Dedicatória que quer dizer quando todo o amor do mundo quer se exibir em uma só frase, então, dedico esse diário as minhas duas melhores companheiras do mundo que me acompanharam na última atuação.
Foi bem no susto, na catina fazendo um trabalho e chega as duas indo atuar... Senti vibrar essas bolinhas quatro dedos abaixo do meu umbigo, a caixinha que havia um tempinho que ficava ali, pediu pra percorrer pelo meu corpo, subir para os meus olhos e pintar meu nariz de vermelho.
Fui. Frida foi.
Encontrar dentro daquele banheiro frio os olhos brilhantes e enormes de Jurema das pamonhas e minha outra companheira do sorriso de metal Zefinha das laranjeiras. É quando encontro Frida de vez, é quando faço do meu redor possibilidade, é quando vem a sensação doce que dá no estômago ao se jogar no branco...
Dou suspiros toda vez que lembro de todos os encontros... Desde o encontro com Maca que logo depois virou Thiaguinho, até Dona Maria que sai todoooo ano na propaganda da globo e que esse ano ia ser gravada ali a de final de ano (Bem explicado o porque de todo mundo tá de branco...) porque hoje é um novo dia, de um novo tempo...
É quando surge um pequeno correndo pelo hospital, é quando o pequeno quer apostar corrida e não pode correr, é quando a gente faz uma corrida de Câmera Lenta e ele sempre vence! Beleza maior é quando a imaginação toma o espaço e nos tornamos capazes de fazer uma pipa, da cor que ele quiser e empinar no meio do corredor (E ainda fazer ele ser capaz de derrubar todas as nossas pipas...). Beleza são os olhos brilhantes que faz a gente descobrir que as vezes quem precisa daquilo somos nós.
Acertar o nome do rapaz que estava com o Cabo (que antes estava na bunda de outro senhor) na cabeça foi incrível. Tirando as dicas de relacionamento e o convite para o Copa Vela em Paulo Afonso... Do Traumas para o mundo! rs
É quando muita coisa começa a fazer sentido se é que é preciso mesmo fazer sentido... Me questiono as vezes se o mundo lá fora não é um pouquinho complicado e se eu não posso me juntar com a moça, do livro que li ainda essa semana, e simplificar um pouco as coisas e tentar entender o mundo de um jeito que ele possa ficar mais bonito.
E nessa maneira de entender o mundo, vejo sentido em quase tudo e quando não vejo, o nariz vermelho me dá de presente a falta de sentido como jogo. Me sinto com a jarra um pouco mais cheia...
Me sinto tendo a certeza (que segundo a moça do livro é quando a ideia cansa de procurar e para) de que isso tudo é por Amor (só pode ser ele...), porque a falta de sentido talvez seja por causa disso... Porque é Amor.
E quanto ao amor? A moça do livro não sabia explicar...
"É um gostar que não diminui de um aniversário pro outro. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina."
Permaneceremos sem sentido então... =)
sábado, 19 de julho de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
Atuações HU- Teka Aquarela
A parte boa de escrever diários depois de muito tempo é que os momentos marcantes ficam. Só as boas lembrança fazem parte da memórias.Depois de muito tempo, com 2 diários atrasados e 2 semanas sem atuar, me dar conta em lembrar do único momento que realmente ficou é algo sem palavras.
Em suma, eu poderia descrever como uma atuação qualquer, em uma terça qualquer, com uma pessoa qualquer, no mesmo hospital de sempre, com a mesma máscara de sempre. Foram risadas, sorrisos,o sim para os jogos, a aceitação, o humor, o brilho,o toque, o espelho, o olhar. Uma atuação,como outra qualquer, com a mesma animação que tento fazer com que Teka leve a cada cantinho que passa. E ainda assim, o que fez esta atuação ser diferente? Nada. Na atuação, Nada
Era um casal, em um quarto de hospital, cheios de vontades de sair de lá, que aceitaram um doce, que brincaram de espelho, que ele era professor de teatro, que eu peguei o buquê, que ele era bom partido mas seria melhor inteiro. Confuso? Começaremos outra vez: era um casal dentro de um quarto, que ela aceitou um doce, que ele brincou de teatro, que Mariqueta se viu no espelho, que o marido de Teka fugiu antes mesmo de se casar, Teka era o Branco e Mariqueta,o Augusto; ou era o contrário? Teka era o Augusto e Mariqueta era o Branco?
O ápice desta terça tão igual a todas as outras foi o que aconteceu depois dela. Não foi um momento especial para Teka, ela mal sabia o que foi tudo aquilo; mas foi para mim, Andreza, que após conversar com os melhores companheiros do mundo descobriu algo muito especial. Com conversas e sentimentos aflorados após a atuação,Tathy- que estava de observadora neste dia- comentou conosco que aquela mulher do quarto, sim, aquela que aceitou o doce, que deu risada, que jogou o buquê, tinha um tremendo medo de palhaços. Sim, de nós mesmos, daqueles seres portadores do nariz vermelho. E não, Teka não fez a menor idéia de que aquela moça tinha medo dela.
Não sei exatamente o motivo, mas saber deste medo de palhaço mudou toda uma visão que tinha sobre atuar e de como as pessoas podem superar seus medos, assim, tão delicadamente, de forma tal que nem nos damos conta. Cada ser é único nas batalhas que trava durante o vida e muitas delas nem são captadas por nossos olhares. Julgamos e criticamos muitas vezes sem saber o que passa com os outros e não nos damos conta de quantas e quantas vezes aquelas pessoas já caíram e se levantaram em um único dia.
Saber disto foi sim especial. Talvez não tenha sido um momento marcante para Teka, talvez um momento marcante para ela ainda não tenha chegado. Mas sim, para mim, saber disto fez muita diferença. Se me perguntassem antes o que eu faria se encontrasse uma pessoa com medo de palhaços na hora da atuação, provavelmente responderia “Não sei”. Hoje, a reposta seria totalmente diferente “Eu continuaria atuando até onde esta pessoa me deixar ir”, responderia.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Atuação no Dom Malan 18/06/2014 - Pedrinho Palito

Aos poucos venho me familiarizando com tudo isso sabe, estranho isso né? Meio que: véi você vem todas as quartas aqui se junta com essas meninas e vão para os quartos; porém não é só isso tem muito mais... desde o porteiro que olha seu crachá e se você está de tênis, até aquele corredor cheio de supresas, tudo isso é muito bom. Como é de costume eu cheguei um pouquinho atrassado sabe, ja chego pedindo desculpas e tal, e dessa vez esqueci o tênis, poxa e ai o que eu faço? "Moço mas ali no quartinho eu ja vou botar a sapatilha", "Não pode" ok então, entendo. Bota a sapatilha, entra, tira sapatilha pra tirar a calça, veste a roupa e bota a sapatilha, nunca foi tão difícil calçar essa bendita.
Hoje a missão de observar essa linda atuação que foi ficou com Richele. Logo no começo vemos 2 casais lindos se amando na área de ventilação hehe, o amor estava no ar, contagiou tanto que ja veio uma mulher pedindo pra abraçar, comecei a sentir que dali pra frente tudo ia ser do bom e do melhor. Pela primeira vez consegui ver o jogar com um profissional farmacêutico, coisa que ha muito tempo esperava, foi tão espontâneo que quando vimos mais na frente la estava ele se escondendo atras de nós e caiu pra dentro do jogo hehe. Sempre tem aquela criança que não estar muito afim, pois bem a
encontramos bem ali no primeiro quarto com a camisa do Brasil, ele não queria conversa, ficava envergonhado, a mãe ali super disposta e incentivando o filho... mas como quando é pra ser é pra ser mais ali na frente lá estava ele ali atrás de nós nos seguindo e se escondendo. Esse dia parece que tinha algo brilhando na gente que teve um momento que o corredor ficou lotado de gente e nós no nosso "showzinho" no quarto com o novo hit do momento NUM SEI SEI LÁ.
Que hit é esse? Pois é sabe essas bendita palavra: Música, que nos acompanha, então dessa vez não podia faltar né e veio da proposta de um jogo de uma paciente que pedia pra colocarmos a musica na cabeça e dançarmos, estranho isso né, mas dai em diante ela só sabia rir e se movimentar, quando percebemos la estava la é cantando "Num sei, Sei lá, Num sei, Sei lá, hahaha(8)". Encontramos a missão do dia difundir essa música por todos os quartos, em vez em quando ela aparecia pra ver se estavamos fazendo o trabalho certo e relembrava como era a risada certa ;D
Nesses encontros e desencontros acabamos por ver um painel onde tinha escrito: NÃO LEIA u.u isso confundiu muito nossa cabeça e de algumas pessoas que passavam ali. Creio que elas também queriam ler e não estavam se aguentando ficar sem ler, acho que tinha alguma macumba ali porque todo mundo lia. Quando então fomos pegos de surpresa, na verdade a Magali foi capturada por um enfermeira e leva a um quarto, com muito esforço conseguimos libera-la. A ajuda veio e um homem que passava com um carro e pedia para adentramos dentro dele, mas fiquei com uma leve desconfiança que ele também nos queria levar pra ele... Uma menina apareceu com seu cachorrinho, ela foi dar um voltinha por ali com ele pra dar um respirada (não sabia que podia levar cachorro pro hospital).
Chega então a hora mais feliz, qual qual qual ? A HORA DO LANCHE o/ contudo mais uma vez não conseguimos arrancar um lanchinho delas, mas ela até ofereceu trabalho agente, quem sabe se no final ela não daria uma recompensa agente, sendo assim ela nos puxou para um trenzinho e lá fomos nós dando partida para mais uma atuação, UMA DAS MELHORES QUE JÁ TIVE.
Magali Malagueta, Hospital Dom Malan, 02 de julho de 14
Estamos crescendo! Essa foi a
sensação que tive nessa tarde de quarta-feira... Crescer dói, às vezes, mas é
um processo cheio de beleza. Essa seria finalmente a primeira vez que Magali Malagueta e
Pedrinho Palito iriam atuar sozinhos, caminhando crescidinhos pelos corredores do
hospital, e digo uma coisa: foi bonito de se ver.
A energia estava boa, o clima
agradável. Tive que me despir de pesos pra estar ali por inteiro, me propus a
querer cuidar do outro, a encontrar, a tocar e ser tocada. Os resultados foram
leves, pois ficou a sensação de que dei aquilo que poderia oferecer no momento.
Na semana anterior eu não estava bem, não consegui atuar, peço perdão aos meus
melhores companheiros por isso. Mas eu fui sincera comigo mesmo, não conseguiria
cuidar do outro se era eu quem precisava de cuidados. Mas... Aos poucos a gente
aprende a lidar com aquilo que nos tira o sono e percebe que a vida deve
continuar, percebe que o futuro não nos pertence e que as nossas escolhas constroem
o caminho pelo qual iremos passar. Por isso eu estava ali de volta, com aquele
ponto vermelho no rosto e com a disposição crescente em deixar um pouco daquele
brilho que vi refletido nos meus olhos em cada quarto no qual eu entrasse.
E assim fomos. A cada quarto uma
sensação diferente, olhares diferentes, histórias diferentes. Encontramos logo
de cara alguns pequenos astronautas deitados descansando em suas naves,
aconselhamos suas mães a prestarem bastante atenção pra que eles não partissem
em direção ao espaço. Evitamos algumas
daquelas moças que gostam de furar que passavam pelos corredores, fizemos artes
ao andar por lá, quase subindo pelas paredes a fim de obedecer as placas de “cuidado”
espalhadas pelo chão. Evitamos um quarto também, o clima lá não estava nada
legal, talvez a nossa presença não fosse bem vista. Um dos momentos mais lindos
que tivemos foi ao observarmos pela vitrine da sala VIP, onde ficam os bebês
mais chiques em cabines especiais. Os olhos marejados da mãe ao olhar pra
aquele pedacinho de gente que saiu dela, tão doce e de pele clara como a neve,
contrastando com cabelos cheios e escuros, que estava sendo cuidado pelo pai lá
dentro da sala. Ela disse que o umbigo da sua filhinha estava prestes a cair!
Fiquei meio assustada com essa possibilidade e de imediato segurei o meu, não
me agrada a ideia de ficar sem umbigo. A parte difícil foi saber lidar com uma
mãe que tinha o filho bebê na UTI, ela o deixava lá e dizia que não sabia se
ele sairia de lá, pois a maioria não sai.
Durante praticamente toda a nossa
atuação e no caminho de volta pelo corredor fomos acompanhados por duas mães, o
que acabou sendo um dos nossos “que pena” do dia, pois isso interferiu nos
nossos jogos e não soubemos lidar muito bem com isso. No mais, foi uma tarde
marcante e que deu novos ares à minha semana. A Magali estava de volta, me
mostrando mais uma vez como é importante fazer da queda um passo de dança. Levo
isso pra vida.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Lupita Toin-oin-oin - HUT - 10/06/2014
Mais uma atuação, mais uma nova
emoção. E lá fomos nós... Lupita e Frufruta em busca de novas aventuras.
Inicialmente fomos ao quarto de uma moça, moça que sempre vemos e
conversamos... olha que alegria: lá estava cheio de balões (era o niver
dela)... e olha que tristeza: ela nem guardou refrigerante pra gente... a gente
até perdoou, mas só porque era o dia dela! No quarto ao lado, uma senhora um
tanto reservada que apenas nos oferecia tímidos sorrisos... conversa vai,
conversa vem, até quando perguntamos se ela dançava, e veio a surpresa
resposta: -“Sou evangélica!” Ficamos sem entender, mas não estávamos ali para
discordar e entrar em conflitos e então ensinamos pra ela a “dança da terra quente”...
essa dança inusitada surge quando de repente saímos no sol de Petrolina em
dezembro, descalços, e começamos a levantar os pés em reação a terra quente que
está a nos aquecer... um pé levanta, outro levanta respectivamente e assim
esses passos sincronizados se embalam na magia de uma dança... dança inocente
que pode ser dançada por qualquer religião... e apesar de todo esforço, ela não
aceitou se entregar aos “embalos dos pés torrados”. No próximo quarto,
encontramos uma senhora que estava com linha e agulha nas mãos e nos disse que
estava fazendo um caminho, logo ficamos curiosas para saber pra onde esse
caminho levava, e ela nos disse que colocava em cima da mesa, logo deduzimos
que o caminho nos levaria a comidas e logo nos empolgamos e começamos a
perguntar a cada o que eles gostavam para ser colocado nessa mesa, e saiu cada
gostosura; nossa mesa será bem farta! Fomos atrás de outras emoções quando nos
deparamos em um quarto onde ficamos sem entender tanta gente ao redor de uma só
pessoa... será que essa pessoa era tão especial assim? O que será que estavam
fazendo com ela? E decidimos não incomodar e ficamos da porta a espiar todo o
movimento quando então saiu um enfermeiro (que sempre nos ignorou) e me deu um
baita de um susto... no começo foi até tenso, mas depois se tornou engraçado.
(ninguém resiste à doçura da Lupita e da Frufruta) :3 Quando passamos para o
quarto em frente, Lupita se incomodou em meio a tantos elogios e cantadas,
fechou-se para o jogo e toda vez que te ofereciam algo ela ia lá e propunha
algo com a melhor companheira dela (a Frufruta). Ela não se sentiu a vontade
para interagir tão de perto com aqueles caras tarados e o jogo foi todo de
longe, cheio de indagações, de propostas sobrepostas e apenas entre olhares e
conversas. No último quarto conhecemos uma doçura de criança, que falava muito,
perguntava muito, sorria muito, queria brincar muito, corajoso muito e tudo
muito. Foi brincar com um pitbull, que não sabia brincar e quis brincar de
lutou e jogou baixo quando foi logo mordendo ele; mas sua irmã que era muito
corajosa, entrou na luta e derrotou o pitbull. E ele nos pediu a música do
“pintinho amarelinho” em que dançamos muito e o mais encantador foi ver o
gavião interpretado pelo senhor ao lado, foi uma lindeza! Foi um encanto estar
com aquele pequeno ser, que apesar do soro, apesar das feridas, estava lá super
contente com a nossa presença. =D E a vida é assim, apesar de tudo de ruim que
nos possa acontecer, com um sorriso podemos enfrentar melhor essas
adversidades. Foi tudo muito lindo!
Lupita Toin-oin-oin - HUT - 03/06/2014
E hoje minhas companhias foram diferentes, Lupita foi ser
feliz com Mariqueta e Teca Aquarela... e demos início a mais uma noite de
magia! Passeando pelo corredor, ouvimos um barulho quando descobrimos uma
mulher assistindo TV pelo celular... e claro, fomos lá assisir também só que um
moço nos disse que pagava e se tem uma coisa que nunca temos é dinheiro! Nem
bolso Lupita traz na roupa... E lá esse moço ficou nos enrolando, conversava
mais que a nega do leite, e acabamos nem assistindo a TV. No outro quarto
conhecemos uma senhora bem simpática e rica, pois ela tinha o cabelo todo de
prata, o nome dela era ‘minha vó’ (assim nos disse o cara do outro quarto e ele
também nos disse outras coisas que não foram legais), pedimos dinheiro a ela,
mas estava escondido e então íamos procurar... Detalhe: o sujeito do quarto
anterior (que já estava falando demais) continuou a nos perseguir, o que já
estava nos causando estranhamento. E então resolvemos fugir dele. Que
continuava a nos chamar e nós a ignorá-lo. Entramos em um quarto repleto de
estrelas, onde estavam as três Maria’s. Uma dessas Maria estava com uma trança,
e logo fui investigar quem tinha feito aquela maravilha, e então tentei fazer
uma (que parece que não deu muito certo) e também pedi outra para a criadora
daquele belo penteado... Depois das traças feitas, fomos para a votação: a
minha humilde trança ou àquela feita pela mulherzinha. E claro, perdi de
lavada, pois que eu acho que a minha não deve ter ficado legal, uma pena... mas
a mulher fazia tranças muito bem, só puxou um pouquinho meu cabelo. Nessa mesma
noite, tive o prazer de conhecer dona Glori’s de quem tanto minhas companheiras
falavam... e tive que concordar, ela era um amor de pessoa e nesse mesmo quarto
estavam mais outras pessoas bem legais. Meninas foi muito bom atuar com
vocês... vocês são umas lindas!
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