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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Carminha Linguicinha, Atuação no HUT, 28/05/2014.


Diário de Bordo,
A última atuação foi um tanto quanto diferente das outras duas... Eu e Amanda, estávamos cansadas pois tinhamos acabado de sair de uma prova e ainda por cima, tínhamos virado a noite estudando... mas resolvemos que iríamos atuar mesmo assim. E lá estavam Carminha e Valentina Bicudinha, um pouco inseguras mas dispostas a subir o nariz. Subimos! Já no primeiro quarto ficamos na merda... Tinha bastante gente e eles foram bastante receptivos... Até aí tudo bem. Porém, começou a surgir uma pressão por parte de todos ali em cima da gente do tipo: "façam alguma coisa para nos entreter", o que nos travou ao invés de nos ajudar. Então surgiu jogos de dança, cantoria e tentamos enquadrar todos no jogo dizendo que éramos cantoras e dançarinas famosas e só nos apresentávamos se alguém cantasse ao vivo... Mas ninguém se disponibilizou e só queriam colocar música no celular pra gente dançar. Não estava gostando daquele clima porque me sentia meio que um animal em uma jaula.... Um dos pacientes que ali estava se propôs então a dançar conosco e ficamos fazendo duelos, o que amenizou a situação. Ainda tentamos propor jogos que não fossem musicais mas queriam mesmo era que dançassemos... Então, seguimos a música, mas estavamos cansadas, e devo admitir que a minha energia abaixou naquele momento.
Nos outros quartos, o clima estava bem melhor, estávamos mais a vontade e deu pra tirar jogos bons e boas risadas... Conversamos com um cara, que não podia falar porque sentia dor, e Valentina propôs a ele que nos comunicássemos através de gestos. E não é que deu certo? Montamos toda uma história, em que montaríamos um circo e fícaríamos ricos. No final das contas, o homem acusou Valentina de ter roubado seu cinto, embora a mesma negasse... Ele no final, revelou que era um mágico e que na verdade, fez o cinto desaparecer. Tudo esclarecido, seguimos adiante. Em outro quarto, entramos como modelos famosas, aceitando ordens de um Senhor, que era nosso estilista. No final das contas, eu desfilei como um camelo, Valentina como um canguru... e propomos a ele desfilar como um macaco. E ele aceitou... Rimos muito e depois partimos porque Valentina iria se preparar para seu grande desfile nas passarelas da grande Juazeiro. E assim se encerrou mais uma atuação, que começou complicada mas que teve um final feliz.

Carminha Linguicinha, Atuação no HUT, 21/05/2014

Querido diário,
Como começar um diário para relatar uma das melhores atuações da sua vida? Poderia escrever 1 palavra ou até 20 páginas e ainda faltaria algo... Inefável caberia bem aqui. E olha que o dia não era dos melhores... esse período da faculdade tem me tirado do sério, e muito frequentemente, do sono... Eu estava cansada, muito. Mas eu queria estar ali, e que bom que eu eu estava ali.
Eu, Amanda e Epa, ou melhor, Carminha, Valentina e Santiago, estávamos ali, sendo observados por Ray, entramos de cabeça, no vazio... E já de cara, encontramos Degenilson. "Nós estamos perguntando seu nome, não de onde você é, já entendemos que você é de Genilson. Mas a propósito onde fica Genilson?" Deixamos o pobre homem confuso, que gastou um dez minutos tentando nos explicar que Degenilson era seu nome e não no lugar em que ele morava. Mas o lugar que ele morava era um tanto interessante: Tinha cataventos gigantes... Wow, queríamos conhecer. E eis que então, como as belas coincidências da vida de um clonw, Degenilson era guia turístico de sua cidade e estava disposto a fazer um tour conosco... E mais, ele ainda mostraria seus serviços como nosso guia turístico hospitalar. Foi através daquele homem, que conhecemos todos os outros pacientes que ali estavam...
Como toda atuação, sempre há um ponto alto. Não que os outros momentos tenham sido ruins mas sempre há aquele momento em que você pensa: se tivesse acontecido só isso durante toda a atuação, já teria valido a pena. Entramos num quarto com muita gente, umas 7 pessoas aproximadamente e dentre elas um  senhor idoso que nos dizia estar agoniado. Fomos a fundo  e descobrimos que aquela agonia era na verdade solidão. Aquele senhor não tinha ninguém com ele ali, nenhum acompanhante, era sozinho na vida... Nessas horas, o nosso espírito clown quase que se esvai, e aquele sentimento de  incopetência, de fragilidade diante de situações da vida as quais não temos, nem sabemos muito o que fazer, tomou conta de mim. E então, quando aquele senhor nos disse "não tem ninguém aqui comigo", eu disse a única coisa cabível naquele momento "nós estamos aqui com o senhor". E tentamos mergulhar naquele encontro, da melhor forma que poderíamos... Foi um encontro curto, porém proveitoso. Em um certo momento, durante uma pergunta, o senhor virou e disse pra mim "Cuma?" e então, quase que instantaneamente, ainda sem saber ao certo o porquê, eu virei para Valentina Bicudinha e disse "Cuma?"... E como um passe de mágica, estava formado o jogo... Conseguimos que todos os participantes do quarto participassem dele. As regras eram simples. Cada um, em sua vez deveria virar para alguém e dizer "Cuma", então a pessoa que recebeu o "Cuma", deveria virar para outra pessoa e dizer "Cuma", e assim sucessivamente. Mas tem um detalhe: quem dissesse Cuma para a mesma pessoa a qual recebeu o "cuma" perderia... Um dos homens que ali estava ganhou. Dissemos que iriamos procurar um prêmio para ele... Mas antes disso, ainda tivemos competição de dança, a qual Degenilson ganhou e generosamente resolveu ceder a vitória a seu adversário... E esse foi o nosso último quarto, saimos então de jegue para o fim da atuação... Degenilson nos seguia como se não quisesse que aquilo acabasse, ou talvez por curiosidade em descobrir, o que  escondiamos por trás de tudo aquilo. Ah se ele soubesse que Carminha é anos-luz mais interessante que Júlia... Despitamos e seguimos para a salinha, onde abaixamos os narizes... Antes da atuação me sentia cansada, porém, após a atuação, minhas energias estavam revigoradas. A felicidade é, afinal, o tônico da alma.

Carminha Linguicina, Atuação no HUT, 08/05/2014

Querido diário
Sexta feira foi o primeiro dia de atuação no hospital desse ano. Agora, como monitora. Devo dizer que me surpreendi de uma forma muito positiva com meus queridos "monitorados". Não que eu duvidasse da capacidade deles, mas era a primeira vez deles no ambiente hospitalar, e isso costuma trazer um pouco insegurança e medo. Mas eles deram um show. Se jogaram de cabeça, tiveram ótimas sacadas, cativaram a todos ali... O momento mais importante foi o de quando entramos num quarto e um homem comia sua marmita. Em 2 minutos, ali se estabeleceu uma relação de completa sinceridade e entrega ao jogo. Parecia drama de novela mexicana. De um lado: Carmelita das Buchadas, a mulher que negava a seu marido afeto, café da manhã e o corte das unhas do pé, e foi largada pelo mesmo. Porém  ela deu a volta por cima e se envolveu com outro: O príncipe William. Mas por obra do destino, ela não esqueceu o grande amor de sua vida. . Do outro lado, o jovem homem que ali encontramos, o amor de Carmelita. Ainda amargurado com sua ex mulher, apesar de todas as súplicas, este se recusava a dar-lhe o perdão e a voltar pra ela. Ele a todo momento frisava que seu único desejo era ver os cinco filhos os quais tiveram juntos... Eu -Carminha e Santiago, como bons reconciliadores, ainda tentamos unir novamente aquele casal, sem sucesso. E  a história terminou assim, sem um final feliz.
Seguimos então, nós 3, nos aventurando por novos quartos, procurando pessoas dispostas a se entregar ao jogo, como ocorreu como aquele jovem rapaz. Tivemos belos encontros. Carminha até recebeu uma serenata de Michael Jackson.
Encontramos um Senhor chamando "NãoSei" que vivia em ''Oxinam" e nos ensinou o "Ieuseié", que para quem não sabe é um tradicional ritual de Oxinam, uma espécie de meditação. Carmelita mostrou que não é só um rostinho bonito e que se tudo der errado na vida, ela se vira muito bem como moça da previsão do tempo....
E dona GIlmerana? Ela é muito bacana, ela gosta de banana, ela chupa cana, e o melhor, ela é quem fez a comida que Ricardo 2º fase  não quis nos oferecer porque segundo ele tava ruim e a gente não merecia comer aquilo.
Ainda encontramos Justin Bieber, Sansão (não o coelho da mônica, o personagem bíblico) e Cumpade Washington ( E olha que o homem realmente parecia). Claro que fizemos ele repetir para nós seu bordão estourado. "Sabe de nada, inocente". E eu mal sabia, inocentemente, que minhas expectativas para aquela atuação seriam todas ultrapassadas... Saí dali com aquela paz interior, aquele sentimento, que nada na vida além de atuar proporciona...

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Carminha Linguicinha - HDM - 09/09/2013

Não parecia ser um dia tão favorável a atuação. A cara de sono, minha
e de minhas companheiras, comprovava isso. Mas eis que atuar é um
santo remédio. E observar também. Não era meu dia como observadora
porém graças à problemas no figurino, troquei com Amandinha... Tão
compreesiva essa minha companheira! A cada dia que passo vejo que
nosso entrosamento melhora mais... já consigo diferenciar as
peculiaridades de cada clown, cada tipo de jogo. Observar é sempre
desafiador pra mim! Tento me concentrar nas meninas mas é inevitável
viajar um pouco e pensar no que eu faria se estivesse ali. Olha
Carminha enraizada em mim, rs. Era um dia com poucas crianças, muitos
bebês, o que dificultaria um pouco a atuação mas quem disse que isso
chegou a ser um  problema pras minhas companheiras?? Elas jogaram
muito bem com o que tinham, aproveitaram o máximo de cada situação e
até convenceram uma menininha a tomar banho. Não teve muitas
brincadeiras, foi uma atuação mais calma porém cheia de carinho,
verdade e disposição. Rolou mais atenção pros acompanhantes.... Boa,
meninas!! Missão completada com sucesso. Até a próxima, diário! :*

Carminha Linguicinha - HDM - 26/08/2013

Primeira atuação sem nossa monitora. Aquela sensaçãozinha de
insegurança mas também de desafio. É muito complicado não se deixar
guiar, no início por alguém que já tem mais experiência que você...
Rola muita insegurança, medo de se jogar no vazio e de não saber o que
fazer em determinadas situações. Mas acho que precisávamos disso...
Pra nos mostrar o quanto somos capazes. Confesso que nunca tinha me
jogado tanto e mergulhado tanto no desconhecido... E acabei exagerando
muito. Mudei o jogo das minhas companheiras algumas vezes, fui
egoísta, eu reconheço. Estava tão empolgada que nem percebi  que podia
ter aceitado mais o jogo delas. Me desculpem! Fica de lição para a
próxima. Brincamos muito com as crianças... Procuramos um gênio, um
arco-íris e um pote de ouro. Fiz metamorfose. De Carminha para
borboleta e de borboleta pra Carminha de novo...  Tudo lindo mas
opsss... esquecemos de ir na oncologia. E logo no dia que ela estava
cheia, poxa!! L Fiquei triste mas acontece né? No mais, é isso,
diário. Bjs e até a próxima!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Carminha Linguicinha - HDM - 09/09/2013

Não parecia ser um dia tão favorável a atuação. A cara de sono, minha
e de minhas companheiras, comprovava isso. Mas eis que atuar é um
santo remédio. E observar também. Não era meu dia como observadora
porém graças à problemas no figurino, troquei com Amandinha... Tão
compreesiva essa minha companheira! A cada dia que passo vejo que
nosso entrosamento melhora mais... já consigo diferenciar as
peculiaridades de cada clown, cada tipo de jogo. Observar é sempre
desafiador pra mim! Tento me concentrar nas meninas mas é inevitável
viajar um pouco e pensar no que eu faria se estivesse ali. Olha
Carminha enraizada em mim, rs. Era um dia com poucas crianças, muitos
bebês, o que dificultaria um pouco a atuação mas quem disse que isso
chegou a ser um  problema pras minhas companheiras?? Elas jogaram
muito bem com o que tinham, aproveitaram o máximo de cada situação e
até convenceram uma menininha a tomar banho. Não teve muitas
brincadeiras, foi uma atuação mais calma porém cheia de carinho,
verdade e disposição. Rolou mais atenção pros acompanhantes.... Boa,
meninas!! Missão completada com sucesso. Até a próxima, diário! :*

Carminha Linguicinha - HDM - 26/08/2013

Primeira atuação sem nossa monitora. Aquela sensaçãozinha de
insegurança mas também de desafio. É muito complicado não se deixar
guiar, no início por alguém que já tem mais experiência que você...
Rola muita insegurança, medo de se jogar no vazio e de não saber o que
fazer em determinadas situações. Mas acho que precisávamos disso...
Pra nos mostrar o quanto somos capazes. Confesso que nunca tinha me
jogado tanto e mergulhado tanto no desconhecido... E acabei exagerando
muito. Mudei o jogo das minhas companheiras algumas vezes, fui
egoísta, eu reconheço. Estava tão empolgada que nem percebi  que podia
ter aceitado mais o jogo delas. Me desculpem! Fica de lição para a
próxima. Brincamos muito com as crianças... Procuramos um gênio, um
arco-íris e um pote de ouro. Fiz metamorfose. De Carminha para
borboleta e de borboleta pra Carminha de novo...  Tudo lindo mas
opsss... esquecemos de ir na oncologia. E logo no dia que ela estava
cheia, poxa!! :( Fiquei triste mas acontece né? No mais, é isso,
diário. Bjs e até a próxima!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Carminha Linguicinha - HDM - 19/08/2013

Querido diário,
Hoje, tive uma experiência diferente: observar ao invés de atuar. Falando nas meninas, houve mudanças no meu grupo de atuação. Layla precisou mudar o dia de atuar e no lugar dela, entrou Amanda. Pedrita Bombom fez e vai fazer falta mas Valentina Bicudinha chegou, com toda a sua energia, complementando o grupo... Bom, voltando ao foco, observar não é fácil, pelo contrário, é muito mais difícil que atuar. Era difícil me conter diante de tamanha alegria que emanava naquele local. Eu deseja tanto  que Carminha estivesse ali .... Mas quem estava era Júlia, que não deixou, no entanto, de ser útil. Embora atuar me atraia muito mais, é muito válido vivenciar as duas situações. São visões diferentes: uma visão interna, na qual você é de certa forma o foco daquilo tudo e apesar de não ter controle de quase nada, tem a responsabilidade de manter a energia ativa, o alto astral. No outro lado, a de observador, você é um sujeito passivo, que no entanto, se permite viver aquilo ali, como todas as outras pessoas da sala... os acompanhantes, os enfermeiros, as crianças. Por mais que eu tentasse ser invísivel diante de tudo para de alguma forma não atrapalhar minhas companheiras, houve momentos em que não pude conter-me e conter  o riso, diante de tamanha sagacidade e jogadas bem sacadas. Como minhas companheiras são incríveis!!! Como observadora, tive a oportunidade de ter uma visão mais ampla do ambiente, sem excluir ninguém, o que é muito mais difícil quando se está atuando... No  final da atuação, ficamos sabendo que um paciente da oncologia, o qual visitamos na semana anterior, havia falecido. Essas coisas me fazem pensar como a vida é frágil e de como é importante não passar indiferente a diversas situações do nosso cotidiano, até mesmo as mais simples. No mais, é isso diário. Até a próxima

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Carminha Linguicinha - HDM - 12/08/2013

Olá, Diário. A atuação de hoje atrasou. Muito. Chegamos 08:30 no HDM mas devido à alguns problemas com a maquiagem, só conseguimos entrar pra nos arrumar 1 hora depois. Eu já estava desanimada e um pouco cansada mas quando Richelle chegou, de repente, com a maquiagem, minha vontade de atuar, fez que as minhas energias se renovassem... Então vamos!! A observadora da vez foi Loy. Eu, Jú e Layla atuamos. Caju iria conosco porém, no dia, ele não acordou tão bem e não pôde ir. Uma pena pois seria lindo ter a participação especial de “Deca” na nossa atuação antes que o mesmo nos deixe, mas quem sabe teremos outras oportunidades?... O que tenho pra dizer é que a atuação de hoje, pra mim, foi bem melhor do que a última. Carminha estava mais solta, mais presente, mais atenta e eu simplesmente esqueci de Júlia, de todas as provas e problemas durante quase toda a atuação. Aquelas crianças me encantam de tal forma...  o olhar de cada uma, hora de curiosidade, hora de medo, hora brilhante, emanando alegria...  Resgato em mim a criança que já fui, se é que um dia eu deixei de ser. Foram muitos visitantes ilustres: a menininha das três tranças, a menina da cadeira de rodas que queria nos atropelar, a menininha desenhista, tão debilitada fisicamente devido a uma acidente mas que em momento algum deixava transparecer sofrimento, o garotinho da oncologia que não queria que fôssemos embora, e por isso tivemos que inventar uma historinha pra sair. Sim, aquilo me deixou com o coração apertadinho mas tínhamos outras pessoinhas pra visitar e compartilhar nosso melhor olhar e nossa melhor energia. Descobrimos novos lugares no hospital. Nossa querida amiga Lara nos mostrou um jardim dentro do hospital, onde pudemos aproveitar um pouco dos raios de sol típicos da manhã. Conversamos com as gestantes, com os internos e com o tio do trailer de lanches. Então voltamos, para a salinha, depois de 1:40 de atuação... Após sairmos do estado clown, fizemos a avaliação da atuação. Pontuamos as diversas coisas positivas e também as negativas. Loy observou que teve um momento em que ao sairmos de uma sala, com duas crianças, nos despedimos de uma delas, a que nos deu mais atenção, e acabamos esquecendo da outra, que estava ao lado. Falha nossa... fiquei bem chateada mas como os erros da vida também são aprendizados, fiz um promessa a mim mesma: sempre falar com todos em qualquer ambiente que a minha clown entrar mesmo que a pessoa não esteja tão disponível assim pro jogo. Bom, acho que é isso. E o texto, pra variar, ficou grande porque eu simplesmente não domino a arte de resumir ou escrever só o necessário, então acabo falando tudo o que eu quero penso e sinto. 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Carminha Linguicinha, Atuação no Dom Malan - 05/08/2013

Hoje foi a primeira atuação no hospital. Eu e minhas melhores companheiras do mundo, Layla, Loy e Júlia fomos para o Dom Malan ás 8:30 da manhã. Fizemos os crachás, que vão ser a nossa chave de entrada para as próximas atuações e seguimos à uma salinha para se arrumar. Éramos 4 mas apenas 3 iriam atuar, decidimos, então, no “zerinho ou um”, que Layla seria a observadora. Engraçado que saber que eu iria atuar não me deixou nervosa ou ansiosa, eu estava tranquila e segura, coisa geralmente rara na minha vida. Eu, Jú e Loy, já prontas, saímos da salinha, agora como Juju, Olívia e Carminha. Fomos explorar o ambiente e encontrar os olhares. Brincamos com todos: funcionários, crianças e mães das crianças. Uma pessoinha em especial me chamou a atenção. Era uma menina de 6 anos, que logo que no primeiro momento de contato conosco se mostrava meio tímida. Por um momento achei que ela não iria embarcar nos nossos jogos, e que seria só aquilo mesmo, porém, conforme a conversa se estendia, ela foi se mostrando cada vez mais receptiva e depois de algum tempo, a coisa já fluía tão naturalmente que era como se ela já nos conhecesse há tempos. A menininha nos acompanhou por quase toda à atuação. Fã do Luan Santana, ela brincou de roda conosco, nos explicou o que eram bactérias e nos convidou para seu aniversário. Foi ótimo, também, ver que as mães aprovavam nosso trabalho e nos chamavam para brincar com seus filhos. No final, uma enfermeira chegou com uma recém nascida, cuja mãe estava na UTI, e pediu para que eu a segurasse. Vida, carinho, pureza... minha alma fica repleta de coisas boas. Fim da atuação.  Começo então a pensar no significado da palavra cativar para a vida do clown. Trazer felicidade para a vida das pessoas apesar de todas as adversidades ou pelo menos fazer surgir sentimentos bons nelas e em nós mesmos após esse contato tão sincero, faz com que esse trabalho faça sentido e valha a pena. Me sinto, então, feliz e cada vez mais motivada.

Carminha Linguicinha, Abraço grátis - 14/07/2013

Querido diário de bordo, 

Primeira atuação, enfim a primeira atuação. Despertador às 6:00 da manhã: OK, figurino: OK, cartaz: OK. Destino: Feira da Areia Branca, concentração na casa de Karol. Expectativas à mil. É hora de se arrumar, por o figurino, fazer a maquiagem. A espera é grande, quase que eterna na cabeça de alguém que se encontra na escala 10 de ansiedade, contando os segundos para atuar. Tudo pronto. “Pre-para que agora é a hora do show das poderosas...” Então, aos poucos vou saindo de mim, Júlia, cheia de limitações e medos e dando espaço para aquela que é a outra parte de mim, a mais pura e verdadeira: Carminha. Ela e seu mundo, onde quase tudo é possível e quase nada é improvável e desafiador demais. Vamos para feira, encontrar olhares e oferecer nosso produto, de alta qualidade, que cura um mol de problemas, sobretudo, enfermidades da alma. E o melhor de tudo, é de graça e ainda por cima há possibilidade de devolução. O abraço, quanta coisa boa é transmitida nesse contato entre dois seres. Uma troca que acrescenta, sempre. Alguns topam de cara, outros pensam um pouco mas acabam cedendo e ainda tem aqueles que não se sentem a vontade e recusam, tudo  bem. A arte do clown também exige reconhecimento e respeito do momento de cada um. Crianças, jovens, adultos, idosos, não há idade para abraçar e deixar-se abraçar-se. A feira é um lugar  legal e simpático mas por que não explorar novos lugares?? Ir pro Pólo Norte, talvez... no Expresso Polar. Encontrar estímulos, olhares disponíveis e jogar. Jogar e permitir-se perder! O palhaço é um perdedor feliz. A hora passa voando! Um minuto vira um segundo, mas quanta coisa cabe nesse segundo... Bom, é hora de partir. Voltar pra casa de Karol, sem perder a energia, aproveitar cada olhar e ir se despedindo aos poucos de todos os eles. É hora de se despedir de Carminha, não um adeus mas um até breve. Obrigada querida clown, por me proporcionar vivenciar tão intensamente o melhor de mim. Obrigada melhores companheiros do mundo, pela nossa perfeita sintonia, por todos os sentimentos bons que vocês acrescentam na minha vida e pelo laço que nos une e faz de nós um só. Até a próxima!