quinta-feira, 10 de abril de 2014

Rosinha dos Retalhos no Humaniza SUS

Confesso que assumir hoje a função de “monitora” me deixou um pouco nervosa hoje, não tava nem com vontade de atuar, mas não podia deixar meus melhores companheiros do mundo na mão. Já tinha atuado com os novinhos no abraço grátis, mas foi diferente porque não assumi sozinha essa tarefa. Então o jeito foi pegar o nervosismo e transformar em energia. Nos arrumamos numa salinha de consultório, na policlínica em frente a praça, e eu me senti um pouco chata dando uma tia, “não deixa a bolsa no chão”, “o som tá alto”, “não esquece que a gente tá no hospital”, “não esqueçam nada”, “não se percam”, “duas horas de atuação”.

Além dos quatro novinhos também fazia parte da equipe o mais novo integrante da UPI (que nem precisou passar por seleção nenhuma), Adsson, mais conhecido como pai da Pietra e fotógrafo da UPI :).



Subi a energia mais rápido do que imaginei, acho que um tiquinho de nervosismo é fundamental para qualquer atuação, e a disponibilidade dos novinhos de estar ali me ajudou muito também.

O hospital estava cheio demais e não senti muita abertura para jogos naquele lugar, então o jeito foi atravessar um rio (poça de água) esperando os jacarés passarem (carros), para chegar até a praça e encontrar muitos encontros.
Logo de cara encontramos Maria, que estava com as veias das pernas estouradas e que mesmo assim parou para falar com a gente elogiando nosso trabalho, e nada melhor pra começar a atuação do que isso.
Pelo caminho também encontramos duas modelos top model, que deram um show de desfile na praça, ainda tentei pegar aquele charme mas a Rosinha é realmente muito desajeitada.
O grupo era grande e a divisão seria necessária, mesmo sem combinarmos nada ela aconteceu. Passei a maior parte da atuação com Pedrinho, enquanto Mariqueta, Zefinha e Frufruta seguiram juntas.
Atuar com Pedrinho foi lindo, ver o clown dele que antes era mudo desembestar a falar foi ótimo, lembrei que a Rosinha no início também não falava, o que realmente não faz muita diferença, desde que você saiba jogar com outros elementos a voz pode ser colocada em último num encontro.



Encontramos muitas pessoas com três, quatro pernas; apresentamos dois moços que estavam sentados um do lado do outro e não conheciam, e que nós também não conhecíamos; ficamos esperando com a Pró Jay o seu horário de ir pra fila do banco, a pró tímida que disse que não tinha nada a ensinar pra gente acabou aprendendo a fazer careta; tentamos ajudar o moço do carrinho de som a vender algum cd, ele tava trabalhando e parou pra sentar na praça pra ver a “resenha” (não vendemos nenhum cd, porém ganhamos um picolé, nenhuma lógica nisso, mas foi assim mesmo); encontramos o Jó, menino de um aninho, cujo sobrenome deveria ser Buchecha, porque ele tem as buchechas mais lindas do mundo; a técnica de enfermagem que aferiu nossa pressão e auscultou nossos corações. Foi lindo.
Lindo encontrar todas essas pessoas. Lindo ver nosso trabalho exposto em bambolês pra lá de coloridos. Lindo ver como as pessoas admiram nosso trabalho. Lindo sair da atuação morta, mas com a energia transbordando.
Lindo.



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