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terça-feira, 8 de maio de 2012

Loló Bicicletinha 01

Diário de bordo, Primeira atuação no Hospital de Traumas.

Diário de loló bicicletinha.

Querido diário de bordo, nossa!!! Como eu estava nervosa. Muito nervosa.Acho que é assim com todo  mundo, ne? Estava tudo marcado pra 6:20. Eu cheguei no hospital 5 horas pra tomar água de coco e ficar mais tranqüila. Demorou um pouco para começar e então fomos para o quartinho nos arrumar. Estou muito feliz com minha equipe: Camila, Emanuel e Wagner. Emmanuel é super meu amigão e Camila fofíssima e Wagner é simplesmente genial. Sem palavras pra ele, ele saca tudo. Com muito pouco ele faz tanta graça...
Mas apesar do nervosismo e da mudez do meu clown, acho que fui ficando tranqüila e deixando rolar. O que mais me surpreendeu foi como os pacientes se entregam ao jogo. Muito mais do que eu esperava e como surtiu efeito positivo na estada deles no hospital. Confesso que o nervosismo me travou um pouco mas  nem posso dizer o quanto foi maravilhoso vivenciar a palhaço terapia. Meu clown passa por esse processo de sair e mostra-se ao outro e isso tudo é muito novo e me estimula cada vez mais a pesquisar, sentir e me entregar mais. É isso o que tenho a dizer...
...isso tudo é só o começo...

Laysa Manoela Delmondes

Dia do abraço

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Diário de Bordo, dia do abraço.
“Qualquer amor é contribuição para cura dos problemas da cidade...
 Qualquer amor já é
um pouquinho de saúde
um montão de claridade
contribuição
pra cura dos problemas da cidade
Qualquer amor que vem
desse vagabundo e bobo
coração atrapalhado
procurando o endereço
de outro coração fechado
Amor é pra quem ama
Amor matéria-prima
A chama
O sumo
A soma
O tema
Amor é pra quem vive
Amor que não prescreve
Eterno
Terno
Pleno
Insano
Luz do sol da noite escura
"qualquer amor já é
um pouquinho de saúde
um descanso na loucura
"
Querido diário de bordo, como é bom reviver com esses companheiros, esses novos companheiros da minha vida. Fui chegando atrasada nesse dia do abraço. Como sempre atrasada mas com muita boa vontade. Tomei um cafezinho gostoso na casa da querida Ana vitória que nos recebeu tão bem. Estava curiosa sobre o que viria, era tudo tão novo, aquela experiência. Eu queria muito me entregar, me pintar daquilo. E naquele meu jeito comecei. Fui logo errando com excesso de vermelho nas buxexas. Sempre excesso. Mas consegui, me montei e fui me borá. Lám disso gostei de ter parado e lançado meu olhar para os meninos. O olhar “fotográfico”, que é um processo importante para mim. Foi lindo perceber os detalhes, as cores, os gestos e olhares de cada um. Eternizar aqueles instantes.é isso.
Sair nas ruas nem se fale. Foi mágico. Abraçar e sentir a disponibildade das pessoas, apesar do enrijecimento do sistema. Abraçar e sentir cada indivíduo. Eu me surpreendi com a disponibilidade das pessoas e como foi gostoso estar naquele estado de alegria e partilhar com os passantes. Confeço que o solzão e a fome me enfraqueceram um pouco e confeço que nisso, no quesito cansaço ás vezes eu me deixei levar. Mas na balança, tudo, tudo foi imensurável. Repercutiu positivamente e lindamente na minha vida.Pra terminar gostaria de dizer que estou com um pouco de dificuldade de desenvolver a voz do clown. Acho que ele é mudo. Pelo menos por enquanto.
Laysa Manoela Delmondes