sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

HU- 10 de Dezembro de 2014; O dia de Dona Socorro!

"Dona Socorro? Onde está Dona Socorro?" 

A gente precisava encontrar D. Socorro, porque D. Margarida tinha dito, que ela socorre todo mundo, por isso que ela se chama Socorro do Pronto Socorro. Pois bem! Ela tinha que tirar os ferros da perna de D.Margarida e coloca-los na perna de Florentina; depois tinha que conseguir 5Kg de nota de 50,00 porque aquele moço simpático ía dividir com a gente; tinha que carregar aquele moço do sorriso embutido pra casa dele; tinha que orar com a gente pra Alessandro ficar melhor, tinha que ajudar Tamborete com a perna dela também....Tinha uma lista enorme de coisa e de gente pra socorrer ... Até que a gente descobre que ela morava em Bonfim, mas de certa forma ela se fez bem mais presente do que imaginávamos.

Dona Socorro estava nos olhos do locutor “Bonitão” (as meninas irão entender) e nos olhos daquele palhaço (que sua mulher Dalila, retirou os cabelos do “suvaco” pra ele perder a força e parar de pular a cerca, Dalila é arretada, viu?)... Ouxente! Ela estava com a mãe do Alessandro que tem um monte de rede na casa dela pra gente dormir (A angústia de ver seu filho naquela situação foi mobilizadora pra que ela nos lançasse aqueles jogos). Estava naquele moço lançador de moda, e naquele senhor que nasceu com um rádio dentro dele e que tanto nos dizia: Precisamos pregar a palavra de Deus.

Dona Socorro estava em cada canto daquele andar, em cada quarto, em cada leito, em cada olhar. Estava nos olhos de Tamborete e na sua delicadeza, estava nos olhos de Frufruta que nunca deixa de ser doce! Estava nos olhos de Florentina que as teve como melhores companheiras, que há um bom tempo não tinha atuado no hospital, estava um tanto receosa, ansiosa... Mas Dona Socorro  estava ali pra nos socorrer e se apresentava nos olhos e no encanto de cada encontro ali conquistado, desses que me encheram de luz!

Gratidão meus amores, gratidão a doçura de vocês que me enchem de energia... E foi assim, o meu dia do palhaço! Cheio de doce, olhares, sorrisos, encontros... (Cheios de coxinha também...hahaha)

Feliz em voltar aqui, Querido Dream! Prometo não tardar a estar contigo novamente! 

Feliz dia do palhaço! ;O) 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

HU, 10 de Dezembro. Inês Tamborete

Un, deux, trois.
Ontem foi um dia ordinário com acontecimentos extraordinários. Pude conhecer a doçura de Frufruta e de Florentina Tempestade*, uma tempestade de flores (cheirosas). 

Queria agradecer aqui à Dona Socorro, que, pra mim, foi a bala que matou satanás. O último biscoito do pacote, etc., etc. De Bomfim pro mundo, a tia do locutor gatão que anunciou o dia d@ palhaç@ junto com o senhor das bolas (caham!) e que estava devendo ajuda pro Alessandro, pro rapaz de "bona" na cabeça, pro menino que não podia correr e, finalmente, pra D. Margarida (no jarro)... foi a procurada da noite.

~Ah, sim. Entramos num quarto em que as brincadeiras eram com os cabelos dos suvacos alheios. Mas não me senti confortável com a associação constante entre tirar cabelo do suvaco e homossexualidade, principalmente em tom pejorativo; coisas assim não fazem minha praia nem em atuação. Mas a nomeada D. Dalila (a que cortava os cabelos), com sua risada e o moço do leito ao lado (o lançador de moda) me ajudaram e fizeram bem sua parte. Adoro os risos largados. E adoro a D. Socorro também.~

Tô cansada, sem lembrar de muito mais, mas sei que foi bom, apesar do tempo. Gostei da sintonia e da leveza. Ah, e de D. Socorro.

Como é isso aqui? Pera**
Acho que nunca tinha experimentado levar de um quarto a outro algum jogo. E deu certo. Acho também que ficou claro que eu amei a D. Socorro, apesar de não a termos encontrado.

*Saminha, muito obrigada!!!
**Tenho publicado fotos, o que não é bem meu estilo. Desconfio que seja pra dizer mais coisas, as que ficam entaladas por algum motivo. 


P.S. 1: Sobre o dia do/a palhaço/a: 





P.S. 2: Por Testa das Frituras. Queria ter podido encontrá-lo antes do brilho de sua testa não se fazer mais presente. 





quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Zefinha Laranjeira - HUT – 09/12/2014



Reencontros.

Hoje foi o dia de perceber a delícia de poder entrar num quarto e ser lembrado. Não que isso não tenha acontecido. Quero falar de lembrar com saudade, de alargar o sorriso quando vê e chamar com pressa pra entrar no quarto. Mais ainda, de causar um surpresa boa ao mostrar pra quem tá ali que nós lembramos deles, dos maridos, dos filhos, dos irmãos e das histórias que conhecemos e ajudamos a escrever naquele lugar. Nossa forma de mostrar porque estamos ali é mais simples do que imaginamos, acredito que seja apenas REENCONTRANDO quem já olhamos no olho e ouvimos por uns minutos. Assim a gente consegue mostrar como ser mais humanos, como não estamos por aqueles corredores e leitos para ser “animadores de festa”.  Cada dia as pessoas que encontro pelo HUT me mostram milhares de coisas tão simples que até então eu não havia conseguido enxergar...

P.S: “Sobre Testa das Frituras e a sensação de que a terça-feira já tá começando a sentir falta de um nariz vermelho naqueles corredores. Ao final da atuação, só conseguimos pensar, ‘Thiago/Testa tinha que estar aqui hoje’. Maas, quando der pra voltar, eu e Santiago estaremos prontinhos pra gente atuar!”


Zefinha Laranjeira - HUT – 02/12/2014

         Um certo agito dominava os corredores na hora da chegada. Um tanto de gente junto pra subir nariz e um outro tanto lá fora pra nos ensinar uma porção de coisas que a gente nem imaginava. Entre senhoras e sorrisos, senhor esperando meninos (gêmeos), conhecemos até a tal da Dona Olinda que num via a hora de passar Natal com a família. Num teve quem acreditasse que o filho dela, que já tinha caído de moto, foi corrido pro hospital em Araripina e acabou sendo derrubado de novo ao invés de socorrido (diz que hospital é pra isso né?).

         Ave Maria, num posso nem esquecer de Dona Tereza que nunca vi pessoa ter tanto sorriso pra espalhar pelo nosso caminho. Ixe, teve também gente chata... daquelas brabas, que faz careta e ainda é  mal educada, que nem se quer com os companheiro de condomínio fala. Dessas que a pessoa diz “Boa noite” toda educada e ela fala toda emburrada “Se for boa, lhe conto mais tarde” (ainda fazendo macacagem).  Eitaa, que até mesmo querendo ser chata ela fez foi todo mundo que tava nas portas dar risada (pense numa careta feia Dona Chata..kkkkk)... :D

Esperança Sambacanção - Maternidade de Juazeiro. - dia 05/12

Foi uma delícia. Sim uma delícia. Nunca usei esse adjetivo pra descrever minhas atuações, mas posso usar hoje. Foi como comer um cuscuz com carne de sol, e um copo de fanta beeem gelada, quando se está com fome. Foi tipo isso, comi, comi bem, tava uma delícia, e eu sai de lá outra pessoa. Queria agora dá um beijo e um abraço em cada pedaço de carne de sol que encontrei pelo caminho... eles estavam temperados de um jeito diferente naquela sexta-feira.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Jurema das Pamonhas - Hospital Materno Infantil - 05/12/2014

Tu tem aqueles dias que parece que veio arrastado? Porque hoje eu tô assim...

Indisposição resumia minha situação naquela tarde muito quente de sexta, tinha sido uma semana muito cansativa e eu estava lá sabendo que não teria descanso nem no final de semana. Para completar pegaram a chave do auditório, e agora, onde a gente vai se trocar? Talvez no mini banheiro. Tá ocupado; Vão pra sala da assistente social. Ela tá em atendimento. 

Muita espera...
""nossa"" sala estava ocupada e quando resolvemos bater lá estavam muitas mulheres fazendo um lanche, comendo um cheiroso cuscuz, hahaha. Não sabíamos que essas pessoas iriam mais tarde, no início da atuação, fazer com que nossa energia subisse e com isso dá início a uma das melhores atuações que eu participei. (Inclusive me comparando com uma personagem da era do gelo, a Amora, sim isso mesmo, uma mamute)

Apesar de termos começado um pouco mais tarde do que o de costume, não nos apressamos quanto a preparação. Penso que soubemos aproveitar bem o caminho, desde a apreciação de fazer nossa maquiagem até o último encontro do dia. Uma subida gradual de energia.
Nossa sintonia estava muito boa, conseguimos tirar jogos de cometários desagradáveis - dos agradáveis mais ainda -, conseguimos achar a mulher de vestido laranja que não estava de laranja e até interagir bem com uma mulher que ficava com medo da nossa presença, mas tentava saber lidar...

Para quem chegou lá arrastada parecia que teria que sair do mesmo modo.
Incrível o que uma atuação é capaz de fazer, proporcionar vontade e recuperar a energia que parecia está perdida, mas tava lá o tempo todo, em uma caixinha a quatro dedos embaixo do umbigo.