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sábado, 13 de junho de 2015

Jurema das Pamonhas - Hospital Dom Malan - 05/06/15

Dia em que Júlia Nogueira completou seu vigésimo primeiro ano de vida.

Procrastinei muito para escrever esse diário.
Tudo tem seus altos e baixos, inclusive atuações. E eu não queria escrever sobre uma atuação em que minha energia não estava alta como de costume. (meu aniversário não tem a ver, [só queria um "título"])
Mas cá estou falando sobre ela.



Começamos sem maquiagem, era feriado, ninguém lembrou de pegá-la, mas nos viramos. Quem quer dá um jeito.
Passamos por pessoas muito interessantes.
Na oncologia, as meninas não estavam lá, tinham recebido alta :) mas tinha uma menina que gostava muito de histórias, de cantar e que tinham muitos brinquedos com o seu próprio nome, um amor de pessoa.

Foi tudo bem, mas fiquei com aquela sensação de falta...

Júlia.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Jurema das Pamonhas - Hospital Dom Malan - 15/05/15

"Todas as pessoas grandes foram um dia crianças – mas poucas se lembram disso.” 

Sobre uma atuação, onde o que marcou, foram as crianças. Mais precisamente uma pequena conhecida nossa e uma nova criaturinha, que acreditou ter ficado com o nariz igual ao meu e o de Cassandra por conta do lápis de cor vermelho.
Confesso que não sabia se fica feliz ou triste por saber que Sara ainda estava lá, pois se ela não estivesse eu não saberia se ela melhorou ou simplesmente não estava mais. O importante é que ela estava.


"As pessoa grande não compreendem nada sozinhas,e é cansativo para as crianças estar a toda hora explicando"

Os jogos foram tanto que o tempo passou sem que pudéssemos notar. Eu queria estar com Sara, mas também queria jogar com Emily, mas o que eu mais queria mesmo é que elas brincassem juntas, duas pequenas numa situação complicada com camas tão perto... Mas aquele soro preso não permitia o contato mais próximo.

Quando eu retornar, quinze dias depois, quero ter notícias boas, nem que a melhor delas seja de que as meninas ainda estarão lá.

"As crianças têm que ter muita paciência com as pessoas grandes"


Ju




sábado, 9 de maio de 2015

Jurema das Pamonhas- Hospital Dom Malam - 08/05/15

8 ao 80. Sobre uma das melhores atuações.

Diário, meu amigo, 13h lá no hdm eu tava baqueada, saudades energia. Mas a preparação das roupas, da maquiagem, aos poucos vão me dando expectativa e vão me enchendo gradualmente.


Aproveitando a foto alheia e da semana passada

Depois de tomar um ar e fugir do jacaré pequeno que dá "boa tarde", ficamos meio perdidas sem saber em que setor ir, quando um mulher fala, "Ei, vão no ~insira aqui nome de alguma pedra~, que lá tem uma mulher que tá meio esquisita. E assim fizemos.
O quarto referido ficava no setor de alto risco. Tinham três grávidas há algumas semanas e uma acompanhante. E que acompanhante, fico rindo só de lembrar kkk Nunca tinha me acontecido conversar papos de tão "alto nível" numa sala de um hospital (que era o que menos parecia naquele momento). 
Em seguida, paramos na farmácia, mas infelizmente Cassandra não conseguiu seus 'tarja preta'.
Seguimos para a oncologia. Lá encontramos Sara, que gracinha de criança! (Digo e repito, não sou boa com crianças, minha sorte são as melhores companheiras que fazem os jogos fluírem tão lindamente.) Ela queria nos mostrar todas as músicas e vídeos do seu tablet, queria nos contar segredos, queria comer sua melancia inteira e queria mandar beijo para a sua amiga (que era um app :/ ), na despedida, queria marquinhas de beijos...
Passamos das conversas de "alto nível" para a delicadeza de uma criança.
[qualidade > quantidade]
"Eu fico com a pureza da resposta das crianças"

Ju



quarta-feira, 6 de maio de 2015

Jurema das Pamonhas- Dom Malam - 01/05/15

Porque feriado também é dia!

Antes de começarmos a atuação, enquanto aproveitávamos o caminho, decidimos que iriamos para a parte pediátrica.. Ah crianças, essas criaturinhas que sempre me intrigam. Sempre penso que elas normalmente são difíceis de conquistar, mas quando isso ocorre, elas são as mais verdadeiramente entregues.

Aquele hospital é maior do que parece, enquanto procurávamos onde que as crianças ficavam, achamos um belo meio de transporte para nos auxiliar a chegar lá. Confesso que pensei, vão brigar conosco, porém, Salete queria chegar divando, como sempre, haha, e assim fez.
Falando em Salete, como ela tem uma boa desenvoltura com as pequenas criaturas, isso me ajudou a lidar melhor com elas e conseguir boas interações.
O que seria de mim sem as minhas companheiras?!
Cassandra, por exemplo, com sua calma sempre faz algo interessante, mesmo sem querer querendo ;p
As meninas fazem com que os jogos sejam fluidos e suaves, fazendo com que certas implicações desapareçam ou se transformem...

Acabo perdendo a hora quando atuo, passo muito tempo lá sem perceber que a hora voa.. Dessa vez foi mais rápida do que a de costume, mas foi imensamente satisfatória, saí de lá refletindo que ó me apareceram "que bons", deixa os que pena pra depois.

Ju



segunda-feira, 27 de abril de 2015

Jurema das Pamonhas - Hospital Dom Malam - 24/04/15

Lugar diferente, melhores companheiros diferentes e 'posição' diferente. Passei a ser monitora.

Antes desse dia chegar eu ficava pensando sobre a responsabilidade de ser monitora.
O que eu deveria fazer? Como eu deveria agir? Será que dessa forma vai funcionar? Como é mesmo esse hospital?...
Quando enfim chega a sexta, decidi deixar essas dúvidas para lá e fazer como sempre, me jogar no vazio e confiar nos melhores companheiros do mundo! Porque é assim que funciona.

Depois de certos aperreios com a maquiagem e os crachás, é chegada a hora de subir a mascara.
Botamos a cara no mundo e lá estávamos colorindo os corredores. Encontrando as pessoas grandes e as pequenas.Destaco uma pessoa pequena especial especial, que floresceu minha tarde, ele que foi difícil de conquistar, mas teve uma das melhores receptividades.
 Ah como foi leve, como foi tranquilo, como foi bom!
Como a insustentável leveza que sempre é.




Novo local, novos companheiros. E eu me pergunto, por que eu tava preocupada mesmo?

Ju



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Jurema das Pamonhas - Hospital Materno Infantil - 23/01/15

Minha primeira atuação do ano.

"Vocês tinham sumido". Como é bom saber que as pessoas percebem a sua falta. Gosto de pensar que deixamos uma saudadezinha durante essas 'férias'.


Mais uma sexta-feira naquela maternidade  e mais uma confirmação de que as palavras, frases, expressões, aprendidas nessa minha jornada clown servem para a vida em inúmeras situações. E durante as atuações são quando elas ficam mais claras e fazem mais sentido.
Dessa vez destaco: O menos é mais.
Sempre demoramos muito tempo entre quartos e corredores, não que dessa vez tenha sido diferente em relação ao tempo, porém, a quantidade foi reduzida, mas a qualidade, essa -me atrevo a dizer- estava presente na maior parte do tempo.

TV ligada sem ninguém para assistir; Nunca é tarde para aprender; Ficar com 'os pés pra cima' sem trabalhar; Massagista, bombeiro, que não dispensa apresentações...

A cada encontro novas trocas, a cada troca novas histórias.

Ju


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Jurema das Pamonhas - Hospital Materno Infantil - 20/12/14

Diferente.

Vi e olhei aquele hospital de uma maneira diferente.
Aprendi que estamos ali não só para causar o riso, mas para levar o que for preciso. (rimou)
A sensibilidade tem que estar mais presente. O olhar mais aguçado. A entrega sempre bem-vinda.
[Não vamos pelo caminho mais fácil...]
É sempre bom relembrar o quanto essas coisas são necessárias.

 Posso dizer que o sim está sendo a melhor escolha sempre!

 (Obrigada Miojita por nos relembrar essas coisas e ser nossa nova/velha melhor companheira e obrigada Esperança por continuar sendo o melhor companheiro)

Esse diário poderia se resumir assim:



Que bom é receber visita nova, que pena não poder ficar mais um pouco, que tal se viesse mais vezes?!


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Jurema das Pamonhas - Hospital Materno Infantil - 12/12/14


"Depois da dor, vem o amor". Disse a Esperança sobre os nascimentos naquele lugar com cheiro de limpeza e som de choro, mas que carrega uma áurea mais leve do que a que imaginamos.

Haviam crianças. Sim, aqueles pequenos seres surpreendentes, porém, que evitamos iniciar algum contato. Só que antes que pudéssemos nos dar conta o contato aconteceu e foi mais leve do que imaginamos.

Aquele dia iniciou-se com a melhor das recepções. Conversa, comida, alegria... Nascimentos.

O convite para assistir o processo de preparação do nascimento de uma vida é assustador, mas não havia outra resposta se não o sim.
Após acontecer, depois de pensar muito a respeito, conclui, foi mais leve do que imaginamos.


Parto. Pois deixo metade minha de onde fui. A gente vai se dividindo em pedaços e levando novos para compor a vida.
Mel Fronckowiak



Ju



sábado, 13 de dezembro de 2014

Jurema das Pamonhas - Hospital Materno Infantil - 09/12/2014




Quando as coisas são feitas com verdade elas acontecem. 
Quando todas as metáforas começam a fazer sentido.
Quando as frases ditas incansavelmente são postas em ato.
Quando o sim já não é mais uma opção, é a unica escolha.

Sentimentos sobre uma atuação.




                    Ju

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Jurema das Pamonhas - Hospital Materno Infantil - 05/12/2014

Tu tem aqueles dias que parece que veio arrastado? Porque hoje eu tô assim...

Indisposição resumia minha situação naquela tarde muito quente de sexta, tinha sido uma semana muito cansativa e eu estava lá sabendo que não teria descanso nem no final de semana. Para completar pegaram a chave do auditório, e agora, onde a gente vai se trocar? Talvez no mini banheiro. Tá ocupado; Vão pra sala da assistente social. Ela tá em atendimento. 

Muita espera...
""nossa"" sala estava ocupada e quando resolvemos bater lá estavam muitas mulheres fazendo um lanche, comendo um cheiroso cuscuz, hahaha. Não sabíamos que essas pessoas iriam mais tarde, no início da atuação, fazer com que nossa energia subisse e com isso dá início a uma das melhores atuações que eu participei. (Inclusive me comparando com uma personagem da era do gelo, a Amora, sim isso mesmo, uma mamute)

Apesar de termos começado um pouco mais tarde do que o de costume, não nos apressamos quanto a preparação. Penso que soubemos aproveitar bem o caminho, desde a apreciação de fazer nossa maquiagem até o último encontro do dia. Uma subida gradual de energia.
Nossa sintonia estava muito boa, conseguimos tirar jogos de cometários desagradáveis - dos agradáveis mais ainda -, conseguimos achar a mulher de vestido laranja que não estava de laranja e até interagir bem com uma mulher que ficava com medo da nossa presença, mas tentava saber lidar...

Para quem chegou lá arrastada parecia que teria que sair do mesmo modo.
Incrível o que uma atuação é capaz de fazer, proporcionar vontade e recuperar a energia que parecia está perdida, mas tava lá o tempo todo, em uma caixinha a quatro dedos embaixo do umbigo. 



terça-feira, 25 de novembro de 2014

Jurema das Pamonhas - Hospital Materno Infantil - 21/11/2014

Ah os encontros. Há os encontros...

Posso dizer que essa atuação foi uma das que eu mais me senti bem recebida.
Quanta recepção das pessoas!
Elas estavam tão abertas e com vontade de conversar, tão receptivas que até pedidos fizeram, muitos inclusive. 
Talvez fosse pela politização do meu melhor companheiro...

Ligação, sinal fraco, vasectomia, seis filhos...
Pessoas paradas no corredor, apenas observando. Talvez ponderando uma aproximação,uma possível conversa ou talvez apenas esperando algo acontecer...
Aprendizado, dicas e afins  vindas de casais inusitados.
"não deves se preocupar com nada, para que não envelheças" 

Convite para tomar água de coco numa fazenda com plantação de manga, que recentemente ganhou um novo velho trator...

Histórias, vidas, pessoas. Encontros.




sexta-feira, 13 de junho de 2014

09/06/2014 - Hospital Materno-Infantil Juazeiro

Decidimos, Júlia observa hoje.
Ok. Fiquei pensando, uma experiência nova, só tenho que ficar na minha e tirar fotos, ótimo, adoro fotografar. Só que imaginei que seria mais fácil, logo eu que sempre fui quieta e na minha, nunca fui de chamar atenção, tava lá, me sentindo mais vista do que deveria.
Enquanto as lindas clowns andavam pelos corredores espalhando coisas boas, eu me 'esgueirava' pelas paredes, tirando fotos e dúvidas das pessoas. "Você tá com elas?", "O que é isso mesmo?", "Vocês são de onde?". Confesso que achei interessante, só que mais interessante ainda, foi quando um dos funcionários (não sei o cargo dele) me disse, "Vai para a palhaçada também, deixa que eu tiro as fotos". Ri comigo, achei a proposta tentadora..

Mas nem tudo são flores, perto do fim da atuação, houve aquele ocorrido que vocês já sabem, se não sabem vão ler os belos diários das minhas companheiras. Eu estava meio de fora do que foi dito para as meninas, já que me mantive afastada para não atrapalhar o jogo. Porém, ao mesmo tempo que aquela médica falava com elas, uma senhora veio me fazer perguntas, "Você tá com elas? Porque a médica não gostou de tal coisa, porque a médica isso, a médica aquilo. Mas vocês tem autorização para estarem aqui?, e essas fotografias? Olhe bem o que você fotografa...". Além de responder as perguntas da senhora avisei que, aquilo podia não parecer, mas era coisa séria!
 Enquanto a conversa rolava, notei que as meninas já tinham saído, percebi que alguma coisa chata tinha acontecido. Ao encontrá-las vi muita tristeza e decepção. Mas daí penso, talvez isso seja necessário para o nosso crescimento. Queria tê-las ajudado de alguma maneira, mas não pude, detesto a sensação de impotência.


sábado, 7 de junho de 2014

Jurema das Pamonhas - Atuação no Hospital Materno Infantil - 02/06/2014

Oi, há quanto tempo!

Eu sempre demoro horas para escrever um diário, e ele sempre sai curto. Nunca sei o que contar, não quero descrever o que aconteceu, porque faz mais sentido para quem estava lá e sabe o porquê de ter acontecido. Também não falo direito as coisas que sinto, porque não sou boa nisso. No fim, nunca gosto dos meus diários. Quando falam, escolhemos diários para serem lidos, sempre torço para não ser o meu!
Porém, é preciso escrever, eu até gosto, mesmo que para mim seja complicado.

Então vamos lá.
Sobre a atuação de segunda: Gostei.
É isso, gostei. Foi boa, foi simples, foi necessária. Foi quando eu vi o menos ser mais, quando a teoria foi linda na prática.




A felicidade de ser quem somos e fazer o que fazemos.














Três coisas me marcaram nessa manhã.
Primeiro, a escolha do nome. Sempre vemos várias crianças muito pequenas que acabaram de dizer 'Oi' ao mundo, as vezes não dá tempo dos seus pais nomeá-las. Vimos uma pessoinha nessa situação, então, sugerimos que cada uma escolheria um nome, depois de várias opções ele foi escolhido. O mais interessante é que os pais pareceram gostar. Foi legal porque não parei de pensar, "Será que realmente há uma possibilidade dela ser batizada assim?". Tá, pode ser ingenuidade minha, mas é bom pensar que fui importante para aqueles pais, vê só que importância, escolher um nome!
Segunda coisa, a receptividade do casal. Nunca vamos a ala do parto natural, por alguns motivos, entre eles a falta de gente. Mas nesse dia estava cheio. Quando estávamos na recepção chegou um homem perguntando sobre o horário de visita, começamos a falar com ele e acabamos sendo convidadas para visitar a sua mulher e o seu filho. O casal foi tão receptivo que fez eu me sentir muito bem. Ele parecia admirar-nos, enquanto eu os admirava de volta.
Terceira, a menininha que falava com os olhos. Na ala pediátrica, havia um quarto com cinco crianças, mas uma foi especialmente marcante para mim, pois ela não falou nada. Ela estava deitada e extremamente séria. A sua acompanhante disse que ela costuma falar muito, mas naquela hora estava bem calada. Nós tentamos muito anima-la, de várias formas, porém ela não quis, simples assim, sem pronunciar nenhuma palavra. Foi duro, mas levei como aprendizado.

Sobre a reunião: foi massa!
O cuidado da massagem, a diversão de ganhar os narizes, e a surpresa de ser o anjo de alguém, muito massa.
Mas depois de receber meu novo nariz, parei para refletir o que e ser clown. Comecei a pensar, como pode eu ter mudado tanto? Me 'formei' para ser assim: uma pessoa que sou eu, mas que veem como uma personagem, só que mostra mais de mim do que eu já consegui me mostrar. Parece confuso, mas faz sentido para mim.
Ultimamente tenho pensado muito nisso. Começou quando certo dia, uma das minhas melhores companheiras me indicou um vídeo, fui vê-lo, fiquei encantada. Preciso compartilhar com vocês também, porque quando eu crescer quero ser igual a ele.

Sempre que paro e penso um pouco, percebo que eu SOU clown. Vocês devem pensar, "isso é obvio", mas pera, as vezes não é. As vezes a gente não percebe o quanto mudou e se transformou, como o que a gente faz nos enriquece a cada semana. Esquecemos também de como somos importantes um para o outro e como somos o que somos por conta disso.
E é com essa escrita chula que digo, eu sou grata a minha formação, eu amo fazer parte disso,  e se eu pudesse faria mil vezes, espero que vocês sintam o mesmo!

     Ju


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Jurema das Pamonhas - Atuação no Hospital Materno Infantil - 19/05/2014


   Olá diário, desculpe o atraso. Ah, e não estranhe eu estar me dirigindo diretamente a você hoje, eu sei que normalmente falo para quem te lê, mas quero ter uma conversa mais intima.
   A segunda feira foi bastante corrida para mim, só você vendo. Acorda cedo; vai para a clínica fazer exame - mas pera, não dá tempo fazer o exame, "volto depois, recepcionista. Questão de prioridades"; vai atuar; volta pra clínica; vai para a faculdade, "corre, menina, se não tu se atrasa! Mas e o almoço?, Hoje não."; Aula, aula, aula; noite, hora da reunião, e que re-união! Ufa! Eu não poderia contar a você, diário, sobre a minha atuação, sem antes ter citado a reunião da gente. Ela foi tão boa, cheia de desabafos e esperança, regada com vontade de mudança. Um amor só.


   Bem, mas vamos ao que interessa. Sempre sou muito sucinta escrevendo as atuações e hoje não será diferente.
   A minha segunda atuação foi como estava planejada para ser, com duas melhores companheiras. Elas tem o jogo longo e diferente do da minha melhor companheira, que tive a primeira atuação. Por conta disso, perdemos um pouco a hora, porque se deixassem estávamos lá até agora, hahaha.
   


   Tô começando a me acostumar com a ideia de que toda segunda vou me deparar com muitas crianças pequenas, muito pequenas mesmo. Tanto que elas têm umas caminhas que só cabem elas. Lá vimos ainda, que tem algumas pessoas pequenas que tem dois nomes, enquanto tinha outra sem nenhum. Aquilo não podia ficar assim, tínhamos que fazer algo. Fomos atrás de um nome, conseguimos uns oito. Tinha também tanta mulher com o barrigão, só podiam ter comido demais ou vai ver eram gases, hihihi. A parte onde ficam as crianças maiores estava cheia. Elas estavam sérias, deviam estar com sono. Dissemos a elas que aquilo passava, porque quando os nomes delas eram chamados elas melhoravam.

Dessa vez, atuar com crianças me pareceu um pouco complicado, mas mesmo assim não deixa de ser delicioso. Sempre aparecem aqueles sentimentos bons, que carregam consigo vontade de quero mais e vontade de continuar, de fazer, de estar ali, de voltar...

                                                                                                              Ju.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Jurema das Pamonhas - Primeira atuação no Hospital Materno Infantil (Juazeiro - BA) - 14/05/2014

    Antes de contar como foi a minha primeira atuação no ambiente hospitalar, tenho que dizer que eu tinha muito medo de atuar com crianças, pelo simples fato de não ter convívio com elas e achar que não sei lidar. Assim que soube que fiquei na maternidade pensei, que ironia do destino. Mas, se fui escolhida para ficar nesse lugar é porque deve ter alguma razão.

    A atuação de hoje me pegou de surpresa. Estava me preparando para ir a maternidade na segunda pela manhã, porém me surgiu a oportunidade dessa atuação hoje. Eu quis! Sem pensar muito eu simplesmente quis. E lá fomos nós, pegas de surpresa.
    No momento da atuação, enquanto andávamos pelo hospital, aquela minha velha conhecida sensação de insegurança começou a surgir. Fiquei meio apreensiva, mas, o que eu tinha a temer? Afinal, eu estava com a minha melhor companheira do mundo.  E assim fomos, ela foi fazendo os jogos, eu acompanhava, as coisas começaram a fluir e antes que eu me desse conta, estava lá, junto com as mães que tinham aquelas pessoas tão pequenas.
    Com a energia alta, chegamos a parte infantil. Crianças, crianças por todas as partes. Porém, dessa vez eu não estava com medo, eu sabia lidar com elas, eu sou especialista em tudo. Com o desenrolar daquele momento, percebi que apesar de não ter interagido tanto, eu gostei de estar com crianças. Elas não precisavam falar para dizer alguma coisa, elas tinham um olhar sincero.
    Assim que baixamos o nariz, fiquei com a sensação de que faltou alguma coisa. Mas, depois de algum pouco tempo, quando tive o meu momento sozinha, brotou em mim uma sensação tão boa, uma paz interior tão grande, que refleti: que bom que "faltou alguma coisa", não estou buscando a completude, até porque, palhaço pronto...

Ps: estou ansiosa para atuar com as outras melhores companheiras
Ps2: eu quero mais, muito mais. E quando eu quero, eu quero muito!

segunda-feira, 17 de março de 2014

Jurema das Pamonhas - Abraço Grátis 15/03/2014

Primeira postagem no blog. *o*

   Ontem foi o dia da primeira aparição de Jurema ao público que não fosse o da UPI. Deu uma certa apreensão de não saber o que fazer, e se algo acontecer? Tantas inquietações, mas sempre lembrava do "se joga", "faz da queda um passo de dança", "diga sim!". E assim foi. E foi mesmo! Adorei esse primeiro contato, nada de incomodo me aconteceu e as coisas fluíram naturalmente. 
   Cheguei bem cedo, inclusive fui a primeira a chegar, e fiquei aguardado a hora de irmos a Juazeiro.Lá chegamos bem, com a receptividade de Paputcho, o apartamento estava todo decorado com cartazes legais e engraçados. No apto, com muito calor humano, nos arrumamos, maquiamos e nos enchemos de energia. #partiu #rua
   Lá estava eu Jurema, no meio da rua com mais muios clowns lindões, 'mexendo' com as pessoas, gritando e sorrindo. Confesso que quando chegamos ao Camelódromo eu estava meio perdida, sem saber bem o que fazer, mas me juntei a Frida Siriguela e lá fomos nós. Fui entrando nos jogos e as coisas começaram a fluir sem necessitar esforços. Andei com muitíssimos outros clowns como, a Teca Lua Cheia, Lola Goiaba, Esperança Sambacanção, Zefinha Laranjeiras, Joaquim Marmiteiro, Mariqueta Boabunda, Carmelita das Buchada, entre outros amores <3 .="" div="">


   Para abraçar, algumas pessoas necessitavam de tempo, outras de conversa e algumas somente do olhar. Já algumas não queriam abraços. Mas, foi tão lindo e gratificante que não tinha recusa, cansaço ou sede que me fizessem querer parar. Sentir o outro disposto a receber e dar um abraço, estando ali aberto e receptivo, sorrindo por esse gesto é tão lindo e amável que fica difícil de descrever.


"Um abraço estabelece uma ligação íntima e saudável entre as pessoas. É bom tanto para quem dá, quanto para quem o recebe.
É um gesto simples, porém carregado de sentimentos. Desde a infância, as pessoas aprendem a abraçar aqueles que lhe são próximos para transmitir emoções diversas, seja em momentos de alegria, tristeza, saudade ou, simplesmente, quando dá vontade.
Para quem está passando por momentos difíceis, receber um abraço é reconfortante porque significa atenção, apoio, consolo e transmite solidariedade com o próximo."