segunda-feira, 17 de março de 2014

Hércules do Encanto - Abraço Grátis - 15/03/2014

Diário de Bordo 15/03/2014 - Hércules do Encanto

Pra variar eu acordo atrasado pra o abraço grátis, e se eu não tivesse ajuda creio que não iria conseguir chegar lá. Barriga gelada de culpa, única coisa que eu pensava era em me teletransportar pra juazeiro porque eu já havia acordado pronto, 100% pronto! Empurrão de Leela, Vitinho perdido me acha e Layla aprece do nada pra poder me mostrar a casa de Paputho, não sabia como agradecer a essa sorte que eu tive pela ajuda deles...
Então, recebo sorrisos, bom dia, e ninguém briga porque eu estava atrasado... Eu já estava esperando um bronca pesada...
Bateu a lembrança da minha primeira atuação, saudade de amigos que não estavam ali, alegria por ter tantos novos companheiros repletos de energia e vontade, acessar minha energia fica cada vez mais fácil... Pronto agora é hora de conquistar e encantar...
Descemos as escadas parecendo uma manada, uma renca, muitos narizes, muitos olhos, muitos sorrisos, tinha muito muito muito... Quando tento lembrar do que aconteceu detalhe por detalhe daquele desse dia eu só vejo flashs e momentos felizes... Uma senhora que se tornou minha madrinha, uma outra que me ensinou a aumentar meu coração, um senhor que me ensinou que minhas meias poderiam crescer até ficar no joelho (era só questão de tempo), eram tantas histórias e todas elas estavam ali, prontas para serem contadas, prontas para serem ouvidas, e a única coisa que fiz foi olhar um pouquinho pra cada um deles e às vezes era contemplado com um abraço... muito bom...
É tanta coisa que aconteceu que quando chegou a hora de ir embora eu não queria... Não tinha fome, não tinha sede no momento, queria estar e ficar lá.
Me despeço com meu abraço pra você caro diário, e com a imagem de cada um dos meus amigos e amigas, melhores companheiros e melhores companheiras, minha família (painho, mainha, brodim e brodinha), pois ao lembrar deles ao ganhar um abraço deles, ao vê-los abraçando alguém isso me faz feliz sendo capaz de acreditar "que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes"...

Carmelita das Buchada- Dia do Abraço Grátis- 15/03/201

     "Acoooooorda menina, hoje é dia de abraçar!"- isso foi o que o meu despertador interno gritou às 07:00 da matina, CLARO, como sempre atrasado. Levantei loucamente, repetindo de forma séria como seria possível eu me atrasar em um dos dias mais interessantes que eu já havia me proposto a participar.
Me arrumei rapidinho e corri, corri como quem corre pra matar a fome, pra matar a sede. E foi emocionante chegar na casa de Paputcho e encontrar um monte de gente linda, de rostos pintados, prontos para me alimentarem daquilo que há de melhor no mundo- amor. Vesti-me, pintei-me. ENERGIA ENERGIA...1,2,3...10. Nariz vermelho de alegria, caixinha a quatro dedos do umbigo vazia, a energia se espalhou. Mãos, dedos, SORRISO!
   Agora sim! Descer as escadas, ir pra rua, aparecer, encontrar o outro. Encontrei minha primeira proposta pro abraço...olhei, sorri e ela me respondeu, meio acanhada, mas respondeu. Abraço forte, cheiroso, mas o mais importante foi encontrá-la, desarmada, pronta pra se entregar ao meu jogo. Depois disso, me senti verdadeiramente Carmelita! Chutei o balde e percebi que isso me fazia mais feliz de verdade.
   Queria mais, muito mais! " Meninas, meninos, senhores e senhoras, novinhos e novinhas, Abraços Grátis e quentinhos, aqui e agora! Simbora, não perde que é 0800"
  Aos poucos fui descobrindo que Buchada não é a única especialidade da Carmelita, ela também era especialista em buscar olhares pidões, que nem sequer sabiam que eram, mas que clamavam por um abraço como ninguém. Descobri que Carmelita queria ser atriz de novela e aparecer na mídia, que sabia dançar até o chão com duas pequenas, que tinha um irmão Joaquim que ficava implicando por ela não saber falar o "r" normalmente e que ela tava desempregada, se alimentava de 30 abraços por dia e que mesmo assim não engordava!
   O tempo passou que eu nem vi. Quando percebi já estava dentro do trem partindo. Sinceramente, não queria ir, mas fui obrigada ... Era o último trem do dia.
 

domingo, 16 de março de 2014

Magali Malagueta - Abraço Grátis - 15 de março de 2014

   A lindeza do dia começou no seu raiar: levantar junto com o sol e se espreguiçar com os braços abertos prontos e ansiosos pra abraçar. Por incrível que pareça, não tive maiores dificuldades em acordar cedo, tamanha era a minha expectativa em relação ao nosso primeiro dia de atuação depois de devidamente paridos e batizados como clowns, pois enfim daríamos nossos primeiros passos. E lá vamos nós! Foi lindo chegar em Juazeiro, na casa de Paputcho e me deparar com todos aqueles recadinhos fofos, encontrar meus melhores companheiros do mundo então, mais lindo ainda. Vesti-me e me senti subindo, em cada peça colocada, um degrau a mais de energia. Maquiei-me, e pude encontrar a Magali sorrindo no espelho. Modéstia a parte, o sorriso mais lindo. 
   Recebidas as devidas instruções, hora de concentrar a energia e subir a máscara para sair ao encontro do outro. Ah, essa máscara que mais revela do que esconde, esse nariz que parece trazer consigo um mistura de sensações. Hora de ir! So... Let's go! E lá estávamos nós no meio da rua, colorindo o cinza do asfalto, atraindo diversos olhares que passavam, uns surpresos, uns alegres, outros até duvidosos. E dentro de mim o frio na barriga e a incerteza do que estaria por vir, o que deveria fazer e como começar. Foi então que percebi que o jogo já havia começado muito antes de descermos as escadas. O trajeto até o nosso destino Camelódromo foi divertido, parando o trânsito (porque clown também é especialista em agente de trânsito) e prosseguindo com os encontros e sorrisos. 
   Chegamos ao Camelódromo. No começo fiquei meio perdida, sem saber como agir, pra onde ou quem me dirigir e o que dizer. Mas quando me dei conta já estava jogando, já estava encontrando, já estava dizendo sim, já estava abraçando. Junto com os melhores companheiros do mundo, vi que não estava só e foi uma lindeza jogar com eles e poder arrancar sorrisos, abraços e olhares sinceros. Casei, virei encomenda e fui carregada num carrinho, dancei Galinha Pintadinha, ouvi histórias e desabafos, encontrei olhares fáceis e braços abertos, outros fugidios e apressados, fechados em si, sem se permitir o encontro. Me deparei com algumas situações desconcertantes nas quais foi difícil não deixar a bola do jogo cair, mas com a ajuda dos melhores companheiros foi mais fácil fazer da queda um passo de dança. 
   Eu, Magali, busquei dar meus melhores sorrisos e olhares, mesmo sabendo que nem sempre receberia o mesmo em troca. Continuei ofertando a promoção do dia estampada na plaquinha "ABRAÇO GRÁTIS", mesmo sabendo que poderia não chegar a dá-lo ou recebê-lo e posso dizer, com certeza, que foi uma manhã mais do que lucrativa, pois recebi abraços tão sinceros capazes de tirar meus pés do chão e estralar todas as minhas costelas.  Mas sei que o mais importante é o caminho, é o encontro, é estar ali, é criar laços, é despertar sorrisos, é se divertir. Aconteceu!
  Foi tudo muito lindo! Magali Malagueta agradece com seu melhor olhar e sorriso estampados na cara!


Feliponga Queixo-Fino - Abraço Grátis - 15/03/2014


Abraços grátis! Abraços aqui! Abraça eu! Meu abraço é toodo seu! Como assim?!?  Seria o fato de sair abraçando todos por aí? SIM! Mas vai mais além do ato de abraçar, o abraço é o último passo. Tem que haver o encontro! Issoooo! Encontro de olhares, perfeita sintonia, interação. E esse encontro existiu. A menina tímida que sabia sorrir de repente tornou-se a princesa do castelo rosa, com árvores de pirulito e paredes de chocolate. Feliponga soube absorver cada abraço sincero e desde o momento da subida do nariz, até o último minuto acordada do dia, a energia rodava, pulava, explodia dentro da caixinha. Que coisa mais linda se ver! Pessoas curiosas que entram na brincadeira, passam em carros e buzinam com animação. Senhoras idosas que agradecem por terem recebido um abraço, crianças que nos seguem eufóricas, adultos que sorriem e despejam generosidade em forma de presentes, mimos que nem imaginávamos receber. E de repente aquela criança guardadinha dentro de nós, surge! Pula, corre, salta, dança e quase cai! E tenta fazer dessa quase queda, um passo de outra dança qualquer. Isso aconteceu quando certo rapaz aproximou-se e mostrou que não havia entendido corretamente o verdadeiro sentido do jogo. Ainda bem que eu tenho os melhores companheiros do mundo para me salvarem em momentos como este. Para que eu não tomasse uma queda bem feia, eu e Mariqueta fomos correndo procurar camelos no camelódromo. Afinal devem haver camelos por lá, porque se no Bodódramo existem bodes, por qual motivo não haveriam camelos no camelódramo? Enfim, resumindo tudinho e apesar dos pesares... foi um dia maravilhoso que vai ficar marcado pra sempre.



Marieta Nariguda - Dia do Abraço Grátis - 15/03/2014

             Oláááá Diário de Bordo !!! Hoje sem dúvidas foi um dia muito esperado por todos, principalmente pros novos integrantes da UPI,  pois finalmente a nossa tão esperada primeira atuação aconteceu, e não poderia ter acontecido de forma melhor, com tantas emoções e tantas lições que com certeza ficaram eternizadas na memória de cada um.
            Acordar cedinho foi um dos primeiros desafios a ser vencido, confesso que não foi fácil, mas a vontade de atuar conseguiu vencer o cansaço e o sono ocasionado pelas poucas horas dormidas. Ao sair de casa um turbilhão de expectativas tomava conta de mim, e ao encontrar meus novos
companheiros pude perceber que era uma sensação compartilhada por todos.
            Então fomos até a casa de Paputcho, que foi o nosso ponto de apoio para nos caracterizarmos como Clowns, fomos recebidos da melhor forma possível, com muito carinho, e cartazes divertidos que ajudavam a aumentar cada vez mais a animação de todos. Em seguida mais uma tarefa a ser vencida pelos novinhos da UPI, a maquiagem dos nossos Clowns, foi a primeira vez que nos maquiamos sozinhos, algumas dificuldades foram encontradas mas sempre encontramos o apoio necessário nos monitores, o que tornava tudo mais fácil e empolgante.
           Depois de estarmos devidamente prontos, chegou um dos melhores momentos hora de juntarmos toda a nossa energia, a melhor, mais forte e mais pura, para subirmos nossos narizes e irmos para o Abraço Grátis, e assim pude encontrar o brilho mais lindo no olhar dos meus melhores companheiros, o que me fez perder a insegurança e poder enfim entrar no jogo, porque sabia que em nenhum momento estaria sozinha.
             E enfim saímos pelas ruas de Juazeiro até nosso destino o Camelódromo, até a trajetória foi um momento incrível fizemos diversas brincadeiras com as pessoas que encontrávamos e literalmente paramos o trânsito, recebemos diversos olhares confusos e espantados, mas era muito bom perceber o quanto as pessoas estavam surpresas com as nossas atitudes.
            Ao chegar no Camelódromo já pude ter noção do que Marieta Nariguda iria encontrar por ali, pessoas de diversos comportamentos, umas nos receberiam com todo carinho e acolhimento, outras não estariam dispostas a permitirem o encontro, e muitas vezes o tão esperado abraço não aconteceria. Aí logo me veio uma das lições que mais me marcou durante a formação de Clown durantes as leituras do livro O Pequeno Príncipe, só podemos cativar quem permite ser cativado, não poderíamos em nenhum momento forçar um encontro, tinha que acontecer de forma espontânea, só assim nos faria bem e valeria a pena.
          Mas posso afirmar que sou muito grata a Marieta Nariguda pois ela me devolve o que a de melhor em mim, a quanto tempo não tinha tanto brilho no olhar, tanta leveza no coração, tantos sonhos, e com o coração cheio de amor, e um friozinho na barriga, pude me entregar, e a cada encontro, cada abraço recebido, aumentava a certeza de que eu realmente amo a UPI. Pude jogar com vários companheiros, encontrei príncipes e princesas, gente famosa, máquina do tempo, bailarinas, maridos pras minhas companheiras encalhadas, dancei, pulei, brinquei, mas acima de tudo encontrei amor, carinho, alegria, pureza, gente de verdade que gosta e se permite encontrar o outro, o que compensava cada não recebido. 
          É cheia de gratidão, amor, carinho, expectativas, gostinho de quero mais, que encerro esse diário, ficarei aguardando ansiosamente o nosso próximo encontro !!!!!
 
          
 

Papucho Bico Fino - Abraço grátis no Camelódromo de Juazeiro-BA - 15-03-2014

Nossa! É a primeira atuação dos novos integrantes da UPI, é a minha primeira, aqui em Juazeiro, também, sem contar que a honra de receber todos os melhores companheiros do mundo foi do Paputcho, a melhor coisa que poderia ter acontecido, é pena que não vieram todos, até acho que eles sabiam que não iriam caber todos no “apertinho” do Paputcho (risos), mas tem um “caba” que tá lascado comigo, o safadão do “Pancho Pança-fofa”.
Tem uma passagem do “galeguinho” do livro de referências bibliográficas da UPI que diz que “se tu vem, por exemplo, às 4 da tarde, desde as 3 que já começarei a ser feliz”, então, foi mais ou menos assim, só que vocês vinham às 6 da manhã e desde as 3 da madruga já estava acordado, aliás desde as 2h58min, aproveitei e assisti o primeiro treino da temporada de Formula 1, de 2014 (risos).
Foi cansativo, pode ter certeza, mas foi fazer algo que era de uma alegria intensa, afinal eu iria receber os coleguinhas mais legais e amigáveis da Univasf, têm outros que não fazem parte da nossa família, eu sei, mas a UPI é a relação das possibilidades alegres.
Como a gente lembra mais quem é o vencedor e nunca o perdedor, comigo num foi parecido com o contrário disso, pois lembro muito bem os gritos de “Carlinha” pensando que já tinha chegado muita gente, mas que na verdade ela era primeira (risos) e para não dizer que não lembrei das flores, aliás do último colocado na corrida da alegria, no caso a “Moreninha”, se bem que é uma flor mesmo (meus colegas, eles sabem quem são, que os digam (risos)).
O sol foi surgindo escondidinho nesse dia de sábado, mas num deixou de mandar seu calorzinho não, pois esquentou que foi uma beleza quando o povo chegou, também um local com apenas 3 metros quadrados e um corredor que só dava para passar um pessoa por vez e de ladinho (risos), por sorte que tinha um ar “condicionado”, mesmo que fosse somente para passar por um buraquinho na parede, por isso que tinha pouco vento (risos).
Bom, vamos ao indo abraçar, apesar de ter reservado um taxi especial, pois num tinha pneus, ninguém quis ir nele, todo mundo preferiu ir a pé, menos a Jamaisvista de Listras, que pegou uma carona com um foguete de duas rodas e quase se esbagaça no chão e me matava de susto, eita “bixa” atordoada da “bixiga taboca”.
Então, chegando ao local de chegada, que depois foi de partida, os abraços foram acontecendo. Tudo muito bem, tudo muito bom, até fui encontrando uns velhos conhecidos do outro eu, o que vive disfarçado, sem a bolotinha vermelha que fica entre os zóios e os beiços, mas tinha um povo que tava era arredio, em Juazeiro, nunca tinha visto isso, na Bahia, onde o povo gosta é da alegria, mesmo. Até acho que o negócio era as nossas belezuras muito de pertinho (risos), pois aqui o povo gosta é de botar pra quebrar. Por falar nisso, aqui, na Bahia, os meninos e meninas começam a requebrar logo é cedo, num estou falando em cedinho da manhã, não, estou falando é que já saia da barriga da mãe dançando o “lepo, lepo”, aquela musga que o dono falou que é para lascar com o capitalismo, intonce, é essa ai, mesmo.
Vixe, num podia faltar né, então, teve o momento “lepo, lepo”, com pancadão e duas meninas de mais ou menos 5 anos e tudo o mais, rapaz, ainda teve uma ruma de paparazzis e mamarazzis, também, que eu pensei que, quase cai de tanto penso que fiquei, era um artista famoso lá das bandas do norte do sul da rede Bobo de televisão. Além de que, quase todo mundo dizia que já me conhecia, perguntando: “Por que tu tá assim?” E eu sempre respondendo, “Oxe, assim, como?” e devolvendo: “E tu, por que tá assim, também?”.
Achei muito jogo, afinal de contas, o outro eu é bastante conhecida por aquelas bandas, é o seu shopping preferido, é um frequentador assíduo (risos), mas confesso que o povo de lá tava um pouco arredio.
Quanto aos novos parceiros, gostei muito de “brincar com vocês, de estar com vocês”. Tá todo mundo de parabéns, e como não tem avaliação, pois, como diria o filosofo Joaquim Marmiteiro: “O observador é para observar, somente isso!”, e o jogador é para jogar, portanto, o juiz é para juizar, assim como a palha é para palhaçar (risos), cada um foi o seu jeito de brincar e com isso foi o clown mais legal que podia ter sido no dia de hoje.
Lilica Arranha-céu valeu por ter aparecido e alegrado os momentos matutinos desse dia que é diferente dos outros, pois cada dia é um novo dia e digo mais, você só estava aqui por você veio.

E para quem não veio, não se aperrei, pois se num der é porque num deu!

E Freud-eu tudo, pronto! (risos).