domingo, 19 de abril de 2015

Josefa Sukiyaki - Atuação Maternidade de Juazeiro - 27/11/2014

Atuar com Lupita Tóin-óin-óin novamente foi uma honra maravilhosamente linda, ao passo que ela não se cansa de me surpreender. Toda vez que entro numa cilada, ela me socorre (ou até mesmo cai nela comigo).
Do nada estava com uma boneca chamada Lupita. Afinal, todos tinham bonecas, então por que eu não teria? Eu só não queria era engolir a melancia inteira. Isso sem falar que não souberam dizer se engolia ou entrava por baixo. Já pensou que insanidade??! (Não sei por que essa palavra – insanidade – veio à minha mente agora. Estranho né?)
Eu sabia que o hospital era um lugar ao qual as pessoas iam para serem curadas. Quando descobri que tinha um tubo/cilindro verde que dava poder eu CHOQUEI!!! Queria um poder de voar, mas acho que preciso entrar na fila. Outras pessoas precisam de força e tals e etc, então eu espero.

E você acredita que encontramos um homem que se assustou com a gente? Fiquei um pouco chateada, mas acabou que passamos tão perfeitamente escondidas e disfarçadas com a moça que dirige um carrinho multifuncional que até ele acabou rindo da nossa situação desesperadamente cômica.

Josefa Sukiyaki - Atuação Maternidade de Juazeiro - 13/11/2014

Tudo muito novo. Acho que isso define, mais do que nunca, o que senti hoje. Primeira vez atuando na maternidade em Juazeiro, primeira vez atuando com Lulu Fiapinho, primeira vez que fico perdida em um único corredor. Primeira vez que vejo tantas Laras Sofias. Primeira vez que conheço alguém chamado Tonaduvida. Primeira vez que me dizem que brincar com bola não é legal. Primeira vez que conheço tantas primas. E que primas ricas – têm até TV no quarto! Tudo tão incrivelmente novo que nem me importei quando me chamaram de feia ou quando quase me varreram para fora do quarto. Deu até pra dançar com o passar do rodo. ^^
Agora, vou te dizer uma coisa, viu? Se achar namorado pra gente mesmo já é difícil, imagina achar pra outra pessoa. Mas acredito que fizemos um bom trabalho. Lulu Fiapinho aconselhou (e muito bem aconselhado) que todas namorassem, já que o amor é tudo. *-*. Mas com cautelaa!!

Posso ter perdido muitos jogos legais hoje, mas Lulu foi uma ótima companheira e não decepcionou ninguém.

Josefa Sukiyaki - Atuação Hospital Dom Malan - 2014.1

Vergonha. Cara de pau. Culpa. Mais vergonha. Provavelmente essas palavras definem bem o que sinto agora por estar escrevendo esse diário nesse momento. Não escrevi diário por diário do período em questão nos dias que devia ter escrito. Mesmo quando foi dada a permissão de fazer um resumão sobre as atuações anteriores, fiquei protelando e o faço somente agora. E, para piorar a situação, perdi meus resumos que fiz em cada atuação para passar a limpo aqui, então não vou conseguir expressar 100% do que vivi e senti. Nem sei como me desculpar com você, meu diário. Mas espero realmente que me perdoe.
Esse período de atuações foi bastante marcante para mim, principalmente ao cair sobre mim o “teórico” papel de monitor. Em minhas primeiras atuações, assim que entrei, não entendia como meus monitores se sentiam ao falar que ainda tinham aquele friozinho na barriga antes de atuar, tendo estado no projeto há mais tempo que eu. Mas logo na primeira atuação, com Titchely e Malagueta (dessa eu fiz o diário, se serve para amenizar minha situação), já vi como que a realidade é cruel e as atuações, lindamente assustadoras. Vou, então, citar algumas situações aqui. Não são todas, como já disse, mas estão aqui para representar todos os outros momentos que fizeram parte das atuações com meus lindos e melhores companheiros Bibelô Titchely, Magali Malagueta e Pedro Palito.
Puxa vida. Todas as atuações foram lindas. Em algumas sentia que podia fazer mais, mas acabava não fazendo. O jogo ia fluindo, às vezes dava certo, às vezes não. Muitas vezes dava tão certo, como aquela vez que Sukiyaki e Malagueta não só tiveram o maior trabalho para colocar/tirar uma música da cabeça do Pedrinho Palito, como também criaram um rap super top com NÃO SEI/SEI LÁ. Até coreografia tinha! Puxa vida. Sabe aqueles momentos que até te dá um medinho do tipo – será que não estamos atrapalhando o fluxo no hospital? Pois é. Muitas pessoas se juntaram no quarto e corredor para ver o que estava acontecendo. Ainda bem que ninguém reclamou.
Junto com Tichely e Pedrinho adotamos um copo uma vez! O onquinho (batizado pelas “madrinhas”) recebeu muito carinho e proteção, não só nosso, mas também de outras pessoas que, por algum motivo estavam ali passeando. Eita menino que conquista viu? Onde íamos ele ganhava atenção. Que orgulho! Mas vou te dizer viu? Foi difícil protegê-lo de um que tinha nome composto – o Antibiótico – que havia feito várias vítimas por onde passava. Muahahaha.
Outro episódio foi com Titchely e Malagueta, quando um simples “tá bom. Vamos ficar aqui até você parar de chorar” fez com que aquele anjo parasse de chorar (a propósito, descobrimos, depois, que ele chorava pelo acesso que tinha no braço. #chocada) e abrisse um sorriso para nós. Isso sem falar que, segundo ele, a mão era jacaré – ou jacaroa, depende do seu nível de vocabulário.

Por enquanto é isso, diário. Ainda tenho outros diários para escrever. Dos outros ainda tenho os rascunhos, então vai dar tudo certo. O único problema é que não sei quando vou conseguir postar.

sábado, 11 de abril de 2015

Rosinha dos Retalhos - HU 10/04/2015

Uma pausa no meio da semana e um convite:
“Ei, vamos atuar sexta?”

Esse convite vindo da minha melhor companheira do mundo não podia ser recusado né?
Fomos nós para o setor que estava lá meio abandonado, por uma pausa dos nossos trabalhos para a arrumação da casa e a chegada dos novinhos.
Fomos eu, Karol e Dan. Rosinha, Jusefina e Inês, querendo levar um pouco mais de energia e disponibilidade para o hospital.

A atuação foi rapidinha, porém tempo suficiente para aprender japonês fluente.

O que mais gostei dessa atuação foi entrar em um quarto em que tinha uma mulher grandona com um olhar super forte e a cara bem fechada e uma outra pessoa que estava mais aberta. Entramos e surgiram alguns jogos com a pessoa que estava mais aberta, mas aquela mulher fechadona me intrigou, chegamos mais perto dela, sem saber se ali havia abertura ou não....
Fiquei feliz quando ela deu o primeiro sorriso. Seu olhar era forte e duro, mas havia sensibilidade nele, pude notar no seu sorriso.
Ganhei minha noite de sexta com isso :)

Inês Tamborete. HU, 11 de Abril

"O passado é história; o amanhã é mistério; o hoje é uma dádiva- por isso, é chamado de presente"
Provérbio Chinês

Ontem, atuei com San e Karol e foi muito bom. Mais uma vez, constatei: adoro atuar. E me senti muito grata a todas as pessoas presentes no setor e às meninas por todos aqueles momentos de fluidez. Eu amo ser clown e isso me lava a alma.
Mas vim pra este texto dizer outra coisa. Transformar este diário de bordo (que creio ainda não ser o último) num "tchauzinho" pra vocês. É isso. Pensei em escrever um diariozão dos tempos iniciais em que eu era a Dan recém-chegada, mas Dan não é mais a mesma, assim como o rio de Heráclito.
Queria ler isto num momento em que as borboletas novas estivessem presentes e aqui estou. Queria também agradecer a algumas pessoas que infelizmente não estão aqui, mas eu as citarei mesmo assim, porque sei que elas sempre se fazem presentes no grupo, tamanho são os seus corações: a Artur e Ana Vitória, gratidão pelos meus primeiros passos neste projeto. Mas não vim aqui pra ser polêmica- às minhas monitoras que me receberam durante minha chegada, também agradeço pelo carinho e pela disposição; não esquecerei disso. Aos que entraram comigo, na quarta turma, gratidão também, por dividirem todos aqueles sentimentos comigo, especialmente a Nanda (Brito) e o Dudu.
A UPI me ensinou muito além do que eu esperava. Muito mesmo. Demais. Pra valer. Inclusive a perceber que tudo tem seu momento e o meu momento chegou. Chegou e estou aqui. Grata ao Universo, grata à Palhaçoterapia. Maia disse: “fim do jogo pra Dan”. Queridos e queridas que chegaram, gratidão a vocês também, por terem feito parte deste fim de ciclo pra mim! Foi um verdadeiro sopro de vida. E a vida é um sopro, como diria o Niemeyer- aproveitem o quanto puderem e estejam sempre dispostas a aprender, porque é a parte mais rica e gostosa do processo.
Ao projeto, espero que só cresça e que a palavra "cuidado" não se perca no caminho. Há muita gente ainda pra se deleitar com esse mundo "mágico", tão real também.

De Inês Tamborete ou, simplesmente, Dan.

P.S: Lembrei-me, posteriormente à escrita deste diário, de que Dudu e Nanda foram, respectivamente, quem me passou o nariz e a quem eu passei o nariz durante nosso primeiro Picadeiro, na formação. Que incrível é a vida.

domingo, 15 de março de 2015

[SELEÇÃO 2015] - Aprovadas e aprovados!

Oooooiii gente linda!!!
A gente tem o prazer maior do mundo em divulgar a lista das pessoas aprovadas para a Unidade de Palhaçada Intensiva! Sejam todas e todos muito bem vindas e bem vindos!!! Agora a UPI é de vocês também! Vamos todo mundo junto construir esse projeto lindo!!
A oficina de formação em clown terá início nesta sexta feira, dia 20/03, às 18h. Ela tem um custo de R$ 80 reais, conforme informado no edital. O pagamento deve ser feito até o dia anterior ao início da oficina (dia 19/03) a algum dos membros da coordenação.
Estamos com muita vontade de iniciar essa caminhada com vocês! Até lá!