Mostrando postagens com marcador Chiquita Furacão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chiquita Furacão. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de julho de 2015

CHIQUITA FURACÃO - HUT - 04/07/2015


Não quis atuar hoje, apenas assistir. Fiquei como expectadora de dois grupos, e sempre acho gostoso assistir os meus melhores companheiros do mundo. Gosto de apreciar as sacadas geniais e internalizar os erros, pra tentar aprender com eles. Desde os dias em que Chiquita nasceu, mudanças aconteceram na minha vida e na daqueles que estão ao meu redor. Nesses últimos tempos tem sido muito mais difícil que o costume, mas não tenho do que reclamar, dei sorte em ser monitora de Dinho e Isabel. Mal sabem eles, mas seguraram uma barra por mim, e me ajudaram muito. Só tenho a agradecer. Não sei muito o que falar ou escrever quando vou me despedir de algo ou alguém. E nem sei se consigo encarar como uma despedida. Acho que todo mundo que acaba indo embora sempre deixa muita coisa e por isso se faz presente de certa forma. Sinto falta dos olhos que se encontravam aos meus na minha formação, mas entendo que as pessoas vivem buscando novos caminhos, novos olhares. Entendo porque sempre soube que a minha hora também iria chegar. mas levo também os novos olhares. Não tem como não levar. No mais, deixo o meu muito obrigada! Está na hora de continuar o trajeto do rio por outros arredores. 

“Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando tiveres me cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...”


segunda-feira, 29 de junho de 2015

CHIQUITA FURACÃO – HUT – 26/06/2015

 Depois de 1 mês sem atuar, cá estou eu, um tanto nostálgica, um tanto sentimental, sei que isso são sentimentos antecipados, mas quem nunca sofreu por antecedência? Não consegui entrar no hospital com a cabeça “branco-vazio”, acho que isso me atrapalhou um pouco. A atuação foi difícil e me lembrou outras duas de já muito tempo atrás. Tive que abaixar o nariz e, assim como nas outras vezes, o sentimento de impotência me dominou por dentro. Mas a pilha de Dinho e Izabel não acaba por pouca bobagem, contagia, e lá estava eu de novo, com o nariz vibrante. Porém, as tortadas na cara também estavam longe de acabar. Como todo mundo daquele hospital estava aproveitando que era São João e bebendo todas as cervejas que a cozinheira estava servindo, virei pra uma jovem, dona de um lençol que a cobria quase todo o corpo deixando o sorriso desconfiado de fora, e perguntei se ela estava deitada ali por conta da cachaça. Ela manteve os músculos faciais contraídos que seguravam aquele sorriso, que ainda busco o significado, e respondeu-me “foi cachaça não, foi estupro”. Escolhi um ponto final pra terminar a frase aqui, mas no momento, as reticências foram tão infinitas, que os meus músculos faciais permaneceram, ao contrário dos dela, relaxados, estáticos. Às vezes, a gente acha que está preparado pra qualquer coisa, daí vem uma situação fora da nossa “zona de conforto” pra nos levar à refletir o tamanho da nossa insignificância. Que o aprendizado é a todo momento.
Núcleo do dia: Reflexão.  

CHIQUITA FURACÃO – HUT – 22/05/2015

 Uma das coisas que sempre achei ruim em atuar no período da noite é que as pessoas normalmente estão sonolentas e não tão dispostas logo após o período da janta. Eu, no auge dos meus 24 anos, e sofrendo de lombalgia aguda, achei que hoje o hospital seria “generoso” com a minha lombar e estaria quieto. Porém, para a minha surpresa, que por sinal foi boa, todos os pacientes, acompanhantes, enfermeiras, papagaios e periquitos estavam agitadíssimos, e me fizeram mover todas as minhas 33 vértebras, e o melhor: eu nem senti! Simplesmente todos os quartos estavam disponíveis, todas as pessoas jogaram. Preciso nem mencionar que Dinho e Izabel se identificaram com aquela agitação e saíram quebrando o pau por aí. A única coisa ruim foi que não pudemos ficar tanto tempo nos quartos, senão nunca mais sairíamos do hospital, tanto que ouvimos de uma senhora “vocês já estão indo? Foi tão rapidinho hoje”.
Núcleo do dia: Fôlego.

CHIQUITA FURACÃO – HUT – 08/05/2015



“Meninos, me perdoem, mas hoje não vou conseguir atuar, estou com uma cólica terrível pra ficar andando pelos corredores”. “Ah que pena, fica pra próxima então”.
Teria sido assim, mas eu pensei “posso não atuar, mas assistir eu posso”, e fui. Quando cheguei, Dinho e Pietra já estavam enfestando os corredores do hospital. Tentei ficar no meu cantinho, e ali mesmo observava a atuação dos meus melhores companheiros e observava também a reação das pessoas. Fingi que eu era acompanhante de alguém pra ouvir os comentários das pessoas e confesso que fiquei triste e um tanto pensativa com alguns comentários. Fiquei pensando se realmente o que fazemos no hospital faz diferença na vida daquelas pessoas. Foi quando apareceu Titinha, uma senhora que viu Dinho e Pietra e começou a dar vários conselhos de como ser um palhaço de verdade. Eu, observando a cena, e não aprovando tudo o que ela dizia, tive a ideia de pegar o meu nariz e entregar à Pietra para que ela colocasse em Titinha, e assim ela o fez, dando vida à Titinha FicaDica. Fiz isso porque quis mostrar a essa senhora que não estamos ali como palhaço Patati-Patatá, e acredito que a mensagem foi passada, pois ela pode presenciar na pele isso. Enfim, assistir atuação sempre nos faz ter vontade de entrar em alguns momentos pra encaixar aquela peça do quebra-cabeças que só quem é expectador vê, é como na oficina, quando um companheiro está no picadeiro perdido e a gente sabe qual caminho ele tem que seguir, mas que se estivéssemos em seu lugar, estaríamos desesperados atrás de uma bússola.

Núcleo do dia: Dúvidas.

CHIQUITA FURACÃO – HUT – 05/05/2015

 Dessa vez não foi uma sexta-feira pós-jantar, foi uma terça, no meio da tarde, o que me fez acreditar que o clima do hospital estaria diferente, mas se não foi a comida da janta desse vez, teve um pós-almoço pra jogar o pó do sono em quase todos os pacientes. Ainda assim, estávamos eu, Dinho e Izabel, firmes porém sem Graça, como disse uma senhora, foi então que começamos a procurá-la, mas essa tal de Graça não estava em canto nenhum. Suspeitei até que Pietra a prendeu por ciúmes, já que ela não pôde atuar hoje. Com Graça ou sem Graça, o importante é que servimos como auxiliar de médico tentando fazer um senhor, muito do teimoso por sinal, mostrar a língua, e olha que não foi tarefa fácil. Teve suor, teve xingo, mas teve língua também, e isso que importa.
Núcleo do dia: Significância.  

CHIQUITA FURACÃO – HUT – 24/04/2015

 A volta é difícil. Dá medo de não conseguir. Dá medo de conseguir e parecer que não foi real. Expectativas em cima de você. E você sem expectativa nenhuma. Parar de pensar. E se tudo virar branco-vazio? E se o branco tomar conta de tudo? A volta é difícil. Estou de volta, dando voltas, até estar de novo de volta.
Núcleo do dia: Vivendo a filosofia do rio.

CHIQUITA FURACÃO – ABRAÇO GRÁTIS – 19/04/2015


Hoje quis ficar como expectadora. Depois de mais de 1 ano sem atuar, não sabia se conseguiria dar conta do recado. Além disso, minhas reflexões e confusões mentais tem me deixado muito introspectiva depois dessa volta pós-intercâmbio. É bonito ver a aflição misturada com nervosismo mais expectativa que esses novos palhaços transbordam nos olhos. Os mesmos sonhos, a mesma paixão que havia em mim quando estava no lugar deles. Não que isso não exista mais nos meus olhos, mas acredito que o sentimento se transformou. Lembrei da minha primeira atuação, do meu abraço grátis. Foi lindo ver aquele tanto de gente perdido em tanta gente e se encontrar em mais um monte de gente.

Núcleo do dia: Recordação.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Chiquita Furacão - HUT - 30/08/2013

DIÁRIO DE BORDO

Mais uma atuação com companheiros com quem eu nunca tinha atuado junto. Aquele medo de atuar com mais 3 pessoas. Mas no decorrer do dia, notícias  foram chegando e acabou, por fim, indo Chiquita e Jamais vista de listras. A preparação aconteceu dentro de um banheiro escuro, o que eu fiquei com medo no início de não encontrar o olhar da Jamais vista de listras, mas no improviso, a luz do celular foi o suficiente. Saímos à procura de uma bola de cristal que eu havia perdido, mas por puro azar, umas mulheres que faziam magia, e que inclusive faziam a parede se abrir, sumiram com a minha bola de cristal, então não tinha como saber sobre o futuro. Por sorte nossa, havia um senhor que lia a mão, e nisso descobriu que Jamais vista de listras iria se casar e enviuvar rápido. Foi aí que a busca pelo futuro falecido marido começou. Procuramos muito, e depois que achamos o danado não queria assinar um testamento. Chateadas, fomos embora, foi então que vimos a parede se abrindo e as duas senhoras que faziam mágica entrando por ela, corremos pra pegar carona. Quando voltamos para o nosso mundo, chamamos um senhor para andar conosco dentro da parede, e ele topou! Foi o máximo!

Termino esse diário com “surpresa boa”.DI

Chiquita Furacão - HUT - 23/08/2013

DIÁRIO DE BORDO

Hoje o cansaço estava gigante. Eu já estava planejando fazer o que fiz, talvez a coordenação até me dê um puxão bem grande de orelha por isso. Coloquei os “calouros” para atuarem sozinhos enquanto eu observava. Apesar de eles ficarem nervosos com a notícia, expliquei que eu havia atuado sem monitor logo na 3ª atuação, e que é necessário a gente sair da zona de conforto pra sabermos o quão surpreendentes e grandes podemos ser. Estava nos planos também a Chiquita aparecer no meio da atuação, não pra eles pensarem que estavam fazendo algo de errado, mas poderem avaliar uma atuação com e sem monitor ao mesmo tempo. Acredito que Chiquita apareceu no momento certo, em que uma paciente era muito abusada e estava falando mal das meninas, dentro do jogo, e falando mal como coisas do tipo “feia”,  “prostituta”, “não gosto de gente preta”. Com essas atitudes dela confesso que até eu senti bastante desconfortável e com muito medo de não conseguir sair daquilo. Foi então que me lembrei e ensinei às meninas o que aprendi com Teka Lua Cheia: quando alguém tem alguma atitude racista, a gente joga com as cores das roupas, dizendo que a pessoa é vermelha se ela estiver usando uma camisa vermelha, por exemplo. Essa foi a dificuldade que tivemos, mas acho que conseguimos nos sair bem.
Tenho que contar também a minha primeira e curta experiência assistindo uma atuação. Só tenho uma palavra para expressar: desesperador! Porque dá vontade o tempo todo de entrar pra atuar, de brincar com o pessoal, de entrar no jogo. E é muito difícil ficar ali no cantinho, tentando ser um fantasma e se desviando dos olhares curiosos das pessoas tentando entender o porquê de você estar seguindo os palhaços pelo hospital. No entanto, é também bem divertido ver meus melhores companheiros atuando, é engraçado, mas também nos coloca com um olhar mais crítico e comparador.
Enfim, fecho esse diário de bordo com duas palavras: desespero e confiança.


Chiquita Furacão

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Chiquita Furacão - HUT - 09/08/2013

DIÁRIO DE BORDO – CHIQUITA FURACÃO

Nos olhos deles eu pude me ver há um ano atrás, a mesma ansiedade, a mesma expectativa, o mesmo medo. Nos olhos deles eu via também a espera, a cobrança. Mal sabiam eles que meu medo e minha expectativa era muio maior. Isso acontece quando alguém se espelha em você, analise seus movimentos e espera algo de você.
Branco, vazio, branco, vazio. Não parava de pensar nisso, não parava de pensar também que fazia muito tempo que eu não atuava. Branco, vazio, branco, vazio. Meus companheiros estavam lindos!! Deca, Fofolete e Tempestade, fizeram jogos incríveis, tiveram sacadas maravilhosas!!
Foi incrível ver o hospital todo entrando no mesmo mundo que o nosso, no Reino Silva. Onde a Rapunzel ficava em busca do príncipe na janela, o rei ficava deitado o dia todo, onde um dos súditos do rei tinha sofrido um acidente porque entrou no elevador com “a rocha”/”arrocha” fazendo o elevador cair. Pelo reino estava passeando também Naomi e Gisele Bunchen, que acabaram desfilando na nossa passarela depois de pagarmos um cachê altíssimo!!
Tempestade acabou ficando grávida do Deca, e já estava de 12 meses, o que atrapalhava na locomoção da bichinha, então saímos em busca de um carro para o casal. Mas só tinha um carro, que pertencia ao Gilberto, mas a mãe dele era uma interesseira e roubou todo o seu dinheiro. O pobre do Gilberto teve que vender o carro, para a alegria de Tempestade e Deca, que conseguiram o carro e foram correndo se amostrar para o Gilberto. Que sorriso maravilhoso o dele!
Mais maravilhoso ainda foi um homem reclamando para a enfermeira que estava com muita dor,   entramos no quarto e brincamos com ele e depois quando estávamos indo embora ele disse “a dor até passou”.
Foi incrível! Indescritível! Só tenho que agradecer aos meus melhores companheiros do mundo, eles realmente são os melhores!
E eu termino esse diário com as palavras “superando expectativas”.


Chiquita Furacão

sábado, 26 de janeiro de 2013

Chiquita Furacão, 19.01.2013

Pela primeira vez Chiquita atuou com Likita e Sancho juntos. Antes de entrarmos nos personagens, estávamos preocupados porque muitos dos pacientes estavam dormindo, então nos arrumamos com bastante calma. Quando saímos do quartinho nos deparamos com diversas situações: dança da chuva, pessoas famosas, papai-noel, globeleza, uma moça de uma festa dos anos 70, e Sancho acabou encontrando seu irmão. 

Não sei se pela falta de atuações ou se pelo cansaço físico, acabei não dando o melhor de mim. Achei que faltou muito e que permaneci a maior parte do tempo como coadjuvante. Já relatei minha dificuldade em atuar com mais de uma pessoa, mas a experiência desse dia foi melhor que a das outras atuações com três pessoas juntas.

Meus melhores companheiros estiveram ótimos, tiveram sacadas incríveis, foram maravilhosos!

PS: Likita é uma exibida com aquele cabelo.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

DIÁRIO DE BORDO – 4ª atuação


Hoje foi uma bagunça. Hoje o encontro foi com muita gente: Teca Lua Cheia, Lisbela Duracell, Xena Macaxera, Francesca Mil por Hora e eu. Nos dividimos e, então, Teca e eu fomos para um lado e as meninas para o outro. Na verdade, descemos com nossa nave espacial em um planeta desconhecido, ou melhor, exploramos vários planetas. O primeiro planeta em que eu e Teca entramos era o “Planeta Cama” e todos os seus habitantes dormiam, uns mais profundamente que os   outros, mas eles foram acordando devagarzinho por sentirem nossa presença por lá. Depois fomos ao “Planeta Cadeira-Ar” e por último ao planeta “Que-Um” (na verdade nem o habitante de lá sabia  o nome exato do planeta). E durante nossa passagem conhecemos muita gente famosa: Caetano Veloso, a Mulher Maravilha, a Paty do programa Chaves, a Dayane dos Santos. E foi no planeta da Dayane dos Santos que aconteceu um imprevisto e então Teca Lua Cheia e Chiquita Furacão deram lugar a Rayanna e Talita. O pai da Dayane dos Santos tinha acabado de sair da UTI e não podia sequer sentar na cama, mas ele ficou agitado e nada fazia ele se acalmar. Tivemos que abaixar nossos narizes porque como clown não estávamos conseguindo tomar conta da situação e também porque já não estávamos mais atentas. Enfim, depois que tudo se resolveu saímos do quarto e encontramos com o restante do grupo, todo alegre, todo alerta. Foi então que a energia de Lisbela passou para todas nós e então voltamos ao estado de clown, e foi uma bagunça, foi uma delícia.
Enfim, foi ótimo atuar com um grupo diferente, diferente do que eu estava acostumada atuar. Fico, então, com a palavra “desfrutar'.

(Chiquita Furacão)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Chiquita Furacão - 3ª Atuação


Hoje foi mágico. Simples assim. No começo, quando estávamos nos arrumando não sabíamos como iria ocorrer a transformação, pois o quartinho em que costumamos nos arrumar estava  cheio de gente e, além disso, não havia música no celular. Mesmo assim demos um jeitinho,  e de repente lá estavam Chiquita e Jujuba.
Logo no início, eu arrumei um pretendente e ia me casar. Entretanto, com o buquê na mão e de véu, fui largada no altar. Mas a "caçada" ao marido dos sonhos continuou. Encontramos um senhor que já era comprometido e que, a princípio, parecia ser um mágico, mas daí ele disse que não fazia milagres e nos mostrou a Bíblia  e me pediu que a lesse. Eu li. E ele ficou muito grato por isso.
Depois encontramos um homem "direito", mas que também era comprometido e que disse que era um bom marido, mas que atualmente não era mais tão bom marido, mas que era mesmo assim "direito". Até que na procura encontramos umas senhoras que disseram que em um dos quartos estava nada mais, nada menos que Valdique Soriano, e pimba, consegui conquistar o coração dele e me casar finalmente. Ele disse que era da Colombia e que iria me levar pra lá. Então eu e Jujuba fomos atrás de malas para que eu pudesse viajar e ir embora com meu marido.
Então na busca pelas malas, encontramos uma mulher que disse que estava num rio e que sabia nadar. Foi então que eu e Jujuba saímos em busca de alguém que nos ensinasse a nadar, pois precisávamos sobreviver no rio também. Encontramos uma nadadora que nos ensinou todo o esquema: "Molhou o pézinho, molhou o outro, pegou a água e se jogou. Bate o pé, bate a mão, e vai nadando, seguindo a direção".
Enfim, foi incrível, foi o máximo. E pra terminar o dia de hoje eu fico com a palavra "satisfação".
(Chiquita Furacão)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O diário de Chiquita Furacão


DIÁRIO DE BORDO - 2ª Atuação

A segunda atuação foi bastante difícil. Logo no início entramos em um quarto onde havia uma velhinha entubada e muito debilitada. Ela estava recebendo alimento via nasal e a mulher que aplicava a injeção com o alimento não estava sendo delicada o suficiente, então a velhinha engasgava muito e isso me fez sair do clown. Senti-me impotente por não poder fazer algo por ela e ao mesmo tempo com vontade de chorar, mas me contive. Então depois de perceber que eu havia saído do clown tentei voltar aos poucos e fui também tentando encontrar o olhar dela, porque naquele momento eu percebi que era a unica coisa que eu podia fazer por ela.
Fomos então aos outros quartos e na maioria deles as pessoas não estavam comprando o jogo, o que foi bem dificíl de lidar na hora. Entretanto, em um dos quartos, encontramos dois senhores muito simpáticos, cantores natos, que deram uma levantada no nosso trabalho (e precisávamos), formamos  uma banda com eles e eu tocava violão. Mas depois que o show acabou, um deles, danado, queria cobrar mais de 5 milhões de cachê, um absurdo! A nossa sorte é que eramos ricos e então pudemos assinar um cheque para ele nesse valor, mesmo assim ele teve a ousadia de perguntar se tinha fundo para ele descontar o cheque, muito abusado!
Enfim, mesmo com as dificuldades essa atuação foi muito importante para o meu aprendizado tanto de clown como de pessoa mesmo. E para esse dia eu fico com a palavra "persistência".
(Chiquita Furacão)

terça-feira, 8 de maio de 2012

Primeira atuação

DIÁRIO DE BORDO - 1ª Atuação

Muita ansiedade, muita expectativa, muito medo, muito alvoroço, muito, muito. Finalmente o grande dia chegou. Era hora de eu dar o melhor de mim e mostrar paras as pessoas que eu realmente estava dando o melhor de mim. E foi incrível! Não tenho outra palavra para descrever. Atuar com Ramon del Tamborete e Nina Xurumela, meus melhores companheiros do mundo, foi algo inenarrável. Começamos brincando de esconde-esconde e, de repente, eu me vi gargalhando da nossa brincadeira que estava muito divertida. Até que chegamos no andar onde iríamos atuar e descobrimos que na verdade não estávamos num hospital, mas sim num castelo: havia reis e rainha, nobres, condessas, duques. Cada qual com seu título, com a sua história e o seu motivo de estar no castelo. Todos singulares. Muitos deles comprando o jogo e sendo realmente nobres.  Mas me chamou muita atenção um pequenino que estava lá, sua mãe pediu para que fossemos até ele, que no início estava tristinho  e com dor, pois ele estava todo machucado de um acidente de moto - moto não, acidente com cavalo, porque não existiam motos nos tempos de castelos - e lá estava ele tristinho e foi só eu chegar perto e começar a jogar com ele que um sorriso lindo abriu-se de orelha a orelha. Fiquei emocionada. É incrível como o ser humano precisa de tão pouco para ser feliz, e mais incrível ainda é que à medida que crescemos e nos tornamos adultos nos esquecemos disso, que simples coisas são suficientes para a nossa felicidade. Esse menino loubrou-se o pequeno príncipe, e ele era um pequeno príncipe de fato.
Nessa primeira atuação fico com as palavras "imaginação" e "realidade", lembrando-me da frase do filme Ponte para Terabithia : "feche os olhos, mas deixe a mente aberta".

Dia do abraço

DIÁRIO DE BORDO - Dia do Abraço

Depois de algum tempo sem estar sob o clima contagiante do mundo clown, sair pelas ruas como Chiquita Furacão abraçando meio mundo foi uma experiência um tanto interessante. Pela primeira vez eu estava me maquiando e, confesso que por causa do meu namorado estar presente na prepação fiquei com um pouco de receio. Mas o receio durou quase nada. Quando estávamos nos preparando para virar o clown esqueci que ele estava presente e só consiguia pensar "tudo o que eu quero, eu quero muito!!", "eu tô lindona"...e pá: eu era Chiquita Furacão. E com a experiência de sair pelas ruas com um cartaz escrito "abraço grátis" eu percebi o quanto as pessoas são carentes. Carentes de abraço, afeto e de olhar. A cada abraço vinha um sorriso e antes do abraço os olhares se encontravam. Algumas pessoas ficavam curiosas, claro, não é todo dia que há uma pessoa disponível a te abrir os braços e te receber de verdade. Outras com medo, pressa, ou sei lá o que, simplesmente passavam, e nem olhavam, e sem o olhar não havia o encontro, não podendo desta forma haver o abraço. E havia aquelas que acho que nem liam o cartaz, porque já vinham pulando com os braços abertos, e foi tão gostoso! Tão gostoso poder ajudar e fazer o dia de algumas pessoas mais feliz com um simples abraço. Mal sabem essas pessoas que me abraçaram que foram elas que fizeram uma parte de mim mais feliz...