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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Diário três em um (atuações dias:1; 8 e 15 de junho)-HU Cassandra Paçoca

Infelizmente como de costume tive que aderir a esta tática, como você já sabe diário a minha capacidade em protelar ti escrever é gigante e não dá para escrever os três diários separadamente porque a riqueza dos detalhes me falta a mente. Mas vamos deixar de enrolação e justificativas e vamos nos finalmente que é o melhor.

Dia 1 de junho de 2016: Não, não estava nervosa, não percebi que eu era a única monitora, eu era referencial, elas nunca haviam feito isto, que elas sim estavam nervosas, que elas não me conheciam (imagina ter que confiar em alguém estranho ?). Acho que só notei a real responsabilidade quando as vi, Priscila já havia visto na formação, de primeira já havia conquistado minha simpatia, mas e esta tal Mariana ? e quem era a minha xará? que roubou o meu sonhado apelido dentro da upi kkkkkkk, não a conhecia mas quando a vi já deu para notar o poço de delicadeza que era aquela moça. 

De fato a responsabilidade caiu nos meus ombros quando uma das duas me perguntou: 
- Marimar, quanto tempo de projeto ? 
- dois anos- Eu respondi
- Que bom você é experiente !

Aquele experiente foi o peso que não havia notado em nenhum momento. Meu Deus vou ter que inicia-las neste mundo da palhaçaria, logo eu ? Ai vocês pensam...mas Mariana, você já não foi monitora ? Já, mas eu não era sozinha e sempre tinha alguém mais responsável que eu para dar aquele apoio e passar segurança. Enfim, segurei esta responsabilidade, e toda a minha experiência só me fez perceber que nada sei e que Mariana e Priscila tinham muito mais a me ensinar que eu a ensina-las.

Dia 2 de junho de 2016: Sai desta atuação me sentindo leve, coloquei na minha lista de atuações favoritas.
Lembro que me atrasei bastante neste dia , as meninas já estavam arrumadas e até com a energia baixa, eu cheguei quente, agoniada, apressada e de certa forma ajudou a entrar logo na vibe. Mari estava para baixo, Priscila estava mais para cima empolgadíssima com umas calças que uma das técnicas estavam vendendo. E assim fomos encarar aqueles corredores.
Destas três atuações já noto o perfil das meninas, observo que Priscila tem um jeito meio que parecido com o meu, um tanto mais tagarela e meio doidinha, já Mariana é a delicadeza em forma de pessoa, sempre coloca um jogo que envolve encontros, uma palavra de esperança, às vezes penso que ela meio que se perde no meu falatório e da Priscila kkkkkkkk. 
Anabela (Mariana) resolveu colocar em prática um jogo que se parece muito com que a gente fazia na formação, de entregar bolinhas para os pacientes e tais bolinhas iriam ajuda-los a melhorar, muitos aceitaram, mas uma especial não aceitou, uma senhorinha de 82 anos, ao qual infelizmente não lembro o nome, ela sofreu um AVC e tava sem lembrar muito bem das coisas e a fala tava meio pesada, difícil mesmo de entender, este foi o momento mágico do dia. Porque tudo, absolutamente tudo poderia ter dado errado neste encontro e foi um dos encontros mais lindos que eu já presenciei.A principio a gente conversava coisas vazias, depois fomos nos aprofundando até chegar na época de moça, do pai sério, do namoro na porta, dos 6 filhos que ela sustentou com trabalho duro de costureira, do olhar emocionado de lembrar de um passado que estava mais vivo na sua vida que o presente. Depois de um jogo tranquilo, nos deparamos com pessoas que mais nos fizeram rir que deles da gente. Aprendi que homens médio tem coisas pequenas, que cassandra tá encalhada porque só encontrou homens de coisas pequenas (??) e que amor não tem idade. No quarto vizinho me deparo com uma senhora de sorriso largo e uma irmã destrambelhada que adora gasolina, mas que no fim das contas preferiu o moço da bicicleta (acho que ela ensinava para Cassandra, Testina e Anabela uma coisa e fazia outra coisa ).

Dia 3 de junho de 2016:Hoje !!!! Resolvi colocar tudo em dia, aproveitar que os detalhes ainda estão presentes.
Hoje não estava legal, não queria atuar, estava pesada, angustiada, com um peso no peito e eu nem sei explicar o porquê, queria desmarcar,não atuar, adiar, qualquer coisa menos atuar. Ainda bem que não o fiz! Porque novamente esta atuação para mim pareceu a melhor de todas ( minha listinha só cresce).
Parece algo estranho, mas eu estava bem, bem o suficiente para puxar Pri e Mari que também não estavam muito afim de atuar.
Encontramos em primeiro momento um monte de estagiária que não aguentaram com tanta beleza :P e pediram para tirar fotos com a gente.Graças a Deus muitos que a gente tinha atuado semanas passadas já haviam recebido alta, infelizmente Hércules ainda estava lá ( não falei, mas Hércules tá internado desde o dia que a gente atuou pela primeira vez) e não tinha ainda se decidido qual das três ele queria namorar.A mãe pelo menos interviu e disse que era para ele namorar a Testina, pobre Hércules. No quarto seguinte encontramos com Kátia, a moça do sorriso largo e que tinha uma irmã doida por gasolina, desta vez ela estava com o marido, que me apresentou o tal do Cacheado ?! Segundo ele o bairro é tão top que antes mesmo de morar não vai se ter nem mais a porta(não lembro qual era a frase, mas aprendi que no Cacheado não podemos vacilar). Conheci uma moça que nem paciente era, mas estava lá esbanjando beleza deitada na cama toda embrulhada mexendo no facebook e no whatsapp, disse que ia apresentar o filho dela à a Cassandra...( tô achando que é mais negócio para Cassandra ficar solteira e todas as vezes que for no HU arranjar um boy novo). Falando em boy quem se descompensou foi Anabela que viu o enfermeiro Gatinho ( sim, com letra maiúscula mesmo, porque até hoje ninguém sabe o nome deste cidadão)  e encenou um desmaio, Testina e Cassandra carregaram ela, imploraram por socorro, mas o enfermeiro Gatinho nada de nos dar atenção, depois de muito protelar ele veio em socorro. Ainda bem que era tudo farsa, porque se fosse verdade...pobre Anabela. Falando nesta ( esta semana ela estava atiradíssima), quase casou! Até padre (Testina) teve... a escolha foi meio errada porque este padre...mais dava encima do noivo do que casava Anabela e o Marcos (me esqueci o nome dele, mas sei que ele gostava de Mario Guintana, Cassandra até tentou declamar uma poesia...) No fim das contas Anabela não quis Marcos, Cassandra roubou o noivo de Anabela e Testina foi escolhida pelo enfermeiro Gatinho. Ufa! Se não bastasse toda esta confusão a enfermeira chefe puxou os nossos ouvidos e pediu para fazer silêncio, quando vimos o corredor estava lotado, sorriso nos lábios de todos e valeu apena, muito apena. Obrigada de coração Mariana e Priscila, que estão me ensinando que existe mil formas de ser Clown, sair da mesmice é o que move a vida.
Mariana Martins 


Aprendendo 

sábado, 19 de março de 2016

27 de fevereiro- Atuação Dom Malan

Desculpa diário prometi para você que ia te escrever certinho sem atrasar, falhei estas duas semanas.
Acho que na verdade o que eu tenho a escrever agora é só uma descoberta: medo de atuar com crianças vencido!
Lembro a primeira vez que fui atuar no Dom Malan, meu sentimento de estar perdida no meio das crianças, não saber como falar ou agir. Hoje eu sinto falta delas, fui atuar da última vez no Traumas e achei tão sem graça, senti falta da veracidade da magia, porque criança não faz nada para te agradar, ela se deixa conquistar e este desafio é uma delícia.
Fico feliz em estar me tornando no palhaço que eu admiro... Estamos trabalhando nisto :D
Cassandra Paçoca

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Atuação no Traumas- 04 de Fevereiro de 2016

Esta atuação confirmou o que eu já vinha pensando: Não existe Mariana antes e Cassandra depois, existe simplesmente Mariana, não há uma máscara que eu coloque e me transforme em um ser mágico, sem vergonha e desbocada que fala o que pensa nos corredores do hospital, existe simplesmente uma Mariana liberta de padrões de condutas impostas, afinal palhaço é para ser verdadeiro é um ser entregue. Esta atuação atuei sem nariz, sendo bem verdadeira: não  mudou absolutamente nada.
Cada dia que passa ,ou melhor, cada ano que passa observo que o palhaço que me tornei é resultado de vivências que eu tive dentro do hospital, aprendo simplesmente sendo palhaço, não há teoria, não existe muito menos máscara ou fantasia( a galera do meio prefere chamar de pele) maquiagem que me tornem a Cassandra que sou.
Outro fato que aconteceu foi uma observação que Dudu fez após a atuação que me deixou bastante reflexiva e meio chateada, afinal ele disse que eu havia feito algo que ele não gostou, e infelizmente para mim é difícil ouvir críticas. Ele disse que não gostou do que eu tinha falado com uma senhora:"Me sinto tão velha, a senhora tem mais coragem e disposição que eu "- Não lembro que foi com estas exatas palavras, mas foi com esta intenção, segundo ele não é legal falar que tá velha, sendo uma pessoa nova que sou, para uma idosa. Apesar de toda a minha reflexão em saber se estava sendo indelicada com ela, não consigo acreditar que eu havia sido rude. E muitas outras reflexões que
ainda visitam minha mente, queria expor com palavras mas minha comunicação verbal não é das melhores, prefiro continuar mante-las em segredo...


sábado, 12 de dezembro de 2015

Diário de bordo HDM- Cassandra Paçoca 12/12/2015

Acabei de atuar, corpo ainda tá quente e um pouco suado mas as memórias estão fresquinhas. Passadas quase duas semanas sem atuar,acordei com o telefonema de Dudu, pensei:"Caramba, tô muito atrasada", tomei um café rápido e me vesti correndo e lá estava eu para dar o melhor de mim. Não vou mentir que sempre que atuo bate aquela preguiça, aquela energia baixa, e na verdade hoje em especial estava indisposta por acontecimentos externos ao projeto, não posso negar que não queria atuar.
Nos trocamos ao som de "Eye of the tiger ", adoro o playlist do Dudu, o cara tem cada som divertido, tem de tudo. Mesmo levantando o nariz, ainda não tava feliz...Dudu, agora como Bartolomeu, começou puxando o jogo, eu não entrava, tava empacada mesmo, apenas deixei Bartolomeu conduzir aquela dança em que ele era muito rico e iria comprar o hospital e estava contratando o pessoal, e lá fomos nós atrás da mão de obra.
Já estava meio em baixa, mas não podia deixar transparecer. Quando penso que não Dudu estava nos levando a ala da pediatria, "Pronto...Ferrou de Vez ", este foi o pensamento. Não que eu não goste de crianças, mas tenho dificuldade em atuar com elas, elas não querem te agradar e nem vão jogar com você por educação, elas se entregam de verdade, uma verdade que assusta, porque tudo pode terminar uma grande merda ou um grande sucesso e eu não sei a fórmula desta variável. Sem contar que precisamos estar 100% presentes e com energia alta (como já disse...hoje eu acordei meio na bad), logo, tudo poderia dar errado...
Não sei em que momento a coisa começou a andar, que eu parei de pensar e simplesmente comecei a entrar no universo daquelas crianças, apenas sei que naquele instante me tornei a contadora de história de lindas princesas: Adriana tão linda e simpática, me cativou com aquele sorriso, a chamei de Ana; Juliana, uma menina muito linda que me fez pensar na doce Beatriz, branquinha, cabelo castanho e com seus 7 anos, nesta hora meu coração deu uma apertada... resolvi chamar de Elza, José Henrique, a criança mais linda e doce que me deparei ao longo destes quase 2 anos de atuação, lógico que ele iria ser Olaf; a pequenina Duda que me deixou cativar e ser cativada pela doçura e inocência de criança ela tinha que se chamar Ana, mas ela seria a Aninha por ela ser pequenininha, Pedro apareceu correndo todo de laranja, lógico que ele seria o nariz do Olaf  que é uma cenoura; por fim bartolomeu que seria a rena- Sven pelo seu nariz redondo.
Foi uma atuação mágica de leva-los a cozinha e até, acreditem se quiser, conseguimos uma cenoura de verdade do hospital, estava tão docinha *-*
O pior mesmo foi a despedida, deu um abraço quentinho no nosso Olaf, a pequena Duda não queria me soltar e eu não queria solta-la, vê-la chorar pela nossa ida corta o coração.
Hoje venci um dos meus maiores obstáculos na UPI: atuar com crianças! Obrigada de coração a todas elas por me fazer lembrar o quão bom é pensar como criança, sorrir como criança e ser leve como criança.
Com carinho,
Cassandra Paçoca.

sábado, 14 de novembro de 2015

Cassandra Paçoca-HDM 14/11/2015

SIIIIIM, este semestre vou fazer bem direitinho você, senhor diário, por sinal estou digitando logo após a minha atuação com o meu mais novo: companheiro Bartolomeu Barbudo, coisa boa é conhecer a forma que cada um tem de atuar, e adorei a forma como ele atua, ele faz uns jogos muito bons. Não minto que toda vez que acordo cedo no sábado para atuar bate uma preguiça, uma vontade doida de não ir...mas cara, simplesmente fui recepcionada por um sorriso que dava para ver lá longe, e foi o suficiente para levantar a energia.
Passamos na onco, na ginecologia, aprendi uma palavra nova: puerpério, corremos atrás de casamento, tentamos descobrir o que iríamos fazer com 50.000 de bônus, deciframos sonhos, tentamos ser sérios, demos dicas de treinamentos de boxe,conhecemos Arthur, Lucas Gabriel, Erica, Aparecida, Raiza...uma galera imensa que atribuímos significados aos seus nomes...é tanta coisa que não cabe aqui. Foi um retorno com chave de ouro.
Fico por aqui.

Cassandra Paçoca
Tá precisando mesmo, porque se não fosse por hoje, não faria ideia de quem era o senhor !

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Diário de bordo- Dias 05 e 12 de junho Cassandra Paçoca

Olá, como de costume venho novamente pedir desculpas pela ausência e me justificando que parar para escrever é um martírio, acho que devo me tratar deste trauma ou ao menos tentar ser mais responsável, resolvi escrever hoje bem antes da atuação porque seria mais um diário em dívida...
Estou fazendo algo que não sei se pode fazer... na dúvida o faço, escrevo dois diários em um só, porque devido a minha dificuldade em escrever e esta capacidade divina concedida a mim para procrastinar lindamente, acabo fazendo estas coisas. 
Para começar abro aqui meu calendário e descubro que este diário corresponde justamente aos dia 05/06 e 12/06. 
Lembro-me que era véspera do dia das namorados e Salete estava louquinha para encontrar a sua tampa da panela se não o achasse um clonazepam resolvia, daí partimos em direção à farmácia, para resumo de história ninguém nos deu o que queríamos. Daí seguimos à oncologia (lugar que sempre me deixa indignada, como pode seres tão pequenos passarem por tanta coisa ?) vimos Raiquivam (não lembro muito bem como escreve) ele estava bem abaladinho, não brincou com a gente, soubemos que ele havia sido internado na UTI e estava isolado dos outros pois estava se recuperando. Não imagino muito o impacto da UPI na vida destas inúmeras pessoas que fazemos rir ou simplesmente incomodar, mas acho lindo quando uma pessoa pergunta por um de nós, e foi isto que aconteceu, a mãe de Raiquivam perguntou onde andava o nosso primo Raimundo Lambido...
No fim, estávamos cansadas e percebi um desânimo incomum em Gabi, ver Raiquivam daquele jeito a deixou desanimada.
Passadas uma semana... combinamos de atuar eu, Gabi e Jorge( vulgo, Raimundo Lambido, participação especialíssima), no fim das contas a danada da Gabi adoeceu, este dia lembro que estava numa preguiça de atuar, mas precisava cumprir com o meu dever e sem contar que queria que Raimundo visse Raiquivam e o fizesse ao menos sorrir. Mas graças ao bom Deus, Raiquivam tinha recebido alta, coisa boa demais... não lembro com todos os detalhes deste dia, só sei que me diverti de verdade, o Jorge é engraçado por natureza.
Posso ter sido bastante sintética, coisa bem ruim quando se escrevi o diário mil anos depois e apressada para se arrumar e partir para outra atuação, mas tudo fica registrado de forma mais detalhada no coração, este eu não preciso ler para lembrar de algo, basta apenas sentir, e tal capacidade foi me dada junto com a capacidade de procrastinar (Ainda bem !)
De coração e memória,


Mariana Paçoca opa... Cassandra Paçoca 



quarta-feira, 20 de maio de 2015

Diário de bordo- 08/05 e 15/05 Cassandra Paçoca

Vou fazer algo que nunca tinha feito... escrever duas atuações em um diário só , Para justificar digo que uma atuação completa a outra, porque foram uma das minhas atuações que eu mais gostei.

No dia 08 de maio resolvemos atuar mais cedo por causa de Gabi que ia experimentar uns vestidos para um casamento, e lá fomos nós para o HDM às 13 ( com aquela moleza no corpo que só dá depois do almoço) a vontade estava beeeem limitada, mas ok, o jeito é aproveitar a adversidade.

Já como Cassandra, um moço falou com a gente para irmos ver (nome da pessoa), pois ela estava bem tristinha- Normalmente atuações pedidas geralmente não são muito boas, mas fomos visitar (nome da pessoa). Ao entrar no quarto nos deparamos com Iane, a moça que nos deu altas dicas sobre tatuagens gratuitas, sobre desenhos exóticos em lugares mais exóticos ainda, posso dizer que Iane era uma moça bastante ousada, e que me divertir bastante, acho que todos ali se divertiram com aquela conversa, digamos um pouco imoral. O engraçado disto tudo foi fazer um jogo bem escrachado, e deu certo, não estou acostumada com este tipo de jogo, poderia dar super errado, as pessoas se ofenderem ou a gente se ofender, mas ao contrário disto tudo foi um encontro bastante divertido, ao qual guardarei na memória.

No mesmo dia saindo de um jogo meio adulto ,se é que assim podemos dizer, entramos na ala oncológica pediátrica, e o jogo tinha que mudar, entramos na inocência das crianças, posso destacar Sara, uma menina muito linda que me fez abrir o coração. Não sei muito bem atuar com crianças e estou meio que aprendendo com Gabi( ela é super carismática com elas) e eu presenciei jogos lindos de uma delicadeza inefável.

Já no 15 o encontro foi meio que uma continuação, já que infelizmente Sara ainda estava lá. Ahhhhh neste dia Gabi virou observadora e só atuou eu e Julia. No quarto de Sara me deparei com Emily, uma princesa que mal olhava para mim, fiquei um bom tempo tentando alguma interação com Emily, era meio chato pq quando eu olhava para o lado estava Julia brincando com Sara e Emily nem tchum, mas este é o gostoso de atuar com crianças, elas são verdadeiras, nunca irão forçar nada, elas só irão interagir contigo quando estiverem prontas.Depois de um tempão tentando... Emily desabrochou e já estavamos gritando no quarto, porque ela não deixava roupar a comida dela...

Cassandra Paçoca

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Diário de bordo- Cassandra Paçoca 24/04/2015

Olá diário,
Não é nenhuma novidade que o ato de parar e decidir te escrever é algo bastante procrastinado na minha rotina, mas já faz uma semana que atuei e acho que já demorei mais que o suficiente para posta-lo, desculpa mesmooooo escrever não é minha praia!

Esta foi minha primeira atuação do ano de 2015(sim já faz bastante tempo que não atuava e estava com receio de dar merda(sim, vou manter esta palavra) afinal eu era monitora (meu Deus... deixei de ser novinha :( ) e acredito eu, deveria passar confiança no que estava fazendo, porque lembro que na minha época de novinha o que mais me dava uma tranquilidade de atuar era a presença dos meus monitores, achava meio que eles eram meu norte.. no final você descobri que não importa muito o que os outros fazem, mas sim sua capacidade de se adequar a diversidade, ao jogo de cada um, a percepção de tudo que há em seu redor (Clown tem que ser atento) e oportunidades- Tudo nesta vida depende de oportunidades...

Logo de começo chego pontualmente em frente ao Dom Malan( Sai do HU e fui parar no Dom Malan, logo, tudo naquele momento era novidade: Os meus melhores companheiros do mundo, o local e  situação como um todo, Caramba! sou monitora), levou um tempinho e encontrei Gabi sentada divando de baixo de uma árvore, depois apareceu jorge(Acredita que o danado esqueceu o nariz? Cá que ele correu para o táxi para pegar o nariz), tempo passou, Jorge chegou e nada de Júlia (estava na Univasf esperando pela maquiagem- Gente... estas maquiagens são uma complicação). No final das contas fomos todos pegar Júlia, no caminho quando fiz uma curva derrubei a pobre da Gabi- Momento cômico... se segura Gabi!!!

Posso falar uma coisa? Atuar com eles foi massa, massa mesmo. Júlia foi minha pilastra (a gente se apoia em pilastras, ne? Pois, ela foi meu apoio), Jorge tem uma sensibilidade e uma alegria que não se dimensiona, Gabi é uam pessoa humana e intensa, sorriso lindo o teu Gabi. Não posso negar que achei complicado atuar no Dom Malan, o lugar é grande demais, tem muita mulher que vai parir ( palavra feia danada...) e não sei atuar AINDA com elas, tô meio que acostumada com a diversidade do traumas... Mas vida que segui e que ela me surpreenda :D


Cassandra Paçoca

Se segura Gabi !!!!!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Diário de Bordo, cassandra paçoca 23/11

Diário,
Domingo... Atuar no domingo está difícil, domingo é uma sensação de nostalgia, de lentidão e parece que a energia necessária para fazer acontecer é reduzida. Chego um tantico atrasada e me deparo com Luma (feliponga queixo fino) e Dulce.Gostei de saber que seria algo diferente!
Já não sentia a sensação vagarosa do domingo e fui me situando, descobri que Dulce na verdade é Bolota azualada, nunca vi tanto azul numa pessoa só!
O jogo foi mudando Bolota foi direcionando, mas sempre caia na procura de um casamento para mim ou para uma das minhas companheiras, revi pacientes (uma em especial que me prometeu o neto e descobri que ele havia fugido de mim #Chateada), brincar com o silêncio e desvendar o que se deve fazer no jogo foi meio que desafiador. Espero que Dulce venha mais vezes acrescentar nas nossas atuações.
Por mim gostaria de realçar o quanto as técnicas do 1º andar são legais, talvez o brilho da atuação daquele dia atribuo a estas pessoas que fazem tanto pelos pacientes e trabalham tanto e ainda sim conseguem tirar de nós( os palhaços que devem segundo a sociedade a fazer rir) um riso.
Até breve ,
Mariana/ Cassandra

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Diário de bordo- 16/11/2014 Cassandra Paçoca

Não sei como te começar ja que já faz um tempão que não te escrevo, foi preciso uma reunião da upi para me obrigar a te reescrever, particularmente escrever: usar as palavras de forma racional e sequenciada é algo bastante dificil para mim, quando escrevo parece que sempre vai faltar algo que eu nao menciono, já que é para faltar prefiro não escrever. Enfim já fiz um começo. Prosseguindo...queria te pedir desculpas pela ausência e falar do meu progresso como clown.
Cassandra Paçoca... não sei definir,porque sou eu, não é um personagem, eu só ganho poderes, não poderes, cai o senso, sou eu despida, sem códigos para seguir ou regras( logico que não quebro todas), mas faço coisas que nao faria nunca sem Cassandra. E Cassandra cresce, hoje o medo do vazio ja não é mais o mesmo, o vazio aparece? Sim ele aparece muito, mas não saber lidar com ele também é algo bom, não fico mais me questionando se faço certo ou errado, apenas faço ou não faço  e deixo me guiar pelo meu melhor companheiro do mundo.
Minhas companheiras... elas também mudaram, comecei com vivi manteiguinha ( Brenda), atuar com ela era como se conectar, nossos jogos eram parecidos, lembro que nossa última atuação foi incrível, fechamos com chave de ouro. Legal foi perceber a transição do nosso ciclo de confiança e dizer com todas as palavras que sentirei saudades, porque foi bom estar com ela.
Agora atuo com Feliponga queixo fino( Luma), caramba, ela tem um carisma que me falta e eu a encaro como desafio, porque eu sou mais na minha e de apenas prozear, e me deparo com o calor, a necessidade de amar e ser amado, de um abraço quente, expectativas. E o meu jeito morno de ser precisou dar uma esquentada, isto é legal, me tira do meu conforto, me coloca em situações que fazem pensar e mudar e querer ter aquele carisma. Porque palhaço pronto é palhaço morto( acho que é assim). Termino com um trecho de Fernando Pessoa :
“...ser outro constantemente
Por a alma não ter raizes
De viver de ver somente
Nao pertencer a mim
Ir em frente, ir a seguir..."
Ate breve( isto eu te garanto)
Mariana/ Cassandra

domingo, 22 de junho de 2014

Diário de bordo 14/06

Diário, 
Aquela atuação estava fadada ao fracasso: a maquiagem não aparecia, não tínhamos nem lugar para nos arrumar, não posso negar a: preguiça que sentia... enfim, aquela seria uma atuação que eu sentia que não rolaria.
Pois o acaso me surpreendeu e tornou aquele tropeço num passo de dança( cada dia que passa, consigo ver a logica da formação). Incrível é perceber que o meu processo de amadurecimento como clown esta ocorrendo e o de Brenda também, nossos jogos se completam e já não a sinto como estranha.

sábado, 14 de junho de 2014

Diário de bordo- atuação 07/06/2014


Diário,
Esta semana foi uma semana bastante intensa, com um catatau de provas que não me possibilitaram dedicar um tempinho para te escrever e descrever o processo de  amadurecimento de Cassandra e Vivi.
Pois bem, houve uma pequenina falha de entendimento meu e de Brenda a respeito da atuação, pensamos que já era o momento de atuarmos só, e não comunicamos a Mila que íamos sozinhas ao HU. Resultado, mais tarde descobrimos que ela também ia, mas ia como observadora.
Não acredito que nada é por acaso, sábado passado eu tive aula pela manhã e acabei encontrando com Brenda pela faculdade, ficamos conversando e resolvemos almoçar juntas com umas amigas minhas : Ananda(amiga de Brenda também, vizinhas por sinal)  e Karina. Aquele tempinho no qual ficamos juntas foi o necessário para quebrar o gelo que ainda havia entre nós, conversamos por horas, trocamos figurinhas até chegar a hora de irmos atuar.
Brenda havia me dito que estava com medinho, já eu estava mias tranquila e espero ter passado mesmo esta tranquilidade a ela.
Foi uma atuação inefável, soubemos jogar uma com a outra, os nossos jogos se completavam e sem contar que meu grande sonho de andar na cadeira de rodas foi realizado ! Apostei uma corrida com o Iuri (ele ganhou, acredito por problemas técnicos do meu carro.).
O grande destaque daquele dia foi uma senhorinha que só pelo fato de nos aproximarmos ela ria intensamente, Vivi pegou na mãozinha dela e dava para vê a demonstração de afeto e gratidão que ela demonstrava por Vivi. Tenho também que destacar o cuidado  que brenda/ vivi teve comigo: um senhor tentou nos mostrar um vídeo dele ao ser atendido pelos médicos e lá estava lá aquela perna toda aberta, vivi/brenda ao perceber minhas caretas tentou fazer com que ele apenas mostrasse o vídeo a ela, obrigada pelo cuidado :D
Enfim, que venham mais atuações que nos possibilitem crescer ainda mais,

Cassandra Paçoca 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Diário de bordo-31/05

Diário de bordo, 31/05/2014
Começo o meu diário de bordo selecionando algumas palavras que me marcaram nesta atuação: 1ª saudade, 2ª gratidão, 2ª Artur e 3ª evolução. Tentarei explicar cada uma delas ao menos justifica-las.
Esta atuação poderia ter sido um fiasco, cada um com seus monstrinhos interiores incomodando, falo por mim: Esta semana tive que lidar com a despedida, um adeus definitivo, a morte de um ente muito querido e minha energia estava a mais baixa possível, nem queria atuar, mas preferi sair de casa e não decepcionar meus companheiros.
Tudo até então parecia bem normal, eu e Brenda (Vivi Manteiguinha) esperando por Artur. Quando ele apareceu não estava só e sim com a Taty (Florzinha das Alturas ), Brenda logo ficou incrivelmente feliz, já havia pressentido que Taty iria atuar conosco.
Durante todas as vezes as quais eu atuei, sempre nos arrumávamos no mesmo lugar, desta vez foi diferente fomos parar em outro canto, que não tinha uma lâmpada funcionando, mas em compensação montamos os nossos clowns sob a luz do pôr do sol. Taty, até então, disse que ficaria como observadora.
E assim começava o nosso fim de tarde, eu, vivi e Zeca. Entramos no primeiro quarto: uma senhora de 92 anos disse que nos viu na Tv, o Daniel (que a princípio, parecia bastante entediado) nos conto que havia se machucado brincando de polícia e ladrão, e uma senhora extremamente tagarela, o problema (ou a solução) é que só queria falar em libras, ainda bem que Zeca conseguiu traduzir tudinho o que ela havia dito, Ufa!
Tentarei lembrar todos que vimos naquela noite, mas memória não é minha característica mais notável, sei que entramos num quarto de um moço que estava com a mãe (uma senhora que lavava roupa muito bem, Zeca e Vivi ainda tentaram tirar proveito da coitada e pedir para ela lavar umas roupas deles...), no mesmo quarto um senhor elogiou nosso trabalho e falou de Deus (momento complicado de manter o jogo, afinal não sabemos o que falar sobre o tema). Ponto alto da noite: Rosinha das Alturas surge com todo seu charme cor de rosa e uma delicadeza incrível, ela tem todo um carinho uma meiguice que contagia a gente! E foi só ela aparecer para fazer surgir um show de Ivete, e lógico que todos nós fomos atrás ... Era no quarto do Sérgio, e sabe lá Deus como, todos nós estávamos dançando, éramos dançarinos de ivete (?!). Foi ai que Zeca montou uma coreografia repleta de acrobacias e lá fui eu ser a parceira dele, no momento poderia ter ficado com medo ou constrangida, mas de verdade eu não fiquei eu confiava nele, e uma certeza que aquilo me faria tão bem. Todo o peso de uma semana tinha sido esquecido durante aquele momento, pude ser leve como uma pena (ainda bem, porque imagina o pobre do Zeca carregando a minha massa + o peso de uma semana todinha?). Tínhamos plateia o Daniel (o garotinho entediado), estava lá na porta sorrindo e com os olhinhos num brilho que só vendo.
Encerrar aquela atuação foi algo difícil porque foi intenso e verdadeiro demais, foram exatamente 2 hrs e 30’ de atuação e ninguém sentiu, ou ficou preocupado com o tempo, apenas viveu tudo aquilo. Ao entrar no quarto escuro, abaixamos nossos narizes, sentamos no chão, cantamos “Durma medo meu” e senti no cantar de cada um ali: Artur, Brenda e Taty que havia algo de diferente, Taty começou a falar (quis rouba-la para os dias da minha atuação, que garota massa!) com uma voz embargada e eu confusa sem saber o porquê, Brenda também falou com aquele tom de voz cuidadoso, eu falei (sem saber o que haveria por vim) agradeci a todos, eles estavam me fazendo um bem tão grande e minha voz ficou pesada por falar da minha tia, pela minha despedida definitiva pela saudade que eu sentia dela e de como eles foram incríveis naquela noite, compartilharam o jogo comigo e me ajudam a lapidar Cassandra. E destacar Artur que havia sido incrível comigo, e tinha só agradecer. Por fim Artur com voz de choro fala que precisa se afastar da UPI por motivos de respeitar seus limites, aquilo me deu um gelo na barriga, de verdade, eu deveria pensar: “é para o bem dele, preciso respeitar”, mas eu gostaria que ele ficasse, gostaria de aprender mais com ele e viver mais dias como aquele. Mas de verdade, espero que aquele sábado não represente um momento de despedida e sim um até breve .
Sei que Cassandra está em processo de evolução, mas espero passar uma confiança (aquela confiança que Camila e Artur nos passavam) para Brenda (vivi) e se este objetivo for firmado... já estarei com uma jarra um pouco mais cheia !




terça-feira, 20 de maio de 2014

Diário de Bordo 17/05- Cassandra Paçoca

Diário,
É bem estranho te escrever para contar o que eu fiz e não a Cassandra,ser observadora foi minha missão dada naquele sábado passado. Não posso negar que no início o comodismo de apenas olhar me deu um certo conforto. 
Entrar no quarto e vê apenas a Brenda e Mila se arrumarem (logo após chegaria o Artur) foi bastante tentador, pude observar todo o processo de cuidado e formação do clown desde a maquiagem, a roupa e a subida do nariz, e compreender que nada daquilo era algo solto sem sentido, todas as peças se encaixavam exatamente.
Vivi manteiguinha, Capitulina Língua solta e Zeca aventureiro saíram do quarto,pude ver a facilidade de como o Zeca tem de puxar o jogo, capitulina de dar boas respostas e  como a Vivi estava crescendo aos pouquinhos ao longo da noite.
A minha maior preocupação era parecer invisível, não queria que ninguem me notasse. Em certos momentos dava uma grande vontade de jogar com eles, afinal a noite estava incrivelmente animada, tinha uma procissão de pacientes os acompanhando, um senhor olhou para mim e perguntou com um sorriso de um lado ao outro: Eles irão passar pelo meu quarto ? Eu sorri que sim.
Quando se atua não se pode perceber com nitidez a magia que todo aquele processo gera, como observadora conseguia ver o entusiamo, a mudança de rotina, a necessidade de receber uma atenção e de muitas vezes ,simplesmente, sorrir!
Ao encerrar da noite, os vi com um animo diferente, pois não é que a palhaçoterapia também surte efeito também naquele que pratica ? Naquele noite compreendi um pouco mais do trabalho desenvolvido por todos nós.

Mariana M.

domingo, 11 de maio de 2014

Diário de bordo- atuação de cassandra paçoca 10/05/2014

Em fim 1ª atuação (no hospital), este dia passou algumas vezes pela minha mente sempre tentando imaginar como seria minha primeira atuação? Que eu ia fazer ? o que eu ia falar ? o que os pacientes iriam pensar ? 

Saindo de casa deu vontade de reviver toda a minha vivência, relembrar tudo que aprendi, porque eu me sentia tão medrosa que achava que já tinha me esquecido tudo e que eu ia fazer besteirinhas...

Chegando no HU encontro Brenda (hoje ela não seria Vivi manteiguinha ), ficamos conversando por um tempinho, a conversa já tinha até me relaxado, já nem mais lembrava que iria atuar, até que Artur e Camilinha(Guedes) chegam, vê-los foi o suficiente para fazer meu coração saltitar... pronto ! Agora a brincadeira começa.

Subimos um tantão de escadas para ter acesso ao local onde iriamos nos arrumar, por probleminhas técnicos Brenda foi a escolhida para ser a observadora(poxa! já estava preparada para assumir este papel kkkkkkk). Aos poucos Artur, Camilinha e Mariana deixavam de existir e cediam lugar ao Zeca aventureiro, Capitulina Língua solta e Cassandra Paçoca. 

As portas se abrem, hospital deixa de ser hospital e passa a ser um labirinto, porque ao decorrer do tempo fui informada pelos meus companheiros que estávamos o dia inteiro tentando achar a saída. 

Posso dizer que hoje contribui um tantico com jogo que capitulina e o zeca faziam, era incrível a capacidade deles criarem histórias/situações, sempre num olhar transmitir um apoio tanto para os pacientes que estavam ali, quanto para mim que não estava mais tão perdida/desgovernada porque sabia que não estava só, e que estava sendo mágico aprender com os dois.
Guardo com carinho especial uma senhora que estava lá por motivos de queda(senhora trelosa, segundo Capitulina), ela deixou-se cativar e nos cativar, terminando o nosso encontro com uma oração pedindo basicamente que continuasse o que estávamos fazendo. Naquele momento entendi que a vida não precisa de roteiros e tantos por ques, o bom mesmo é a magia de ser surpreendido. 

terça-feira, 18 de março de 2014

Diário de bordo - Cassandra Paçoca 15/03/2014

Já li alguns diários da UPI e achava um máximo tudo aquilo, a grande quantidade de magia que aqueles textos continham. Agora me vejo sentada escrevendo meu próprio diário e acho isto incrivelmente louco. Pode parecer besteira, mas agora me vejo de fato dentro do projeto apesar de ter passado por todas as etapas e testes ( por sinal, os testes mais divertidos da vida, recomendaria a todos passar por eles e curtir todo o caminho) só agora posso de fato registrar o que eu fiz como clown.
Durante toda minha vida sempre tive uma leve dificuldade de me jogar e de poder dizer "sim " ao jogo, mas Cassandra vem me mostrando um lado meu que não conhecia, um lado tão leve e agradável, e isto tem sido algo maravilhoso ! 
Não posso negar que estava bastante com medo, sem imaginar como iria jogar, não fazia ideia do que podia vim a encarar, e este vazio assusta (e como assusta! ), mas o que de fato me deu confiança naquele sábado foi estar na presença de todos aqueles, que como eu, tinham que passar por aquilo, perceber que não estava sozinha foi algo bastante reconfortante e tranquilizador, Creusa já foi logo dando minha mão e naquele momento senti que Cassandra estava pronta para decolar.
Comecei contida, analisando tudo a minha volta e quando percebi, já estava eu e mais minhas amigas encalhadas: Vivi Manteguinha, Filiponga Queixo- Fino, Creusa carnaval e Magali Malagueta atrás de casamento pelo camelodromo, não é que todas saíram casadas? com direito até lua de mel (DESTACANDO: 2 abraços bem caprichados ), foi delicioso, correr por lá, fazer bagunça, carregar e ser carregada, receber um abraço surpresa, conversar com Jenifer e Stefani e perceber que não tenho 1/3 de todo o requebrado delas e dançar, dançar, dançar sem se preocupar com coreografia ou se tinha um monte de gente ao redor olhando. A única vez que minha energia baixou foi ouvir uns 2 comerciantes falar sobre o dinheiro como sinônimo de felicidade, negar um abraço, mas foram apenas dois, e o que é o nº 2 quando se tem todos aquele ao seu redor brincando e sorrindo com você ? Pobres eram eles que não poderam receber a riqueza de abraços que eu tinha a dar. 
Enfim, tudo foi lindo, fui e voltei dirigindo, dei sin
al e inclusive manobrei...Cassandra vem promovendo mudanças incrivelmente maravilhosas.