Diário de bordo, como foi difícil o dia ( a apreensão) só de pensar que três clowns recém-nascidas teriam que se virar sem a sua fiel escudeira Chiquita Furacão o.O
Mais foi tão lindo, foi bom ver como podemos nos doar cada vez mais, principalmente quando necessitamos daquilo, necessitamos ser úteis. Sentimos sim muita falta de Talita, mas percebemos que já podemos dar alguns passos, que não somos totalmente dependentes... Nesse dia tive a prova viva de que o trabalho de Gentileza foi muito bem feito, somos CACHORROS e não sabíamos, ou pelo menos não tínhamos certeza...
A atuação foi tão emocionante que até recebi um bilhetinho com um telefone!!! Achei aquilo lindo, foi aí que vi como o acompanhante comprou mesmo jogo de Jamaisvista e sua luta à procura de um noivo... e foi inocente a atitude dele, nós três vimos que não foi uma insinuação, como muitas vezes acontece, ele está à procura de uma noiva e me ensinou onde mora pra eu conhecer sua família!! Aiii que lindo...
Enfim, foi emocionante mas sei que sempre podemos dar um pouco mais de nós mesmos, e o fato de lembrar o nome do paciente é enriquecedor no desenvolver da atuação... Lembrávamos de cada paciente e das histórias dos nosso primeiros encontros com eles... Como eles se sentem amados!
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Diário de Bordo de Joaquim Marmiteiro - HUT - 10/09/13
Mais um dia de atuação, mais um dia de diversão. E dessa vez
foi tudo muito diferente. Nossa segunda atuação sem um monitor. E isso está nos
fazendo cada vez mais os melhores companheiros do mundo (certo, Artur e Layla?). A naturalidade atingiu seu ápice; o momento da atuação chega a parecer que
estamos a tomar um café na casa de um grande amigo nosso, tamanha sua espontaneidade.
Os encontros são únicos, disso não duvidamos mais. Cada olhar é um novo mundo a
ser descoberto. Enumerarei (literalmente) alguns dos incríveis feitios de hoje
(e suas respectivas consequências nos clowns Joaquim Marmiteiro, Zeca
Aventureiro e Pedrita Bombom):
1) Encontramos uma chefe de enfermagem que dizia
ser a desorientadora geral. Por isso, a ajudamos, com o maior prazer do mundo,
a desorientar todos as pessoas desorientadas por ela. (sorriso irônico)
2) Zeca e eu vestimos a roupa de dormir de uma
senhora. Ao mesmo tempo. (sorriso nostálgico)
3) Conhecemos o senhor <>. Esse era
seu nome. Pelo menos assim o designamos. No final, Pedrita alertou-nos que os
beijos poderiam ser embasados em segundas intenções por parte desse paciente. (No momento dessa declaração inusual, sorrisos surpresos mútuos, meu e do Zeca)
4) Pedir ajuda a uma mulher para descer escadas. No
destino terminal, ela percebeu que quem estava sendo ajudado era ela mesma. E
nos pagou com um belo e inesperado sorriso. (sorriso agradecedor)
5) Conquistar a confiança de um jovem garoto ao nos
apresentarmos a ele e, ainda, ter a honra de ensiná-lo a dizer “prazer” quando
conhecemos uma pessoa nova. (sorriso realizador).
Experiências sublimes. E, como eu disse hoje à Layla: como
eu gosto de tudo isso!
Joaquim Marmiteiro
Zeca Aventureiro - HUT - 10/09/2013
Estava eu sentado embaixo de uma árvore do Parque Josefa Coelho, tentando estudar. Mas dois casacas de couro, construindo seu ninho, tentavam tirar minha atenção, tanto que não vi meu celular tocar. Quando percebi, havia duas chamadas de Will e retornei. Era um convite de atuar naquele momento, às 4 da tarde! Montei na minha bicicleta, fui em casa, peguei o nariz e corri pro HUT, ansioso por uma atuação na luz do dia!
Ao chegar no 1º andar, novidades! nos arrumamos no Estar Médico, que tava enxutinho, sem nenhuma poça d'água (quem atua no HUT sabe muito bem o quanto isso é bom). Subimos o nariz, viramos Correio, participamos de uma festa de final de ano, desorientamos pessoas, subimos as escadas e fomos cumprir a nossa missão: levar humanização para o ambiente hospitalar! Hoje, diferentemente dos outros dias jogamos bastante com os funcionários, estudantes e com os visitantes (era horário de visitas).
No primeiro quarto, duas senhoras lindas jogaram conosco! Uma das, com suas acompanhantes, que Joaquim fez o favor de embaralhar seus nomes criando um excelente jogo, nos presenteou com um vestido! Vestido grande, que quase vestiu nós dois... E ai, tiramos fotos, recebemos abraços e então partimos para outro lugar! Pedrita, quando paquerada, logo acionava o Marmiteiro Guardião... Então entramos num quarto onde a linguagem de beijos predominou! Eram beijos, beijos e mais beijos, além de caretas e mais um bocado de coisa...
Continuamos nossa caminhada, e ajudamos um maqueiro, que não era rico porque não fazia macas nem cirurgias de pés! Nessa confusão ficamos trancados no quarto, fomos soltos por uma moça bonita, e por isso fomos ao quarto dela! Nossa, lá tinha um senhor, que arrumou um professor de Português de Portugal, e tinha quebrado sua perna no Forró do Sfrega, outro cara que vivia penteando o cabelo, quando de repente chega a Luz!
Em outro quarto, um cantor que não queria cantar, que tava cheio de feridas na bunda, outro que tinha um óleo de bunda, e só queriam falar de bunda! Ambiente impróprio para inocentes clowns! Partimos...
De repente uma criança, comendo sopa, chamou nossa atenção! Nunca fomos no Dom Malan, não sabíamos como era atuar com crianças, mas lembramos do ilustríssimo Gentileza: "Na dúvida, corre!" No início, a dificuldade... Fizemos um jogo com nossos nomes, com a sopa dele, e descobrimos que ele queria ser jogador de futebol. Porém, ele disse que não gostava de estudar... Deixamos bem claro: "Pra ser jogador, tem de estudar muito"... E aí descobrimos um tricolor, torcedor do Bahia, que ofendeu o Joaquim por torcer por um time melhor do que o dele. Zeca e Pedrita cantaram o hino do Bahia, quando percebemos no outro canto do quarto uma senhora e sua acompanhante que estavam à margem do jogo. Fomos lá, e conhecemos um caso delicado, de uma filha única, que precisava dormir em casa, mas sua mãe pedia, com insistência, para ela permanecer ali. Mesmo sem saber como, afirmamos que iríamos ajudá-la, e sabendo menos ainda o que aconteceu, em seguida a senhora mandou a filha ir pra casa e chamar a moça, contratada para ficar lá!
Hora de descer... Quando estávamos indo já descer o nariz, uns funcionários e um locutor oportunizaram certos jogos, e então, seguramos nossa energia mais um pouquinho! Já no Estar Médico, uma acompanhante e aqueles mesmos funcionários continuava a jogar conosco.
Finalmente, narizes abaixados, que pena, que bom, que tal... E a ratificação de que a UPI me faz tão bem, assim como aquele ninho, feito de galho em galho, faz para aqueles casacas de couro.
Diário de Bordo- HUT(06 de Agosto de 2013)
Diário de Bordo (06 de Agosto de
2013)
Terceiro dia de atuação no HUT. E
dessa vez, não é que a Florentina superou direitinho a danada da Sâmara? Achei
lindo! Conseguimos fazer vários jogos, em alguns dissemos “siiiiim”, em outros “não”
e foi que na avaliação da atuação, percebemos que precisamos trabalhar isso!
Nós encontramos pessoas que estavam ali na semana passada, e estavam bem
melhores. Sabe o J.? Pois bem, ainda estava lá, sorrindo e conversando com a
gente naquela sala cheia de cidades do Nordeste. Melhor ainda ver aqueles
sorrisos estampados em seus rostos. Um dos desafios que tivemos, foi nos
comunicar com algumas pessoas, apenas pelo olhar. Tá entendido, então, por que
o nosso querido Gentileza trabalhou tanto isso na nossa oficina? Claro! Não é
só no HUT, mas em outros espaços e momentos, me vejo refletindo sobre isso! E
que bom, então, que o conseguimos! Sabe o G. ? A sala que ele estava foi uma
das últimas que visitamos, o coração da Florentina vinha apertadinho e se
questionando se ele ainda estaria ali, e não estava, prefiro acreditar que ele
já se recuperando em sua casa! Mas, naquela sala, estava um casal do Cariri...
Ele como paciente e ela como acompanhante. Nem acredito que aquele moço tão
calado, em um dado momento da atuação estava imitando com a Florentina, o
Coxinha e o Chico Pezão das “Garras da Patrulha”, aquele programa do Cariri,
arrancando sorrisos de todo mundo, Pietra e JamaisVista não se aguentaram de
tanto rir. Pois é meu “Querido Dream” cada vez mais me sinto encantada com tudo
isso, com vontade de seguir em frente, de aprender mais e mais... De saber que
com os meus melhores companheiros, a partir da arte clown, conseguimos fazer
bem àquelas pessoas. E é tão bom ouvir isso delas, na verdade, elas não têm a
noção do bem que nos fazem!
Termino com uma
frase que tanto ouvimos e que trago sempre comigo: “O essencial é invisível aos
olhos...” (Saint-Exupéry)
Beijinhos,
Saminha!
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Diário de Bordo de Joaquim Marmiteiro - 03/09/13 - HUT
Quanto entusiasmo! Dessa vez, o nível de energia envolvido já se mostrava elevado antes mesmo de subirmos o nariz de palhaço. Com o Zeca Aventureiro e com a Pedrita Bombom pronta para a festa, saímos para uma grande aventura.
Engraçado como a naturalidade passa a tomar conta das nossas vivências; engraçado como vamos adquirindo essa experiência na arte de não premeditar nada e fazer tudo por impulso, por relance.
O que me chamou a atenção foi o fato de conseguirmos trazer a alegria para pessoas que realmente se encontravam debilitadas. Dois pacientes em um quarto me marcaram profundamente: eles estavam com alto grau de ferimentos e mesmo assim estavam de braços e de coração aberto para o encontro. E, quando essa disponibilidade de ambas as partes acontece, aquela naturalidade da qual me referi no início do relato alcança seu clímax.
Profundamente marcante.
Saímos hoje daqui felizes por termos conseguido ser tão saudáveis para essas pessoas. Fazê-las sentirem bem é uma arte com um nível de gratidão quase que indeterminável.
Hoje me sinto feliz por estar conseguindo transmitir o que eu procurei fazer quando decidi que queria entrar no projeto: fazer o bem para o outro. Sem pagamentos. Sem restrições.
Joaquim Marmiteiro
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Capitulina Lingua Frouxa – 04/09/2013 – HUT.
É, pela primeira vez eu não tenho as tolas palavras que
escrevo aqui pra descrever como foi a atuação. Nunca fui boa com as palavras,
porém isso nunca me impediu de falar. Hoje me deparo com essa realidade, as
palavras sumiram. A atuação hoje começou cheia de medos, cheia de incertezas,
repleta de insinuações de que não daria certo. Pela primeira vez eu e a melhor
companheira do mundo iriamos atuar sozinhas. É, isso mesmo, apenas Capitulina e
Cidoca. Hoje compreendi quando a música de Teatro mágico diz todo chão se
abre... as vezes a Coragem é como uma nova lua... DURMA MEDO MEU. Pois bem ele
dormiu. E a atuação foi a melhor que poderia. O encaixe veio e Cidoca se
mostrou a melhor companheira do mundo todo.
Não tenho como expressar o que sinto agora, e muito menos
como me senti, pois foi um turbilhão de sentimentos o que me invadiu ontem. O
receio deu lugar à sentimentos lindos. Finalmente Cidoca encontrou uma voz, se
expressou e demonstrou toda a beleza que existe dentro dela. Quem ganhou nisso
tudo? Não, não foi capitulina. Foram os pacientes. Ah quantos encontros, quanta
beleza.
A música ai para vocês entenderem o que digo :D
A música ai para vocês entenderem o que digo :D
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