Primeira atuação sem nossa monitora. Aquela sensaçãozinha de
insegurança mas também de desafio. É muito complicado não se deixar
guiar, no início por alguém que já tem mais experiência que você...
Rola muita insegurança, medo de se jogar no vazio e de não saber o que
fazer em determinadas situações. Mas acho que precisávamos disso...
Pra nos mostrar o quanto somos capazes. Confesso que nunca tinha me
jogado tanto e mergulhado tanto no desconhecido... E acabei exagerando
muito. Mudei o jogo das minhas companheiras algumas vezes, fui
egoísta, eu reconheço. Estava tão empolgada que nem percebi que podia
ter aceitado mais o jogo delas. Me desculpem! Fica de lição para a
próxima. Brincamos muito com as crianças... Procuramos um gênio, um
arco-íris e um pote de ouro. Fiz metamorfose. De Carminha para
borboleta e de borboleta pra Carminha de novo... Tudo lindo mas
opsss... esquecemos de ir na oncologia. E logo no dia que ela estava
cheia, poxa!! L Fiquei triste mas acontece né? No mais, é isso,
diário. Bjs e até a próxima!
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Florentina Tempestade - HUT - 06/09/2013
Diário de Bordo (06 de setembro de 2013)
Terceiro dia de atuação no HUT. E dessa vez, não é que a Florentina superou direitinho a danada da Sâmara? Achei lindo! Conseguimos fazer vários jogos, em alguns dissemos “siiiiim”, em outros “não” e foi que na avaliação da atuação, percebemos que precisamos trabalhar isso! Nós encontramos pessoas que estavam ali na semana passada, e estavam bem melhores. Sabe o J.? Pois bem, ainda estava lá, sorrindo e conversando com a gente naquela sala cheia de cidades do Nordeste. Melhor ainda ver aqueles sorrisos estampados em seus rostos. Um dos desafios que tivemos, foi nos comunicar com algumas pessoas, apenas pelo olhar. Tá entendido, então, por que o nosso querido Gentileza trabalhou tanto isso na nossa oficina? Claro! Não é só no HUT, mas em outros espaços e momentos, me vejo refletindo sobre isso! E que bom, então, que o conseguimos! Sabe o G. ? A sala que ele estava foi uma das últimas que visitamos, o coração da Florentina vinha apertadinho e se questionando se ele ainda estaria ali, e não estava, prefiro acreditar que ele já se recuperando em sua casa! Mas, naquela sala, estava um casal do Cariri... Ele como paciente e ela como acompanhante. Nem acredito que aquele moço tão calado, em um dado momento da atuação estava imitando com a Florentina, o Coxinha e o Chico Pezão das “Garras da Patrulha”, aquele programa do Cariri, arrancando sorrisos de todo mundo, Pietra e JamaisVista não se aguentaram de tanto rir. Pois é meu “Querido Dream” cada vez mais me sinto encantada com tudo isso, com vontade de seguir em frente, de aprender mais e mais... De saber que com os meus melhores companheiros, a partir da arte clown, conseguimos fazer bem àquelas pessoas. E é tão bom ouvir isso delas, na verdade, elas não têm a noção do bem que nos fazem!
Termino com uma frase que tanto ouvimos e que trago sempre comigo: “O essencial é invisível aos olhos...” (Saint-Exupéry)
Beijinhos,
Saminha!
Hércules do Encanto - HUT - 01/09/2013
Caro receptor hoje eu fui telespectador, fiquei de fora, pareceu muito com a brincadeira do gentileza de não poder se mexer com ele pulando pra tudo quanto é lado... Tinha em mãos meu celular sem capacidade de aproximação, tendo que bancar um ninja pra tirar foto sem ser visto por meus amigos... Mas tirando esse probleminha foi divertido, eu nessa brincadeira de acompanhante disfarçado conheci e pude encontrar algumas pessoas que talvez Luiz ou o Hércules nunca tivesse encontrado da forma que aconteceu... Me surpreendo com a riqueza de cada dia... foi um bom dia...
Chiquita Furacão - HUT - 30/08/2013
DIÁRIO DE BORDO
Mais uma atuação com companheiros com quem eu nunca tinha
atuado junto. Aquele medo de atuar com mais 3 pessoas. Mas no decorrer do dia,
notícias foram chegando e acabou, por
fim, indo Chiquita e Jamais vista de listras. A preparação aconteceu dentro de
um banheiro escuro, o que eu fiquei com medo no início de não encontrar o olhar
da Jamais vista de listras, mas no improviso, a luz do celular foi o
suficiente. Saímos à procura de uma bola de cristal que eu havia perdido, mas
por puro azar, umas mulheres que faziam magia, e que inclusive faziam a parede
se abrir, sumiram com a minha bola de cristal, então não tinha como saber sobre
o futuro. Por sorte nossa, havia um senhor que lia a mão, e nisso descobriu que
Jamais vista de listras iria se casar e enviuvar rápido. Foi aí que a busca
pelo futuro falecido marido começou. Procuramos muito, e depois que achamos o
danado não queria assinar um testamento. Chateadas, fomos embora, foi então que
vimos a parede se abrindo e as duas senhoras que faziam mágica entrando por
ela, corremos pra pegar carona. Quando voltamos para o nosso mundo, chamamos um
senhor para andar conosco dentro da parede, e ele topou! Foi o máximo!
Termino esse diário com “surpresa boa”.DI
Chiquita Furacão - HUT - 23/08/2013
DIÁRIO DE BORDO
Hoje o cansaço estava gigante. Eu já estava planejando fazer o que fiz,
talvez a coordenação até me dê um puxão bem grande de orelha por isso. Coloquei
os “calouros” para atuarem sozinhos enquanto eu observava. Apesar de eles
ficarem nervosos com a notícia, expliquei que eu havia atuado sem monitor logo
na 3ª atuação, e que é necessário a gente sair da zona de conforto pra sabermos
o quão surpreendentes e grandes podemos ser. Estava nos planos também a
Chiquita aparecer no meio da atuação, não pra eles pensarem que estavam fazendo
algo de errado, mas poderem avaliar uma atuação com e sem monitor ao mesmo
tempo. Acredito que Chiquita apareceu no momento certo, em que uma paciente era
muito abusada e estava falando mal das meninas, dentro do jogo, e falando mal
como coisas do tipo “feia”,
“prostituta”, “não gosto de gente preta”. Com essas atitudes dela
confesso que até eu senti bastante desconfortável e com muito medo de não
conseguir sair daquilo. Foi então que me lembrei e ensinei às meninas o que
aprendi com Teka Lua Cheia: quando alguém tem alguma atitude racista, a gente
joga com as cores das roupas, dizendo que a pessoa é vermelha se ela estiver
usando uma camisa vermelha, por exemplo. Essa foi a dificuldade que tivemos,
mas acho que conseguimos nos sair bem.
Tenho que contar também a minha primeira e curta experiência assistindo
uma atuação. Só tenho uma palavra para expressar: desesperador! Porque dá
vontade o tempo todo de entrar pra atuar, de brincar com o pessoal, de entrar
no jogo. E é muito difícil ficar ali no cantinho, tentando ser um fantasma e se
desviando dos olhares curiosos das pessoas tentando entender o porquê de você
estar seguindo os palhaços pelo hospital. No entanto, é também bem divertido
ver meus melhores companheiros atuando, é engraçado, mas também nos coloca com
um olhar mais crítico e comparador.
Enfim, fecho esse diário de bordo com duas palavras: desespero e
confiança.
Chiquita Furacão
Lupita Toin-oin-oin – HDM – 30/08/13
E pra terminar agosto, mais um dia maravilhoso de atuação! Nova companheira: Pinik! Foi tudo muito lindo. O mais instigante foi ver tantas pessoas que comeram melancias inteiras. E ainda havia algumas que tiraram a melancia, mas deixou a casca! Nós que não somos gulosas, repartimos a nossa melancia entre nós três. E dessa melancia nasceu Suelen (uma baby linda), tão linda como as mães!
Depois fomos ver os nossos pequenos...Quantas crianças lindas aquele ambiente possui! Crianças sem língua, outras com línguas enormes. Crianças mudas, criança tagarelas, e crianças que não há um stop na fala (vê se pode,é por isso que ele foi parar ali, por causa de um bendito chiclete – chiclete que te faz falar muuuuito). Ah, descobrimos um novo poder podemos ficar invisíveis! Mas esse segredo não podemos compartilhar.
As horas passaram e nem percebemos. Precisávamos correr, pois o mundo de duras responsabilidades nos esperavam. Fico aqui, ansiosa por mais um sexta-feira, onde podemos ser felizes, todos juntos.
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