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sexta-feira, 17 de julho de 2015
Ramon del Tamborete - HUT - 17/07/2015
Querido diário de bordo,
Atuação hoje com gostinho de saudade, isso porque vai ser a última durante algum tempo. O Rafa está entrando em uma nova fase da vida e o Ramon vai ter que ficar só na energia do dia-a-dia, só no sorriso, só no olhar. Isso porque o Internato vai pedir muito do Rafa, muita atenção e dedicação e, afinal, o Ramon faz parte desse processo que levou o Rafa onde ele agora está, faz muito parte inclusive, parte fundamental. Sem ter se reencontrado e se reconhecido no Ramon o Rafa não seria quem é hoje, sem ter se reencontrado e se reconhecido na UPI e em cada um dos melhores companheiros o Rafa definitivamente não seria quem é hoje. Não estou com isso me despedindo, estou apenas dizendo até logo, continuo aqui, firme e forte, e melhor companheiro, sempre e sempre. Só não com tanto tempo disponível. Obrigado meus lindos pela atuação de hoje e obrigado por cada olhar encontrado.
Ramon del Tamborete,
17/07/2015
domingo, 7 de junho de 2015
Ramon del Tamborete - 02/06/2015
Querido diário,
Hoje assisti uma linda atuação de lindos companheiros, o poema que segue descreve muito do que senti.
Hoje assisti uma linda atuação de lindos companheiros, o poema que segue descreve muito do que senti.
O Teu Riso
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas
não me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a flor de espiga que desfias,
a água que de súbito
jorra na tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
por vezes com os olhos
cansados de terem visto
a terra que não muda,
mas quando o teu riso entra
sobe ao céu à minha procura
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, na hora
mais obscura desfia
o teu riso, e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
Perto do mar no outono,
o teu riso deve erguer
a sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero o teu riso como
a flor que eu esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
curvas da ilha,
ri-te deste rapaz
desajeitado que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando os meus passos se forem,
quando os meus passos voltarem,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas o teu riso nunca
porque sem ele morreria.
Pablo Neruda, in "Poemas de Amor de Pablo Neruda
tira-me o ar, mas
não me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a flor de espiga que desfias,
a água que de súbito
jorra na tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
por vezes com os olhos
cansados de terem visto
a terra que não muda,
mas quando o teu riso entra
sobe ao céu à minha procura
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, na hora
mais obscura desfia
o teu riso, e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
Perto do mar no outono,
o teu riso deve erguer
a sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero o teu riso como
a flor que eu esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
curvas da ilha,
ri-te deste rapaz
desajeitado que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando os meus passos se forem,
quando os meus passos voltarem,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas o teu riso nunca
porque sem ele morreria.
Pablo Neruda, in "Poemas de Amor de Pablo Neruda
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Ramon Del Tamborete - HUT - 12/05/2015
Querido diário,
É interessante perceber que mesmo cansado, que mesmo trazendo toda a carga de um dia cheio de afazeres e responsabilidades, basta subir o nariz para esquecer de tudo, basta subir o nariz para ser realmente você, ser realmente eu, ser Ramon. E Ramon brinca e se preocupa e olha buscando o encontro, Ramon corre e tem olhar sapeca, ele pergunta coisas que sabe a resposta e ele corta respostas dadas para ele, afiado como uma faca, qualquer coisinha o distrai, e quando ele vê ele já está em outra situação, com outros jogos e outras pessoas. Cada atuação me propicia um encontro maior com Ramon e, por conseguinte, comigo mesmo. Desde aquelas atuações difíceis com senhorinhas que choram no corredor e pessoas em crises de abstinência, até aqueles olhares que procuram e aqueles sorrisos que são fáceis de sorrir. Na atuação dessa terça, eu me encontrei um pouco e encontrei um pouco de cada paciente, acompanhante e funcionário, eu encontrei meus melhores companheiros, e não há ansiedade ou cansaço no mundo que façam valer a pena perder esse tipo de encontro.
Ramon Del Tamborete,
14/05/2015
terça-feira, 28 de abril de 2015
Ramon Del Tamborete - HUT - Atuação dia 28/04/2015
Querido diário,
"De todo o amor que eu tenho
Metade foi tu que me deu
Salvando minh'alma da vida
Sorrindo e fazendo o meu eu"
Porque a cada atuação eu me descubro mais eu, a cada atuação eu percebo mais de mim mesmo, eu esqueço todo e qualquer problema, eu sou eu verdadeiramente, eu me exponho no meu ridículo e aprendo cada vez mais a amar e aceitar, aprendo a olhar e encontrar. E eu sigo, sorrindo e fazendo o meu eu...
"De todo o amor que eu tenho
Metade foi tu que me deu
Salvando minh'alma da vida
Sorrindo e fazendo o meu eu"
Porque a cada atuação eu me descubro mais eu, a cada atuação eu percebo mais de mim mesmo, eu esqueço todo e qualquer problema, eu sou eu verdadeiramente, eu me exponho no meu ridículo e aprendo cada vez mais a amar e aceitar, aprendo a olhar e encontrar. E eu sigo, sorrindo e fazendo o meu eu...
Ramon Del Tamborete
28/04/2015
Ramon Del Tamborete - Atuação no HUT - 23/04/2015
Querido diário,
“Tu julgarás a ti mesmo – respondeu o rei. – É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio.” - O Pequeno Príncipe.

Muitas vezes um olhar vai mais do que mil palavras, portanto partindo dessa premissa eu conclui que uma observação vale muito mais do mil atuações. Observar Josefina, Linguita e Romeo atuando foi enriquecedor para a minha própria maturidade como Clown, palhaço pronto é palhaço morto, temos de estar em constante mudança e e renovação, e por vezes acabamos repetindo erros ou retomando algumas práticas não tão interessantes ao trabalho de Clown, por isso da importância de ver outros clowns em ação, para se aprimorar e se encher com a energia deles. Obrigado meus melhores companheiros, vocês são de fatos os melhores, vocês foram lindos e vocês me ajudaram muito sem se dar conta.
Rafael/Ramon,
28/04/2015
“Tu julgarás a ti mesmo – respondeu o rei. – É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio.” - O Pequeno Príncipe.

Muitas vezes um olhar vai mais do que mil palavras, portanto partindo dessa premissa eu conclui que uma observação vale muito mais do mil atuações. Observar Josefina, Linguita e Romeo atuando foi enriquecedor para a minha própria maturidade como Clown, palhaço pronto é palhaço morto, temos de estar em constante mudança e e renovação, e por vezes acabamos repetindo erros ou retomando algumas práticas não tão interessantes ao trabalho de Clown, por isso da importância de ver outros clowns em ação, para se aprimorar e se encher com a energia deles. Obrigado meus melhores companheiros, vocês são de fatos os melhores, vocês foram lindos e vocês me ajudaram muito sem se dar conta.
Rafael/Ramon,
28/04/2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
Ramon Del Tamborete - Abraço Grátis - 21/042015
Querido Diário,

“Nos
sentimos dentro do coração de alguém ao sermos abraçado por braços que
realmente nos querem bem.”
Hoje foi sobretudo um dia de encontros, como não podia
deixar de ser. Encontros com os novos melhores companheiros que pela primeira
vez sobem seus narizes para o mundo, para outros que não aqueles que também
sobem os narizes. E foi fantástico, e foi lindo de se ver. O abraço, esse nunca
foi o fim, o abraço sempre foi o meio, o encontro sempre foi o motor, o
objetivo, a causa e a finalidade. Incrível é mesmo ver o quão carente de abraços
(encontros) as pessoas estão, o quão um encontro propiciado por um abraço pode
mudar a vida dessas pessoas, o quão valioso um “eu precisava mesmo muito desse
abraço”, significa na vida de ambos os que se abraçam e se encontram. E nessa
perspectiva nós seguimos, sempre buscando por encontros, porque afinal, pouca
coisa é mais terapêutica que isso.
Ramon Del Tamborete,
Petrolina 19/04/2014
sábado, 24 de janeiro de 2015
Diário de Bordo - HUT - Ramon Del Tamborete - 23/01/2015
Querido diário,
É engraçado perceber que mesmo com o cansaço do dia-a-dia e a tristeza de certas ocasiões, mesmo com essa falta de ânimo e essa preguiça de existir, mesmo com tudo isso, nada supera a energia de subir o nariz. Você acredita em energia? Energia boa de verdade? Pois é isso que o simples gesto de levantar o nariz significa para mim, levantar o nariz me encher de energia, me cura da fadiga e me cobre de alegria, uma alegria quase líquida, uma alegria que transborda para cada um que eu encontro no caminho, essa alegria que me move e que me mantem no projeto por quase 3 ano, e é pelo levar essa alegria para cada um que precisa, para cada um debilitado numa cama de hospital, cada um cansado de trabalhar naquele plantão infinito. Energia, alegria, chame do nome que quiser, mas disso o Ramon está cheio, assim como a Josefina, assim como a Mariqueta, assim como cada um dos meus melhores companheiros, e entre jogos de casamento, de não deixar tocar no nariz e até de rezar com o paciente (por que não?), eu me sinto mais completo, eu me sinto mais Ramon, eu me sinto mais feliz.

Ramon del Tamborete,
Petrolina, 23/01/2015
É engraçado perceber que mesmo com o cansaço do dia-a-dia e a tristeza de certas ocasiões, mesmo com essa falta de ânimo e essa preguiça de existir, mesmo com tudo isso, nada supera a energia de subir o nariz. Você acredita em energia? Energia boa de verdade? Pois é isso que o simples gesto de levantar o nariz significa para mim, levantar o nariz me encher de energia, me cura da fadiga e me cobre de alegria, uma alegria quase líquida, uma alegria que transborda para cada um que eu encontro no caminho, essa alegria que me move e que me mantem no projeto por quase 3 ano, e é pelo levar essa alegria para cada um que precisa, para cada um debilitado numa cama de hospital, cada um cansado de trabalhar naquele plantão infinito. Energia, alegria, chame do nome que quiser, mas disso o Ramon está cheio, assim como a Josefina, assim como a Mariqueta, assim como cada um dos meus melhores companheiros, e entre jogos de casamento, de não deixar tocar no nariz e até de rezar com o paciente (por que não?), eu me sinto mais completo, eu me sinto mais Ramon, eu me sinto mais feliz.

Ramon del Tamborete,
Petrolina, 23/01/2015
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Diário de Bordo, Ramon del Tamborete, 05/11/2014
Diário de Bordo,
De se vestir de vontade e se maquiar de olhar é que vive o clown, de nada adianta essa máscara objeto chamada nariz se nosso corpo não estiver alerta e nosso olhar não explodir. Hoje eu senti isso, hoje eu tive uma noite incrível, na qual através da minha máscara objeto e do meu melhor olhar eu pude encontrar dois companheiros incríveis e juntos nós pudemos explor aqueles quartos e corredores do hospital de ensino como se fosse a primeira e derradeira vez, nos entregamos ao jogo e nos deixamos levar, era tanta concentração que encerramos uma hora e meia depois com os corpos esgotados, porém radiantes e felizes pela sensação de ter conseguido vários encontro, vários olhares e vários alívios. Sensação de bem estar bem, de levar e trocar o bem, de ouvir e de falar, mas acima de tudo aquela boa sensação de encontrar, aquela boa sensação de que o Ramon se fez diverso, foi vários, foi de acordo com o jogo o que deveria ser, o Ramon que se encanta, que ri e que fala sério, o Ramon que dá cortada mas depois faz carinho, o Ramon que sorri com o olhar, o Ramon que sou eu. Sensação de chegar em casa com as pernas doendo e o corpo cansado, mas a mente a mil. Obrigado por essa noite linda melhores companheiros. Obrigado pelos encontros. Obrigado!
Ramon del Tamborete,
05/12/2014
De se vestir de vontade e se maquiar de olhar é que vive o clown, de nada adianta essa máscara objeto chamada nariz se nosso corpo não estiver alerta e nosso olhar não explodir. Hoje eu senti isso, hoje eu tive uma noite incrível, na qual através da minha máscara objeto e do meu melhor olhar eu pude encontrar dois companheiros incríveis e juntos nós pudemos explor aqueles quartos e corredores do hospital de ensino como se fosse a primeira e derradeira vez, nos entregamos ao jogo e nos deixamos levar, era tanta concentração que encerramos uma hora e meia depois com os corpos esgotados, porém radiantes e felizes pela sensação de ter conseguido vários encontro, vários olhares e vários alívios. Sensação de bem estar bem, de levar e trocar o bem, de ouvir e de falar, mas acima de tudo aquela boa sensação de encontrar, aquela boa sensação de que o Ramon se fez diverso, foi vários, foi de acordo com o jogo o que deveria ser, o Ramon que se encanta, que ri e que fala sério, o Ramon que dá cortada mas depois faz carinho, o Ramon que sorri com o olhar, o Ramon que sou eu. Sensação de chegar em casa com as pernas doendo e o corpo cansado, mas a mente a mil. Obrigado por essa noite linda melhores companheiros. Obrigado pelos encontros. Obrigado!
Ramon del Tamborete,
05/12/2014
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Ramon del Tamborete - HUT - 04-08-2013
Diário de Bordo,
Ansiedade, nervosismo, responsabilidade. Deca Cajuína e
Hércules do Encanto, aqueles clowns que eu vi nascer, iam pela primeira vez
derramar sua alegria no Hospital de Traumas. Sim, eles já haviam atuado antes,
mas nunca no ambiente hospitalar, nunca em um ambiente como aquele. Coube a mim ajudá-los e coube a mim estar com
eles em um momento tão lindo. Palhaço pronto é palhaço morto, eu vivo
repetindo, e mesmo assim me vi planejando jogos e criando expectativas,
simplesmente porque queria que desse tudo certo. Mas não deu, inicialmente tivemos
problemas com a maquiagem e depois por falha minha um deles esqueceu a roupa. Subimos
os nossos narizes e meu coração veio na boca. E agora? Eles contam comigo. PALHAÇO
PRONTO É PALHAÇO MORTO, O Tamborete
gritou pra mim. SEJA CACHORRO E NÃO GATO, outro grito, BRILHA ESSE OLHAR. E
então já não era mais eu, Tamborete era meu sobrenome e Ramon era EU. Esqueci
nervosismo, ansiedade, esqueci responsabilidade, esqueci da maquiagem e esqueci
da roupa. Brinquei, joguei, BRINCAMOS, JOGAMOS. Vendemos cebolas que faziam
chorar de tanto rir, compramos goiabas mas depois não tínhamos dinheiro pra
pagar, conhecemos o Wolverine e o Superman, arrumamos uma casa pra ficar
durante o forró do sfrega, corremos de um cimento corrido, encontrei o olhar
mais lindo de uma senhorinha que insistia que tinha levada alta, fizemos uma
outra perder medo de pessoas de narizes lindos e vermelhos (que ela
insistentemente chamava de palhaços, sendo que eu não vi relação nenhuma entre
as duas coisas), mas o mais lindo pra mim foi estar pela primeira vez com os
meus dois melhores companheiros que confirmaram em mim a certeza de que PALHAÇO
PRONTO É PALHAÇO MORTO e de que eu devo simplesmente aproveitar o caminho.
Obrigado seus lindões.
Ramon del Tamborete,
04-08-2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Ramon Del Tamborete - 31/01/2013
Incrível, não há em absoluto palavras que descrevam o que é atuar, entrega talvez sirva, mas não descreve por completo a sensação de, após um dia extremamente cansativo, subir o nariz, brilhar o olhar e sorrir. Quando as nossas energias internas estão se acabando, o simples ato de subir o nariz as reintegra, esse simples ato transforma um Rafael cansado em um Ramon espevitado, elétrico, brincalhão. Esse simples ato é capaz de criar feitos inimagináveis como crianças subindo em árvores de moto, médicos colando ossos com cimento, e uma danada de uma moça chamada pressão, que na verdade ninguém quer que suba. Sinto-me infinitamente feliz por cada vez que ouço as frases "fique mais um pouquinho", "muito obrigado", "que coisa linda que vocês fazem", e é isso que me impulsiona, isso que me faz levantar o nariz e me tornar Ramon, toda essa energia, que mesmo quando eu baixo o nariz, está ali, modificando e moldando quem eu sou.
Obrigado!
Obrigado!
domingo, 20 de janeiro de 2013
Ramon Del Tamborete, 16.01.2013
É aqui que é o Big Brother? Não? Mas aquele ali não é o Pedro Bial? Aquela não é a Maroca? Não tá vendo ali a câmera? Isso é um tapa olho? Mas porque você tá preso? O que foi que você fez de errado? Salvar Jorge? Mas meu nome é Ramon. Já sei, você é o Saci. E foi assim, entre inúmeros jogos comprados, risadas e danças loucas ao som do gangnam style que foi nossa atuação, João Canelão, como sempre, o melhor companheiro, cheio de energia, diga-se de passagem, ele parece que é ligado na tomada.
Mas não é só de risos e da exposição do nosso ridículo que se faz um Clown, um clown se faz também de encontros. E foi o encontro com uma senhora na enfermaria que alegrou meu dia e me preencheu com muito mais energia ainda, ela me sorria com os olhos, e esse sorriso com os olhos que alimenta o Clown, que nos dá força e energia (Acho que foi por isso que o João estava elétrico, porque ele olhou muito mais do que eu nos olhos daquela senhorinha), são por esses encontros que eu subo meu nariz, por esses encontros que eu me encontro, que eu descubro toda a humanidade que há em mim, obrigado senhorinha, obrigado por aquele encontro, mesmo que você não saiba, você me fez ganhar o dia.
Obrigado João, seu fanfarrão, por nossa atuação (Que rima ridícula! Mas não é o ridículo um dos ingredientes com os quais se faz o clown?).
Ramon Del Tamborete,
Petrolina, 16/01/2013.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Diário de Bordo Ramom del Tamborete - 19/12/12
Hoje não é o Ramon
que escreve, é tão somente o Rafael, um Rafael ávido por ser Ramon, por voltar
ao jogo, um Rafael ávido por encontros. Tudo isso porque ontem eu assisti uma
atuação dos meus melhores companheiros do mundo, isso mesmo, SÓ assisti. E
desde o momento em que eles subiram os narizes eu senti que faltava algo, era o
meu nariz que faltava. E a cada jogo lançado eu queria comprar e brincar, mas
eu não podia, estava sem nariz. E eu pensava em um sem número de jogos e interanções,
mas eu não podia, pois estava sem nariz. Foi lindo ver meus amigos atuarem, eu
me diverti, eu ri e acabei interagindo com alguns pacientes de uma forma que eu
não poderia interagir como Clown, mas foi extremamente agoniado estar sem meu
nariz, sem minha máscara que expõe o meu ridículo, estou com saudades do Ramon
e ele, com certeza, está com saudades do jogo.
Rafael
Petrolina,
19/12/2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Atuação 10.08.12
Querido diário de bordo,
Hoje foi definitivamente a minha melhor atuação até hoje, com meus melhores companheiros Zé do Respeito e Flavoca. A energia estava sempre alta, durante as duas horas em que atuamos. Em nenhum momento ela caiu. Pacientes, enfermeiros, acompanhantes, todos compraram nossos jogos e alimentaram a energia. Nós cantamos e dançamos, arranjamos casamentos e desfizemos outros, encontramos um Papai Noel que nos deu um grande susto se fingindo de morto, aprendemos uma nova língua e conhecemos figuras super interessantes. Voltei para casa revigorado e satisfeito, com o corpo cansado mas a mente feliz. Agradeço aos melhores companheiros que atuarão comigo, sempre bom estar com vocês!
Ramon del Tamborete
Ramon del Tamborete
terça-feira, 8 de maio de 2012
Atuação 30.04.12
Primeira atuação, expectativa, ansiedade, nervosismo? Não. Eu estava perfeitamente tranquilo e calma. Mas enquanto me vestia e me arrumava fui tomando consciência daquilo, e isso me apavorou, a noção de responsabilidade, de que eu tinha que fazer uma diferença de alguma forma. Mas logo entramos em estado de clown e os olhos brilhantes dos meus melhores companheiros me guiaram para uma atuação linda, que de fato mexeu comigo e reforçou em mim a vontade de estar disponível, de brilhar o olhar, de sorris e de chorar se preciso for. O fato mais marcante da atuação foi quando, em um jogo de reis, rainhas e títulos de nobreza, nós nos deparamos com uma senhora, jogamos com ela, conversamos, e ela entrou em um jogo de dizer que tinha comprado o título, pois bem, na hora de ir embora eu disse que iria atrás de dinheiro para comprar um título para mim também, ao que ela me respondeu: “Mas vocês não precisam, vocês já são reis e rainhas, porque isso que vocês fazer é lindo”. Foi extremamente gratificante e voltei para casa feliz, feliz de verdade pela minha primeira atuação.
Petrolina, 31/04/2012,
Ramon del Tamborete.
Dia do abraço
Hoje foi a tão esperada intervenção dos abraços grátis. Pudemos começar nosso trabalho e nossas intervenções, sentimos o gostinho de atuar e de fazer diferença de alguma forma para as pessoas. Houve de tudo, desde pessoas solicitas que logo abraçavam e abriam um grande sorriso, até aquelas mais tímidas que vinham com reservas mas logo entrevam no jogo. Houve pessoas que nem sequer pararam para nos olhos e houve pessoas que se emocionaram e de fato ficaram com os olhos marejados. Pude perceber o quanto o mundo é carente, é carente de sorrisos, é carente de abraços, é carente de amor. E a partir de hoje, vou fazer o que estiver ao meu alcance para tornar o mundo um lugar menos carente dessas coisas que são tão importantes. Assim como, tenho fé, que meus companheiros também farão (e fazem).
Alguém vai de abraço? ^^
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