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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Pedrita Bombom - HUT - 12/05/2015

Querido diário,

Como te fazer compreender a intensidade desse dia?

Eu queria conseguir colocar em palavras todo aquele mix de sentimentos que me rodearam. O companheirismo, o reconhecimento, as dores, as alegrias, as mudanças, as familiaridades, tudo aquilo que me faz ser eu e tudo aquilo que me faz querer ser melhor. Mas eu nunca consigo, né? Hahaha. Chega a ser cômico todo o meu esforço, mas eu continuo nessa batalha interna, tentando remover uma trava que eu não sei dizer quando foi colocada, nem por que, nem por quem....
Droga, devaneios tolos a me torturar.


Eu queria dizer que foi bonito, foi intenso, foi verdadeiro. Atuamos os quatro, quatro clowns loucos por um encontro, loucos por fazer mais, loucos, fomos um bando de loucos. Tive reencontros, onde o reconhecimento me deu uma energia renovada. Elegeram o meu nome o mais bonito e eu ajudei a descobrir um nome a muito perdido. 

Não sei como terminar esse diário, eu tenho tanto a te falar, mas com palavras não sei dizer. :/

Então, até a próxima.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Pedrita Bombom - HUT - 05/05/2015

Querido diário,

Antes tarde do que nunca, né?

Essa atuação foi especial, Wel comprou o risco, se jogou no vazio e para lá nós fomos. Juntas, como uma, como nós, como duas. E não é que Pedrita e Linguita são enormemente parecidas, sério, parecia que uma tava copiando a outra, alguém chegou até a proferir tal absurdo, um ultraje, mas eu chamo de sintonia. E nós estávamos sintonizadas. Foi lindo!

Os encontros, ahh, os encontros. O que falar daqueles policiais, daquele minerador brabo que não nega fogo para ajudar os seus companheiros, do cara que vê milagre onde muitos veriam o fim da vida, do eletrocutado risonho – o super choque, de oito pessoas que riam feito uma, do cara pela metade, dos tiros, das vesículas, das motocicletas e da bicicleta que criou um superman. Cada pessoa ali me mostrou como tirar o melhor de uma situação que Láyla veria como devastadora.  Aqueles olhos mostraram a Pedrita que apesar dos pesares se pode ser feliz.

Depois de um dia como esse eu só tenha a agradecer, agradecer a We(Linguita) – amei isso- por ter sido minha melhor companheira, agradecer a UPI por todos os encontros proporcionados, agradecer a você que perde um pouco do seu tempo pra ler minhas viagens má escritas e agradecer aos meus lindos encontros de hoje, que me mostraram o valor da vida. Agradeço por Pedrita que com sua doçura vai encontrando e crescendo e, principalmente, agradeço pela futura profissional que Láyla vai se tornar, agradeço por todas as pessoas que vão entrar em contato comigo e perceber o quanto eu mudei pra melhor graças a tudo isso.

Deixo aqui a minha muitíssimo obrigada!

Até o próximo encontro!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Pedrita Bombom - HUT - 22/04/2015

Querido diário,

A noite de hoje prometia, eu ia observar exatamente seis clowns, você tem noção do presente que eu recebi?

O problema foi me manter invisível para aqueles olhares atentos e disponíveis, puxa, foi um trabalhão. Eu subi e desci milhares de vezes às escadas daquele hospital, mas pra falar a verdade, eu nem senti, eu só queria olhar as minhas melhores companheiras. Eu queria estar em dois lugares ao mesmo tempo, eu queria estar lá jogando junto com elas. Então deu pra perceber que o presente veio carregado de uma parte não tão doce, né?

Eu as vi, sabe? Não Karol, Carla, Bibi, Brunna, Cássia e Lari. Eu vi Jusefina, Mariqueta, Biju, Anita, Zefinha e Marieta. E elas são lindas. Você deve estar pensando, uai, mas metade ai você já conhecia, sim e não. O rio é diferente e elas também (Chiquita, haha).

Estou ansiosa pela próxima quarta-feira onde me juntarei a elas.
 
Preparativos para uma noite incrível.

 Obs: Não tem como ganhar da Mariqueta, mas aqui está o meu relato.

Obs2: Hoje eu senti o peso das minhas ações mequetrefes, vieram me perguntar onde se encontrava os meus diários - my mistake. Vou tentar manter os meus relatos em dia, tá?

Pedrita Bombom - Abraço grátis - 19/04/2015

Querido diário,

Quanto tempo, né?
Mil perdões por nunca mais tê-lo escrito, eu sei que faz uma eternidade, e só pra constar, eu estava com saudades. Saudades de compartilhar sobre os olhares, sobre as pessoas, sobre as novidades, sobre as mudanças, sobre tudo e sobre todos. Eu não sou muito boa nisso, nós dois sabemos, mas acho que escrever ajuda a tornar tudo um pouco mais real. Quero disseminar toda a beleza do que eu vivo, para assim as pessoas viverem junto comigo, sentirem um pouco do que eu senti. Serem preenchidos, enquanto me preenchem.

Agora já chega desse mimimi, eu vim aqui por um motivo e um motivo lindo. Uma nova turma chegou (é a segunda turma que eu vejo nascer, sabia?). Prometo fazer uma síntese da quarta geração em um momento mais oportuno, mas hoje eu vim falar sobre a quinta geração de clowns do sertão. :D

Eles trouxeram uma renovação incrível pro meu olhar, cada encontro foi único a sua maneira. Uns mais antigos no meu coração, outros que chegaram agora, uns que eu vi de uma nova maneira e outros que me viram de uma nova maneira. E todos juntos me fazendo querer ser melhor, me fazendo sentir, me fazendo querer mudar o mundo e sentir o mundo me modificando. Eles não fazem ideia do que desencadearam em mim.

Devaneios, devaneios de quem foi mequetrefe por muito tempo. Estou perdendo o foco ou esse é o foco que eu precisava? Não sei a resposta pra milhares de perguntas o que  me faz devanear mais e mais. :?

Ahhh, o abraço, é isso. Esse diário é sobre isso. Uma linda tradição que me fez voltar dois anos no tempo. Voltar, não? Me fez sentir o peso de dois anos. Dois anos em que as pessoas me mudaram e eu espero tê-las mudado também. Algumas mudanças foram pequenas, outras gigantescas. Mas rezo para que todas tenham sido pra melhor.

Na feira da Areia Branca tive o meu começo e hoje pude revisitar um lugar querido. Com muita gente disponível, muitos olhares cativantes, muitos encontros e muitos abraços quentinhos (João Negresco, hahaha).  Encontrei e pude ser encontrada, senti e revive, novo e velho se mesclando numa doce sinfonia.










Fotos, fotos, fotos. Pois uma imagem vale que mil palavras –acho que é isso. Então só aí eu falei mais de sete mil palavras :DD Vocês sentiram? Vocês conseguem me entender? 


Obs: Esse era pra ser um diário sobre os olhares que encontrei, sobre os companheiros que me acompanharam, sobre a beleza da vida, a beleza do projeto, a minha beleza. Talvez eu não tenha conseguido dessa vez, mas eu vou continuar tentando. Tentarei não deixar as emoções se acumularem só dentro de mim.Quero compartilhar tanto com as pessoas que eu encontrar fisicamente, quanto com vocês que se disponibilizaram a ler os meus devaneios. Minha jarra está transbordando e eu quero que encher vários copos com ela, quero que ela seja preenchida todos os dias, quero que você me acompanhe nessa empreitada, tá? 

Obs2: Desculpa o tamanho do texto, desculpa a falta de postagens, desculpa pelos devaneios. Mil perdões.

Pedrita Bombom, uma mequetrefe assumida.
beijos e até o próximo.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Pedrita Bombom - 17/09/2013 - HUT

Querido diário,

Essa declaração será diferente e sucinta. Nós nos metemos em situações constrangedoras e pela primeira vez teve alguém para observar nossos passos, nossa querida Horts. E pela primeira vez descobrimos que não temos limites de tempo. E pela primeira vez nosso ônibus já ia partir e tínhamos que nos apressar. E pela primeira vez eu fui desafiada a atuar sem enxergar. E nesse mar de primeiras vezes eu me vi acuada, mas eu tinha os melhores companheiros do mundo. E com eles eu mais uma vez eu corri, brinquei, viajei, naveguei, sorri, cantei, contornei situações e me renovei.

sábado, 14 de setembro de 2013

Pedrita Bombom - HUT - 10/09/2013

Querido diário,
Finalmente mais uma atuação. Ai como eu estava ansiosa por esse dia. Os meninos também, eu acho rs,  e, assim, acabamos por atuar mais cedo. Caramba, como eles conseguem ser tão bons, hein? As caras e bocas do Zeca e a fala ininterrupta do Joaquim me enchem com uma energia fosforescente.
Saímos buscando novas formas de encontro e foi isso que encontramos. Assim que entramos nesse mundo o ano virou, isso mesmo era um ano novo. Todos de branco, felizes (?) e receptivos. Alguns companheiros nos olharam com olhos esperançosos e cheios de vontade. Eles queriam estar ali e não podiam, senti um leve pesar por eles, pois reconhecia aquela sensação.
Entramos num quarto que os meninos foram presenteados com uma roupa nova, pros dois vestirem juntos. Enfrentamos paparazzi insanos. Descobrimos, através de um professor de português lusitano, que quem ama deixa livre. Vimos que não se tem limite de tempo pra se pentear o cabelo. Descobrimos que fabricantes de macas são ricos, já maqueiros não. Vimos de perto tanto àquela que trás a Luz, quanto a que trás a comida.
A Pedrita estava com mel, como diz a minha vó, e por isso o Joaquim teve o árduo trabalho de expulsar todas as abelhas, virou o meu mais forte e imponente protetor. Aahh, você lembra o Thor com a armadura? Bem, hoje ele estava acompanhado de um beijoqueiro que falou na língua dos beijos com o Zeca. No fim, estávamos todos fluentes nessa língua e assim falávamos com as pessoas que nos rodeavam.
Encontramos com uma dona que nos expulsou, pois achava que estávamos querendo levá-la pra uma festa. Cantamos e idolatramos o Bahêa com o seu mais novo jogador. Vimos uma das meninas mais bonitas do mundo. Um cantor envergonhado que não quis cantar, mas não perdia o estilo. Um locutor sem fôlego. Aprendemos que tem que passar óleo no bumbum pra não criar feridas.
Vimos à gentileza e a brutalidade. O carinho e o desprezo. A alegria deitada ao lado da rabugice. E com todos eles tivemos encontros lindos. Longos, curtos, profundos, superficiais, tocantes, mas todos lindos e cheios de uma energia única.
Terminei hoje um pouco mais madura, mas isso me tornou um pouco mais encabulada. No fim, estava tentada a não mais arriscar, por medo de destruir tudo o que eu tinha conquistado. Mas olhava pra eles, ahh, você não pode imaginar o que eu via. Queria ter o poder de te fazer ver aquela confluência de cores que eu enxergava tudo salpicado com aquele brilho que eles emanavam.
Como eu não tenho esse poder vou deixar aqui escrito e, com isso, vou tentar, fracamente, imortalizar aqueles momentos indescritíveis. Infelizmente o faço com palavras comuns e até um pouco vazias, e isso vai me fazendo sentir um pesar por não ter o dom da escrita.
Mas espero que eu tenha deixado alguma coisa daqueles momentos aqui.

Beijos.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Pedrita Bombom - HUT - 03/09/2013

Querido diário,
Mais uma atuação e mais uma vez eu não me aguento de nervosismo. Eu, uma iniciante, iria atuar com um grupo novo e dessa vez sem monitor. O que seria de nós?
Quer saber o que foi da gente? Bem, fomos juntos de mãos dadas e encaramos os desafios, nos encontramos nos detalhes. Sabe? Naquele momento eu me senti completa. Meus melhores companheiros me preenchiam com uma energia completamente nova.
Sai de mãos dadas com o Joaquim Marmiteiro e com o Zeca Aventureiro e a partir dai entramos num mundo de aventuras. Encontramos uma mulher com um bastão no meio da caverna, fomos ameaçados de levar coices (principalmente o Joaquim, que fez até uma perna doente se mexer), encontramos com super heróis, vimos os paraísos dos peitos (particularmente, acho que essa foi a parte que os meninos mais gostaram, rs), conhecemos um conhecedor de livros que queria nos contratar para um peça, entramos em um quarto onde várias esfinges nos encheram de enigmas e de lá saímos com um enigma do Zeca ( que já estava se transmutando). De volta a caverna o Zeca mostrou que homens podem ser como cangurus.
No fim, o Joaquim nos levou por um caminho para encontrar os nossos maiores heróis e assim acabou a minha noite, mais uma vez cansada e com fome, mas com uma energia encantadora que acalentaria todos que me vissem naquele momento.

Bem, espero trazer muito mais novidades pra você.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Pedrita Bombom - HUT- 20/08/2013

Querido diário,


As circunstâncias de uma vida mal organizada me obrigaram a mudar de grupo, o que me deixa com um enorme pesar de deixar pra trás o HDM e as melhores companheiras do mundo que eu tinha por lá, mas isso me abriu novos horizontes. Os novos companheiros (Sancho e Lilica) foram maravilhosos, tanto na atuação, como comigo. A sensação foi de que nós sempre tínhamos atuados juntos. 
Atuar no HUT foi muuuuuuito diferente. Os diálogos são mais elaborados, Pedrita teve que amadurecer a fala, os gestos, suas maneiras. A atuação durou mais de duas horas e eu consegui me manter lá. A cada chamado as minhas bolinhas ganhavam a energia de um novo começo.
Ahhh tenho que falar da Graça e do seu marido coberto de fezes, hahahah, ela nos acompanhou em quase todos os momentos fazendo todos rirem da calamidade que ocorreu com o José.
Encontramos com a Anginha, que se apresenta sempre com um nome diferente e chama a filha de vários nomes, pois acha que um só nome não é suficiente. E até nos renomeou :) E tantos outros que fizeram a minha noite especial, cantamos Roberto, encontramos um castelo e o seu rei, vou usar um clichê, me perdoe, pintamos e bordamos.
Assim, eu termino esse dia com muita fome, muito cansaço e muito gostinho de quero mais :DD

Então até aproxima, bjbj.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Pedrita Bombom - HDM - 12/08/2013

Querido diário,
Minha primeira atuação e “Ohh lord” como eu fiquei nervosa, a noite mal dormida, a correria pra pegar os novos itens da roupa, tudo um caos sem fim. Ao olhar pras melhores companheiras do mundo a única reação que eu tive foi (aumentar) o desespero, mas a Pedrita viu naqueles olhos uma energia que chegou e me contagiou. Acho que o atraso da maquiagem foi estratégico, recebi um tempinho a mais pra me desfazer das máscaras e assim poder por a máscara.
Com uma nova roupa, com uma nova energia, em um novo lugar, tudo ocorreu de uma forma especial e completamente - Não encontro a palavra, pode ser diferente. As crianças foram as artistas da vez, estavam cheias de uma energia singela e pura.  Ao chegar encontrei com Lara, um doce que ao me olhar fez com que meu coração derretesse como manteiga em cima de pipoca recém-saída da panela. E o João, ooooooh João. O Miguel, com os seus bois e lobisomen. A Marinna, que queria que a gente ficasse com ela lá durante todo o tempo. Ahh, eu recebi um penteado lindo e fiz um desfile com ele.
E você tá achando que foi só isso? Não. Juju recebeu uma telefonada e foi atropelada. Carminha confundiu o nome de todas as crianças, o charme dela, hahah. A gente achou um local cheio de mulheres presas. Um monte de pipoqueiros que não tinham pipoca. E tocaram no meu nariz, eu fiz uma careta de dor e raiva.

 (confuso? Desculpa, eu sou um ponto de convergência de diferentes linhas, então só podia dar nisso, hahah).

Beijinhos e até a próxima :)

Pedrita Bombom - abraço grátis - 14/07/2013

Querido diário,
Bem, as palavras me fogem ao citar a prática do abraço grátis, foi um momento único e especial, não sei como descrever os momentos que eu passei lá. Os companheiros que me auxiliaram na inserção na UPI foram maravilhosos, eles me levaram por caminhos nunca antes explorados por mim, eles puderem me propiciar momentos nunca antes imaginados.
Em um milhão de anos eu não conseguiria arranjar palavras pra descrever a sensação que eu tive no momento que a mulher chorou nos meus ombros, nunca eu poderia descrever o sentimento ao ver uma menina atrás da gente pra receber abraços, nunca eu poderia arranjar palavras pra dizer o que eu senti ao ver que a senhora querer os meus abraços, foi algo indescritível e único, não sei o que falar pra você. Na verdade o único sentimento que me traz é o da unidade, eu sei que eu pertenço a eles e eles me pertencem.

Assim, finalizo esse diário com o seguinte dizer: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...”. Assim, como a UPI me cativou, arranjaram um trabalhão.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Pedrita Bombom - HDM - 05/08/2013

Querido diário,

          Primeiro dia do hospital Dom Malan e há um problema com a minha roupa, como assim?
          Corro atrás e improviso, porém ao mesmo tempo  rezo pra ser a observadora (o que vai
se revelar a pior coisa do mundo). Ao chegar não tem lugar pra estacionar, mas isso é o de
menos, paro –longe, tipo muuuuuito longe mesmo- e saio correndo, pois como de costume
estou atrasada. Ao chegar lá me deparo com as melhores companheiras do mundo, me
esperando, com um sorriso e a emoção transparecendo (ansiedade? talvez, felicidade?
também), meu coração se acalma e naquele momento eu sei que tudo vai dar certo.
          Cadastramo-nos e tiramos zerinho ou um, assim fui escolhida a observadora da rodada e
como dito anteriormente se faz necessário que eu repita: foi terrível. Láyla observava e Pedrita
se remexia, a cada pequeno detalhe que Láyla deixaria passar, lá estava Pedrita, absorvendo a
energia da Danoninho, da Linguicinha e da Traço petro. E eu sei que vocês vão ficar chateados
com a frequência que eu vou falar isso, mas realmente elas são as melhores companheiras
do mundo. Vocês tinham que ver – queria que vocês pudessem ver- a desenvoltura delas,
o olhar das crianças quando elas passavam, falo crianças, mas espero que vocês entendam
que  algumas dessas crianças tinham acabado de nascer e outras tinham muitos anos e muita
experiência.
          Como assim eu pude pedir pra ser observadora, isso é um fardo muito pesado. Eu não podia
intervir, mesmo assim o fiz. Queria que elas vissem o que eu via, queria que elas tivessem a
capacidade de estar em todos os lugares, abrangendo todas aquelas crianças. Peço desculpas
pelas interferências, juro que vou manter Pedrita mais controlada quando eu tiver que
observar ( e a cada dia que passa odeio mais essa palavra). Assim, meu relato vai ser pequeno
e enfadonho, afinal o que Láyla sabe disso tudo?
           Enfim, tenho que falar da nossa guia, nossa linda e prestativa Grazi, que foi nos levando por
aquele labirinto, que ela estava fazendo de casa. Sua ajuda foi fundamental, porém ela roubou
muita atenção para si mesma, esquecendo um pouco dos outros. Assim termino esse relato,
com muitos agradecimentos, agradeço Grazi, a Juju, a Loy, a Julinha e todos aqueles que
foram me ajudando a perceber uma melhor maneira de ser, aqueles que em uma manhã me
ensinaram milhares de coisas.
          Bem, não foi minha primeira atuação, mas com toda a certeza foi inesquecível.