sábado, 30 de janeiro de 2016

Marieta da Estampa, HUT, 29/01/2016

Hoje a atuação já começou com um impasse. Antes de sair de casa rodei rodei e não achei a minha calça de jeito nenhum. Não consegui entender. Como tinha acabado de chegar de viagem, o único lugar que essa calça poderia estar seria na minha casa mas a caçada foi sem sucesso. No fim das contas resolvi usar outra calça que eu tinha, num estilo bem "procurando nemo" -ela era toda desenhada com peixes palhaços, etc e tal.  Ao chegar no HUT, comecei a conversar com Bruninha e Géris e contar a tal história da calça. No meio da conversa, Géris encontra um pano dobrado em cima da cama da sala de descanso do HUT, joga em cima de mim e diz "Olha aí, faz uma calça com esse pano". Quando segurei o pano tudo fez sentido. Não era um pano qualquer, era A MINHA CALÇA que eu tinha esquecido no HUT e que tinha ficado lá dobrada do lado da cama desde o mês passado. '-' Nessa hora ninguém se aguentou. Rimos muito da coincidência e da sorte de ainda ter achado a calça. Depois de tantos risos, subimos a energia e saímos pra atuar. Começamos subindo a energia no banheiro, onde tivemos a entrega do troféu água de ouro que foi entregue a Toquinho de Géris já que foi ela que descobriu qual chuveiro era o que saia água. Em busca pelo "aédios egípcios" -nome falado lá no HUT- encontramos um casal muito gente boa. C. e L. continuaram a atuação inteira com a gente. Descobrimos que os dois eram acompanhantes (ele da mãe dele e ela da mãe dela) e haviam se conhecido lá no hospital. Começamos falando que pra esse relacionamento dar certo, era preciso da aprovação das mães, conversamos com as mães e logo conseguimos as bênçãos. Encontramos o padrinho de casamento e a cerimônia já tava toda acertada, só falta marcar a data. Quando íamos saindo da sala, dona C (não é a mesma kk) entrou na sala querendo saber se os rumores do casamento era realmente verdade. Falamos a ela que sim e que até tínhamos um pretendente pra ela, que no caso era o padrinho do casamento, mas ela falou que aceitaria ser madrinha do casamento, porém, não poderia "se arranjar" com o padrinho porque ele era novo demais e ela teria que ensinar tudo pra ele. Todo mundo riu e voltamos a atenção pro casamento. Ele iria viajar mas voltaria na promessa de continuar essa conversa do casório. Cuidado, senhor C. A gente tá de olho nessa promessa!! 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Biju Leãozinho, HUT, 27/01/16

Querido diário!
Biju hoje não estava nem um pouco animada para a sua atuação! Porém, ela foi surpreendida com mil elogios e gestos de carinho. Eu e meu companheiro Raimundo Lambido recebemos sorrisos de todas as pessoas que nos encontraram! Foi incrível!!! Todos compravam nossas brincadeiras e surpreendentemente nos deixavam mais animados. A atuação que pensamos que seria "um saco" foi, no entanto, maravilhosa!!! Biju foi comparada até com Ivete Sangalo, virou cantora famosa. Tamanha semelhança né?! É realmente muito parecida! Rsrs. Raimundo por sua vez se tornou o Victor, da dupla Victor e Léo, porque é claro que ele não poderia ficar pra trás né. Já que somos "primos", o dom artístico é de família. Cantamos, dançamos, tiramos mil fotos com uma senhora que ficou louca com nossa beleza! Rsrs. Enfim, fomos bajulados a noite toda!!! Foi maravilhoso e pudemos nos soltar de uma forma muito leve e agradável! Uma acompanhante comprou até água pra gente, tadinha! Morri de dó. Que coisa mais linda ter se preocupado e gastado seu dinheiro conosco, sem a menor obrigação. Conhecemos uma mulher que ouvia música, enquanto esperava o marido que estava preso na sala de cirurgia porque o elevador quebrou, num aparelho estranho que entrava no ouvido dela; conhecemos uma senhora diva, que andava toda chic pelo hospital; conhecemos uma mulher sem nome, que estava brava e disse que não foi batizada.. Conhecemos uma mulher que nem ali estava, e nos seguiu porque queria ver a nossa beleza e a beleza do nosso trabalho. Eu aguento com tanto amor?! O dia foi movimentado... Até uma mulher que "ressurgeriu" da morte nós conhecemos! Hahaha!
A atuação de hoje nos trouxe à memória a essência do clown. Beleza onde somente há erros e sinceridade. Fomos verdadeiros e ganhamos sorrisos e elogios por isso! Gratificante é a palavra pra essa atuação! Obrigada, Raimundo, pela companhia!

Anita Pequenita, HUT, 18/12/2015

Subimos o nariz enquanto fazíamos nosso show particular e resolvemos mostrar nosso talento ao mundo. Com Marieta no comando da marcha chegamos ao primeiro quarto e descobrimos um seu Raimundo que conhecia um conhecido de um parente de um Fernando que cresceu no hospital. Descobrimos também que Rai-mundo é uma saudação para o mundo e nos esforçamos para aprender essa saudação em língua de sinais.
Agora o comando mudou e Anita estava de chefe da marcha cega pelo corredor. Avistamos um quarto e na sua porta estava Uilma, que era Wilma só que ela muda o nome conforme o querer dela para V ou U. Então uma senhora,  a senhora Jacobina, descobrimos depois, nos chamou para entrar no quarto. Ela nos contou que tinha uma neta que mora em Jacobina que é" palhacinha" e que ganhava 100,00 por hora de trabalho, ficamos loucaaas para descobrir como conseguíamos esse emprego e ela nos passou o endereço. Ao lado da senhora Jacobina estava a felicidade em pessoa, uma senhorinha que até pra tomar injeção acordava feliz. Foi através dela que descobrimos que o nome de Toquinho era do demônio (ficamos passadas), pobre Toquinho. Percebemos também que o filho dessa senhora estava só de conversa com uma moça do outro lado do quarto. A moça disse que gostava de moça também e que por isso não dava uma chance pro moço, mas mesmo assim ela chamava ele de Coração, ficamos confusas com esses apelidos, e também eles ficavam passando música um pro outro e ficavam de conversinha em segredo. HMMMM
No próximo quarto descobrimos uns Danones e percebemos que estávamos morrendo de fome de danone. Dai fizemos uma votação secreta, chapa 1 - come danone,  chapa 2 - andar mais um pouco. Marieta, Toquinho e Anita votaram, estava 2 votos para a chapa 1 e quando achávamos que a chapa 2 ia dar a virada, o 3 voto foi pra chapa 1, e por unanimidade resolvemos comer danone em casa.
Toquinho e Marieta, só tenho a dizer que vocês são incríveisss!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Marieta da Estampa - HUT - 18/12/2015

Hoje, última atuação do ano... A atuação começou legal e diferente desde a subida de energia. Não estávamos com celulares, logo começamos a cantar músicas e fazer um beat-box meio desajeitado que logo funcionou. Marieta, Anita e Toquinho estavam ali. Saímos como um pelotão, marchando -por motivos que são melhores se mantidos em segredo kkkk-. Toquinho e Anita seguiam os passos de Marieta que guiava o trio de melhores companheiros pelos corredores. Conversa vai, conversa vem, entramos em um quarto. Fomos conversando aos poucos nos entrosamos com todos.
Segue um diálogo ~baseado na minha fraca memória~
 "A minha sobrinha trabalha como palhaça, ela ganha 100 reais pela hora!" 
"Ah, mas por 100 reais a hora eu quero ser palhaça também!" 
"Ué, e você já não é palhaça?" 
"Palhaça? eu?" 
"Qual o nome de vocês?" 
"O meu é Marieta da Estampa, essa é Anita Pequenita e essa é Toquinho de Géris."
A senhora na outra cama entrou na conversa e falou:
"Toquinho? Valei-me!"
"Oxente, o que é que tem meu nome?"
E assim começou a batalha da senhorinha dizendo que o nome de Géris era o nome do "diabo" Hahahah "pode olhar na Bíblia, minha fia" e Géris dizendo que não, porque aquele era o nome dela mesmo. Conhecemos também um casal (que eles não leiam isso kkk) "a gente não é casal não, a gente é amigo. Ela nem de homem gosta." Esse tal casal e essas senhoras serão meu núcleo do dia. Obrigada pelas risadas e pela "porta aberta". 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Tatá la Bokita -HUT- 01/12/2015




O que falar desse diário que esqueci de postar? hahaha!
Desculpa, gente. As semanas que passaram foram bem corridas, fiquei sem atuar e acabei esquecendo de postar algo sobre a última atuação. É ruim escrever depois de tanto. Juro que não deixarei mais isso acontecer. Porém, não esqueço da Amélia, uma senhora que tinha levado um queda no banheiro, estava sem poder se mexer, sem fazer estripulias, mas nos recebeu de uma forma tão carinhosa. Me abraçou, me beijou, pegou na minha mão e agradeceu de todos as formas, sendo que eu que fico agradecida por eles me proporcionarem em tão pouco tempo um leque de aprendizados, uma nova forma de enxergar a vida e por, principalmente, me fazer agradecer por tudo que tenho, que sou e que conquistei.
Resumo da atuação:
"Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher."   

E ela repetiu isso várias vezes. E eu aprendi, né?


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Pedrinho Palito - Maternidade de Juazeiro - 14.12.2015

Hoje começarei meu diário com uma ilustre frase (que acho até que todos conhecem).

"O nariz do palhaço é a menor máscara do mundo, a que menos esconde e a que mais revela." Luís Otávio Burnie

Pois bem, e essa frase ai de dizer muito sobre essa atuação.
Chegamos eu e Jess no hospital como um belo dia qualquer, subimos a escada pra irmos trocar de roupa, bla bla, conversa vai conversa vem, antes do auditório tem umas 4 mulheres sentadas lá perto da janela e 1 baby, normal, super natural..... 
Sai do auditório Pedrinho Palito e Suzana Caçarola e vão conversar com essas garotas, e de boa a conversa bla bla, e uma delas grudada no celular, inquieta, quem são elas? quem são elas/?

Enzo arrudiado de mulheres. Parte II

Então eram elas, a mãe, a tia, a avó e a madrinha, elas são bem unidas né? e a conversa se tornou a ser: quem é Pedrinho Palito? "aonde ele vive?", "onde ele mora?", "ele ja foi dançar lá", "é do SESC", "vou achar o Facebook dele aqui"; OMG que tantos questionamentos...
Nessas horas da vontade de descer a máscara e sair correndo, não sou eu, quem ? BRINCADEIRA. mas ao final do dia fiquei com essa frase na cabeça e vi como ela faz bastante sentido na vida.

PS.: ao final da atuação elas ainda estavam lá, Waguinho e Jess foram lá conversar com elas, responder algumas perguntas do projeto, da vida de fora de Pedrinho, e foi bom reencontra-las e saber como tocamos na vida de cada um.