital. É promover momentos de conforto, sejam eles manifestados por uma risada, um simples olhar ou uma conversa boa.

As meninas saíram com a sensação de plenitude costumeira. E aí vem o terceiro encontro dessa história.

O terceiro encontro foi com nossa companheira Camila (que dá vida a Fefê). Mila, imprevistos acontecem – ficar dodói não é escolha de ninguém. Você foi fantástica no dia inteiro (provavelmente sem você a energia teria sido diferente). Somos suas grandes e melhores companheiras do mundo. Ali na cantina tinha Fernanda e Priscila, mas também tinha Jujuba e Francesca (pai e palhaço são um só). Sinta-se abraçada!

Que venham novos encontros!


Jujuba Magrela, 31.08.12


“A gente adora imitar os bichos
Como é bom brincar
A gente faz a mágica mais linda
Transforma a vida numa grande festa”.


Era o primeiro dia que
Jujuba Magrela ia passear pelo fabuloso mundo de Dom Malan. Sua companheira da vez era Fefê Xogás (e que boa companhia!). Estavam dispostas, de rosto quase limpo, puramente pelo amor.  A roupa não encaixa? O cabelo despenteia? Falta a maquiagem? Não. Não. Não. Não falta nada. Não há espaço para ausências porque sobra vontade e o amor é em demasia.  

Logo de cara as moças recebem uma missão dada por uma voz grave e ativa: “- Vai buscar Dalila, ligeiro!” Manda quem pode obedece quem tem juízo (hmm algo me diz que tem algo errado por aqui! kkkk). Pelos corredores daquele quase labirinto elas vão procurando Dalila com ajuda as pessoas que lá estão. Era gente de todo jeito, enquanto umas usavam roupas engraçadas de uma cor só (branco, verde, cinza) outras eram super coloridas – achar Dalila era uma missão quase impossível. Descobriram que Dalila era rápida, e andava por aí batendo as asas. Encontraram!

Agora que elas já estavam livres do compromisso, se deram a liberdade de explorar o lugar. Era uma cidade de filhotes de humano! Jujuba não sabia que filhote de gente era uma coisa tão engraçada. Um monte de pessoa em miniatura que dorme, faz barulhinhos engraçados, as vezes fazem um barulhão, e olha que curioso: se alimentam do que está dentro da sua mãe (é engraçado ver alguém se alimentar de sentimento).

De repente Jujuba e Fefê encontraram um lugar minimamente curioso. Era o zoológico mais lindo que elas já viram na vida. As crianças pediam para ver seus bichos favoritos e, como por mágica, as palhacinhas se transformavam. É verdade que Jujuba é meio atrapalhada e nunca conseguia fazer o bicho certo, mas aí os pequenos do quarto (e os grandes também) ajudavam e tudo se resolvia.
Na procura por um domador de leão, as meninas acharam um domador de coração. Jujuba se apaixonou por “Adefj” e Fefê tentou arrumar o casório. Mas lá também tinha um “Rodrigo” como pretendente. Fizeram um processo seletivo, mas no fim das contas Jujuba acabou sem nenhum dos dois.

Aí veio um encontro lindo. Uma princesinha de dedos mágicos de cobrinha e cabeça adornada com uma faixa no colo da mãe... Depois na cama, se escondendo das palhacinhas. Veio o olhar. A magia. E a vida virou festa. Com direito a bolo, vela e presente. A menininha sorria, elogiava, lançava aquele olhar sincero, de alegria estabelecida. Jujuba e Fefê tinham que ir embora, tinham que visitar um jardim antes de partir. A princesinha acompanhou as duas até onde não dava mais. (Gostinho de quero muito mais).

No jardim, as meninas conversaram com a grande jardineira e com um não-fã-assumido de Rebelde. Eles conversaram, sorriram e cantaram um pouco. A vontade era ficar. Florir um pouco mais aquele lugar.

Jujuba e Fefê foram embora com a certeza de que um pedaço delas ficou. Que o próximo  passeio pelo fabuloso mundo de Dom Malan seja em breve.


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Jujuba Magrela, 31.05.12



“Você é o santo remédio pra sarar qualquer doente
Só usando mini-saia ou vestido transparente –
Seu andar e provocante, seu corpinho é atraente
Que faz pobre velhinho sentir jovem novamente.”
 

Jujuba MagrelaRosinha Motoca Amélia Ventosa estavam em um lugar tomado pelo sono. Acho até que era o Planeta dos Dorminhocos! Quem não estava dormindo estava com o bucho recém-fechado e não podia rir. Já pensou na confusão que ia ser? Mesmo assim as mocinhas encontraram um homem muito interessante: ele tinha tirado um Planeta chamado Cisto do bumbum! Como pode o planeta ter parado ali? Esse mundo é mesmo cheio de Mistérios! O pai do moço do Cisto nos apresentou umas senhoras: e quanta gente doida por dinheiro, conversa ia e vinha e acho que elas só queriam mesmo era ganhar na Mega Sena! As palhaças seguiram seu rumo e acharam uma lagoa grande, com direito a sereia e tudo. Saíram de lá pra fazer uma feijoada, mas não acharam porco, nem feijão, mas uma mulher ofereceu uma panela! Andando pelo lugar novo elas viram um quarto de homens muito formosos que as convidaram para entrar no quarto: estavam em uma cilada. O velhinho era digamos meio assanhadinho e tudo que elas falavam era motivo para insinuar saliência! Mesmo assim, ficaram ali muito tempo – a maior parte do tempo tentando manter um “contato saudável” com o dito velhinho, se é que vocês me entendem... hehehehe Cantaram, dançaram, conheceram todos de lá e depois foram embora pegar o trem da despedida..

Jujuba Magrela, 28.05.12


Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...

Jujuba MagrelaJuvenal Gardenal Likita Ratatouille estavam no topo de uma montanha procurando ares mais frescos. Viram vários tipos de gente: vendedor de casaco, banqueira, cantores, atletas, dançarinos, e dois pequenos aventureiros – um deles era uma pequena garotinha que lançava bombas. Ao descer novamente para o litoral encontraram Pinik Dôrada, Miojita Espuleta e Zé do Respeito todos estavam à procura do motorista do trem. A chave do veículo se perdeu e eles meio que se perderam pelo caminho. Depois de muito tempo conseguiram viajar.

# UMA PAUSA # :  Diário de Bordo - Fernanda Samira, 28.05.12

Não devemos nos acanhar quando as coisas não saem como esperado. Cada visita ao hospital é um aprendizado. Com os altos e baixos dentro cada atuação é que percebemos o quanto estamos fazendo a diferença naquele ambiente e cumprindo – ou não – nosso papel ali: confortar o paciente e tentar transformar o hospital em um lugar mais agradável.

Como palhaços naquele momento, a tentativa de levar o lúdico é o meio escolhido pela UPI para amenizar o sofrimento daquele local. Provocar o riso fácil não é nosso objetivo. Expressar um palhaço-personagem, muito menos. O palhaço é um instrumento, mas a pessoa por trás dele é a medida, a alma, o humano.

Entender que se precisa ganhar a confiança do paciente para depois começar a brincadeira no mundo fantástico é fundamental nessa troca. Manter o olhar disposto a encontrar o outro – seja o paciente, seja o palhaço que está ali – é imprescindível. Saber a hora de parar e ouvir o outro e saber a hora de falar – mesmo que com um simples gesto é um desafio constante, mas precisa ser praticado.

A atuação hoje conseguiu arrancar bons risos e teve seus momentos de encontro com o paciente – mas sob duro esforço. As lacunas entre uma expressão de contentamento e uma de insatisfação dos pacientes e acompanhantes foram constantes, bem como, as lacunas de troca de estímulo entre os palhaços.

É preciso reconhecer que hoje todos nós merecemos jornaladas e precisamos perceber que falhamos mais que acertamos. Sinto que faltou um pouco mais de sensibilidade, mas vocês, palhaços, são meus melhores companheiros e sei que juntos vamos seguir em frente porque “eu sei, eu sei que a vida devia ser bem melhor - e será -, mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita...”.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Jujuba Magrela - 14.05.12



“Molhou um pé, molhou o outro
Pegou a agua e se jogou
Bateu o pé, bateu a mão
E vai nadando seguindo a direção”
Jujuba & Chiquita

Jujuba MagrelaChiquita Furacão se encontraram em uma gruta. Que lugar mais estranho: tinha um rio, um morcego e a saída estava bloqueada. Tentaram de tudo para sair de lá: luta, engenharia, telepatia, até que descobriram que o problema era uma injeção enfiada na pedra de saída! Que alívio em poder sair daquele lugar.
Como boas exploradoras, saíram em busca de aventuras. Mas antes disso precisavam se lavar, pois a gruta estava suja. Com a ajuda de algumas pessoas encontraram um rio e olha que sorte: lá na beira do rio, Chiquita encontrou o amor de sua vida – até aquele momento kkkk – que a pediu em casamento! Todos ajudaram nos preparativos do casório e na hora do SIM o noivo a abandonou no altar.
Por questão de honra as duas moças foram atrás de um outro pretendente. Encontraram vários partidos, mas todos eram comprometidos. Jujuba na tentativa de apressar as coisas disse que Chiquita era muito rica, sendo um “bom partido”. Então um dos pretendentes disse ser mais rico que Chiquita e mostrou seu maior tesouro: a Bíblia! Ele pediu para lermos um trecho e assim fizemos, deixando todos do lugar muito satisfeitos e agradecidos.
Tinha um moço muito apresentável que parecia ser um homem “direito”. Pelo menos era isso que dizia na capa de um livro que ele carregava! Mas as meninas logo descobriram que ele já foi direito e não servia mais para casar!
Andando pelo lugar, Jujuba e Chiquita encontraram um grupo de mulheres festeiras que indicaram o noivo ideal: Waldick Soriano! Elas estavam certas, além de famoso, bonito e valente ele estava disposto a casar! Waldick era Colombiano e elas finalmente descobriram onde estavam: na praia da Colômbia!
Antes de casar elas foram atrás de alguém que pudesse ajudar elas nos preparativos da festa. Longe dali encontraram buquê, véu e vestido de casamento. Um rapaz disse que Chiquita era muito feinha, tadinha, mas que bom negocio era casar com Jujuba. Mesmo assim nada impediu que as outras pessoas do lugar estimulassem o feito! Elas voltaram e o casamento então foi feito a beira-mar com direito a barco, testemunha, padre, coral e tudo mais. Agora elas tinham que ir atrás das malas para a lua de mel de Chiquita!
As meninas agradeceram as casamenteiras e elas disseram que Jujuba ia ficar no Caritó e que tinha um gordinho que era o par ideal para ela. A caça então continuou! Um outro senhor aconselhou Jujuba a casar com alguém que ela gostasse, o que fez ela perceber que casar por casar não era uma boa ideia. Logo no primeiro par em potencial deu tudo errado: porque ele estava com gases e ela também - um não ia aguentar o pum do outro!
Ainda nas andanças Jujuba e Chiquita encontraram uma dançarina e uma atleta que disse para as meninas irem nadar em uma piscina. Ali perto tinha um grupo de nadadoras profissionais que se dispuseram a ensiná-las a nadar! Com direito a composição de música! Nadando foram na direção de uma ilha.
Na ilha encontraram um homem sedutor que queria roubar Chiquita de Waldick! Jujuba levou o sedutor para o Homem Semi-Direito para que ele resolvesse a situação. E lá estava também Waldick que tinha ido paquerar outras moças! A confusão estava armada. Mas com sorte tudo se resolveu e ficou combinado que ninguém ia dar em cima de ninguém: só iam “dar de lado”!
Infelizmente Jujuba estava com borboletas no estomago e as duas tiveram que ir atrás de um lugar mais reservado para necessidades fisiológicas! Elas pegaram um avião e foram embora atrás de novas aventuras !!!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Jujuba Magrela, 19.10.11

Superfantásticamente!
As músicas são asas da imaginação
É como a flor e a semente
Cantar que faz a gente
Viver a emoção,

Por isso Jujuba Magrela, Chico Esticado, Zelícia, Lisbela Duracell e Tunica Caqui estão aqui e vão viajar nesse salão!

E, nossa, como a energia estava alta! Naquele mundo paralelo encontram uma bola-laranja-de-ping-pong e vão atrás de alguém que possa pegá-la para eles.

No primeiro quarto encontraram uma vidente. Depois viram no corredor dois homens que sabiam voar. Os palhaços também sabiam e voaram para longe onde encontraram um nadador profissional [seria ele Cesar Cielo?]. Todos fizeram uma piscina e observaram atentamente o desempenho do atleta e tchanram; tiveram aula particular de nado! Aí tiveram a ideia de procurar um peixe. Era uma competição – Jujuba, Zelícia e Chico “contra” Lisbela e Tunica. Quem achasse o peixe primeiro ganharia!

E olha que sorte: no segundo quarto Zelícia achou um lago e Jujuba e Chico a ajudaram na pescaria. Guardaram o peixe numa sacola vermelha. Todos do quarto estavam envolvidos.

Os três partiram para encontrar suas amigas para contar que já tinham achado o peixe e que tinham testemunhas. Mas acabaram entrando num quarto fabuloso: cheio de estrelas de Hollywood. Angelina Jolie e Tom Cruise são pessoas muito educadas e Chico apresentou o desfile de Jujuba e Zelícia. Partiram.

Trim trim trim. Entraram no quarto do telefone. “Traumatizante”. Ficaram ali alguns instantes mas ninguém foi capaz de atender o chamado. Tu tu tu tu.

A vida continua e Chico tinha que pagar um débito. Jujuba foi atrás de quem tivesse dim dim. Aí entraram no quarto da máfia: ali os pacientes contrabandeavam Tv’s. Para ninguém suspeitar de nada os três fizeram o Jornal do Traumas contando todas as fofocas, ops, notícias dos quartos anteriores com direito até a retrospectiva. Eis que lá vira um zoológico e tiveram que alimentar as corujas. No ato os palhacinhos se transformaram em um banquete espetacular. Até que surgem Lisbela e Tunica. Conversa vai e conversa vem, Jujuba se apaixona por Bisinho Esfigmomanômetro e organizaram o casamento: Jujuba a noiva, Chico o padre, Lisbela a mestre de cerimônia, Tunica a menina das alianças e Zelícia uma das daminhas. Todos deram pitaco no casamento até que foram embora para a lua de mel.

No ultimo quarto tinha um cavaleiro com duas muletas. Cavalgaram no quarto enquanto Lisbela conversava algo. Todos tomaram o chá da tarde e partiram.

Acharam um aviso dizendo que o prédio pegaria fogo e foram atrás da saída de emergência. Entrando no quarto a única saída viável era sair voando pela janela. Cada um deu seu salto e foi embora para voltar depois ! ! !

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Jujuba Magrela, 17.10.11

Balança que é uma loucura,
Morena vem ao meu lado,
Ninguém vai ficar parado,

E Jujuba Magrela vai mais uma vez pro Traumas! Dessa vez com Joaninha Geleia e Zeca Manivela!

O que os tirou do quarto dessa vez não foi nenhum mistério e sim a pura e simples euforia da curiosidade!

Entre muitas coisas vividas vale destacar o criadouro de pássaros numa caixinha ligada a uma mascara que ficava no rosto de uma mulher. Os passarinhos se multiplicavam numa velocidade incrível; ora eram 98 ora eram 100. E era uma luta para resgatar os benditos e coloca-los de volta na gaiola!

Nas andanças encontraram um quarto de contos de fadas com Lobo Mau, Chapeuzinho Vermelho, Mamãe e uma cama que falava “créééu”! Tamanha foi a confusão que Zeca enlouqueceu e única solução dada pelos moradores do bosque foi dar um novo cérebro para ele (que sorte que a Chapeuzinho tinha na sua cestinha uma serra e um cérebro extra!)

Eles também tiveram um sonho de criança realizado naquela noite. Puderam conhecer de uma vez só o Papai Noel, uma Rena e dois Gnomos ajudantes! Gnomos não moram no Polo Norte, Renas são australianas e Papai Noel para até o 14º salário para uma equipe que só trabalha 3 meses no ano – que trabalho maravilhoso! Para um bom menino na cama do lado do Noel nada mais justo que dar um presente. Ele não conseguiu falar o que queria, mas abriu um bocão de sono então os palhaços trataram de providenciar uma cama-mega-poderosa que fazia de tudo!

E no último quarto tinha algo especial! Uma moça mostrou o filho dela: um lindo celular com poderes de tele transporte. Não é que o danado depois de colocado na cama da mãe apareceu na cama da colega de quarto? Nesse mesmo lugar estava a Dama de Vermelho espalhando toda sua beleza e conquistando o coração malandro de Zeca [hoje dava até para achar que ele é do tipo que se apaixona fácil! hehehe] e adivinhem só a sobrinha da presidente Dilma também estava lá! A pobre sobrinha tentou ir para Brasília de Bicicleta e se machucou – mas só ganhou uma bota porque a tia não quis dar a outra.

O último quarto foi também do reencontro! Jujuba pode rever Roberto Carlos que os presenteou com outra mágica: fez desaparecer uma mulher! E Jujuba também pode se alegrar vendo sua amiga do isolamento agora ali, rindo, feliz, podendo puxar novas brincadeiras. E quando eles estavam lá veio a notícia maravilhosa: a mocinha teria alta naquela noite! Festa no quarto! Uma pena que os palhaços foram embora enquanto a moça sofria para ser transferida de uma cama para outra – não tinha nada no alcance deles senão partir e torcer para que ficasse tudo bem. Saber a hora de sair de cena foi essencial naquele momento.

E os palhaços se foram, com direito a voltinha de patinete no corredor seguido por uma cavalgada ! ! !

sábado, 15 de outubro de 2011

Jujuba Magrela, 07.10.11

Llegó el momento, caen las murallas
Va a comenzar la unica justa de las batallas

A primeira vez que Jujuba Magrela vai desbravar o Hospital de Traumas. Seria uma experiência traumatizante? Sim! No sentido de que o Traumas ficou enraizado naquele coração doce – pedindo: venha mais vezes derramar seu açúcar nesse lugar com gosto de sal!
Oye a tu dios y no estarás solo
Llegaste aquí para brillar y lo tienes todo
La hora se acerca, es el momento
Vas a ganar cada batalla, ya lo presiento

Embaladas por Shakira surgem Jujuba Magrela, Tunica Caqui e Formiga Espiroqueta!

E que lugar estranho era a aquele? Quem a tinha colocado ali? E como sair daquela sala que ficava bem no alto? Foi aí que elas viram uma nuvem que tinha passado do prazo de validade jogada em um lixeiro com símbolo estranho. Ahá! Ali só podia ser o céu!

E tinha uma nuvem safada tentando escapar pela fechadura da porta. Elas abrem e eis que passa uma nuvem ambulante. Uma nuvem de braços e pernas toda branquinha. Nenhuma duvida: para sair da sala elas tinham que pegar carona na nuvem. E o voo começa!

Como São Pedro é organizado. O céu é dividido em pequenos quartos! Jujuba fica surpresa ao descobrir que os anjos recém-chegados não entendem como o céu funciona e que a pessoa mais esperada por lá é o Dr. Curativo.

E que beleza! Elas encontraram o bendito Dr. logo no segundo quarto. Foi um momento marcante para todas as palhaças: um encontro de palhaça-pessoa-Deus. Inexplicável!

Era hora de partir para outras aventuras e as companheiras ganham o poder mágico de transformar dor em música. E assim fizeram para uma jovem que estava no isolamento [e como essa palavra tem peso para quem está lá dentro!] Por alguns minutos ali não era o lugar mais sozinho do hospital. Tinha uma paciente, uma acompanhante, 3 palhaças, uma servente dançarina, uma enfermeira e um publico enorme na porta. Todos unidos naquela difícil missão. Funcionou! Prenderam a dor e a música continuou mesmo com a ausência (física) das palhaças.

Nos outros departamentos ali perto encontraram vários cantores nordestinos: Dominguinhos, Sergio do Forró e Zé Ramalho! Cantaram, dançaram, envolveram e foram envolvidas. Até que encontraram Roberto Carlos que, pasmem, também é mágico e as ajudou a levar a luz para os outros quartos.

Espalharam saúde através de atchim coletivo, plantaram flores, entregaram celulares, descobriram como tirar o ronco de uma pessoa e inúmeras maneiras de acordar alguém!

Até que chegaram no maior desafio do dia: levar para casa alguém que estava muito triste e irritado por estar ali. Depois de tentar vários olhares, um foi aceito. E dentro daquele mar de fúria aquele senhor por alguns segundos estava no seu lar e as presenteia com um sorriso singelo mas que tinha o tamanho do céu inteiro!

É hora de partir.

Numa corda bamba lá vão as palhacinhas ansiosas pelo dia em que voltarão para aquele lugar que já terá um novo significado ! !