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segunda-feira, 2 de março de 2015

Lupita Toin-oin-oin - Maternidade de Juazeiro - 29/01/2015

"A criança é, por natureza, um ser do encantamento, um ser que experimenta a leveza e que não retém a dor." (Cris Griscon)

Essa é a última atuação do semestre. Estando novamente atuando com criança, ratifico o quanto eu adoro lidar com estes pequenos seres de corações enormes. E essa frase se encaixa bem ao Enzo, criança que carregava consigo sorriso constante, um encanto de criança. Até brincamos de cabo-de-aço, em que a corda era minha melhor companheira Josefa Sukiyaki... quanta força possuía aquele menininho tão pequeno. Seu sorriso era contagiante.
Neste dia também conhecemos uma senhora que dizia conhecer a todos do hospital, mas não acertava o nome de ninguém. O jogo dela foi incrível, espontâneo e muito engraçado.

"Mas que espécie vens tu a ser?, perguntou Leo.
Sou um palhaço, respondi eu, e coleciono instantes. Adeus."
(Heinrich Boll)

Mais uma atuação, mais boas e doces lembranças trago dentro de mim... Instantes inesquecíveis. E agora, inicia-se mais um tempo de espera. Ansiosa pelas próximas atuações!

 

Lupita Toin-oin-oin - Maternidade de Juazeiro - 22/01/2015

É sempre bom estar lá... É sempre bom compartilhar desses sorrisos puros... É muito bom ser UPI!
 
"Um sorriso seu muda meu dia, um gesto de carinho me contagia, e a inocência do seu olhar me ludibria com a ilusão de um dia eu poder fazer parte de toda essa magia." (Rafael Silveira)

Nesse mágico mundo podemos desfrutar das melhores sensações. E nele trocamos os mais doces olhares e encontros. Mais uma semana de pouco movimento... Alguns encontros marcantes. Lá, conhecemos uma mãe que nos explicou que cada quarto era um problema e então chegamos a conclusão que eram quartos problemáticos e por isso havia doutores para cuidar deles. E essa mesma mãe disse que sua filha estava assada e ficamos morrendo de pena da mãe daquela menininha tê-la esquecido no forno (brincadeirinha)!! Também conhecemos um garoto um tanto tímido que insistia em conversar apenas com a mãe...e então montamos uma série linear, até quando ele acabou nos respondendo. Ganhamos sua confianças após algumas fotinhas onde éramos modelos!! Adoramos ser estrelas!! E agora esperar pela próxima quinta!

domingo, 1 de março de 2015

Lupita Toin-oin-oin - Maternidade de Juazeiro - 15/01/2015

Estamos de férias, mas nada que impeça uma atuação extra. E aqui estamos mais uma vez. Deliciamo-nos com aqueles bebezinhos encantadores que te trazem de volta a lembrança de quando era bom brincar de boneca. E dessa vez estavam muitos vermelhinhos, então descobrimos um tal de banho de luz que eles haviam tomado. E até mesmo as roupinhas daquelas criaturinhas ficaram vermelhinhas também. Depois descemos para ver as criancinhas. De cara conhecemos o Daniel, que discretamente tentava recarregar as baterias para renovar a sua força, fazendo umas caras bem engraçadas. Em seguida, conhecemos o Gabriel que tinha o poder de hipnotizar as pessoas; os olhos dele eram fascinantes. E tudo isso acontecia na recepção. Então resolvemos adentrar no corredor para conhecer novas criaturas, mas nesse dia não foi tão legal: tinha poucas crianças (o que é bom é saber que há menos crianças doentes)... As crianças que lá estavam eram pouco receptivas, apenas (alguma coisa)Anderson que conversou bastante conosco. E assim foi mais uma atuação. Quero mais encontros!

sábado, 27 de dezembro de 2014

Lupita Toin-oin-oin - Maternidade de Juazeiro - 18/12/2014



O hospital estava diferente cheio de bolinhas... Estávamos quase no natal. Mais uma atuação cheia de sorrisos lindos e belos encontros. Embora tenha havido momentos em que nossa presença não parecia ser bem-vinda, e isso era manifestado em choros... Mas, o mais interessante era passar de costas e ver que nada (choro) acontecia; e isso era muito confuso. Lá encontramos algo que mais parecia com uma maquina do tempo, mas descobrimos que se tratava de um mosquiteiro. Apesar de a mulher ter nos explicado que aquilo era pra proteger a gente dos mosquitos, na verdade encontramos dentro dele um mosquito que estava se protegendo da gente. Continuamos seguindo o caminho pelo corredor, e no final dele nos deparamos com varias crianças que foram para lá nos esperar enquanto as tias iam limpar os quartos. Apesar de termos tentado uma interação entre as crianças, no final elas preferiam estarem brincando sozinhas; sem falar naquele que se recusava a interagir com todos os outros e não largava do seu joguinho eletrônico. Por lá descobrimos um portal, mas não conseguimos achar a chave. Não desistimos, e saímos em busca dela. E até hoje não a encontramos. Se você achar alguma chave especial e diferente, procure-nos, talvez seja a chave que abra aquele portal encantado.

Lupita Toin-oin-oin - Maternidade de Juazeiro - 11/12/2014



Hoje tem atuação? Tem sim, senhor!
Mais uma quinta-feira, o dia que esperamos para estar aqui de novo. Logo na recepção infantil, uma moça ficou lá nos perturbando. Ela adorava fazer caretas pra gente, e às vezes ela era má; mas nos divertimos bastante. Hoje tinha menos criança no hospital. Porém, encontramos uma garotinha que valia por muitas... Ela fala demais, e falava tão rápido que, às vezes, dava nem pra entender. Ela saiu por todos os quartos chamando os coleguinhas para brincar, mas estavam todos com preguiça e ninguém foi. Lá pelo corredor, uma tia leu uma historinha pra gente... Tinha tantas figurinhas... Foi tão legal! Infelizmente nosso horário tinha chegado ao fim, e de mansinho fomos saindo sem despedidas, mas com a certeza de que logo voltaríamos.

Lupita Toin-oin-oin - Maternidade de Juazeiro - 27/11/2014



Hoje ganhei outra companheira, mas não era a nossa primeira atuação juntas. Adoro atuar com ela – Josefa Sukiyaki. Começamos por um corredor onde descobrimos que as mulheres engoliam uma melancia e na hora de tirar, saia um bebê... Olha que confuso! Lá nesse corredor vimos também vários bonequinhos lindos, mas ninguém deixou a gente brincar de boneca com eles. Por lá, o acessório do cabelo de Sukiyaki fez sucesso entre as enfermeiras, queriam até copiar o modelito da meia capilar. Depois fomos para a área dos sorrisos puros e encantadores. Mas o que mais me marcou foi a criancinha que disse que estava lá porque estava cansada; e então perguntei a ela se eu corresse muito e tomasse o que ela estava tomando, eu não cansaria. Ela disse que não e logo nos chamou para brincar. Era uma brincadeira onde ela dava as ordens... E nessa brincadeira das cadeiras, a cada volta, o número de cadeira ia aumentando.  No final, todos ganharam. E saímos todos alegres e satisfeitos. 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Lupita Toin-oin-oin – Maternidade de Juazeiro – 30/10/14


Primeira atuação do semestre e como é bom estar acessando tudo isso novamente, sentir o meu corpo alerta. E agora em nova companhia, a adorável Lulu Fiapinho. Confesso ter esperado mais encontros, mas ali havia poucas pessoas para isso. Mas me divertir de montão... e não há como arrancar sorrisos de um rosto se primeiro o seu não for lançado; não há como haver encontros, se o seu olhar não for dado. E lá por aquele universo, saímos fazendo propagandas de produtos maravilhosos como soro de diversos sabores (morango,chocolate,...) e a injeção que dava super poderes. E como são poderosos os seres que habitam naquele universo, de armadura montada estão sempre dispostos e prontos para enfrentarem terríveis perigos. Se eu for explicar tudo isso perde até o encanto, mas quem andar por lá vai saber do que eu estou falando. Muito bom tudo isso... Baterias recarregadas a espera de novos encontos.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Lupita Toin-oin-oin - HUT - 15/07/2014

Mais uma atuação… e te digo que estava morrendo de saudades de atuar, entre tantos feriados e jogos do Brasil, faz um mês que já não curtiu e vivia tantos encontros. E as minhas parceiras de hoje foram Creuza Carnaval e Teka Aquarela. Começamos embaladas ao som de Shakira, dando início a festa! E fomos atrás de outros embalos. No primeiro quarto entramos ao ritmo de uma valsa clássica ao nos depararmos com uma atriz que estava fazendo o papel de princesa, na verdade a bela adormecida, já que ela adorava ficar deitada. Para o papel ficar completo lançamos a proposta de achar um príncipe para ela, alguém que fosse muito especial, tanto quanto ou mais que a nossa princesa, mas ainda não achamos, e desconfio se ele existe mesmo. Ao entrar no próximo quarto, perguntamos o que queriam por ali, como fadas madrinhas: quais os desejos? E então a mãe nos pediu a voz do seu filho que havia sumido. Iríamos atrás dessa voz, e começamos a pedir mais detalhes, não daríamos qualquer uma. Então a mãe nos disse que era uma voz de 22 anos, nem grossa, nem fina, e uma voz masculina. E daí, começamos a nossa busca. Ao entrar no próximo quarto e procurar pela voz, soubemos que mais outro menino tinha sido levado a voz e um lado (que estava esquecido), segundo a mãe. E então contamos a ela da suspeita de ali estar havendo um roubo em massa de vozes, e para uma outra mãe que estava ao lado falamos para ela cuidar bem da voz do filho que estava a falar no telefone. No quarto posterior, eis que encontramos um rapaz cuja voz soava bastante grave, ele tinha 22 anos e então começamos a suspeitar tivesse sido ele o ladrão da voz... conversa vai e conversa vem, ele nos confirmou o roubo, e então ficamos sem saber como arrancar essa voz dele. Ficamos lá a enrolar, mas nenhuma ideia surgiu. Entre tantas conversas, descobrimos que naquele quarto também havia tido roubos de cabelo... e as vítimas logo suspeitaram de Creuza, pelo seu lindo e liso cabelo (digno de vilã global, segundo uma das vítimas). E depois de um certo tempo de conversa saímos porque lá chegou um doutor que queria colocar um supositório na gente já que não estava rindo, dizendo que estávamos constipadas já que tínhamos negado estar de TPM. Vê se pode uma coisa dessa??
No próximo quarto encontramos um garotinho que relutava e reclamava para tomar injeção... e então ele nos contou que no seu aniversário o Mickey estava no seu bolo. Falamos pra ele que conhecíamos sim o Mickey, apesar de ele não acreditar. E inclusive até mostrei pra ele o lenço de Teka, que tinha sido presente da Minnie, e ele continuou não acreditando. E deixamos a história pra lá. Mas ameaçamos ele dizendo que se não tomasse o remédio, o Mickey não mais apareceria no seu bolo, e ele começou a ficar pensativo. Depois que saímos do quarto dele, mesmo assim ele continuou a nos seguir, e interagimos bastante no corredor. E por fim conhecemos uma senhora muito simpática que podia estar em muitos lugares ao mesmo tempo, e ela era um amor de pessoa.

Mais uma noite encantadora, mais uma atuação rica em emoções... E um bem querer toma posse de mim... Vontade de encontrar e ser encontrada... Vontade de seduzir e ser seduzida... Vontade de olhar e ser olhada... Vontade de dar e receber atenção... Vontade de tudo de bom... E agora só a espera de uma nova noite cheia de magias e bons sentimentos. 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Lupita Toin-oin-oin - HUT - 10/06/2014

Mais uma atuação, mais uma nova emoção. E lá fomos nós... Lupita e Frufruta em busca de novas aventuras. Inicialmente fomos ao quarto de uma moça, moça que sempre vemos e conversamos... olha que alegria: lá estava cheio de balões (era o niver dela)... e olha que tristeza: ela nem guardou refrigerante pra gente... a gente até perdoou, mas só porque era o dia dela! No quarto ao lado, uma senhora um tanto reservada que apenas nos oferecia tímidos sorrisos... conversa vai, conversa vem, até quando perguntamos se ela dançava, e veio a surpresa resposta: -“Sou evangélica!” Ficamos sem entender, mas não estávamos ali para discordar e entrar em conflitos e então ensinamos pra ela a “dança da terra quente”... essa dança inusitada surge quando de repente saímos no sol de Petrolina em dezembro, descalços, e começamos a levantar os pés em reação a terra quente que está a nos aquecer... um pé levanta, outro levanta respectivamente e assim esses passos sincronizados se embalam na magia de uma dança... dança inocente que pode ser dançada por qualquer religião... e apesar de todo esforço, ela não aceitou se entregar aos “embalos dos pés torrados”. No próximo quarto, encontramos uma senhora que estava com linha e agulha nas mãos e nos disse que estava fazendo um caminho, logo ficamos curiosas para saber pra onde esse caminho levava, e ela nos disse que colocava em cima da mesa, logo deduzimos que o caminho nos levaria a comidas e logo nos empolgamos e começamos a perguntar a cada o que eles gostavam para ser colocado nessa mesa, e saiu cada gostosura; nossa mesa será bem farta! Fomos atrás de outras emoções quando nos deparamos em um quarto onde ficamos sem entender tanta gente ao redor de uma só pessoa... será que essa pessoa era tão especial assim? O que será que estavam fazendo com ela? E decidimos não incomodar e ficamos da porta a espiar todo o movimento quando então saiu um enfermeiro (que sempre nos ignorou) e me deu um baita de um susto... no começo foi até tenso, mas depois se tornou engraçado. (ninguém resiste à doçura da Lupita e da Frufruta) :3 Quando passamos para o quarto em frente, Lupita se incomodou em meio a tantos elogios e cantadas, fechou-se para o jogo e toda vez que te ofereciam algo ela ia lá e propunha algo com a melhor companheira dela (a Frufruta). Ela não se sentiu a vontade para interagir tão de perto com aqueles caras tarados e o jogo foi todo de longe, cheio de indagações, de propostas sobrepostas e apenas entre olhares e conversas. No último quarto conhecemos uma doçura de criança, que falava muito, perguntava muito, sorria muito, queria brincar muito, corajoso muito e tudo muito. Foi brincar com um pitbull, que não sabia brincar e quis brincar de lutou e jogou baixo quando foi logo mordendo ele; mas sua irmã que era muito corajosa, entrou na luta e derrotou o pitbull. E ele nos pediu a música do “pintinho amarelinho” em que dançamos muito e o mais encantador foi ver o gavião interpretado pelo senhor ao lado, foi uma lindeza! Foi um encanto estar com aquele pequeno ser, que apesar do soro, apesar das feridas, estava lá super contente com a nossa presença. =D E a vida é assim, apesar de tudo de ruim que nos possa acontecer, com um sorriso podemos enfrentar melhor essas adversidades. Foi tudo muito lindo!

Lupita Toin-oin-oin - HUT - 03/06/2014

E hoje minhas companhias foram diferentes, Lupita foi ser feliz com Mariqueta e Teca Aquarela... e demos início a mais uma noite de magia! Passeando pelo corredor, ouvimos um barulho quando descobrimos uma mulher assistindo TV pelo celular... e claro, fomos lá assisir também só que um moço nos disse que pagava e se tem uma coisa que nunca temos é dinheiro! Nem bolso Lupita traz na roupa... E lá esse moço ficou nos enrolando, conversava mais que a nega do leite, e acabamos nem assistindo a TV. No outro quarto conhecemos uma senhora bem simpática e rica, pois ela tinha o cabelo todo de prata, o nome dela era ‘minha vó’ (assim nos disse o cara do outro quarto e ele também nos disse outras coisas que não foram legais), pedimos dinheiro a ela, mas estava escondido e então íamos procurar... Detalhe: o sujeito do quarto anterior (que já estava falando demais) continuou a nos perseguir, o que já estava nos causando estranhamento. E então resolvemos fugir dele. Que continuava a nos chamar e nós a ignorá-lo. Entramos em um quarto repleto de estrelas, onde estavam as três Maria’s. Uma dessas Maria estava com uma trança, e logo fui investigar quem tinha feito aquela maravilha, e então tentei fazer uma (que parece que não deu muito certo) e também pedi outra para a criadora daquele belo penteado... Depois das traças feitas, fomos para a votação: a minha humilde trança ou àquela feita pela mulherzinha. E claro, perdi de lavada, pois que eu acho que a minha não deve ter ficado legal, uma pena... mas a mulher fazia tranças muito bem, só puxou um pouquinho meu cabelo. Nessa mesma noite, tive o prazer de conhecer dona Glori’s de quem tanto minhas companheiras falavam... e tive que concordar, ela era um amor de pessoa e nesse mesmo quarto estavam mais outras pessoas bem legais. Meninas foi muito bom atuar com vocês... vocês são umas lindas!

Lupita Toin-oin-oin - HUT - 20/05/2014

E hoje foi a minha primeira atuação com as minhas melhores companheiras do mundo – Creusa e Frufruta, as duas, juntinhas, grudadas. Muita energia em jogo, mas muita energia MESMO, que quase causa uma explosão! Foi muito bom estarmos todas juntas, mas confesso que às vezes me perdi no meio dessa mega energia; era tanto brilho que em alguns momentos me ofuscavam os olhos e perdia a direção. Começamos em um quarto com um assunto um tanto feminino picante, e Lupita, como uma clown-menininha que é, sentiu-se meio desconfortável nessa situação, até tentou jogar e entrar na conversa, mas não foi essa a sua melhor desenvoltura. A parte chata foi que, nem era tão tarde, muitos pacientes já se encontravam dormindo ou então fingiam que dormiam, e pudemos encontrar pouquíssimos olhares. Nessa noite, encontramos um quarto global, repletos de artistas. Pedimos para entrar para o elenco e logo fomos aceitas, olha quanta alegria! Ansiosa para começarem as gravações. Outras emoções foram vividas durante o resto da noite, encontros com pessoas ilustres e muitos famosos que encheram a nossa cena de brilho e encanto. E a vida real passou a ser mais suave depois que mergulhamos na ficção. Que haja muitas outras atuações assim: MÁGICAS! Obrigada a minhas melhores companheiras do mundo, cheias de magias, ternura, acolhimento e de olhares profundos. E então vamos lá, esperar pelas cenas dos próximos capítulos: LUZ, CÂMERA E AÇÃO!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Lupita Toin-oin-oin - HUT - 13/05/2014

Chegando para atuar, soube que seria eu a única monitora que estaria no grupo, e então todos aqueles sentimentos que os nossos monitores comentaram, que foram adormecidos pela presença de Saminha, apoderam-se de mim: estava nervosa, com medo, e pressionada por tanta responsabilidade. Mal sabia eu que a minha melhor companheira do mundo se encarregaria de passar toda a confiança e zelo, e nem lembrei mais que aquela era a sua primeira atuação. Mesmo com um friozinho na barriga, arriscamos e com todo o apoio de Jully e sua Frufruta, a atuação foi encantadora. E lá estavam Lupita e Frufruta, lindas e meigas. Assim que entramos nesse mundo clownesco, encontramos uma porta bem estreita que escondia uma festa maravilhosa, com todos os desejos, possíveis e impossíveis.
Saímos em busca da chave, e percorremos todo o segundo andar. No meio dessa nossa busca, encontramos pessoas encantadas. Uma delas era um moço que tinha a metade do sorriso, já que ele tinha dado a outra metade para a sua moto para ela também ser feliz. E também soubemos que ele corria deitado; logo suspeitamos que ele fosse um tipo de cobra e podemos comprovar pela sua pele que estava sendo trocada. No próximo quarto, também não achamos a chave, mais realizamos desejos pessoas de 3 mulheres muito simpáticas: tentamos levar embora a dor, os pesadelos e a alergia às muriçocas. Isso até que deu trabalho porque o fardo era um tanto pesado, mas com boa vontade, fizemos muito esforço e deu tudo certo, e para nos livramos disso tudo que não era bom,jogamos tudo no lixo.
Logo depois conhecemos um rapaz que tinha uma antena na perna que o ajudava a sintonizar os canais da sua TV, ele também sorria com os olhos e logo topou ir para a tal festa, e já que ele não podia andar, um unicórnio o levaria, e apesar desse animal ser um tanto inquieto, ele nos garantiu e nos explicou como domá-lo. E de repente, em outro quarto, conhecemos um senhor muito fofo. Começamos nos comunicando com ele por gestos e ele nos contou que estava com muito frio.
Então pedimos para filha abraçá-lo para aquecê-lo. Ele se sentiu bem melhor, mas logo esse frio voltou. E mais uma vez ele foi abraçado. Resultado: ele não mais parou de sentir frio e assim logo era aquecido com mais e mais abraços! Em um dos últimos quartos, o mais silencioso de todos eles, jogamos com o silêncio. Percebi que um moço lia um livro e logo quis compartilhá-lo com todos, e assim comecei a lê-lo. Quebrei o jogo do silêncio sem perceber, e infelizmente, não fui aceita por todos no jogo. A experiência foi um tanto desanimadora, ainda mais que não reconheci a tempo de virar o jogo e retomar aquilo que tínhamos começado. Mas isso me serviu de lição para estarmos mais atento ao ambiente em que nos inserimos e tentar estabelecer um equilíbrio entra as nossas ações. A noite passou, não encontramos a chave, mas não perdemos a esperança, porque essa festa promete. E para ser convidado é só nos contar sobre aquilo que mais gosta. E assim que a chave aparecer aviso a todos para mergulharmos em um mundo cheio de felicidades e magias. Se você encontrar essa chave, por favor, nos avisa... e vamos ser feliz!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Lupita Toin-oin-oin - HUT - 06/05/2014

Já estava com saudade de tudo isso, de toda essa felicidade: Lupita, seus melhores companheiros do mundo, UPI... As atuações sempre vêm carregadas de coisas boas, e essa não poderia ser diferente. Acolhemos mais uma novinha que entrou para a nossa família, a Creusa Carnaval...gente, ela é linda, cheia de estrelinhas que brilham como o seu olhar. Desde o começo, quando começamos todos a nos arrumar no mesmo quarto, a vibe se tornou incrível. Os lindões da UPI são mesmo demais. E quando menos percebemos, tínhamos montado a equipe das amarelinhas, que como o sol, levaria o brilho para quem se permitisse nos encontrar.
E assim foram os momentos seguintes, cheios de luz e magia. Logo no começo, encontramos com Seu José, que nos contou que trabalhava na roça,e então Lupita, toda esperançosa, perguntou-lhe se ele tinha adubo para ela então realizar o seu sonho de ser grande,mas infelizmente ele não tinha, e então saímos em busca desse adubo. E mais uma vez não encontramos, mas um dos caras disse que seu pai tinha, então a esperança de Lupita reacendeu e fomos atrás do pai dele. Quando de repente, vimos uns homens no corredor falando de dinheiro (coisa boa) e nos aproximamos para saber mais, e nesse momento apenas o silêncio fez barulho: um ruído semelhante a uma arrastada de chinelo. Interessante, não é?! E então descobrimos que aquilo era um segredo... começamos uma nova busca; que segredo seria aquele guardado em um quarto escuro? Para a nossa alegria, apareceu uma moça que nos levou para esse esconderijo que guardava um cinema. Isso mesmo, era um CINEMA, e essa era a nossa oportunidade de sermos atrizes famosas, e fomos. Quanta emoção e prazer!  Saindo de lá, em busca de novas emoções.
E conhecemos um senhor chamado Visitante Silva Sousa ou Sousa Silva, não sei, fiquei confusa, tudo que a gente perguntava, ele dizia que sim, que era o seu aniversário, que tinha bolo; mas uma ele falou: que esse bolo estava escondido em outro canto, e então fomos procurar. Nessa procura, entramos em um quarto onde havia um moço que parecia estar meio confuso e nos fez um pedido inusitado: para que cantássemos. Missão dada, missão cumprida. E a cantoria foi um sucesso (SQN-kkkk). De quarto em quarto, um nos chamou atenção por um barulhinho vindo dele, e então entramos. Lá conhecemos o Seu Teixeira que me explicou que ali se tratava de algo que se utilizava quando estávamos dodói. Conversa vai, conversa vem... ele diz que Lupita parece um anjo; ai pronto, ela ganhou o dia (no caso, a noite). Procurei a ele do adubo, e ele disse que lá na terra dele (Paulo Afonso) tinha, e nos ensinou até o horário dos ônibus. Então, não podia mais perder tempo, o horário do ônibus chegou, e nós partimos: Lupita, Florentina e Creusa.

sábado, 12 de abril de 2014

Lupita Toin-oin-oin – Semana Nacional de Humanização do SUS – de 7 a 11 de abril de 2014

Que semana incrível, cheia de momentos maravilhosos. Na segunda, logo cedinho, estávamos lá na Praça da Misericórdia, arrumando a nossa linda exposição (com aqueles varais incríveis repletos de imagens marcantes). Ao longo do dia fomos apresentando o nosso trabalho, e era gratificante ver nos olhos do outro o interesse em conhecer aquele pedacinho de nós (a nossa UPI) e sem falar dos elogios que recebemos e incentivos para seguirmos adiante. Nessa manhã linda e nublada também pude ser mais uma espectadora da bela atuação de Mariqueta, Rosinha, Pedrinho, Zefinha e Frufruta. Vi jogos legais, momentos peculiares, cenas de brilharem o olhar. Quando a tarde, era momento de Lupita se fazer presente, e ela não hesitou em estar ali. Junto com Zeca, Zefinha e Miojita, eles saíram distribuindo olhares, encontros e abraços. Nessa tarde, Toin-oin-oin conheceu Onix, um menino lindo e encantador que se deixava seduzir a todo momento por aquela magia proporcionada pelo mundo clownesco. E nós corremos, pulamos, brincamos, muitas diversões. Naquela tarde também conhecemos dois vendedores de picolés hilários, que o seu maior sonho é ganhar no ‘Vale da sorte’ para ter muitas mulheres; inclusive, o apelido de um deles é Barão (pai de jogador, cantor e ator). Conversa vai, conversa vem, Lupita e Zefinha acabaram ganhando dois picolés (que estavam uma delícia...hum!) E muitos outros momentos rolaram: casamentos feitos e desfeitos, muitos outros abraços e etc.
                No outro dia (terça) pela manhã, depois de uma intensa e volumosa chuva, não podemos estar na praça. Mesmo assim eu fui La, e confirmei essa impossibilidade. Pela falta da internet, perdi-me dos meus companheiros, quando depois eu soube que eles estavam na Maternidade atuando. O sol insistia em se fazer presente e então possibilitou o nosso retorno para a praça, onde Lupita se faria mais uma vez presente. E foi uma atuação incrível. Estávamos lá eu (Toin-oin-oin), Hércules, Rosinha, Mariqueta, Zefinha e Magali. Toin-oin-oin e Mariqueta (sua melhor companheira do mundo) embarcaram em um universo rico em magia. Conheceram um simpático senhor que a princípio parecia esconder balas quando na verdade ele dizia ser remédios para a diabetes... “DIA-BETES? Por quê? Ela só se manifesta ao DIA?” – E ele respondia: “Não,é de dia e de noite!” E nós: “Mas o nome está errado, deveria ser DIA-NOITE-BETES!”(kkkk) E ficaram nessa indagação por um bom tempo. Em um outro momento, aproximamos de outro senhor que dizia ser da reciclagem. Logo nos perguntou de onde éramos, e ao retribuir a pergunta, ele nos confessou ser de outro planeta (As Arábias). E então perguntamos se lá tinha tapete voador e se ele nos ensinaria a pilotar um. E eis que nos rendemos à magia, e voamos nos nossos incríveis tapetes (feitos de caixa de papelão desmontada). E nossa tarde teve muitas outras emoções.
Foram duas tardes de atuações encantadoras e apaixonantes! Mesmo que Toin-oin-oin estivesse em um espaço aberto que a intimida um pouco. Mas lá estava ela satisfeita e radiante.
Na quarta aconteceu a construção do Jardim do Cuidado na Maternidade de Juazeiro. E lá estávamos novamente , mas dessa vez com a mão na massa, ops, digo, na terra. Catamos pedras, cavamos buracos, plantamos, separamos pedras (as vermelhas das brancas), arrancamos gramas mortas, podamos. E recebemos uma grande ajuda que veio do Seu José, que fez boa parte desse trabalho. Muito obrigado, Seu José! Aquele jardim hoje é mais lindo graças ao empenho de tantas mãos firmes e cheias de vontades! Agora faltam os bancos para podermos apresentá-lo à comunidade. E se regarmos com muita água, amor e carinho, este se tornará um refúgio encantador, tranquilo e sereno.
Na quinta, não participei, pois era um reencontro de um curso que já havia acontecido em um momento anterior.
Mas, sexta, estávamos todos lá para uma roda de conversa sobre/com as Doulas. Tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais de um belo trabalho voluntário, com direito a fortes emoções que iam de risos a lágrimas. Conhecemos mais o parto humanizado e as lindezas que são as ações da Maternidade (Fabíola encantou a todos *-* ).
E aqui quero deixar o meu agradecimento a todos que se empenharam para fazer dessa semana mais humana, deixando um pouquinho do seu suor, abdicando de horas a menos de sono, contribuindo com o seu sorriso, dando a oportunidade de se encontrar e ser encontrado, ratificando o que há de família na nossa UPI. E agradeço a todos aqueles que nos permitiram mostrar um pouquinho de nós. Que essa árvore dê muitos galhos e sementes!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Lupita Toin-oin-oin - Maternidade de Juazeiro - 26/03/2014

Nossa, como é bom atuar! Poder estar na companhia de pessoas maravilhosas que enchem mais e mais os nossos corações de amor.
Nossa primeira visita à Maternidade de Juazeiro, e já conhecemos o lindo trabalho das Doulas, que literalmente "dão" todo o seu afeto, cuidado, companheirismo. Elas são lindas! E depois de um bate-papo bem informal entre clowns e doulas, foi nos dada a oportunidade de adentrar o espaço infantil do hospital.

Interagimos com as mais variadas personalidades infantis: crianças medrosas (que tinha que passar de costas para não assustá-las, apesar da Toin-oin-oin ser linda - na humildade); crianças bem abertas aos jogos; crianças um tanto tímidas (que aos poucos iam se soltando); crianças que mandavam no pedaço (e essas abusavam de nós e com todo prazer deixávamos nos levar nessas brincadeiras); crianças que apenas pulavam incansavelmente (kkkk); crianças que curiosamente faziam brotar água dos olhos e do queixo; crianças bastante prestativas que se propuseram a ajudar a colocarmos o Zeca na cama apesar dele estar muito pesado por comer muito macarrão; crianças que apenas observavam; crianças sabidas que não se deixavam enganar por minhas contas malucas de matemática como 2 + 2 = 5 (?); crianças que cediam à magia de um rabo engraçado; crianças sorridentes; crianças emburradas; crianças choronas; crianças e gargalhadas; crianças e afetos; crianças e doçuras; crianças e dores; crianças e encantos.
Um mundo diferente em cada ser... e em cada olhar daquele eu via minhas energias renovadas; eu via a razão por estar ali; eu via a imensidão que há a nossa volta; eu via a esperança se ratificar; eu via histórias boas e outras nem tanto do meu passado; eu via um futuro que surgiu de uma escolha que faz encher de brilho os meus olhos: a escolha de ajudar e ter forças para buscar um conhecimento mais aprofundado para isso; eu via momentos de felicidades. Agora eu vejo a saudade, essa que sempre surge após esses encontros verdadeiros.

terça-feira, 18 de março de 2014

Lupita Toin-oin-oin - Abraço Grátis - 15/03/2014

E depois de 8 meses (quando participamos do nosso primeiro abraço grátis - 14/07/2013), um novo ciclo se inicia, com uma família mais numerosa, com filhos lindos. Poder estar mais uma vez nesse momento e reviver tantas trocas de afetos e gestos traz à tona, novamente, um turbilhão de sensações boas. E foi tudo lindo. Já estava com saudades de ver tantos lindões juntos. E desde o momento da preparação e do caminho, rolaram fortes emoções. A cena do semáforo foi inesquecível, onde esperamos o "SIM" (sinal verde) para seguirmos adiante. Recebemos apoio de vários colaboradores que nos ajudaram no tráfego, com muito respeito, paciência e interação por meio de buzinas; e aqui vai o meu "MUITO OBRIGADA!" a essa galera. Antes mesmo de chegar ao nosso destino final (o camelódromo de Juazeiro), no terminal de ônibus começamos a distribuir simpatias e abraços com aqueles que se mostravam disponíveis e aguardavam o nosso encontro; e rolou até dancinhas...foi uma farra muito boa!

Ao chegar no camelódromo, os afetos continuaram. Com a pureza e encanto das crianças, a Toin-oin-oin se derretia toda, e até se deixou levar pela coreografia ensinadas por elas do "Lepo Lepo". E a festa clownesca estava montada; diversão e sorrisos não faltaram.


Esse foi o meu primeiro contato com os clowns fresquinhos (que acabaram de sair do forno)...dizem que a primeira impressão é a que fica, pois confesso que me apaixonei por vocês. Foi tanta energia boa, tanta troca, tantos jogos, tantas alegrias, tantos abraços maravilhosos, tanta sintonia, tanto tudo de bom. Contando as horas para podermos atuar juntinhos, SEUS LINDÕES!
Obrigada a todos por uma manhã de sábado tão linda, tão UPI (mais que especial)!