domingo, 28 de junho de 2015

Isabel Decibel - HUT - 26.06.2015

Semana passada, eu, Lua, fui assistir Divertida Mente (um filme novo de animação da Pixar) e, como qualquer pessoa desocupada, fui inventar de fazer um daqueles testes de internet para saber qual das “vozes” de dentro da cabeça eu seria (pra quem não assistiu ao filme, temos 5 vozes/personagens dentro da cabeça: Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho. Elas determinam como vamos reagir a tudo em nossa vida)! Eis o resultado :
“Alegria
O seu objetivo é garantir que todos a sua volta estejam felizes. Você vê os desafios da vida como oportunidades, e encara os momentos menos felizes como um caminho para chegar a algo maior.”
Parece bem besta, né? Mas me lembrou Isabel, as atuações, os melhores companheiros. Estar em um hospital atuando tem seus altos e baixos. Tem pessoas receptivas, tem os que não te querem lá; tem os que sorriem, tem os que não te olham; tem os que tem fé, tem os que nem isto mais resta; tem desafios, tem momentos menos felizes, mas, junto a tudo isso, há a certeza de que esse caminho à la Montanha-russa é uma oportunidade perfeita para se chegar à humanização, ao encontro. Pessoas são complexas e atuações são complexas porque envolvem pessoas. Esses tantos momentos difíceis, pelos quais todos passamos, nos levam sim a algo maior! Eles nos fazem valorizar ainda mais os momentos felizes.
Como o filme deixa bem claro em sua mensagem final: a Alegria depende da Tristeza, do Medo, da Raiva e da Nojinho. Podemos tentar levar sempre alegria, mas temos que saber que, nesse processo, todas as emoções vão juntas (em nós e neles).
A Alegria é a chefe da minha Sala de Comando (ref. ao filme); Isabel é a minha Alegria; mas, sem os outros personagens, Isabel não existiria.  

Salete Bronzeada 26/06/15- HDM

Mais uma sexta-feira... Confesso que sou uma pessoa de rotina, gosto de ter o que fazer e tudo mais... Depois de uma sexta-feira doente, e de uma sexta-feira com o hospital tendo festa, onde não foi possível atuar, além das férias chegarem, tinha esquecido da atuação... Quando Marimar falou: hoje a gente vai atuar né? Aí eu disse (muito tempo depois, pois acordar tarde é uma dádiva!): SIM!!!!
Que saudade de atuar. Que saudade de subir o nariz. E lá fomos nós. 
Atuar é sempre uma surpresa, é literalmente o branco-vazio que tanto falamos. Tem lugar que a gente só basta chegar e fazer praticamente nada, e as pessoas estão lá: entregues.
Um quarto me marcou nessa atuação, me lembrou Gentileza nos dizendo que aquele tropeço que a gente acha que ninguém viu, que tentamos esconder a qualquer custo, todos veem, e o palhaço vem pra mostrar o que com tanto esmero tentamos esconder: foi o que aconteceu, e por se tratar de uma coisa simples (nada de malabares, ou de danças fantásticas, ou de duplo-twist-escarpado), apenas a roupa de Salete presa na cadeira quando Marimar sentou, sem querer, sem planejar, foi o suficiente. Suficiente para o quarto explodir em risadas, suficiente para a conversa fluir bem, suficiente.
Nessa sexta-feira ficam alguns pensamentos soltos e aleatórios: 
1- Como é difícil arrumar um pão pra matar a fome de Marimar
2- Onde Josenildo Maqueiro foi parar? Fugiu do casamento mesmo!
3- O nome da boneca era Nhenheca mesmo?
4- Estampa tropical, estampa chique, ouro nos vestidos
5- No fim do ano qual será afinal, a roupa e a maquiagem de Salete? 
6- Como é bom atuar
7- Quenhé Priscila?
8- O bebê não quer deixar ninguém saber se é menino ou menina.
9- Daniel, mal educado, rsssssssss
10- Não precisamos de muito, de roupas perfeitas, de "palhaçadas" incríveis ou de coisas estrambólicas, basta apenas estar ali, ser, se permitir ouvir. 

Cada atuação vem cheia de aprendizado, de coisas que eu levo guardadinhas no coração, protegidas e abrigadas. 

P.S.¹:Não posso deixar de falar da sintonia que Salete e Marimar tem, do bom que é ter aquele short folgado que sempre nos salva, como mesmo sem palavras, a gente se entende (que clichê, mas é um clichê verdadeiro). Obrigada Marimar, por ser essa companheira, a melhor do mundo. 

P,S.²: E vai aí uma frase que sintetiza o que eu senti nesse dia: "Que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica, nem com balanças e nem com barômetros. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produz em nós" - Manoel de Barros

HUT - 29/05/2015 - Dinho Vitamina C

Quando o que se espera é nada mais nada menos do que o inesperado... parte 7/XYZ

Não importa muito com quem estamos, seja Chiquita Furacão ou Chiquita Furacão versão Verão 2016 (Pietra Fofolete), o importante é ater-se ao essencial. Quem faz a mágica é a peça, não os atores


Isabel Decibel - HUT - 29.05.2015

A ARTE DE LEMBRAR 
Algumas pessoas comem alimentos depois de vencidos; outras perdem a data da fatura do cartão; uns esquecem a data do aniversário do melhor amigo; tem aqueles que perdem as datas das provas; os que esquecem da data que usa como senha; datas, datas, datas, perdidas, idas, esquecidas ..... por outros, porque eu sempre lembro de todas elas!! Entretanto, lembrando delas, esqueci a do diário de bordo kkkkkkkkkk
Sem mais justificativas ou desculpas esfarrapadas, digo apenas que lembro com muito carinho dessa atuação a qual, hoje, me refiro. Lembro-me de que, nela, percebi que somos lembrados.
Ser clown, palhaço, ombro amigo, ouvidos a postos ou em que quer que seja que nos transformemos é algo tão natural e tão espontâneo que não tinha me notificado de o quão magnífico esse trabalho poderia parecer aos olhos daqueles que assim o querem enxergar.
Aquele momento em que entramos em um quarto e uma pessoa diz “eles voltaram”, “vieram outros essa semana”, “a outra que veio semana passada era mais morena, né?”, “eu lembro de você” à mágica. Que privilégio e que honra ao sentir que nós ocupamos um pedacinho na memória daquelas pessoas.
É a isso que dedico meu diário atrasado: a arte de lembrar. E digo “arte” porque a lembrança não é algo sólido, concreto, imutável. Ela é intensa, ela é feita, refeita, poetizada, entristecida, vista, revista, revisitada, mágica, única e própria. Ela depende tanto de quem a possui quanto um quadro depende do seu pintor. Se formos bons artistas, nossas lembranças serão as mais lindas até quando tristes.
Eu me lembro.  

sábado, 27 de junho de 2015

Frederico Pau de Arara-HUT-23/06/15

Querido e amável diário...

Feriado de são joão.
E Gui, como sertanejo de coração, obviamente, espera ansiosamente por este dia.Porém, diferentemente de outros anos, o meu são joão foi comemorado de uma forma bastante diferente(não menos feliz):não houve fogueira, nem pé de serra, nem comadre e compadre. O meu São João foi levando Frederico para boyzar no seu Pau de Arara no HUT.
Acordo cedo com a voz doce e aveludada(deu vontade de colocar esse adjetivo, mesmo sem saber propriamente o que ele significa)de Aninha:
-Gui, tá acordado? Topa atuar agora cedo? A TV Grande Rio vai filmar a gente!
Frederico que se preza não perde uma oportunidade de boyzar, sobretudo quando as fronteiras agora não ficam limitadas ao Hospital.Somos chiques, sim sinhô. E fomos!
A câmera,oxente, nem me lembrei.A repórter, tampouco. Foi algo tão natural e espontâneo que, quando vimos, nem queríamos mais parar aquela atuação.
Aquele momento foi sim, para mim, um alívio e, ao mesmo tempo, um encontro. Alívio porque me fez crer ainda mais no objetivo desse projeto. De que ele, indubitavelmente, estava conseguindo conquistar, cada vez mais, o coração dos pacientes, acompanhantes, profissionais; encontro pois a atuação foi recheada de olhares sedentos de carinho e atenção.
Em um mundo às vezes tão carente de amor e humanidade encontrar pessoas como àquelas me fez acreditar ainda mais no ser humano.
Como não se lembrar do sorriso de Pretinha? Aquela senhora que se apresentou com este apelido carinhoso e que nos abraçou de uma maneira tão materna que quis ficar ali, durante alguns instantes. E quando perguntamos de que forma podíamos torcer pelo seu marido que estava em cirurgia, ela pôs as mãos justapostas e começou a rezar. E seguimos-la. Um Pai Nosso que ecoou por todo aquele quarto e, certamente, lembrou-nos da única certeza que temos: Cristo vive e reina. E que a Fé, sem dúvidas, é o alicerce que nos mantém firmes na certeza de um amanhã melhor.
Agradeço as meus companheiros (os melhores) por dividirem este momento comigo. Aproveito para declarar a admiração e orgulho que nutro pelo projeto.  E a alegria que ele me trás, mesmo em meio a situações tão delicadas. Obrigado Miguel Céu Aberto. Obrigado Jamais Vista de Listras pela sua espontaneidade que me cativa de uma forma imensurável e levanta o meu astral quando a atuação parece ceder. Aninha, seu clown, para mim, é o símbolo mais nítido da ingenuidade e ousadia. Do amor e meiguice. É nítido o quanto me divirto com você. <3 o:p="">

E reguemos o amor...sempre!








Frederico Pau de Arara. HUT, 09.06.2015

Querido e amável diário...


Tudo bem que estou deixando-te, um pouco, sobre os cantos. Porém, não esqueci de você. E, hoje, mesmo atrasado(bastante, por sinal) venho falar de uma atuação que foi bem interessante, haja vista que foi a primeira sem a presença dos velhinhos.

Contei com a presença ilustre, cativante e amável de Gina Orangina. Ela que, com sua doçura e olhar atento, fez a minha noite mais feliz, mesmo em meio a tanto contratempo.
Gina, querida. Obrigado.


Obrigado àqueles olhares que, apesar de cansados, se permitiram encher-se de um pouco da magia clown.