Olá querido diário de bordo!
Mais uma vez venho deixar registrada aqui uma atuação super especial com meu melhor companheiro do mundo: Sancho Pança Fofa! Dessa vez fomos só nós dois, mas nem por isso menos especial.
Cada atuação é diferente, pois são encontros diferentes mesmo que estejamos no mesmo andar do hospital. Sempre que estou lá me coloco como a água que transborda do copo, jorrando toda a alegria que está dentro de mim. Por mais que as vezes busquemos estar mais em contato com os pacientes e acompanhantes, o que me marcou muito nesse momento foi o encontro com um dos funcionários da limpeza do HUT. Foi incrível!
Começamos um jogo de cantar músicas, e ele comprou o jogo em todos os momentos; foi super divertido!
Momentos como esse são singelos, mas marcantes. Acredito que se tornam assim já por serem simples.
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terça-feira, 3 de setembro de 2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Diário de Bordo - Mima Vulcão HUT 25.08.2013
Observar os melhores companheiros do mundo é tão importante quanto atuar! É importante por saber que você também faz parte do jogo, mesmo que não tenha subido o nariz junto com eles; é lindo por vê-los sorrir e brincar, proporcionando vida aos que os convidam às suas vidas, mesmo que brevemente. Mesmo de longe sentia suas vibrações e me deliciava com suas risadas, numa escuta atenta e minuciosa, para não perder nada dos jogos que surgiam de forma tão singela.
Muitos podem achar que o encontro só se dá enquanto clown, mas com sensibilidade podemos perceber que encontro é muito mais que isso: é permitir se desalojar ao se deparar com o outro. Quando focamos apenas em nós, em nossa atuação, podemos nos perder do que realmente importa, que é o olhar, o encontro. Mas quando nos deixamos perpassar, ser invadidos por aquilo que nos é dado como abertura pelo outro, podemos notar que um leque de possibilidades é aberto, e que a imensidão toma conta do que seria somente um quarto de hospital.
Estar com o outro, tanto o que está no leito quanto ao lado de meus companheiros, tem sido uma experiência rica, graciosa e única. Se os verei (os pacientes) novamente? Não faço ideia. Mas me permito estar ali, sempre afirmando que, tanto ele quanto eu, somos únicos no mundo.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Mima Vulcão - HUT - 11/08/2013
Enfim chegou o momento! Se definido em apenas uma palavra, utilizaria ÚNICO! Da subida do nariz até a descida, resolvi estar ali entregue a todo momento, aberta a cada um que surgia e se permitia entregar também. Parece até invenção, mas naquele momento eu esqueci de tantas coisas; esqueci até mesmo que diante de mim haviam pessoas machucadas fisica e psicologicamente... Pessoas que não desejavam estar ali, mas não havia jeito de não estarem. Todavia, mesmo assim se permitiram brincar, sorrir, se distrair; esquecer por um momento a gravidade de seus machucados.
É incrível como balas fruto de um tiroteio alojadas em um corpo podem se transformar em balas Icekiss, e como uma pessoa que acabou se amputar um membro do corpo e se sente terrivelmente sozinha permitiu que chegássemos tão perto e aceitasse nosso jogo. Lembrava o tempo inteiro que não estava ali só por mim, para massagear meu ego ou coisa do tipo, mas estava ali para um encontro. Encontrar quem? Não fazia ideia. Mas estava ali. Estava pronta. Com os olhos prontos. Pronta para me abrir, para me entregar.
É incrível como balas fruto de um tiroteio alojadas em um corpo podem se transformar em balas Icekiss, e como uma pessoa que acabou se amputar um membro do corpo e se sente terrivelmente sozinha permitiu que chegássemos tão perto e aceitasse nosso jogo. Lembrava o tempo inteiro que não estava ali só por mim, para massagear meu ego ou coisa do tipo, mas estava ali para um encontro. Encontrar quem? Não fazia ideia. Mas estava ali. Estava pronta. Com os olhos prontos. Pronta para me abrir, para me entregar.
sábado, 3 de agosto de 2013
Mima Vulcão - Abraço Grátis - 14/07/2013
Diário de Bordo do Dia do Abraço
Depois de todo o processo de formação, o grande dia esperado: o inicio das atuações. Um inicio marcado por uma ansiedade, um acordar cedo. Mas nada de medo; pelo contrário, parece que eu nasci para isso. Me lembrava sempre da formação, das barreiras vencidas, das dores físicas e tantas vezes marcadas pelo sentimento de impotência frente às minhas fraquezas e debilidades. Mas ali estava eu, tão eu, tão aberta. Muito mais do que usar as palavras que tanto ouvimos como mantra. Era ali, a experiência. Era ver o olhar do outro permissivo. Era as vezes ser rejeitada. Mas mesmo assim saber que estava entregue e feliz.
Recebi abraços tímidos, carinhosos, ousados. Mais que isso, recebi sorrisos, olhares, gestos que me chamavam pra mais perto, que me convidavam para entrar em suas vidas, nem que fosse só por aquele instante. Mas ainda hoje me sinto feliz.
Que esse seja o início de tudo: do crescimento pessoal, do amadurecimento dos relacionamentos enquanto grupo, do aperfeiçoamento do clown, de permitir as lágrimas e as decepções, e saber que mesmo assim há o outro. E que eu também possa ser esse outro ao qual os meus companheiros possam contar!
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