quarta-feira, 16 de abril de 2014

Rosinha das Alturas - Semana de Humanização 08/04/2014


Enfim, já estou sob advertência por postar meu diário atrasado, mas foram muitos os pensamentos e as reflexões acerca dessa semana, e ainda estou procurando palavras para descrevê-los, vamos lá.

“Cuidar não é apenas Ato, é uma atitude”. 
Leonardo Boff

Essa frase resume bem o sentimento que tentamos transmitir esses dias da Semana de Humanização. Em plenas férias, nós da UPI em conjunto com a Prefeitura de Juazeiro realizamos alguns eventos, como uma Exposição Fotográfica, mostrando a todos na Praça da Misericordia um pouco mais sobre a UPI, que através da palhaçoterapia serve como um dispositivo essencial a humanização, principalmente, nos âmbitos acadêmico e hospitalar; Uma roda de conversa com Doulas, voluntárias do Parto, aprofundando o tema Humanização do Parto e um Jardim do Cuidar no Hospital Materno Infantil.



É engraçado e frustrante quando falamos de humanização, é o ser humano pensando em estratégias para se tornar e tornar o outro mais humano. Todavia, é imprescindível que essa temática se dissemine, que essa atitude se dissemine. Porque humanizar é entender a complexidade do outro, é cuidar. E essa semana permitiu que ampliássemos nosso conceito, enquanto estudantes e sujeitos, acerca desse cuidado, como atitude diária e para todos. Eu experimentei isso em todos os sentidos, enquanto Tathyane, integrante da UPI, explicando sobre o projeto, dando e recebendo atenção às/das pessoas que por ali passavam, e enquanto Rosinha tentando estabelecer encontros, cuidando não só pela graça, pelo abraço, mas pela atenção. Todavia, é importante que tenhamos em mente que nem sempre conseguiremos cuidar como queremos, de fato, do outro, nem sempre conseguiremos entender quão complexo ele é, como aconteceu em um caso no Hospital, em que diante de tentativas sem sucesso com pequenos gestos, o se afastar foi a melhor solução. É preciso deixá-lo aliviar a tensão e respeitar esse momento, é um cuidado diferente.

Quanto às atuações, pela primeira vez atuei como monitora, na verdade apenas uma companheira que dá uns toques e foi um pouco desesperador, mas também tranquilo, porque eu não estava sozinha. Estava no Hospital Materno Infantil com a companhia simples e encantadora de Esperança, mestre em aramaico e em cativar os outros e Mariqueta, especialista em ouvir as bananas de terra, tão carinhosa e tão cheia de vontade. Juntos, viajamos em busca de aventuras, em busca de encontros, de caminhos. Conhecemos a 'rainha', a quem fizemos reverências e fomos privilegiados em sair nas fotos; Fizemos uma denúncia em relação ao moço do alcool em gel, que estava viciado no celular e deixava a santinha tristinha; Como bons executivos, conversamos sobre transferências e depósitos de pacientes; Conquistamos um moço que estava todo cabreiro conosco, e que queria saber quantos 'graus' estávamos no colégio; Conversamos com algumas mães que comeram banana da terra, e entendemos que as bananas são importantes para o mundo crescer; Contamos com uma médica 'dos ouros e joias', para dar as receitas para as mulheres, ensinando como tirar a semente da banana e como se alimentar.

Mariqueta, Esperança e Rosinha
No abraço grátis na Praça da Misericordia, junto com meus melhores, Hércules, Magali, Lupita, Mariqueta, Zefinha, subimos o nariz na policlínica e saímos a procura da Praça da Misera, mas poucos sabiam nos orientar. Quando nos dividimos, tive o prazer de ter a grande companheira Magali ao meu lado. E fomos a busca de novos encontros. Conhecemos um pouco das histórias dos apanhadores de sonhos e dos pega ladrões; Entendemos através de um jovem como amortercer uma queda com a bicicleta; Andamos de 'moto', tentamos, mas Rosinha é um desastre, quase cai ela e Magali da bike; Vimos um moço sequestrar uma pessoa para levá-la para fabrica da felicidade; Conversamos com os 'bananas' e quase mostramos uns golpes de karate, boxe pra eles e com Dona Help tão gentil, a dona dos Psiiiicolé; Conhecemos as primas coloridas, como nós, que cuidavam uma da outra, e dentre elas tinha uma guardiã do arco iris, que também era modelo e fez uma pequena exibição pra todos; Conhecemos o cara da coca cola que, assim como Magali, toma num tapa, num murro, num chute 2litros de refrigerante; Outrora, Rosinha virou tripe, enquanto Magali mostrava seus dotes artisticos, afinal o clown é tudo, ele faz de tudo. A cartunista era tão boa, que o desenho chamou atenção de um cara que passava, que ele também quis levar um desenho pra casa; Parabéns, 'Magali Da Trinta'. E os holofotes eram tantos, que o dublador de Syd da Era do Gelo, logo se encantou e nos permitiu conversar com ele, ele até autografou o desenho de Magali. Finalizamos essa tarde atrás de nossos companheiros para irmos a uma viagem ao rodeio.

Magali e Rosinha verificando os PSIIcolés! :P
Parece bobo e duvidoso quando pensamos que ações como essas e gestos tão simplórios podem mudar alguma coisa. Engano! Podem! Nesse processo esquecemos que são os gestos mais simples ('menos é mais') e as atitudes de atenção com o outro, são o que, de fato, nos humanizam. Obrigada, meus melhores por estarem comigo, por dividirmos esses sentimentos. Temos muito a aprender, começamos a vivenciar um pouco mais do universo do cuidar, espero que nossos sentimentos, nossas atitudes se intensifiquem e cativem outros cada vez mais. Ansiosa para próxima vez! ;DD






sábado, 12 de abril de 2014

Lupita Toin-oin-oin – Semana Nacional de Humanização do SUS – de 7 a 11 de abril de 2014

Que semana incrível, cheia de momentos maravilhosos. Na segunda, logo cedinho, estávamos lá na Praça da Misericórdia, arrumando a nossa linda exposição (com aqueles varais incríveis repletos de imagens marcantes). Ao longo do dia fomos apresentando o nosso trabalho, e era gratificante ver nos olhos do outro o interesse em conhecer aquele pedacinho de nós (a nossa UPI) e sem falar dos elogios que recebemos e incentivos para seguirmos adiante. Nessa manhã linda e nublada também pude ser mais uma espectadora da bela atuação de Mariqueta, Rosinha, Pedrinho, Zefinha e Frufruta. Vi jogos legais, momentos peculiares, cenas de brilharem o olhar. Quando a tarde, era momento de Lupita se fazer presente, e ela não hesitou em estar ali. Junto com Zeca, Zefinha e Miojita, eles saíram distribuindo olhares, encontros e abraços. Nessa tarde, Toin-oin-oin conheceu Onix, um menino lindo e encantador que se deixava seduzir a todo momento por aquela magia proporcionada pelo mundo clownesco. E nós corremos, pulamos, brincamos, muitas diversões. Naquela tarde também conhecemos dois vendedores de picolés hilários, que o seu maior sonho é ganhar no ‘Vale da sorte’ para ter muitas mulheres; inclusive, o apelido de um deles é Barão (pai de jogador, cantor e ator). Conversa vai, conversa vem, Lupita e Zefinha acabaram ganhando dois picolés (que estavam uma delícia...hum!) E muitos outros momentos rolaram: casamentos feitos e desfeitos, muitos outros abraços e etc.
                No outro dia (terça) pela manhã, depois de uma intensa e volumosa chuva, não podemos estar na praça. Mesmo assim eu fui La, e confirmei essa impossibilidade. Pela falta da internet, perdi-me dos meus companheiros, quando depois eu soube que eles estavam na Maternidade atuando. O sol insistia em se fazer presente e então possibilitou o nosso retorno para a praça, onde Lupita se faria mais uma vez presente. E foi uma atuação incrível. Estávamos lá eu (Toin-oin-oin), Hércules, Rosinha, Mariqueta, Zefinha e Magali. Toin-oin-oin e Mariqueta (sua melhor companheira do mundo) embarcaram em um universo rico em magia. Conheceram um simpático senhor que a princípio parecia esconder balas quando na verdade ele dizia ser remédios para a diabetes... “DIA-BETES? Por quê? Ela só se manifesta ao DIA?” – E ele respondia: “Não,é de dia e de noite!” E nós: “Mas o nome está errado, deveria ser DIA-NOITE-BETES!”(kkkk) E ficaram nessa indagação por um bom tempo. Em um outro momento, aproximamos de outro senhor que dizia ser da reciclagem. Logo nos perguntou de onde éramos, e ao retribuir a pergunta, ele nos confessou ser de outro planeta (As Arábias). E então perguntamos se lá tinha tapete voador e se ele nos ensinaria a pilotar um. E eis que nos rendemos à magia, e voamos nos nossos incríveis tapetes (feitos de caixa de papelão desmontada). E nossa tarde teve muitas outras emoções.
Foram duas tardes de atuações encantadoras e apaixonantes! Mesmo que Toin-oin-oin estivesse em um espaço aberto que a intimida um pouco. Mas lá estava ela satisfeita e radiante.
Na quarta aconteceu a construção do Jardim do Cuidado na Maternidade de Juazeiro. E lá estávamos novamente , mas dessa vez com a mão na massa, ops, digo, na terra. Catamos pedras, cavamos buracos, plantamos, separamos pedras (as vermelhas das brancas), arrancamos gramas mortas, podamos. E recebemos uma grande ajuda que veio do Seu José, que fez boa parte desse trabalho. Muito obrigado, Seu José! Aquele jardim hoje é mais lindo graças ao empenho de tantas mãos firmes e cheias de vontades! Agora faltam os bancos para podermos apresentá-lo à comunidade. E se regarmos com muita água, amor e carinho, este se tornará um refúgio encantador, tranquilo e sereno.
Na quinta, não participei, pois era um reencontro de um curso que já havia acontecido em um momento anterior.
Mas, sexta, estávamos todos lá para uma roda de conversa sobre/com as Doulas. Tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais de um belo trabalho voluntário, com direito a fortes emoções que iam de risos a lágrimas. Conhecemos mais o parto humanizado e as lindezas que são as ações da Maternidade (Fabíola encantou a todos *-* ).
E aqui quero deixar o meu agradecimento a todos que se empenharam para fazer dessa semana mais humana, deixando um pouquinho do seu suor, abdicando de horas a menos de sono, contribuindo com o seu sorriso, dando a oportunidade de se encontrar e ser encontrado, ratificando o que há de família na nossa UPI. E agradeço a todos aqueles que nos permitiram mostrar um pouquinho de nós. Que essa árvore dê muitos galhos e sementes!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Magali Malagueta. Terça-feira, 8 de abril de 2014. Semana de Humanização do SUS

HumanizaSus. Humanizar a saúde.
A semana de humanização do SUS estava no seu segundo dia e para lá íamos eu e Magali para a nossa segunda atuação. Aquele estava sendo um dia corrido, a tarde, quente e cansativa. Mas ganhou ares e cores diferentes ao chegar à praça onde estava sendo realizada a exposição de fotos, pois pude me deparar com sorrisos cativantes e olhares sinceros, tanto os dos melhores companheiros do mundo que nos esperavam, quanto daqueles eternizados e pendurados nas mais doces fotografias, que embelezavam e coloriam a praça com abraços e narizes vermelhos. Ótimo estímulo! Coloquei meu cansaço numa sacola e a deixei no canto. Ali me interessava estar cheia de energia, energia essa que foi se achegando ao me deparar de novo com a Magali no espelho, aqueles traços e detalhes tão seus, e ao subir o nariz (essa máscara que toda vez que é colocada traz consigo sensações diversas).
Sinceramente, acho que a praça ficou pequena pra tanta empolgação por parte da Magali e de seus companheiros da tarde: Mariqueta Boabunda, Zefinha Laranjeira, Lupita Toin-oin-oin, Hércules do Encanto e Rosinha das Alturas. Tive o prazer de ter a Rosinha como melhor companheira do mundo, formamos uma duplinha dinâmica e juntas tivemos encontros fascinantes. Papeamos e desfilamos com as estilosas “primas arco-íris”, duas adoráveis e sorridentes senhoras; interrogamos um sujeito que carregava uma grande caixa até ele nos confessar que lá dentro tinha uma pessoa que ele havia sequestrado pra levar para a máquina da felicidade... bom, como a causa era nobre, nós deixamos ele seguir seu caminho. Descobri mais uma vez que o clown é especialista em tudo: lá estava Magali mostrando todo seu talento artístico fazendo caricaturas dos visitantes da praça por um preço baratinho (apenas dois abraços), contando com o apoio do melhor tripé que qualquer desenhista já teve: minha cara companheira Rosinha das Alturas. Fui (auto) batizada como Magali DaTrinta, porque DaVinci é pros fracos. Peguei carona com Rosinha numa bike que tinha um motor estranho atrás, que segundo o dono fazia dela uma moto, mas tenho a leve impressão de que ele estava tentando nos enganar. Caí fora depois de andarmos cerca de dois metros, muita aventura pra o coraçãozinho de Magali.

Corre pra lá, corre pra cá. Os jogos foram fluindo, sorrisos foram sendo abertos, alguns abraços dados e outros recebidos. Em meio ao corre-corre da vida cotidiana, pessoas apressadas passavam. Algumas delas se permitiram uns instantes para brincar, sorrir e olhar, nem que fosse de relance, para as fotografias expostas. Recadinhos sobre o que é a Humanização também foram entregues. É gratificante imaginar que pudemos proporcionar algo diferente em pelo menos uma pequena parcela do dia de cada uma das pessoas com quem encontramos, e é evidente que cada um desses encontros foi marcante para nós, pois somos os primeiros a serem afetados. Um convite à brincadeira que se mostra séria ao nos fazer refletir sobre a simplicidade das coisas e sobre a necessidade que o humano tem de acessá-la para se sentir bem. Um momento de cuidado, de acolhimento e promoção de bem estar que tem tudo a ver com saúde.

A Magali estava radiante e enchendo ainda mais sua jarra, a Dalila estava grata e com a sensação de que vale a pena doar um pouco de si pro outro. Fica a lição de que é preciso estar sempre pronto a ouvir e ser tardio e cuidadoso no falar, e “nunca deixar de ouvir com outros olhos.”  

Paputcho – AbraSUS do Reencontro – 10/04/2014

Depois de longos meses sem aquele espaço de cuidado, eis que chegou o dia do reencontro com aquele grupo de cuidado. Encontro esse proporcionado pela Semana do HumanizaSUS de Juazeiro-BA. E quando o convite, proposto pela querida colega Loya, foi feito para realizar a recepção do reencontro, ai num deu outra coisa, foi juntar alegria com alegria e formar um punhado de alegrias.
Mas foi assim, abraços aqui, abraços acolá, todos chegando e se deparando com a alegria que estava e que chegava, mas aos poucos a alegria encheu o espaço e precisou, mesmo que inconscientemente, se espalhar e com isso encheu as salas e corredores do Centro de Saúde III, até não tava mais lembrando que Paputcho tinha que dá espaço para o Louri, já que esse estava sendo esperado pelos companheiros de cuidado e com isso continuar o dia de alegria.
Mas isso só aconteceu depois que foram distribuídas muitas flores que precisavam de tereno fértil para vingar e crescer, se bem que foi detectado que em outros terrenos as flores não foram plantadas, visto que foi percebido muitos frutos no lugar das flores.
Sei que muitos não vão entender, mas isso é real, só que mais entendível quando dito com outras palavras, tais como menino, menina e o resto é imaginação e pura especulação.

Homi, vamos simbora que a aurora não foi boreal. 

Zefinha Laranjeira - HumanizaSUS - 07 e 08 de Abril


“Sem horas e sem dores,
Que nesse momento que cada um se encontra aqui e agora,
Um possa se encontrar no outro,
E o outro no um...”
(O Teatro Mágico)


               Olá diário,

Estou muito feliz de poder escrever-te para contar o quão lindos foram os meus últimos dias.  Arrisco-me a dizer que tenho dúvidas se Zefinha irá ter (em breve) o privilégio de tantos encontros como pôde ter em tão pouco tempo... Em meio a uma exposição carregada de sorrisos, uma imensidão de pontinhos vermelhos armazenados em lindas fotos (representando os nossos companheiros que não puderam estar lá) e “um tantão” de energia transbordando delas, tivemos a honra de encontrar tantas pessoas na Praça da Misericórdia, em Juazeiro-BA.


Encontrei a oportunidade de atuar três vezes durante esses dois dias. A primeira delas aconteceu pela manhã do dia 07, na companhia de Mariqueta, Pedrinho, Frufruta e Rosinha dos Retalhos. Pude encontrar com a D. Maria que falava das dores causadas pelas veias estouradas, mas que não comprometiam o sorriso no rosto e a disponibilidade e abertura que ela tinha no olhar; a D. Sandra que era modelo, mas se disfarçava de vendedora de bombons na praça (até a filha dela entendia de moda, deu até um curso de como desfilar na praça); o Denilson, jogador da seleção, que nos deu a honra de ver um gol ao vivo (Mariqueta era a bola, enquanto Zefinha e Frufruta eram a trave); o Sr. João dos olhos azuis, que no início não quis muito papo e depois acabou dando aulas de como pilotar uma carroça (nessa hora Zefinha e Frufruta se transformaram em belos jumentos); a Regina, que era mulher de um jogador do Vasco, tão descuidado que deixou ela comer uma melancia INTEIRA.. coitada, mal conseguia andar com todo aquele peso (tivemos que explicar a ele como ser mais cuidadoso e atencioso com ela); o moço que era piloto de avião, mas tava vendendo água de côco por uns dias... e com um abraço deu pra comprar um copo dos grandes; a moça super heróia, que tinha quatro pernas e um sorriso que hipnotizou todas nós; o seu Francisco, que pra ele tava tudo muito bom... até nos ensinou a nadar, quando descobriu que Frufruta só podia ser um peixe porque tinha nascido entre Juazeiro e Petrolina (em plena barquinha); Enfim... foram tantos encontros que não conseguiria colocar todos aqui.



                Na tarde do dia 07, pude atuar com Zeca, Miojita e Lupita (que coisa mais linda esses clowns!).  Passei grande parte da atuação com Lupita e após ganhar uns bons abraços, percebemos que algumas pessoas não estavam entendendo muito bem a mensagem no nosso cartaz... liam e passavam direto. Até que uma moça que já tínhamos encontrado nos chamou e disse: “vieram me perguntar se vocês eram surdos, mudos, forasteiros.. se tavam pedindo ajuda. Falaram que leram e não entenderam o que vocês queriam.” Olha que povo doido, só tinha escrito ABRAÇOS GRÁTIS e não conseguiam entender... Quando a moça explicou, eles correram pra nos dar um abração e pedir desculpas por ter passado direto.
                Nessa parte do dia, nós encontramos o Sr. Galego vendendo picolés. Ele nos explicou o que era mixaria, queria nos dizer que não era rico, não tinha dinheiro (mas depois descobrimos que ele era mais rico do que pensava, pois nos deu picolés para agradecer a conversa... ele deve ter pensado que riqueza  tinha a ver com dinheiro... se confundiu todo); quase morremos de medo de um cachorro super bravo que instalava o terror na praça; fomos ao casamento de Miojita; casamos com Zeca (é, um casório triplo); encontramos uma vovó linda que ia nos dar uma palmadinha pra não bagunçarmos, mas acabou dando um abraço daqueles quentinhos de vó! Aaahh, que delícia!



Já no dia 08, a atuação foi a tarde junto aos companheiros Magali, Mariqueta, Hércules, Rosinha das Alturas e Lupita. Logo de início encontramos um grupo de “Homens  bananas", ou era alguma coisa dos bananas de pijamas.. não sei. Eles nos informaram que aquela era a praça da Miséria com corda que tanto procurávamos. Ao chegar ao centro dela, nos deparamos com um Castelo e dentro dele um lindo príncipe chamado Luís (que estava fingindo brincar, pra que ninguém invadisse sua casa).
Nos dividimos em duplas e passei a atuação na companhia de Hércules. Logo encontramos uns rapazes sentados no banco que estavam vendo o tempo passar e, pelo que disseram, passavam o tempo todo vendo o tempo passar; após algum tempinho percebemos um grupo recolhendo algumas coisas e ao perguntá-los o que seria, nos disseram que era papelão para fazer sopa (isso mesmo, sopa... falaram até os ingredientes, que era uma delícia). Só depois de algum tempo eles nos disseram a verdade: eram salvadores do planeta, estavam ali todos os dias a tarde e recolhiam cerca de 7 mil toneladas de papelão pra reciclar e proteger o planeta... eu e Hércules ficamos impressionados em conhecer esses heróis. Saímos contando a quem encontrávamos pela frente!
Depois disso, nós encontramos uma senhora bem simpática que nos falou um pouco sobre Petrolina e Juazeiro, como eram cidades tão próximas e tão diferentes; tivemos a honra de conhecer o Davi, um bebê lindo que sorria por qualquer coisa e só bastou estender os braços pra que ele viesse pro colo e “voasse” direto no nariz de Zefinha (foi por pouco..kkkk); não posso esquecer da moça do guarda chuva fashion, que mora em Salgueiro (uma cidade onde parece que tudo é de sal, mas que ela disse que é bonita e tem muita vaquejada) e da outra que nos contou que há uma parte mais divertida de Juazeiro que fica do outro lado da banca (pense numa banca grande.. nunca nem tinha visto).
Enfim, partimos para o rodeio que nos esperava e pudemos concluir essa atuação tão linda e ao mesmo tempo leve! 



E posso definir "leveza" como núcleo desses dias... pois foi exatamente assim que pude me sentir ao ver cada um daqueles olhares, sorrisos e abraços. Ao ver que me sentia mais segura nesses dias, ao poder sentir o quão lindos são nossos monitores ao nos passar tanta confiança e força num único olhar, e principalmente... ao ouvir tantos "obrigado(a), vocês não sabem como isso faz bem!" após um abraço apertado.




Frufruta Doce - Humaniza SUS - 07/04/2014




Outra vez atravesso o São Francisco para me encontrar comigo. Frufruta Doce já tomava conta de mim ao ouvir uma música loucamente feliz! Aquela segunda-feira prometia um Abraço Grátis mais que especial; abraçamos a causa de promover um sistema de saúde mais humanizado e fomos para a Praça da Misericórdia, em Juazeiro, distribuir alegria e amor. Pra quem não sabe esse cuidado é o mais importante de todos, pois melhora a vida, a saúde, a alma... ou seja, melhora tudo, prevenindo e ajudando a sarar qualquer problema de qualquer âmbito (vixe, essa palavra existe mesmo ou eu inventei? O.O) !
Pois bem! Como ia falando, minha querida Frufruta é metade petrolinense, pela sua formação, e metade juazeirense, por seu desabrochamento em flor-fruta. E não é que nasci numa barquinha no meio do meu amigo Velho Chico!! Daí, fui contar minha história pra uns senhorzinhos simpáticos e galantes que estavam sentados, comemorando a amizade de longa data deles e o tempo fresquinho que ainda fazia, pois havia chovido na noite anterior: imagine-se na cena comigo, pois a prosa foi deliciosa! A pracinha estava úmida, cheia de poças rasinhas, as árvores ainda tinham seu tronco escurecido pela chuva que molhou também suas folhas, e estas deixavam escapar uma ou outra gota, nos preocupando muito, porque poderiam molhar nossas fotografias expostas. Esses retratos-batidos-por-gente-que-entende-do-assunto tinham o fantástico propósito de mostrar pros passantes que passavam na praça (e também pra todos que não passaram na praça) que saúde não se melhora só com pírulas que entalam a gente e tem hora marcada pra ter que se entalar! Cuidado, carinho e atenção fazem um bem danado pra nossa saúde e, assim, um bem danado pra gente! E tudo isso é o que a gente quer passar dando abraços apertados e aconchegantes..!

Falando em abraço tem uma lembrança coçando dentro da minha cabeça, tentando me lembrar de algo que esqueci... Pera... uhm, pracinha molhada + fotografias + abraços aconchegantes... Aaah! Eu tava falando do meu nascimento pros senhorzinhos charmosos, um era bombeiro e me ensinou a nadar (poizé, eu que não sabia por peças do destino), outro senhorzinho trabalhava como engenheiro mecânico industrial de uma mineradora (uia! lembrei a profissão toda!) e ele num me ensinou nada porque eu nunca que ia querer entrar num buraco fundíssimo sem ver a luz do sol pra procurar pedra. Lugar de fruta é acima do chão e de preferência sã e salva! Um outro ensinou a Mariqueta Outro-nome-que-não-posso-falar hihihi! a andar de carroça, e por um segundo virei uma jumentinha pra carregar minha companheira. Ganhei muitos abraços deliciosos dos galãs da pracinha! Tão aconchegantes que até repeti! Pronto, acho que agora não me perco mais, porque tinha começado a falar, me empolguei, me perdi, voltei e agora tá tudo certo! Não sei se tá entendível, mas falei tudo...
Pera de novo! Ainda num falei tudo :D
Me agarrei a Zefinha Laranjeira para conquistar sorrisos desconfiados de crianças que que nos buscavam ansiosamente com olhares travessos e meigos. Encontramos supermodelos disfarçadas de gente comum e uma moça que usava um anel no lenço ao invés de usar no dedo, a pobre vinha sendo enganada pelo namorado que ainda tinha derrubado ela de moto... Ah, e não posso me esquecer da melhor água de coco de Juazeiro, do quiosque móvel do piloto de avião com óculos maneiro que só pilotava fogão!
Saí de lá caminhando em nuvens, com a alma leve e minha jarra transbordando porque pude aproveitar meus encontros. Não estive num palco e nem queria estar, me joguei na plateia, pois lá é meu lugar; encontrando e me deixando encontrar. AVISO IMPORTANTÍSSIMO: A rima não foi intencional, mas até que ficou legal! Não....não ficou nada bom....
Pronto, agora terminei.
Eu, Frufruta Doce, me despeço - mas só por enquanto – agradecendo aos melhores companheiros do mundo!


Fico aqui com gosto de quero mais!