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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Frida Tequila, HUT, 17/08/2017


"Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que as dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos. 
Tenho abundância de ser feliz por isso. 
Meu quintal é maior que o mundo. "


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Frida Tequila, HUT, 10/08/2017

Querrrides, quanta saudade!!!

 Tanta que inventei de trazer duas criaturas inéditas junto pra comemoração de volta, ninguém nada menos que Frederico dos Ombritos e Ellen Fantin, a galera do pancadão mesmo. E foi bem louquíssimo,teve hora que eu não sabia se era a galinha cocoricó do sítio do seu fulano (eu esqueci mesmo o nome gente,problema de memória real aqui, respeitem), junto com o porquinho e o galo, um cabaré mesmo, ou se outra eu e miss Fantin cantávamos (belamente, como se pode imaginar, né!) ao som do novo instrumento musical de Frederico, um que tinha que ser tocado em cima da cabeça. Mas fiquem calmos que os braços do menino tão tudo no lugar ainda.
 Ainda acabei ficando com uma vontade doida de comer esse tal de caviar, pois o moço nos disse que era muito bom comer com cuscuz (cuscuz? é, cuscuz mesmo!). Fico pasma com a criatividade de combinações gastronômicas da vida, e mais mortinha ainda porque ainda não provei!

(meta adicionada ao quadrinho da felicidade: "tentar comer de tudo  do mundo alucinadamente sem se preocupar com nada na vida"). Mais objetivo impossível. 

Beijos no core e até a próxima!

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Frida Tequila, HUT, 08/04/2017



Quando você espera séculos para dar um rolê com seu companheiro e ele vaaaaaaaai!!! Sim, senhores, Pedrinho Palito me deu a honra de sua presença, tão fofa que quis apertar. Foi tipo assim:

Resultado de imagem para dory eu vou te chamar de fofinha
"Eu vou te chamar de fofinha, e você vai ser minha, minha fofinha"

Pra me deixar mais doidinha, ainda tinha o seu Hermenegildo (confesso que até agora não memorizei) fazendo aniversário no dia, ahhhh, pois ele queria loucamente um bolo de aniversário, daqueles bem gostosos. Pedrito e eu fomos providenciar um, então.  Não trouxemos um bolo que matasse sua vontade de comer, mas foi um bolo que o fez se ver naquela cama de hospital de uma forma diferente nesse e nos próximos dias, e talvez tenha sido melhor que apenas um bolo de comer. 

Obviamente, Pedrito e eu não possuímos dotes muito artísticos

sábado, 8 de abril de 2017

Frida Tequila, HUT, 31/03/2017

Arriba Tequileiros!


Hoje foi aquele dia especial com ninguém menos que Marieta da Estampa e Michel Michelin! Com muitas peripécias de Michel e o carisma de Marieta, seguimos pelo 1 andar como se fosse nossa casa de repouso, aquela mesmo, de praia, que você vai nas férias pra renovar as energias (só que não é na praia nesse caso né kkkkkkkkkkkkkkkk a gente faz como pode amigos) e deixar o mundo real por uns instantes. Mas a questão é: de que adianta você ir arrasando e ostentando pra sua casa de praia com pessoas mais ou menos (meia-boca)? Prefiro então nossa semanal casa de repouso, onde posso estar sempre com os melhores companheiros do universo, e assim, todo mundo renovando sua energia na base do amor quentinho que temos no peito.


 (parada de 5 minutos na escrita do diário porque a comida tava queimando real aqui)


Voltando, é como disse Albert Camus:

"Não há que ter vergonha de preferir a felicidade"

Pois bem, senhores, a felicidade está no amor quentinho dos outros; em nós mesmos. Há casa de repouso maior e melhor que essa? Graças a Deus, ainda não achei uma melhor.


















(OBS: sei que não importa, mas minha comida foi salva sim!)

segunda-feira, 13 de março de 2017

Frida Tequila, HUT, 11/03/2017

Sobre ser carregada por Milena Mundo Afora por aí e conhecer um andar muito louco? Pois sim é a resposta.  Mas ô povo pra dormir no sábado viu? Queria eu estar também, confesso mesmo, morri foi de inveja, meus queridos. Bem-aventurados são aqueles que dormem até meio dia nos sábados, já disse o sábio travesseiro fofinho de minha cama (saudades. inclusive). 
Esquecendo meu amor quase platônico, estávamos eu e Milena conversando com nosso mais novo primo distante, que deixou de ser tão distante no momento em que demos moral àquele caba. Pois foi, daquele tipo de alegria que se tem ao rir de uma coisa besta, ou falar de um lugar absurdamente estranho que eu nem sabia onde ficava no mapa terrestre, mas o boy sabia de tudo rapaz, compartilhando altas coisas com Milena, que, obviamente, conhecia muito bem todo canto. Acabou que no final combinamos todos de irmos ao Japão, e por quê? Porque todos concordamos que somos legítimos descendentes nipônicos, ora, dá pra ver de loooooooonge a semelhança. 
Ainda tinha uma moça que tava era doida pra casar, que nunca vi na vida. Aquela dali devia ter, no mínimo, uns 10 Santos Antônios virados de cabeça pra baixo no copo d'água. Milena e eu ainda estamos em busca de um padrinho de casamento para ela, quiçá vire um maridão. Ao lado, um casal de acompanhantes meio carentes demais, que dava dó só de olhar. Fiquei com real pena do pobre do paciente que tinha que aguentar tudo aquilo de meloso, porque não podia nem sair correndo dali se quisesse. Eu e Milena demos o fora, que já tava dando medo hahahahaahha. Muitas coisas naquele casal deram medo, aliás; mas vamos deixar no quieto, não é mesmo, pois isso não é uma história de terror! 

Beijo no bumbum

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Frida Tequila, HUT, 11/02/2017


Sobre um dia produtivo:



"Se você tratar uma doença
você ganha ou você perde.
Se você tratar uma pessoa,
eu garanto, você vai ganhar,
não importa o resultado"
                                              (Patch Adams)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Frida Tequila, HUT, 22/11/2016


Então, hoje serei aquela tia sua que fica falando por horas sem parar (eu sei que você tem uma tia assim, todo mundo tem; não nega que fica feio), porque a história é grande. Então, já pega aquela almofadinha gostosinha e se joga em algum lugar aí. Se estiver lendo isso no meio do seu cruzeiro chique e paradisíaco no Atlântico, por favor, esqueça o que eu disse e vá curtir mesmo sua vida (lê depois quando não tiver nada pra fazer né, pelo amor de Deus!). Do contrário, o resto dos leitores não tá livre, ou seja, peguem a almofadinha sim.

Dona Chiquinha, a Adoção e o Biscoito de Arroz

Tudo começou quando o quarteto fantástico, formado por exatamente quatro pessoas (Eu, Frida Tequila, João Negresco, Michel Michelin e a fofinha da Branca de Leg) resolveu bater um papo com uma senhorinha engraçada demais da conta. Como todos sabem, eu e Jõao estávamos noivos (agora tá sabendo, leitor/a desinformado/a) e a dona Chiquinha (nome fictício) resolveu dar umas dicas de casamento pra gente. Ela disse que para que dê certo eu precisava cuidar do João, mas como assim? Cuidar lavando a roupinha dele e fazendo comida pra quando ele chegasse do trabalho. Mas fiquei cabreira. Eu disse que eu queria que fosse o contrário, que João lavasse minha roupinha e fizesse minha comida. Pois já viu, João não aceitou a proposta e não quis mais se casar. Ora! Então decidimos que Michel lavaria nossa roupinha e faria nossa comida; assim, adotamos o Michel.

Ele é dócil, não se preocupem. 

Ainda, dona Chiquinha ficou sabendo que eu compro biscoito de arroz no sinal. Embora todos menos dona Chiquinha tenham duvidado, eu trouxe a prova real de que ele existe sim!


Diferente de mim, Michel não poderá comprovar o que disse sobre comprar também papel higiênico no mesmo sinal. Ou será que pode?





O Caba do Forró, uma Pomba e o Câncer de Mama

Alguém me explica como uma pessoa que acabou de cair de uma moto, quebrou um braço e parte da bacia consegue usar o celular com a outra mão, através de um pau de selfie, para botar forró pra animar o quarto e ainda conseguir se remexer deitado? Lembrando que esse senhorito remexeu a bacia, senhores, A BACIA! É impossível descrever, só quem esteve lá pra ver sabe a doideira que foi. E pior que ele dança com a bacia quebrada melhor que eu (Michel não estava brincando quando disse no seu blog que eu dançava mal pacas). 

Ao lado, estava esse outro senhorito, vítima de acidente de moto também, com essa tal de Pomba. pelos relatos, tudo aconteceu porque essa Pomba vinha na frente, na rua, sem saber pra onde ia; se ia pra esquerda, se ia pra direita...uma Pomba avoada mesmo. Tinha que ser parente de pombo né; já viu como eles são desengonçados? Já viu alguma vez um pombo aparecendo no comercial da Chanel ou da Vivara? Tirem suas conclusões. O resultado foi que a Pomba e o senhorito se encontraram de uma forma não muito delicada, como podem imaginar, e a Pomba acabou indo também para o mesmo hospital, mas estava em outro andar. Confesso que quase tive uma crise de riso na hora.

Logo depois, João encontrou na cabeceira da cama do senhorito um papel com a logo do câncer de mama, e não perdeu a oportunidade para perguntar o que diabos aquele papel estava fazendo em um quarto de machos. Foi aí que disseram que havia morrido uma senhora recentemente e que havia ocupado justamente aquela cama do senhorito. Momento constrangedor = João, por ficar embaraçado, começa a rir loucamente como se não houvesse amanhã.


 O Francês e Laisa Lasanha

Havia esse garoto e sua mãe, que diziam que vivem na França e só passam uns tempinhos aqui no Brrrésil só pra matar a saudade, sabe? O menino estudava lá, dormia lá, fazia tudo lá, aí do nada dava a doida e resolvia aparecer aqui, em Pétrrrroline. Pois eu se fosse ele ficava por lá mesmo, comendo uns escarrrrrrgot délicieux. Ao invés disso, o boy francês vinha pra cá pra tomar suco de manga, pae, pode isso? Cada um com seu gosto né? 

Ao lado dele, com aquela cara de "aperte-me", estava uma garotinha de 9 anos que não parava de nos fitar. Problema 1: ela não queria comer. Então alguém do grupo teve a "brilhante" ideia de ficarmos agachados com a perna em quase 90 graus (tipo aquele exercício de academia que mata qualquer um, esse mesmo) até que a bonequinha comesse sua papinha/seiláoqueeraaquilo. Nossa, como ela comia devagar senhor! Hospital também é uma ótima fonte de exercícios pelo jeito. Conversa vai, conversa vem, nós já sem pernas para andar direito, a menina pediu, com a maior simplicidade do mundo, nada mais nada menos que uma bolinha vermelha igual à nossa para que ela pudesse botar no nariz também. Ficamos tipo :"E aí, vamos tirar aqui no palito pra ver quem vai sacrificar o seu nariz. E Branca de Leg, você não é café com leite, sua fofinha!". Porque, sério, não era uma menina comum que achou legal a galera da palhaçoterapia ter aparecido. Pelo que percebemos no olhar dela, foi mais tipo: "Meu Deus, mãe, pega uma cadeira de rodas já que eu vou embora com eles". Foi aí que João lembrou que havia trazido um nariz extra consigo. ADIVINHA O QUE FIZEMOS????? PEGAMOS O NARIZ CORREEEEEEEEENDO, daquele jeito bem discreto que sabemos fazer. Chegamos como quem não quer nada no quarto dela, aí dissemos : "OHH, temos uma surpresa pra você!". Bem discreto também, tudo muito discreto. Rufamos os tambores (paredes do quarto, no caso), fechamos seus olhos e deixamos em sua mãozinha. Ela não conseguia responder, mas existiam tantos obrigadas naqueles olhos que o nosso de nada também foi só no olhar mesmo, porque voz mais ninguém tinha. Mas uma coisa ainda havia de ser feita: BATIZÁ-LA. Foi o que fizemos. Deixamos o nariz pendurado em seu pescoço, perguntamos do que ela gostava. Lasanha, ela disse. Michel sugeriu então Laisa. Pois ficou Laisa Lasanha, com o consentimento da bonequinha e de sua mãe, que não parava de chorar e ligar pra alguém dizendo umas coisas muito doidas que eu não tava entendendo porque ela estava realmente afogada no choro. O ritual todo terminou quando jogamos um pouquinho de água em sua cabeça (pouquinho, gente!) e subimos seu nariz. God, eu me sentia a própria Nanny McPhee de orgulho. Nem preciso dizer que saímos de lá como bebês chorões né? Mas o importante é que afetamos aquela bonequinha de um jeito nunca visto por ela, da mesma forma que ficamos  seriamente e desestruturadamente afetados por ela.


͢↝THE END↜









Agora, podem tirar as almofadinhas e ir assoar o nariz. Mentira, quem vai fazer isso sou eu, de novo, porque essa história da Laisa me deixa toda acabada.











Beijo pra vocês.












sábado, 12 de novembro de 2016

Frida tequila, HUT, 05/11/16


Se a vida te dá limões, faça:

a) Limonada.......PÉÉÉÉIN, NON, NON, ESCOLHA ERRADA,TENTE OUTRA VEZ.

b)Caipirinha......MAS É CLARO!

Então, a vida não nos deu limões nesse sábado, mas fizemos caipirinha mesmo assim. Ninguém disse que precisa de limão,uai, checa só a nova receita - Caipirinha da Frida Tequila (não gosto só de tequila, amores), da Lala Lacinho e do João Negresco:

Ingredientes
1- Três companheiros que topem qualquer aventura
2- Algumas maquiagens bem diferentonas das usuais

Como fazer
1- Pegue suas makes diferentonas e passe loucamente mesmo. Pode ser no coleguinha também.
2- Saia para arrasar

Está pronta a sua caipirinha! Aproveitamos e distribuímos por aí um pouco dela (porque guardar uma coisa legal dessa só pra nós é feio) para umas pessoas que também distribuíam outros tipos de coisas, como leite e queijo de cabra, carne de avestruz, suco de manga, curso de manicure e pedicure e até vaca e boi rolaram nessa troca. Foi tipo uma feira em que a moeda de troca era a empatia, o amor e a boa vontade, sacou? Ia ser até bom uma moeda dessas usada mais vezes no dia a dia. Imagina quantos compartilhamentos isso geraria? 

Beijo no suvaco!



sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Frida Tequila, HUT, 02/11/16


AHHHHH VOLTAMOS!!! Voltamos? VOLTAAAAAAMOOOS!


Na companhia de Cora Coruja, Zé Pajé, Moema do Bairro e da minha própria mesmo (da esquerda para a direta, ficam aí as coordenadas), fomos conhecer um segundo andar de hospital repleto de gente da hora. 
Dona Maria amou mesmo Zé Pajé e o fitou por longos minutos, bem feliz e calma, com aqueles olhos de sabedoria que o tempo conquistou. Já dona Margarida (esqueci o nome dela, gente, desculpa, é muito nome pra decorar nessa vida, a Dory ta aí pra provar isso) desabafou do nada em cima da gente, e fiquei bem feliz por termos podido estar lá pra ela naquele momento, quando ninguém mais estava. E Teresinha (já sabem né) que tinha seus infinitos namorados e paquerinhas conversando com, sei lá, uns três celulares? Tô é atrasada nessa vida viu!

Abraço gostosinho.

sábado, 27 de agosto de 2016

Frida Tequila, HUT, 27/08/16

Mora Morango e eu quase morremos sem ar hoje, credo! Um tal de Toni César resolveu tomar todo o ar da sala, e só conseguia o ar quem pudesse pagá-lo! Ora pois, isso é coisa que se faça?
Sorte que tínhamos um tal de mingau de milho, e fizemos uma troca mais do que justa. Mas pera, até agora não sabemos se era mingau de milho ou suco de manga com leite. Como diferenciar? A cor era muito parecida, e cada um dizia uma coisa diferente,oh, que indagação descontente.
O caso era que, então, ele nos deu seu ar precioso. Puxou um sopro bem de dentro do peito, jogou suavemente nas mãos bem fechadinhas através de um sopro delicado, e entregou seu bem mais valioso, bem nas nossas mãos. Recebemos com todo o amor e carinho, e voltamos a respirar, ufa! Já estava difícil aguentar a situação com a cara roxa e sem ar. No final, recebemos aquele sorriso gostoso (e com ar, graças a Deus) daquele ser humaninho fofo.




Aqui fizemos nossa despedida semestral da nossa privada conselheira e companheira de subidas de nariz. Esperamos revê-la o quanto antes.

domingo, 21 de agosto de 2016

Frida Tequila, HUT, 16/08/2016

Quando se encontra alguém em um andar de hospital usando listras, gravata borboleta e touca de oncinha, pode crer que não vai ter coisa normal rolando. Nunca vai. Ainda mais com Michel Michelin, queridos. 

(Agora deixo o suspense e a curiosidade no ar)


Até a próxima! 


(Sim, vou embora mesmo. Frida não é obrigada a nada, só a deixá-los com a imaginação solta mesmo, e porque sim) 

Beijo no suvaco :*

domingo, 7 de agosto de 2016

Frida Tequila, HUT, 06/08/2016

Heeey chuchusssss!


Sabe quando você está mais pra conversar? Enton, muitas pessoinhas estavam muuuito pra conversar naquele HUT no dia de sábado, que nossinhora, amei meixmo. Bati papo meixmo e fofoquei meixmo. Conversas que iam desde medo de altura à leitura diária da Bíblia, que depois brotavam em um tal de adubo não sei daonde. No caso, o adubo foi referido à minha pobre companheira Mora Morango, que foi acusada de ter sido pouco adubada quando cresceu. Mas Mora foi muito bem adubada sim, minha gente. De amor, carinho, fofura e esperança, que é jorrado pelo andar inteiro.

Sendo assim, mais adubo pra todos nós, por favor.

sábado, 16 de julho de 2016

Frida Tequila, HUT, 16/07/2016

"E de surpresa em surpresa, o inesperado. E quando o inesperado lhe sorri, como não lhe sorrir de volta?"


Mora Morango e eu subimos o nariz nesta tarde de um sábado calmo e suave. Fomos a um andar diferente do de costume. Já quando pusemos os pés no corredor, com a energia lá em cima não sei onde, prestes a virar para qualquer quarto ao acaso, parece que o destino nos sorriu. Um grupo de enfermeiras que passava só nos olhou e disse: "Vocês deveriam ir ver Ricalene, ela está precisando hoje". Por que não então?
Entramos sabendo que Ricalene estava meio "pra baixo", e esperávamos chegar lá e animá-la da melhor forma possível. Mas como se sabe como animar uma pessoa? Eis a questão. Não necessariamente é preciso animar uma pessoa. Basta estar lá. 
No meio da conversa com ela e a mãe, as enfermeiras foram trocar suas ataduras e fazer a limpeza diária em uma de suas pernas, que foi gravemente ferida por um acidente de moto. Achamos que era coisa rápida, e o papo estava bom, então permanecemos. Quando menos esperamos, Ricalene começou a sentir muita dor, conforme o processo todo das enfermeiras seguia em curso. E, cada vez mais, mais e mais dor. Ela se contorcia, às vezes, e nossa energia caiu completamente, desabou. Eu, particularmente, me senti uma geleia na hora; não era Frida ali, não era Yasmin, era uma geleia derretida, comovida. Não podíamos fazer gracinha naquela hora. Não podíamos dar um sorriso amarelo e dizer que era besteira o que ela estava sentindo, porque sentíamos tudo aquilo nos olhos dela, toda aquela dor. Não saímos de perto dela por sequer um instante. Ficamos lá, apertando forte sua mão, acariciando seus cabelos, enquanto suas lágrimas caíam. Mas isso só bastou para ela. E não me arrependi em nenhum momento de ter ficado minha atuação INTEIRA do lado daquela mulher forte e corajosa. Se eu estava reclamando de alguma coisa da vida até aquele instante, engoli orgulhosamente minhas preocupações rotineiras, enfiei mesmo goela abaixo, e dediquei tudo o que pude àquele ser humano bem ali, na minha frente, com apenas palavras, carinho e uma mão bem apertada para ela segurar o quanto quisesse. Terminados os curativos, ela finalmente conseguiu acalmar seu coração; e nós, o nosso.
Nunca na vida senti tanto o poder da empatia como hoje. Se não fosse essa pequena palavrinha mágica, estaríamos lá, nós duas, feitos bobas, fazendo algo para ela rir, sem necessidade. Graças a essa palavrinha transformadora, vimos o mundo pelos olhos de Ricalene, sentimos o que estava sentindo. E por isso ela foi grata. Por não ignorarmos a sua dor, e, embora não podendo aliviar fisicamente sua angústia, sinto que ficou algo em seu coração, algo como a gratidão, um sorriso na alma. E quando o inesperado lhe sorri, como não lhe sorrir de volta?


 Ricalene sobreviveu. Agora eu tô rindo mesmo, porque na hora foi só aquele olhinho do Gato de Botas na cara. Sim, isso mesmo, a única coisa que apareceu de mim na foto foi esse laço no canto inferior direito. Isso é que dá botar alguém que não sabe usar uma câmera pra tirar a selfie. 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Frida Tequila, HUT, 28/06/16

Eis me aqui mais uma vez, diário. E, junto, uma divagação:


  • Autonomia é uma coisa estranha.

Estranha porque Eu e Mora Morango, ao termos que mandar ver sozinhas nesta última vez, demos um pé pra trás. Contudo, não obstante, porém, entretanto, foi, na verdade, a coisa mais incrível do MUNDOOOOO! Ficamos meio "E agora, Juvenal?" uma pra outra, ao passo em que íamos pra o HUT. Mas deu tudo tão certo; a energia foi tão boa. 


E aí percebi que autonomia é uma coisa boa, embora, às vezes, ganhe papel de bicho papão, quando não se sabe desfrutá-la adequadamente. Demos um papel de bicho papão à ela no início, mas fomos vencendo à medida que o Clown aqui dentro falava mais e mais alto. 

Lição muito mais que aprendida, e guardada no peito.

Então, torna-se necessária uma nova frase para nossa querida Autonomia, não sendo mais uma divagação, mas sim, uma declaração:


  • Autonomia é responsabilidade, é confiança, é liberdade. Só depende da relação que você cria com esses aspectos, com os outros e consigo mesmo.



                                           





  OBS: Josefa Sukiyaki, já pode voltar viu, que estamos já é com saudade. 




sábado, 25 de junho de 2016

Frida Tequila, HUT, 22/06/2016

"Vamos fugir
Pra outro lugar, baby
Vamos fugir
Pra onde haja um tobogã,
Onde a gente escorregue
Todo dia de manhã
Flores que a gente regue
Uma banda de maçã
Outra banda de Reggae"



Pois é, pois é!!!! Resolvi escrever o diário e BADUM TSS, me veio essa música na cabeça! Ela super combina com a situação da atuação e todo o sentimento de UPI (aquele mesmo, que não sai mais de você, nem que você queira). Então pus a música sim! E ainda aposto que quem leu não conseguiu ficar sem cantar.



Enfim, a questão é que joguei dessa vez com diferentes jogadoras, dentre as quais estão Testina Nado Costa, Cassandra Paçoca e Anabela do Jardim. Essas criaturas lindas, divas, maravilhosas me mostraram um jeito diferente e radical de se jogar, e amei cada momento com elas. Como estava indo com o mesmo grupo nas outras vezes, acho que me deixei um pouco menos ativa no processo, e uma atuação diferente me fez sair da zona de conforto e deixar de ser um pudim mole.

É realmente uma coisinha difícil essa história de estar o tempo todo dando o máximo de si e, ao mesmo tempo, não deixando a energia cair. É preciso muita concentração no jogo, nos outros, em si mesmo, no cosmos...(menos né?)

E, mesmo assim, a atuação foi simplesmente encréveliiiiis, moróvilhosaaa!!! Fizemos tranças de cabelo, abraçamos, nos jogamos no infinito. Às vezes, apenas escutávamos pacientemente, ou só olhávamos bem fundo nos olhos de pessoinhas que não queriam nada mais do que afeto. E ponto. Isso basta.





Todas divas olhando para a foto, enquanto Anabela do Jardim prossegue com sua fofoca noturna.







E pros que ficam, beijos no suvaco, até a próxima!