sábado, 3 de agosto de 2013

Cidoca dos Babados - Abraço Grátis - 14/07/2013

Diário de bordo

Feira da Areia Branca, Dia do Abraço, 2013

Madrugada, domingo, sono, acordar, muito sono...Cansaço a flor da pele e sentimentos 
também. 
Não era pra ser e realmente não foi. Indisponibilidade. Uma pena.... 
Foi um choro.  Assim, incontrolável, que eu forçava para não sair... Não queria deixar ninguém 
preocupado, pois não existia um motivo aparente... Simplesmente ali, naquele momento 
pouco antes da maquiagem, tudo se aflorou: o que já estava guardado a um tempo, o ponto 
alto de um estresse, uma “depressão”, uma angustia...sei lá.
Mas ai, eu ganhei outra missão...e foi lindo ainda assim! O sentimento era que Cidoca mesmo 
sem mim estava lá também.

Era uma feira receptiva, muito viva.

Tinha um pouco de tudo: 

Alfaces, tomates, roupas, cerâmicas; 

Adultos, idosos e crianças.

Tinha brilho, olhos, bocas; 

Narizes de palhaço.

Sorrisos, encontros e A-B-R-A-Ç-O-S! 

Por todos os lados,

Em todos os cantos e encantos.

Aos Lindões.
Obrigada pelos abraços e por toda força!

Mima Vulcão - Abraço Grátis - 14/07/2013

Diário de Bordo do Dia do Abraço

Depois de todo o processo de formação, o grande dia esperado: o inicio das atuações. Um inicio marcado por uma ansiedade, um acordar cedo. Mas nada de medo; pelo contrário, parece que eu nasci para isso. Me lembrava sempre da formação, das barreiras vencidas, das dores físicas e tantas vezes marcadas pelo sentimento de impotência frente às minhas fraquezas e debilidades. Mas ali estava eu, tão eu, tão aberta. Muito mais do que usar as palavras que tanto ouvimos como mantra. Era ali, a experiência. Era ver o olhar do outro permissivo. Era as vezes ser rejeitada. Mas mesmo assim saber que estava entregue e feliz.
Recebi abraços tímidos, carinhosos, ousados. Mais que isso, recebi sorrisos, olhares, gestos que me chamavam pra mais perto, que me convidavam para entrar em suas vidas, nem que fosse só por aquele instante. Mas ainda hoje me sinto feliz.
Que esse seja o início de tudo: do crescimento pessoal, do amadurecimento dos relacionamentos enquanto grupo, do aperfeiçoamento do clown, de permitir as lágrimas e as decepções, e saber que mesmo assim há o outro. E que eu também possa ser esse outro ao qual os meus companheiros possam contar!

Mima Vulcão <3 font="">

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Abraço Grátis da Rosinha Dos Retalhos - 14/07/2013

Hoje depois vestir a roupa e fazer a maquiagem eu achei um cantinho, no meio da maior bagunça na casa da Karol, e deitei. Comecei a lembrar da oficina, do gentileza, daquela energia e o tantão de coisas que aprendi ou reaprendi com meus companheiros nesses últimos tempos. Apesar do sono, do cansaço, da dor de cabeça, da fome e da ansiedade eu estava muito feliz naquele momento.
Então chegou a hora de subir a mascara e foi tipo aquela coisa, é agora ou nunca. Foi muito engraçado por que eram quase 30 pessoas em uma sala pequena, e muita , muita energia, então descemos e tudo o que eu mais queria era encontrar o outro. E quantos outros eu encontrei, foram tantos olhares, tantos encontros, tantos abraços, tanta troca de energia. Alguma mágica aconteceu naquela feira, e foi incrível, duas horas que se tornaram infinitas. Cheguei em casa, descarregada porém renovada.

Mas à tarde recebi uma ligação do meu namorado pra dizer que um amigo dele tinha cometido suicídio. E eu fiquei pensando naquilo o dia inteiro... Pois num dia que tinha sido tão especial pra mim, e pra tantas outras pessoas que estavam naquela feira, uma pessoa cometeu suicídio.
Então eu pensei em quantas pessoas nós não podemos encontramos no hospital, na rua, ou mesmo na feira, naquela mesma situação, de alguém que quer tirar a própria vida, e o quanto nós estamos alheios a isso. Mas quem sabe o quanto podemos mudar o dia, ou mesmo a vida de uma pessoa com um gesto, um olhar atencioso ou um riso despretensioso. Talvez seja utopia pensar isso, mas acreditar nisso é o que me mantêm aqui.



Frida Seriguela - 14/07/2013 (Abraço Grátis!)


São poucas coisas na vida que fazem tanto sentido como subir esse nariz, talvez pra muitos fique difícil entender isso... Poucas coisas na vida fazem tanto sentido quanto esse encontro e ver claramente esse encontro parindo filhos, filhos chamados, sorrisos, escuta, fortaleza, alegria, olhar! Hoje me encontrei com Frida- esse pedaço tão mais eu do que a Camila que tem que viver essa vida de gente grande -, ela estava meio perdida, talvez esse tempo longe de mim tenha feito esse inicio meio bambo e aos poucos, a cada olhar, cada jogo era uma energia que crescia. Nunca achei que fosse tarefa fácil (e não é), mas quando é Frida que tá lá e Camila se esconde um pouco, as coisas parecem ter um novo olhar! O que encontrar tá valendo e valeu! Valeu acordar às 5 da manhã, valeu cada segundo ali... Valeu os abraços, o sorriso, os encontros! Valeu olhar pro mundo com outros olhos, se despir de concepções, se despir de pré-conceitos, se despir por inteira... Lembro-me do som de cada sorriso, do aconchego de cada abraço, da sinceridade em cada olhar e desculpem-me todos, mas isso dinheiro no mundo paga!

Frida tá crescendo, sei que ela ainda é muito nova, ela ainda é um recém-nascido, sei mais ainda que todo cuidado é pouco, mas pensar estraga... Então prefiro deixar que as coisas tomem o rumo que o encontro levar, parafraseando os barbudos Hermanos, " (...)E ir onde o vento for, que pra nós duas, sair de casa já é se aventurar!(...)"

Sei que ainda não estou pronta, mas quem foi que disse que é pra está pronta? O nervosismo  aperta o estômago... Mas que venham finalmente os hospitais, porque eu quero, e tudo que eu quero, eu quero MUITO!! E que esse engradecer nunca pare... Que Frida nunca se perca e que Camila amadureça! 

<o*



Jusefina Pernas Finas - Dia do Abraço Grátis - 14/07/2013

Mais uma vez cá estou, tentando organizar minhas ideias e sentimentos para tentar escrever algo que faça sentido, esperei alguns dias para poder refletir sobre o que tinha acontecido naquele domingo e o estava sentindo sobre aquilo, ja que depois da atuação estava euforica e não conseguia pensar em mais nada que não todos aqueles abraços, fazia tempo que não me sentia assim, tão cheia de energia! Na semana seguinte pude ter certeza que não era mais a mesma,as pessoas o tempo todo dizendo que tinha algo de diferente em mim, parei pra pensar no que tinha de tão diferente em mim e achei um motivo, amor! Aprendi com a UPI, a amar verdadeiramente a me amar, um amor que transborda e afeta os conhecidos e os desconhecidos, foi tão bom poder ver os frutos de todos aqueles dias de oficina, saiu de mim dee uma forma tão natural que eu só pude notar bem depois, como é maravilhoso o encontro inesperado, o branco , o mergulho no precipício e ter a certeza que seu melhor companheiro está segurando a corda que te segura, hoje ccada vez mais tenho a necessidade quase patologica de vocês!!! <3 br="" nbsp="">

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Atuação Tiazinha Tagarela - HUT

Meu querido diário de bordo! Hoje, quero externar a satisfação da atuação no Hospital de Traumas realizada por Tichelle e eu. Cheguei cedo, meia hora antes, ansiosa pela chegada dela e de Fernanda. Subi ao primeiro andar, esperei, comuniquei as colegas da Enfermagem da atuação que ocorreria naquele dia, mas nada das meninas. Desci. Jéssica Richelle está lá, linda, com seus olhos verdes, a esperar na cantina. Chegaram os residentes de urgência e como Fernanda não chegava, resolvemos subir. Bem, nós fomos para a concentração, nos arrumamos e maquiamos e logo que internalizamos nossas energias mais profundas subimos o nariz e nossos olhares disponíveis brilhavam com cada encontro dali em diante. Encontramos de cara uma enfermaria com uma senhora muito charmosa, Dona Zita e em meio às brincadeiras, a Tichelle a provocou: “desfila pra gente ver, a senhora é tão bonita!”. Logo ela se rendeu e passarela nela! Seguimos seus passos eu e Thelle e já percebi nos residentes o ‘ribuliço’ com minha desengonçada performance. Tichelle, não, foi toda linda desfilando normalmente. Eu tava com vergonha de expor meus dotes modelísticos. Depois fomos indo nos leitos a conversar e conhecer as pessoas atentas e desejosas por contato - na maioria dos casos- mas o esposo, Sr. Nelson não quis papo, não! Só olhava... Todos haviam recebido um papel que falava sobre Deus e aí Tichelle perguntou se alguém podia ler para nós. Saímos do quarto e fomos ao star médico e aí empinamos nossos olhos curiosos nos papéis e perguntamos ao médico e a estudante, que é isso? O médico sorrindo levemente, respondeu: são os prontuários dos pacientes. E a gente pode ver, perguntamos! É secreto, sigiloso e complementou: é bom a presença de vocês aqui para animar o setor, estamos sempre precisando... Enfim, seguimos com nossas sacadas e aí logo encontramos outras pessoas e enquanto atuávamos entrou um grupo grande de estudantes, médicos e aí, eu que tava comentando que estava carente e doida pra casar vi Iuri, um loirinho lindo, ex aluno meu, meu não, de Carol! Aí falei pra elas: achei! É ele, é com ele que eu quero casar! Ele me abraçou e sorriu: professora! Aí eu disse: Eu? Você deve tá me confundindo... E fomos passando, brincando com um e outro e aí encontrei a professora Lucimara, que falou: Palhacinhas... Paramos e brincamos com nossos styles e seguimos. Mais na frente encontramos numa enfermaria um senhor com a perna edemaciada e nem por isso deixou de ser sorridente. Perguntei: Você sabe cantar? Ele disse que não, como quem quer dizer sim. Aí eu disse: se tu canta, eu danço! Aí o residente Albert disse que ele parecia com Adelmário Coelho. Não prestou não! Logo estávamos eles cantando e eu dançando e eu cantando e dançando e puxei o paciente para a pista de dança que ali se formara e ele dançou com a residente Laís e comigo e fomos seguindo leito a leito tentando que os outros também dançassem, sem mais adesões, infelizmente, só queriam contemplar e admirar a ação. Eles agradeceram, disseram que foi muito boa nossa presença tão alegre entre eles. Em outra enfermaria conhecemos um senhor que muito assanhadamente nos convidou a sermos suas ‘esposas’, uma para a noite e uma para o dia e eu querendo que a situação “rendesse”, achando eu que ele ficaria sem coragem de levar adiante tanta gaiatisse, disse que era casada e tinha um filho e ele logo disse que não contava para ninguém, não! Quanto a minha companheira, que também disse ter dois filhos ele complementou: veja bem! De vocês cuido eu e dos seus filhos vocês podem cuidar a vontade... Cabra da p..., e haja amendoim pra esses homens do nordeste! Adiante entramos em outras enfermarias respeitando a realização de procedimentos, até que fomos nos despedir no posto de enfermagem em nosso trenzinho e fomos embora.