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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Diário de Bordo - Aldeia do Velho Chico - Curso de Aprofundamento em Técnicas de Clown - Demian Reis

Diário, eu e Ju Viana fomos sorteadas para participar do curso proporcionado pelo sesc sobre técnicas de clown com o mestre Demian Reis de Salvador e vim aqui resumir o que aconteceu em uma semana de curso
Primeiramente, fizemos amigos pra vida, pessoas maravilhosas compartilharam momentos conosco, só eu, ju e waguinho da UPI, a maioria do pessoal era das artes cênicas, ou eram palhaços que já se apresentavam em circo ou na rua, tinha também gente da dança.. Era bem variado, e eles são muuuuito criativos, agucou minha vontade de aprender coisas novas.
O trabalho era sempre com o corpo, muitas dinâmicas relacionadas a confiança e o tempo todo tentando extrair toda a criatividade que tínhamos guardadinha. Eu e Ju sentimos dificuldade pois nunca fomos estimuladas a desenvolver algo dessa forma. O nosso trabalho na upi sempre foi relacionado ao improviso e com foco no encontro do olhar, não necessarimente no riso. Essa foi a diferença mais "gritante" do que éramos acostumadas.
Por um lado foi bom pois nos tirou da nossa zona de conforto, por outro não nos beneficiou tanto porque o trabalho que fazemos tem um objetivo totalmente diferente do que estamos acostumadas : o encontro.
Mas mesmo com as dificuldades que tivemos, amamos estar ali aprendendo algo novo e, no fim, ainda fizemos uma apresentação linda de fechamento do trabalho, e foi perfeito.
Gostaria de agradecer a Demian e Rafa pela possibilidade de aprendizado, agradecer a wags e ju por serem os melhores companheiros do mundo e também agradecer a Geres e Luminha por terem prestigiado o nosso momento, foi tão lindo quando vi vcs na plateia. Amei!


Diário de Bordo - Sobre 2016.1 - HUT

Oi diário, tô ligada, tô muuuito atrasada pra escrever aqui :/ mas não posso deixar passar batido o que tenho pra dizer!
Então, vim falar sobre como é bom perceber que você pode passar confiança para o outro e faze-lo crescer. No caso, me refiro às minhas melhores companheiras Thais e Jay, que maravilhosas.. Que independentes! Elas estão mostrando a cada atuação o quanto evoluiram e não precisam mais de mim, não precisam de empurrões, elas são do tipo que empurram e estimulam qualquer um por perto e sou feliz por tê-las ajudado a crescer. Cresci tanto quanto elas a cada atuação, a cada dúvida, enfim, elas arrasam muito.

Obrigada melhores companheiras do mundo!!! 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Diário de Bordo, Jamaisvista de Listras, 06/07/2016

Siim, eu sei que estou atrasada, me desculpem!
Não tenho desculpas para dar não, me esqueci mesmo. Mas estou aqui e tenho poucas, porém intensas, coisas pra dizer.
Assisti a atuação das minhas novinhas mais maravilhosas, elas estão prontas pra voar sozinhas. Me emocionei e ne encantei com tudo que elas se tornaram.
Obrigada Thais e Jayane, por me mostrarem que é possível agregar mais pessoas competentes para o nosso projeto.

domingo, 26 de junho de 2016

Diário de Bordo, Jamaisvista de Listras, 22/06/2016

Diário,

Já está até ficando chato falar isso aqui, mas as atuações estão tããããão legais que nem consigo me expressar direito.

Acho que encontramos uma harmonia no nosso trio, estamos em sintonia.

Essa foi a primeira atuação - desse novo trio - que não tivemos oscilações da energia. Foi tudo muito linear, a hora de entrar, a hora de sair, tudo muito certinho. E gostaria de dedicar esse meu diário a uma pessoa muito especial que conheçemos no HUT. Ela se chama Juliane, Juju, a nossa princesa!

Estamos acompanhando a Juju desde quando começamos a atuar, esse semestre, ela tem por volta de 23 anos, tem um lindo sorriso, uma família muito presente e adora bater papo conosco, além de tirar fotos. Nunca pensamos o que fez Juju estar ali naquela cama de hospital, para falar a verdade, quase nunca penso qual é o motivo...quebra o encanto, reduzem as possibilidades de jogo; e, a não ser que falem por livre e espontânea vontade, prefiro não questionar os motivos. E com Juju era mais icógnita ainda porque nada no seu exterior revelava os motivos de sua internação, nenhuma atadura, nenhuma limitação de movimentos, nada!

Até que semana passada, achamos Juliane em outro quarto do mesmo andar, ela mudou de apartamento e estava totalmente debilitada, só deitada, não conversava mais, e só tínhamos a sua "risada debilitada" para ter certeza de que era a nossa Juju. Ficamos no chão!

Rezei por ela durante essa semana e chegamos ansiosas para o encontro.

Sim, Juju já estava melhor, continua sem conversar mas consegue se comunicar conosco. Deste dia em diante me preocupo muito com ela, quero que ela saia logo desse hospital e vou visitá-la no trabalho (descobrimos onde ela trabalha). Torço muito por sua vitória Juju!



Esclarecimento: Juju foi admitida no HUT por conta de um aneurisma e esperava por cirurgia, porém, durante o período de espera (umas 3 semanas depois) o aneurisma se rompeu :/

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Diário de Bordo, 18/06/2016, Jamaisvista de Listras

Caro diário,
Tenho tanta coisa pra te contar desse dia, mas ao mesmo tempo não quero contar nada, quero deixar guardadinho só pra mim..Enfim, vou ver o que fazer com esse sentimento dúbio.
Pra começar preciso dizer que o "trocar de roupa e maquiar" já foi impactante. Fiquei me perguntando depois desse dia: até onde quero saber sobre o que realmente está acontecendo no hospital antes de atuar. E descobri que não quero saber tanto. Tenho que para de peguntar...
Chegamos no 2º andar, numa linda manhã de sábado e nos deparamos com 5 policiais nos corredores. Na hora veio em minha cabeça "algo muito sério está acontecendo!"
Enquanto nos arrumávamos, uma enfermeira muito simpática conversava conosco e, com a minha boca grande, perguntei o que estava acontecendo. A resposta foi de tirar a máscara que nem tinha subido ainda: Tem um homem que matou a esposa e tem um outro que estuprou duas crianças!












Como continuar? Sem nem ter começado?!







Um turbilhão de pensamentos na minha mente, o que fazer?, como lidar?, julgar?, não julgar?, entrar e atuar? ou passar direto?






Tudo mudou, não vestimos a roupa como deveríamos, não nos maquiamos como de costume. Uma nuvem negra pairava sobre as nossas mentes e a única reação que consegui externar foi: olhos marejados, mas sempre mantendo o pensamento de "vai dar tudo certo".
Arrumamos, maquiamos, guardamos nossos objetos e fomos ao banheiro dos funcionários - ritual que sempre fazemos pra subir o nariz quando tem gente na sala de descanso dos enfermeiros. E, naquele momento Thais e Jay olharam pra mim se perguntando "o que vamos fazer?" - aí senti o verdadeiro peso de estar ali como monitora, de passar minha experiência, mas qual experiência? nunca passei por uma situação dessa -; de repente me veio em mente o que sempre faço quando estou nessa situação: ORAR!

~ Escrevo essas palavras me arrepiando com as lembranças do momento ~

SIM, subimos os nossos narizes com oração! Era só o que sabíamos fazer naquela hora.

E foi uma das melhores atuações da minha vida!

O que aconteceu? Se entramos? Se atuamos com esses presos?
Por que isso importa?
O que importa é o que sentimos, o que importa é que foi perfeito!




segunda-feira, 13 de junho de 2016

Diário de Bordo, 08/06/2016 - Jamaisvista de Listras

Olá Diário,
Primeiramente gostaria de agradecer a Nay, nossa Mora Morango, que foi prestigiar um dia de atuação com o nosso grupo! Como ela é linda...
E sobre a atuação tenho pouco a falar. Foi estranho, tivemos dificuldade de manter a energia durante todo o tempo... acho que ainda não sei lidar com a exposição. Foi assim: já depois de uns 30 min de atuação entramos num quarto que o policial estava pregando para aquele pessoal do quarto, falando de Deus..ele nos chamou pra entrar e escutar o que ele falava. Entramos. Escutamos, respeitamos mas ele começou a elogiar o nosso trabalho naquele hospital, não do jeito que normalmente costumamos receber elogios. Ele nos expôs. Começou a falar que nós como estudantes de medicina estávamos fazendo um trabalho que ia engrandecer muito a nossa vida profissional e que precisamos ser futuros médicos mais isso, mais aquilo...Sabe?! Foi tão estranho que nem sei explicar. Ele não falou mal, não criticou, mais nos expôs...e ele tinha uma fala tão intensa e sequenciada, que não conseguimos "cortar" a fala dele e falar que não somos de medicina não, ou usar aquilo para jogar com o quarto. Pelo contrário, ele não nos deixou falar, só ficava soltando elogios e nos expondo.
A quem está lendo este diário, gostaria de deixar claro que não estou reclamando! Ouvir elogios é bom, e ele não falou nenhuma mentira a nosso respeito; mas me senti invadida! Me senti sem máscara!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Diário de Bordo, 01/06/2016, Jamaisvista de Listras

Atualizando informações...
Sim diário, eu sei, não precisa gritar! Tá bom, tá bom, vou tentar resumir

Avee a gente não pode ficar nem um tempinho fora do ar que já chega levando bronca! Eu sumi, mas sumi só das palavras...continuo aqui, vivendo a UPI..e quanta vivência viu?! Nem te conto.

Te contei que entrou turma nova? A sexta turma! Ahan, também nem tô acreditando. Pois é, estou ficando velha.. Entraram 25 novas criaturas especiais pra gente cuidar!

Te contei que JÁ tivemos o abraço grátis? Pois foi meu filho, MA-RA-VI-LHO-SO! Dessa vez foi diferente, eu fiquei nos bastidores, registrando tudo; e foi lindo

Aaah, esqueci de te contar a melhor parte antes de tudo isso!! LIS E RICHELLE (ou Rochelle para os íntimos) que nos deram a honra de fazer essa formação dos novinhos. Preciso nem te contar como foi né?! Perfeito, é óbvio. Estávamos com tantos medos e anseios, é tanta responsabilidade que precisamos ter. Mas elas se sairam melhor que encomenda. Obrigada Lis, obrigada Richelle, vocês fizeram nosso sonho se realizar, vocês nos deram esperança de um novo começo!

Acho que tô começando a ficar melosa demais. Tá bom, parei! Voltando à sequência... Desses 25 novos integrantes, recebi duas! Siiiiiiiiiim, duas novas melhores companheiras: Thais e Jayane ou melhor, Alana Americana e Lulu Babalu!

E a gente já atuou. Siim, eu disse que era muita novidade! Atuamos não, desfilamos naquele hospital com todo nosso charme e elegância. E foi incrível, elas são maravilhosas, já asceram prontas pra brilhar.

Foi tanta coisa boa acontecendo que vou me resumir a contar o ápice da história: Conhecemos VIDA, já imaginou isso?! que nome maravilhoso?! Ahan, uma senhorinha chamada VI-DA! Ela é uma lindeza, cheia de vida por onde passa, é um pouco fofoqueira, mas quem não tem pecados?! rs
Pois Vida nos apresentou várias pessoas naquele hospital, acho que Vida era a "Estabelecedora de Relações Sociais". E ela nos amou tanto que saí de lá em maravilhada!


domingo, 28 de junho de 2015

Diário de Bordo – Jamaisvista de Listras 23/06/15, Feriado de São João

Mandacaru quando fui morar na cerca... E é dia de São João, dia de fogueira e milho cozido, dia de canjica e casamento na roça. Aprendi a respeitar essa data que para os nordestinos é tão importante e hoje me empolgo só de saber que o São João está chegando. Mas nessa terça de feriado o dia começou diferente: precisamos fazer uma reportagem sobre o poder do riso e gostaríamos que a UPI participasse dessa reportagem o.O CHOCADA. AI-MEU-DEUS o que fazer? Já sei, vou ligar pra Gui e Dani, meus companheiros e ver se eles topam ir comigo, Sim! Sim! Sim! Somos clowns e não podemos negar o jogo!
A ansiedade me cercava e eu, que deveria estar acalmando os meninos por atuarem menos vezes, estava sendo acalmada por eles. Aí se vê o retorno das nossas ações, solidariedade é uma via de mão dupla. Frederico e Miguel, vocês me representam!!!
Quando os holofotes da São Paulo Fashion Week se acenderam estávamos lá, NÓS TRÊS e o mundo, e as câmeras também; foi meio assustador, mas foi assim, e tratamos de nos afastar deles para fazermos o nosso melhor, divertir e confortar. Que dia foi esse, quantas histórias lindas acompanhamos e quantas despedidas felizes.
Conheci o senhor Branco de
Neve que tinha cabelos feitos de algodão e simpatia que exalava pelo quarto, os problemas eram com ele mais quem dava o conforto à filha também era ele. Cadê aquela lei que dizia que quando passamos por um problema de saúde, quem está do nosso lado tem que nos confortar e nos dizer que vai dar tudo certo? As coisas se inverteram e nem percebemos, o problema é meu e o conforto quem dá também sou eu. Ah quanta força aqueles cabelos de algodão têm! Quantos ciscos ele limpou do olho da sua querida e frágil filha!

Foi um lindo dia lindo, foi uma linda atuação!

sábado, 23 de maio de 2015

Diário de Bordo - Jamaisvista de Listras - 19/05

Esse foi um dia especial, subiu tanto a minha energia após uma semana cheia de provas e seminários e após uma atuação triste na semana passada.

Hoje fomos só eu, Gui e Dani o observador. Senti uma sincronia muito linda entre eu e Gui, como é lindo ver meu novinho desabrochar!

Tivemos milhões de momentos bons durante a hora de atuação e não quero falar deles, mesmo tendo sido maravilhoso. Quero falar de como é bom saber que novas flores desabrocham de uma forma tão sutil; peço perdão ao Gui por compará-lo à uma flor mais é a impressão que tenho desse momento: uma flor desabrochando com a luz do sol.


Todo o decorrer de uma formação intensa que andou de pau-de-arara e tossiu com tanta farinha revelou um ser simpático e sutil na sua forma de abordar os outros. Com toda sua cautela com as palavras ele deixa Jamaisvista falar e falar mas quando ele abre a boca......... opiniões sutis que geram uma repercussão em todo o quarto. Obrigado Gui, por ter vivido esse momento.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Diário de Bordo - Jamaisvista de Listras

Que dia foi esse!

Aff que sentimento ruim. Fui muuuito mal tratada esse dia, fiquei triste.

Sempre tem uma atuação assim, nunca tudo sai bem. Mais essa atuação foi um ruim fora do controle.
O primeiro quarto que entramos estávamos muito animados e os pacientes nos queriam presente porém, de uma forma agressiva.

Fui convidada a pular da janela do segundo andar! Pasmem!!!! Sim!!!!

Após o episódio extremamente assustador fui abordada pela enfermeira que, com muito carinho, me pediu desculpas pelo paciente que estava impaciente por ter ficado um mês e meio esperando por um quarto no HUT e no dia que o encontramos havia sido o seu primeiro dia de quarto.

Esse dia me levou à uma reflexão: como tratamos quem está ao nosso redor mesmo com todos os problemas que estamos passando? Será que existe o certo e o errado?

E com essa reflexão que finalizo o meu triste diário de bordo. Alehup!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Jamaisvista de Listras - Domingo de Dia das Mães



Em pleno dia das mães, eu e Debs resolvemos repor a nossa atuação. Caramba! Que massa! Foi um dia lindo. Tenho um sentimento muito mais confortável quando as atuações são em dupla.
Eu e Debs temos uma sincronia muito boa de atuação é quase como se fossemos um só, uma completa a outra em vários aspectos. E este dia foi muito especial, vimos muitas situações lindas de mãe e filho.
É tão lindo perceber que o amor não tem limites e que mesmo querendo estar em casa, no conforto do seu lar, as mães fazem de tudo para ver os filhos bem e continuam ao lado da cama deles, firme e forte.
Senti uma pontinha de inveja, queria que a minha mãe estivesse aqui!

domingo, 10 de maio de 2015

HUT - Jamaisvista de Listras

Diário, esse não foi um bom dia pra mim. Pra falar a verdade nem queria fazer diário, mas a obrigação fala mais alto. O problema não foi com os pacientes, nem com os acompanhantes e muito menos com meus companheiros de atuação, o problema foi comigo!
Desde o momento de subir o nariz que tive uma trava, Jamaisvista tava loooonge e Carol tava alí, pesada, com todos os seus problemas :/
Não tenho o que reclamar da atuação em si, foi bem sincronizado e harmonioso mas eu não consegui me doar. Sei que não devo deixar isso acontecer, sei que tenho formas de controlar isso mas, apenas nessa atuação, não consegui. Não quero me martirizar por isso, pois sei de toda a minha capacidade, de tudo que aprendi até hoje, em tantas formações e aprofundamentos, farei de tudo para não se repetir.
Só a lei de Chicó pra explicar aquele dia de atuação: Só sei que foi assim!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Diário de Bordo - Primeira atuação dos novinhos

Que lindeza... Não tenho outra palavra para descrever esse momento. Foi lindo ver Dani e Gui alçando voos naquele corredor.
Já o momento de preparação e subida de nariz foi emocionante, o quarto estava cheio e a música preenchia os nossos ouvidos. Fizemos um jogo lindo para sair do quarto, o rei e a rainha mandavam e os súditos obedeciam. Vida longa ao Rei! Miguel Céu Aberto “usou e abusou” (num bom sentido) dos seus súditos, Frederico Pau de Arara, Jamaisvista de Listras e Rebeca Pouca Janta.

O momento que mais gostei da nossa atuação foi o policial Wesley e o ladrão de postos, até parece nome de filme. Wesley é um policial boa gente que estava vigiando um quarto, segundo ele o cara lá dentro era ladrão de postos de gasolina e tinha um palhaço tatuado na pele, sim, um palhaço. Mais ele disse que não era a gente que tava tatuado lá não, que era outro tipo de palhaço. Ficamos abismadas com a história ooooh um palhaço no braço. Será que ele era do circo? Era apaixonado por palhaços? Wesley contou a verdade. Foi quase um programa de televisão: MÁRCIA; pessoas que tatuam palhaços no corpo são ... tãtãtãtã

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Jamaisvista de Listras - Abraço Grátis - 19/04/2015

Diário de bordo,

Quanta honra tenho em dizer que prestigiei o primeiro passo rumo ao sol dos novos integrantes desse projeto. Quanto entendimento, quanta maturidade, quantos olhares disponíveis! É verdade, eu sei, e todos nós passamos por isso: o frio na barriga por se sentir despreparado, por achar que não dá conta.
Descobri que esse medo é bom, nos faz ser mais cautelosos e ao mesmo tempo nos faz doar cada mol de energia em prol do outro, em prol da "perfeição" que, sinto muito dizer novinhos, não existe. E é essa a graça de fazer algo que gostamos e que nos faz evoluir: não existe fim e por isso continuamos sempre em busca de mais.
Vejo Jamaisvista evoluir a cada passo dado e tenho muito a aprender.
A todos que estavam presentes neste encontro de despertares: Muito Obrigado.
Obrigado também à minha mãe que se fez presente neste momento que eu sempre mostro em fotos... mas ver de perto é outra coisa. Fiquei honrada com os seus elogios, mãe, porque se tem um projeto que me torna mais humana hoje, o motivo é você que sempre me ensinou que tratar a todos com igualdade.
O brinde foi feito, os jogos começaram. Alehup!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Diário de Bordo - Jamaisvista de Listras - 02/12/14

O meu brilho você quer, meu perfume você quer, mais você não leva jeito... e foi assim que Jamaisvista e Rosinha chegaram ao HUT numa terça-feira prometida. Aconteceu tanta coisa nesse dia que nem sei se consigo contar.
Como grandes entendedoras da vida fomos aos corredores agregar sabedoria à nossa caixola. Sim... tivemos vários professores: aprendemos que enfermeira também pode ser chique e andar no salto apesar da correria do trabalho, aprendemos a falar Russo SIM, RUSSO!
Gabriel Waroskchovic um argentino de origem polonesa que mora no Brasil a 32 anos (ufa!) nos ensinou a falar o seu sobrenome ... para ele era tão simples falar aquele bando de consoantes seguidas que ele ria da nossa falta de destreza com as palavras. Mas não ficamos por baixo não, Rosinha então ... huum nega esperta, falou o nome direitin antes de Gabriel ensinar o correto, mais Jamaisvista, coitada, tem outros dotes... a arte da sedução. Gabriel era O CARA, ele ensinou a tal da medicina pra gente porque Gabriel Waroskchovic um argentino de origem polonesa que mora no Brasil a 32 anos (ufa!) já fez medicina e largou a vida de universitário pois era vagabundo - segundo o próprio - e ensinou pra gente as partes da coluna, porque seu vizinho de leito estava com uma lesão cervical raquimedular (foi Waroskchovic que disse) e finalizando a visita à Gabriel, quando pensamos que não, Gabriel Waroskchovic um argentino de origem polonesa que mora no Brasil a 32 anos (ufa!) é entendido das histórias de antigamente e foi nos contar como o seu avô cavou um buraco lá na Polônia e chegou ao Brasil, foragido, contou sobre o corredor Polonês e tudo mais. Nunca vi tanta informação junta numa pessoa só...
Continuamos o percurso pelos corredores da vida e quando pensa que não, dona Margarida, uma velha conhecida nossa dos baile funk foi nos levar pra conhecer um quarto cheio de homens sarados só de lençol ..huuum.. mais a graça não foram os homens, foi a própria doma Margarida que de tanto rir do que eu e Rosinha falávamos soltou um PUM daqueles .. cri cri cri cri ... Rosinha achou que tinha sido eu, aff, quando ela percebeu que todo mundo do corredor escutou kkkkkkkkkkkkkkkkkkk caiu na gargalhada, fiquei até preocupada se ia sair mais...

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Diário de Bordo - 18/11/2014 - Jamaisvista de Listras

O cuidado é uma via dupla!
Nesta terça tudo me levava a não atuar: cansaço pós-clínica, gripe, afonia e muitas coisas me desmotivavam a me doar e atuar. Mas, como nada é do jeito que queremos e como temos que, mesmo com as adversidades, resistir à tentação da monotonia, resolvi atuar. Jamaisvista adormecida precisava falar (mesmo sem fala).
E foi assim, Jamaisvista e Rosinha – sua companheira fiel – nos corredores do terceiro andar do HUT encontrando olhares e estabelecendo contato, doando. No início foi difícil, o fato de estar sem voz é muito limitante mas te faz crescer como clown, te ensina que o corpo fala. E o corpo falou muuuito, muitas danças e conquistas; e Rosinha tagarelando como louca, para duas.
Antes de continuar esse diário preciso fazer um adendo: estou imensamente feliz de ser Sam minha mais nova melhor companheira do mundo; não que as atuações estejam sendo perfeitas porque às vezes cometemos erros, mas porque consigo fechar o olho e deixa-la me guiar. Confiança!
Proseguindo com a atuação, fiquei impressionada com uma situação maravilhosa que nos ocorreu: um senhor acamado disse que era palhaço e começou a nos assustar, a gritar e dar risadas macabras (palhaço?) e Jamaisvista e Rosinha se assustaram e saíram correndo. No mesmo instante uma senhora correu até a gente e nos abraçou, nos protegeu, nos pediu desculpas pelo ocorrido e brigou com o senhor acamado. Aquilo era uma atuação, corremos porque entramos no jogo do senhor, mas a senhora se sentiu no dever de nos proteger, como uma mãe que protege sua cria; me senti tão amada naquele momento, tive certeza de que nem todos pensam que clown é pra ser “feito de gato e sapato”. Amei sem conhece-la.
Percebi que realmente o cuidado é duplo, cuidamos do outro tentando fazer ele esquecer por instantes da condição que está e ele faz o mesmo conosco, nos envolve.

Obs: e só pra constar, foi DELICIOSO atuar sem usar a voz, apesar das dificuldades acordei o corpo e dancei conforme a música.

domingo, 26 de outubro de 2014

Diário de Bordo - 24/10 - Jamaisvista de Listras

É tão difícil compreender como todas as coisas do mundo tem visões diferentes. Acho que não existe visão distorcida, é apenas visão.
Depois de um funk dos bons, subo o nariz e me vejo conhecendo novos rostos, como o de Esperança, e reencontrando outros, como o de Rosinha; tudo que eu queria era me libertar e aproveitar o momento porque Jamaisvista provoca libertação da minha alma.
Não sei falar bonito nem usar construções frasais perfeitas, mais sei que apesar de todos os pesares da atuação; foi bom!
Foi bom conhecer Inca Carranca e toda sua anca à mostra na maior das alegrias, mesmo que tinha uma pontinha de humor negro quando virou pro Esperança e perguntou: Porque você não se joga da janela? Pensei, porque ela pensou isso?, foi só pra provocar?, ela não estava gostando? . Ela brilhava tanto com o nosso cuidado que não consigo compreender o porquê da janela, acho que foi apenas uma forma de tentar interagir com o imperativo; acho que pra ela somos bobos da corte que segue ordens. E ela prosseguiu: Dança pra eu ver! Vem cá agora! Mais eu gostei dela, gostei muito.
E Lara, com sua boina cor de rosa e sua língua afiada que não respondia o que perguntávamos, mas adorava fazer pergunta. Senti algo estranho diante de uma criança tão ríspida, fiquei pensando em como teria me saído se tivesse entrado no seu quarto, e não conhece-la apenas no corredor; será que ela se sentiu ofendida por não termos dado tanta ligança à ela?!
Durante o nosso percurso conhecemos dona Chiquinha (Francisca), uma senhorinha fofinha, toda bonitinha e que sabe lavar uma roupa como ninguém. Queria ter dado meus dedinhos pra ela, acho que só dois não iam fazer muita falta pra mim como faz pra ela; ela estava triste e eu não consegui me envolver. No mesmo quarto de dona Chiquinha, encontrei uma mãe desesperada de dor que se contorcia na cama e a única coisa que conseguia pensar era o horário de buscar as crianças na creche, ela estava atrasava e precisava que alguém fosse no seu lugar, prontamente nos disponibilizamos a ir no seu lugar pegar os meninos, provocamos um conforto momentâneo enquanto a dor a corroía por dentro.
Um dos melhores momentos da atuação foi conhecer seu Bartô, um ilustre sobrevivente do descaso que é o hospital público. Com as duas pernas amputadas, seu Bartô pedia por um lençol para cobrir suas partes intimas, mas a máquina da lavanderia estava quebrada e não existia lençol pro seu Bartô. A nossa maior missão do dia foi tentar achar esse lençol e fizemos tudo que podíamos mas a nossa missão foi fracassada, não se leva mais à sério os palhaços como antigamente, ninguém nos escuta quando é algo sério. Nós tentamos a cada lugar que passávamos, tudo em vão; mas não me arrependo, fizemos o que estava ao nosso alcance.

É difícil lidar com as impotências! Que bom, que pena, que tal... que podemos usar o erro ao nosso favor.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

JamaisVista de Listras - HUT - 26/11/2013

Querido diário de bordo,  estou muito feliz com a atuação de ontem...
Conheci dona Zildinha, uma senhorinha maravilhosa que adora rir! Por incrível que pareça ela adoora o hospital, não quer ir embora de jeito nenhum... o dr. já deu alta e naaada!! Dona Zildinha continua afirmando que não pode ir embora pois ainda não está curada rsrs. É muito bom volta à atividade, conhecer pessoas novas e histórias de vida novas... Renovou minhas energias a história de vida de Camila, uma mocinha de 16 anos que sobreviveu a um grave acidente, a única sobrevivente. Descobriu que está grávida de 2 meses e o seu bebê também sobreviveu ao acidente... é muito bom ver a garra das pessoas quando uma nova oportunidade de vida é dada ao indivíduo. Estou muito feliz com as atuações...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Diário de Bordo - 13/12/13 - Jamaisvista de Listras

Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, não consigo me aguenta de tanta felicidade dessa atuação. Foi simplesmente perfeita. Quantos jogos nos fizemos hein! E o mais lindo foi que ninguém quebrou o jogo do outro, só houve acréscimo durante toda a atuação. Fico muito feliz em saber que as dicas de Gentileza para que o jogo dê certo continuam sendo muito bem aproveitadas. O que eu achei muito legal também foi a maneira que conseguimos para acabarmos a atuação: o tabret e tudo mais. Eu tenho quase certeza de que rimos mais do que os pacientes nessa sexta... não conseguimos nos conter. Estou ansiosa para a próxima. Beijos