segunda-feira, 7 de maio de 2012

Dia do abraço

Diário de bordo da minha primeira intervenção 
Querido diário, estava morrendo de saudade, aconteceu dia 28/04 a minha primeira atuação como Clown. Só posso dizer q estou feliz e realizada, confesso q estava com muito medo de errar, de não conseguir, ou simplesmente de querer desistir.
Mas não aconteceu nada de ruim, pelo contrário, ocorreu tudo as mil maravilhas. Meus companheiros lindões arrasaram, e me passaram toda a confiança necessária, para ir para a rua, abraçar desconhecidos, e me emocionar profundamente quando uma princesa muito especial interrompe seu almoço me dá atenção e desenha pra mim. 
Não foi só as pessoas q se surpreenderam com os abraços, eu também me surpreendi com o fato da Valesca Recheada ser tão disponível sempre. Cada dia que passa estou mais certa que vou me dar muito bem com ela!
Gostaria de ressaltar como foi bom ter Xena Macaxeira (Lorena), como minha companheira o tempo todo.

Dia do abraço

Quando soube que iriamos atuar no próximo sábado, todas as minhas atenções durante a semana ficaram voltadas para o grande dia. Um dia se antecedia, eu só conseguia  pensar no 'dia do abraço", espalhei para todos. A ansiedade tomou mais uma vez conta de mim. O grande dia chegou, acordei mais cedo do que o normal e fiquei bolando várias vezes na cama pensando, articulando, imaginando como iria ser. Meu coração palpitava  por saber que ia encontrar meu clown mais uma vez...lembrei-me então de uma citação do livro o Pequeno Príncipe " Se tu vens às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz." Me senti completamente assim, estava muito feliz em saber que ia me encontrar com Amélia! =D
Parei então de inquietar minha mente e deixei que as minhas ações não pensadas fizessem do meu dia. Enfim, toda a articulação de um trabalho bem feito e planejado voltou à tona em minha cabeça. Eu só conseguia pensar nas oficinas, a ouvir vozes e músicas dentro de mim. Estávamos todos afoitos e muito ansiosos. Nos arrumamos, nos maquiamos e por fim fomos em busca dos nossos clowns juntos. Aquela busca por algo que estava dentro de mim, parecia um labirinto em que já havia percorrido algumas vezes, porém o meu clown gritava, afim de nos encontrarmos mais rápido. E assim o encontro foi se dando ao som de músicas que e faziam lembrar dela, a linda Amélia Ventosa. Tchanram,  finalmente nós encontramos, lá estavam eu diante de Amélia, sorridente, olhar brilhante, e pernas inquietas. Que saudade que eu estava dela e de todos os melhores companheiros do mundo!. Fomos as ruas da cidade, em busca de encontros, a fim de encontrar o encontrável, o contato, o afeto. Vi, vi flores, vi arco-íris, mas vi também ervas daninhas, céu nublado e terra seca. Muitas vezes esquecemos na real e simples importância, do olhar, do sorriso. Nunca paramos pra pensar se em algum momento fomos parte da vida de alguém quando os sonhos dessa pessoa se tornaram realidade. E como, nós respondemos a isso? Ou se estivemos lá, quando os sonhos delas morreram. Como, nós respondemos a isso? Será que sabendo dessa responsabilidade todas nós continuaríamos a nós aproximar e modificar para melhor a vida dessa pessoa? Não sei, como você iria responder isso? Acho que a melhor forma de tentar descobrir isso seria através do autoconhecimento inicialmente, do que somos capaz e do quanto somos capazes. É bom lembrar, que tem sempre alguém precisando da gente, e que simples coisas fazem a diferença. Esse foi o meu primeiro dia de atuação, simples, contagiante e REDESCOBRINDO O REAL SIGNIFICADO DE SER E EXISTIR NESSE MUNDO! Eu sirvo pra quê, nós servimos pra quê? Total entrega, disponibilidade, verdade, muita verdade. O QUE EU QUERO, EU QUERO MUITO!. Essas palavras não saem de minha cabeça. Por fim, o grande dia não terminou, apenas está continuando o trabalho que iremos construir juntos, Que "exista sempre amor pra recomeçar", as pessoas precisam de nós! Beijocas e até mais :*

dia do abraço

Esse dia marcou a minha primeira atuação como clown. Confesso que quase esqueci dessa atuação. No dia anterior tinha saído com alguns amigos e cheguei a esquecer da grande tarefa do dia seguinte. Mas pela manhã acordei de repente, lembrando imediatamente da minha grande tarefa. Cheguei um pouco atrasado na casa de nossa amiga Ana Vitória. Em meio a tanta roupa, maquiagem e adereços troquei logo de roupa e me deparei como um grande desafio. Pela primeira vez tinha que fazer a minha própria maquiagem.
 Poxa, nunca havia feito isso antes, mas confesso que não foi coisa de outro mundo, não demorei muito para terminar, também tive a ajuda da minha companheira Manú que me ajudou no blush (nem sei se é assim que se escreve).
Essa atuação, pra mim, foi muito importante na pesquisa do meu clown. Percebi desde a maneira desengonçada que eu corria e até como eu falava. Sim, eu como clown, estava finalmente falando. Na verdade, acho que a vontade de falar era tão grande que terminei desenvolvendo isso. A vontade de pedir um abraço foi o que me levou a falar algo. Uma voz meio rouca, louca e sensual surgiu....nem nei como foi isso, mas logo adotei essa fala. Ora! Como podia abraçar sem dizer nada, sem agradecer, sem desejar bom dia. Não dava.
 A maior parte de tempo atuei com minha melhor companheira do mundo, a Teca Lua Cheia. Na rua, desenvolvemos vários jogos. Entramos em várias lojas. Abraçamos muuuiiiittooooo!!! Nos comovemos quando uma criança abria o vidro do carro e nos pedia um abraço....owwn....que fofo. E ficávamos tristes quando alguém não queria um abraço. Também faz parte.
 Comigo num tinha essa de pedir uma abraço de braços fechados. Oxe eu abria os braços de forma gigantesca de chegava bem perto da pessoa e falava : me dá um abraço. Era muito difícil pra alguém negar!!! Também, Teca e eu, fizemos vários abraços coletivos.
 Foi muito importante o fato que muitas pessoas chegavam pra mim e diziam: obrigado, parabéns pelo trabalho, muito bom isso que vocês estão fazendo. Poxa isso dava uma injeção de ânimo gigantesca. Isso é sempre o que devemos fazer pra nossos melhores companheiros de mundo.
 No final da atuação, confesso também, estava ainda com muita vontade de continuar, embora a dor de cabeça já estivesse ficando maior.
Bom, é isso, tentei resumir o meu dia, mas digo de antemão que foi tudo tão especial e intenso que não caberia em diário de bordo nenhum.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O diário de Nina, 28..04.2012


 Então estamos de volta, querido diário...
 Jamais poderia imaginar o tamanho da felicidade sentida no sábado. É possível mensurar felicidade?! Acho que não, mas sei que estava plena. 

Como sempre, a expectativa era absurda, jogar com o improviso, correr o risco, dar de cara com a parede, quebrar um muro e ver um mundo que se abre em meio a sorrisos e se expandem por meio dos abraços. 

 A intervenção foi linda, lindíssima, lindérrima e meus companheiros foram os melhores do mundo, de fato! Ah, que orgulho! Ah, que satisfação!  Quero que saibam o quanto esse grupo faz meu coração dar saltinhos no escuro.

 Diante de todas as coisas que aconteceram; das lições aprendidas; dos encontros dos olhares, posso dizer que vale a pena. A peleja é grande, mas nada bom, realmente bom, é conquistado sem uma boa dose de lágrimas, de suor e trabalho.  Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, e no sábado, ao meu lado estavam gigantes de coração e alma que brincavam por entre ruas, levando um pouco de alegria, trazendo para si um pouco dos outros.

 Nem tenho muitas palavras e temo que ficarei redundante nas próximas frases, então me despeço.  Em breve, mais atuações! OBA!

                Nina Chorumela

Sancho Pança Fofa

Diário de Bordo 01/05 - 1ª atuação

            Querido diário de bordo, hoje foi minha primeira atuação do hospital, ela ocorreu no HUT , fui com o Chico Esticado, Juju Danoninho e Marilinha Leite Quente e , sem não foi das mais empolgantes, foi bem emocionante e, como toda primeira vez, inesquecivel.
            Antes de começar eu tava ansioso, ansiedade esta que foi passando para nervosismo e deu um friozão na barriga. Até que chegou a hora de subir a máscara, ao som de “pimpolho”, daí o Fabinho virou Sancho Pança Fofa e todo nervosismo foi embora.
            Daí, saí como mágico e fomos informados que havia um corredor no hospital, o corredor entrou em um quarto e fomos atras dele, daí, no quato... droga! Ninguém comprou nosso jogo e na hora que eu deveria soltar uma baíta mágica.. a mágica não saiu.
            Fomos para outro quarto onde encontramos um time de futebol, até neymar tava lá, e desenvolvemos um jogo legal, mas ainda não tão empolgante. Até que algo nos fez voltar ao primeiro quarto,e...Sensacional! O senhorzinho que da outra vez nem queria olhar nossa atuação, comprou o jogo, virou um modelo , fazendo pose de pensador e ainda disse que eu tava parecendo um canguru imitando-o. Achei incrivel.
            Passamos por outros quartos, fizemos uns jogos, mas muitas vezes as pessoas estavam dormindo...Até que chegamos no quarto que tinha três senhorinhas, uma delas estava sentada nos vendo pelo espelho. A primeira que joguei não conseguia falar, pois estava entubada, e mal se mexia, mas nos acompanhava com um lindo olhar e a medida que brincávamos com ela, ela ficava ofegante, parecia que ela fazia um esforço imenso pra falar e se mexer mas não podia, até um ponto de sua respiração no tubo ficar alta, nesse momento eu e Juju Danoninho ficamos sem fazer o que fazer, mas depois aquela respiração deu origem a um forró. Teve desfile e outras apresentações com as senhorinhas nos acompanhando com o olhar. Foi muito lindo, até que quando estavamos saindo do quarto, a senhorinha que estava sentada para nos ver pelo espelho retribuiu todo trabalho com um lindo beijo, mesmo de longe. Foi lindo, magnifico, impagavel, indescritivel, muito emocionante.
            Daí passamos a repetir alguns jogos... os que deram certo antes,  dessa vez não colavam mais tão bem.. em alguns quartos as pessoas estavam dormindo e outras não compraram muito nossos jogos... o que nos fez ir morgando aos poucos, até que terminamos a nossa atuação sem aquela euforia, mas contente com o nosso resultado.
            Bom, fazendo um balanço dessa primeira atuação, acredito que fomos bem, meus companheiros são ótimos, preciso aprender a lançar mais jogos e a fazer jogos diferentes, mas acredito que com o tempo melhorarei isso, pois foi só a primeira, muitas atuações ainda virão.

Abração, Fabinho.

Dia Do Abraço - 28.04.2012

Bem querido diário de bordo,

O que dizer sobre O dia? Sobre A intervenção? Acho que posso começar dizendo como eu estava ansiosa por isso, não só pela magia e beleza em proporcionar um “dia do abraço”, mas por reencontrar todos os meus companheiros, dessa vez não só para discutir pautas, e sim para nos divertimos juntos, para compartilharmos mas essa aventura. 
Cheguei à casa de Vitória, e não posso deixar de agradecê-la e à sua mãe! Enfim, lá, pouco a pouco a casa foi ficando tumultuada com tantos dos meus companheiros, agitados, ansiosos e saltitantes. Na hora de nos prepararmos pra sair, tivemos uma breve lembrança do nosso exercício diário da oficina de iniciação, e que saudade! Como foi bom dançar um pouco com os melhores companheiros, agora já clowns, do mundo! Com toda essa energia partimos para a rua, e foi incrível! Cada pessoa que abracei, com a qual troquei não só um bom abraço, mas um olhar carinhoso, foi especial. É verdade que algumas também não queriam o abraço, apesar de sorrirem de volta, já outras nem nos enxergavam de fato, mas é impossível que isso ofusque a beleza de abraços tão carinhosos e alguns tão necessitados daquele abraço. Vi de amigos à décadas, senhora fazendo aniversário e nos achando o máximo, crianças fofas (abraçando ou não), à pessoas que desviaram o olhar e ao cara da obra que tinha um visão tão escura do mundo. Até abraços à distância com motoristas eu dei a cada vez que atravessei a rua! Era surreal, vê-los repetindo meu gesto de abraço, pois no final das contas eles estavam abraçando a si mesmos, e no nosso cotidiano é tão difícil fazermos isso, pararmos para cuidarmos da gente.  E assim fomos guiados de volta para casa da Vit’s, onde voltei então a ser só Júlia.
Bem, eu não posso deixar de citar as companheiras com as quais mais atuei nesse sábado (não sei ainda todos os nomes de Clown, desculpa!): Manu, Helô, Bel, Jéssica e Talita. Vocês são lindonas! Mas claro que todos os meus outros melhores companheiros também são lindões e fiquei triste por não passar mais tempo com vocês, mas de repente todo mundo sumia! E também queria agradecer à Rebeca, minha amiga, que veio de Recife comigo se aventurar nessa cidade, e mais uma vez esteve do meu lado o tempo todo nessa minha mais nova empreitada.  Também não posso esquecer a falta que a ausência de Flavinha e Pri fizeram! Não faltem mais garotas!
Agora eu já vou que agora a tensão acerca de como vai ser hoje minha atuação com Chico Esticado, Marilinha Leite Quente e Sancho Pança Fofa está me matando!
Beijos, até o próximo :)