sexta-feira, 23 de maio de 2014

Magali Malagueta - Observação no Hospital Dom Malan - 21/05/14

Nessa tarde de atuações o meu papel seria apenas de observar. Observar e admirar! Lembrei logo do meu picadeiro durante a formação, no qual admirar foi a missão a mim delegada, sinto que faço isso muito bem! Foi gostoso acompanhar todo o processo, ver os meus melhores companheiros se maquiando, subindo o nariz e sentir toda aquela energia ao lado deles, energia essa que fez a Magali querer ir junto. 
Que comecem os jogos! Tentei ao máximo me manter neutra pra não interferir no jogo dos meus companheiros, nem invadir seus espaços, mas procurei estar perto o suficiente pra admirar cada detalhe, cada jogo, cada sorriso, e estes foram muitos. É muito interessante estar do outro lado e poder ouvir os comentários felizes como "lá vem o palhaço!" ou "que trabalho lindo que eles fazem voluntariamente", poder ver os olhinhos brilhantes das crianças e de suas mães ao interagirem nas brincadeiras e receber olhares de cumplicidade por estar ali com eles. 
Não faltou vontade de entrar nos jogos, de dançar junto com eles, de desfilar pelos corredores como Magali ao lado da Titchely, da Josefa e do Pedrinho, mas aprender com eles foi uma experiência mais do que rica. Senti a minha jarra enchendo ali mesmo, senti alegria por meus companheiros e por poder admirá-los. O que pude observar foi além do que se passava naqueles corredores e quartos, pude observar a beleza de ser clown e notar como encontrar e permitir ser encontrado é um processo simples e ao mesmo tempo tão complexo. É doce, é leve e muito gratificante! 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Testa das Fritura - Atuação HU, 22/05/2014



Que rufem os tambores... Subi pela segunda vez o meu nariz! Assim estava me sentindo antes de atuar. Tudo pronto, eu (Testa), Bartolomeu Barbudo e Pietra Fofolete entramos no barco da atuação de hoje.
Conhecemos inicialmente a moça que tinha tirado um bicho, “cabeça, ombro, joelho e pé”, da barriga. Juntamente, vimos uma tatuagem na outra moça, é que ela tava de cabeça para baixo (a tatuagem) e não nos deixou ver o que estava escrito, pois tinha um negócio branco em cima também.
 Encontramos também a mulher da aliança digital, ainda não entendi porque ela não parava de rir desde quando a gente entrou (parecia até que tinham palhaços naquele quarto).
Conhecemos a princesa da Inglaterra, que ainda está construindo o seu castelo. Este castelo é feito de saúde e está sendo levantado tijolo a tijolo.
Tivemos nesta noite outros mil e um encontros. Pietra virou diretora do Hospital Universitário e fomos todos convidados para o “rala buxo” de São João lá no Crabobó, Cabobró, Cabrobó, sei lá, rsrsrsrs....

Até a Próxima
Abs
Testa

Jurema das Pamonhas - Atuação no Hospital Materno Infantil - 19/05/2014


   Olá diário, desculpe o atraso. Ah, e não estranhe eu estar me dirigindo diretamente a você hoje, eu sei que normalmente falo para quem te lê, mas quero ter uma conversa mais intima.
   A segunda feira foi bastante corrida para mim, só você vendo. Acorda cedo; vai para a clínica fazer exame - mas pera, não dá tempo fazer o exame, "volto depois, recepcionista. Questão de prioridades"; vai atuar; volta pra clínica; vai para a faculdade, "corre, menina, se não tu se atrasa! Mas e o almoço?, Hoje não."; Aula, aula, aula; noite, hora da reunião, e que re-união! Ufa! Eu não poderia contar a você, diário, sobre a minha atuação, sem antes ter citado a reunião da gente. Ela foi tão boa, cheia de desabafos e esperança, regada com vontade de mudança. Um amor só.


   Bem, mas vamos ao que interessa. Sempre sou muito sucinta escrevendo as atuações e hoje não será diferente.
   A minha segunda atuação foi como estava planejada para ser, com duas melhores companheiras. Elas tem o jogo longo e diferente do da minha melhor companheira, que tive a primeira atuação. Por conta disso, perdemos um pouco a hora, porque se deixassem estávamos lá até agora, hahaha.
   


   Tô começando a me acostumar com a ideia de que toda segunda vou me deparar com muitas crianças pequenas, muito pequenas mesmo. Tanto que elas têm umas caminhas que só cabem elas. Lá vimos ainda, que tem algumas pessoas pequenas que tem dois nomes, enquanto tinha outra sem nenhum. Aquilo não podia ficar assim, tínhamos que fazer algo. Fomos atrás de um nome, conseguimos uns oito. Tinha também tanta mulher com o barrigão, só podiam ter comido demais ou vai ver eram gases, hihihi. A parte onde ficam as crianças maiores estava cheia. Elas estavam sérias, deviam estar com sono. Dissemos a elas que aquilo passava, porque quando os nomes delas eram chamados elas melhoravam.

Dessa vez, atuar com crianças me pareceu um pouco complicado, mas mesmo assim não deixa de ser delicioso. Sempre aparecem aqueles sentimentos bons, que carregam consigo vontade de quero mais e vontade de continuar, de fazer, de estar ali, de voltar...

                                                                                                              Ju.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Observação no HU - 15/05/2014




E chegou o dia da observação! Tão legal quanto atuar, é está ali atrás, observando. Diversão completa! Dos bastidores percebi ainda mais o quanto a nossa presença atua na mudança daquele espaço físico. E como o riso surge naturalmente por meio do “não-natural”.
Estive nesta quinta com Chiquita Pequena Sombra, Pietra Fofolete e ainda tive a tremenda sorte de assistir a primeira atuação de Bartolomeu Barbudo no Hospital.
Foi muito legal reencontrar usuários/funcionários que estavam presentes na última quinta feira. Porém, não sei afirmar o que senti relacionado a ligação com os usuários, pois queria que eles não mais estivessem ali, mas, ao mesmo tempo a alegria de revê-los é indiscutível.
A atuação foi permeada desde pontos de altas gargalhadas até fases de encontros apenas com olhares e gestos. E assim os nossos queridos clowns se perderam no tempo, literalmente, planejaram festas para o ano passado e esqueceram que tinham hora para baixar o nariz. Não vejo a hora de estar atuando novamente. #ansiedade #tôamandoisto =) !!!

 Thiago

Encerramento da Semana do Bebê- 16.05.14

Juazeiro- BA. 16 de maio de 2014. Praça da Misericórdia.

No final da semana do bebê, em Juazeiro, evento realizado pelo poder público do município em parceria com a UNIVASF, com o tema: “Amamentação: alimento, amor e proteção”, estivemos Wagner, Virgínia e eu e eu, em uma saga que iniciou cedo: atuar na praça, em meio a profissionais de saúde, mães, bebês, crianças crescidas, transeuntes, etc.
Ao final do dia anterior, soubemos que não haveria monitores conosco. Tremi nas bases, confesso. Três criaturas recém-formadas, num evento cheio e grande daquele, seguindo tão somente seus próprios narizes, me deixou ansiosa- por três. Mas não havia muito o que fazer e, já que nossos antecessores nos deixaram esta tarefa, fomos.
Me dispus, desde a véspera, a ir buscar a maquiagem no Traumas e, depois de conferida, fui ao encontro da galera na barquinha. Ouvir milhares de vezes a pergunta sobre “se eu tinha ido, mesmo, pegar a maquiagem”, dos meus companheiros, foi um tanto estranho e considerei que eles estavam sinceramente preocupados com o andar das coisas e querendo muito ir pra atuação também, em vez de eu ficar pensando que estava sendo leviana e injustamente chamada de tonta àquela hora da manhã. Não sabíamos, ao certo, o que fazer, qual era a proposta no espaço e mil outras angústias. Mas, após encontrarmos uma das organizadoras do dia, dar um jeito em nosso visual e subir a energia, fomos ao encontro do que nos aguardava.
Os encontros foram singulares e especiais. Os diálogos com os transeuntes, também. Senti que me joguei mais e fui o que queria ser ali. Inês Tamborete virou Inês Pitulito, de tanto doce que comeu durante a caminhada no cenário... e proseou com crianças! Crianças, um receio gigante e a surpresa grata do dia! G. é a criança mais estilosa e doce que já encontrei até hoje. Passamos um tempão com ela e sua mãe, que também era uma pessoa linda e carinhosa (“abraço é tão bom, né, minha filha?”). Por vezes, sentia a energia caindo um pouco, junto aos meus companheiros, mas creio que fiquei junto a eles o máximo que a ocasião permitiu, conciliando os momentos deles com os meus.
A gostosura do dia: C., o bebê mais gordinho e sorridente do mundo, me derretia com seu sorriso frouxo- Pedrinho Palito, babão, parecia um pai com ele no colo! O ponto fraco do dia: uma certa pessoa, que não conseguia compreender que não estávamos ali pra fazer gracinha e “animar” a “plateia”. Era alguém que carecia de trabalhar a sua escuta e o respeito ao próximo, principalmente às crianças. Uma delas foi muito constrangida por ele a se aproximar de nós. Ele não estava nos ofendendo, desconcertando ou algo assim, mas estava coagindo uma criança receosa a se aproximar de nós, com a petulância de querer fazê-la '''perder o medo''' que tinha de palhaços. Após o fim desta cena, senti-me triste e um pouco incapaz, por não ter dado uns gritos feito mais do que pedir para ele parar.
Deste dia tão pacato e leve (a meu ver), tirei duas coisas: precisamos conhecer-nos, a nós mesmos e ao nosso companheiro, saber entendê-lo e buscar a sintonia, colocando o nosso afeto acima de tudo. E outra, mais um questionamento que tenho trazido: como poderemos agir de maneira que as pessoas possam entender que a UPI vai muitíssimo além de palhaços fazendo graça, sendo que, dependendo do clown, nem isso é? Ou o que posemos fazer quanto a deixar clara a nossa proposta, que é a Humanização e o cuidado ao próximo? Conversar mais? Divulgar mais o nosso trabalho? Fico com este pensamento hoje.

Até,
Dan

Atuação HUT- 16/ 05/14

Talvez haja muito o que escrever aqui. Atrasei na escrita do diário; e, ao mesmo tempo em que algumas coisas aconteceram no que diz respeito à UPI e eu, a necessidade de me exprimir tornou-se menor.
Não escrevo nestes relatos apenas o que foi o “dia-da-atuação”. Os excipientes (rs) de sentimento acabam sendo depositados aqui também- entrelinhas e observações me servem muito. Mas chega de considerações. Queria dizer que o meu primeiro dia enquanto observadora foi nada mais do que fazer o que eu considero como meu “ofício” por natureza. Notar, reparar, observar, enxergar, como queiram.Não, não foi angustiante, não quis, de todo jeito, entrar nos jogos- acho, inclusive, que os encontros daquela noite tinham de ser daquele jeitinho, o Pança-fofa e a Nariguda. Não costumamos buscar somente o riso- mas os risos daquela noite, no terceiro andar, me desculpem: pqp, foram o núcleo da semana!
Ter feito a maquiagem de Marieta foi lindo, bem terapêutico. Inês já havia aparecido na manhã daquela sexta-feira, logo, não pôde vir à noite. E eu, para não focar só e somente de observadora, maquiei e botei música, enquanto aquietava minha energia. Apesar das dores de coluna de um dia inteiro praticamente de pé, fui e vi a magia da UPI nos meus companheiros lindos, os melhores que há.
É. Foi a magia da UPI que eu vi neste episódio. Em Juazeiro, pela manhã. Sexta passada. Na formação, em máxima “intensidade”. Esse bem estar, esse sentir-se bem e humano, sentir-se igual ao outro, desejo que nunca acabe. Mal posso esperar para a próxima: atuar com Sancho e Flavoca! Arrepios só de pensar! :))

Até a próxima,
Dan