sábado, 26 de janeiro de 2013

Fefê Xogás, 21.01.2013

Querido Diário de Bordo,

Já faz tempo que não nos vemos, meu amigo! Da cá um abraço! Pode entrar, sentar e ficar a vontade que eu vou te contar uma história...
Num belo dia de sol... Opa! Dia? Sol? PÊHN! Não, não... Numa bela noite de muito calor, agora sim, vamos eu e Júlia para o HUT dar o nosso mehor mais uma vez na atuação. E que atuação! Nunca encontrei tantos jogos diferentes num único dia. De cara, achamos a amante do Zezé de Camargo que acabou com o casamento dele. Ela estava hospedada num hotel e comprou sua mini Tv no dia 25 de março negociando em chinês com o vendedor. UFA!
Depois de protestarmos pelo direito de aumento de salário de uma nadadora (profissional em fazer nada), achamos um gnomo de máscara verde que tomou veneno de melancia na falta de uma maçã. Este mesmo gnomo tinha tentado suicídio e estava algemado em sua cama. Apesar da dificuldade de falar, foi maravilhoso ver seu sorriso enquanto eu me atrapalhava toda tentando casar a já casada irmã dele com um suposto irmão meu que é um partidão. E isso me fez lembrar de uma frase de Augusto Cury no livro "O futuro da Humanidade": "O suicídio é um grito desesperado pela vida. O suicida não quer dar fim à própria existência, mas à dor que o vem dominando."
Foi uma experiência maravilhosa, com muitos noivos em mim que foram abandonados no altar e menstruações de joelho, além da pistola bem reparada do rapaz e o marido chamado Cidade Paulo Afonso.
Agradeço a Jú por ter sido melhor companheira do mundo e estar totalmente disponível pra mim no jogo a ponto de falarmos juntas a mesma besteira... rs
Cada dia mais eu entendo e me lembro como e porque eu vim parar aqui, pra me tornar uma pessoa melhor, consciente de mim e do outro e promover o encontro entre o melhor desses dois mundos: a nossa verdadeira essência.

I ♥ UPI!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Likita Ratatouille, 19.01.2013

Companheiros: Talita – Chiquita Furacão e Carlos Fábio – Sancho Pança -Fofa

Fazia tempo que eu não atuava. Leia-se muiiito tempo. Abri meu guarda roupa e pensei: cadê a roupa de Likita? Meu Deus,eu não lembro nem da maquiagem dela! Que péssimo começo. 
Chegamos no HUT bem no horário pós-almoço, os pacientes e acompanhantes todos com carinha de quem não queriam ser perturbados. Esperamos a comida baixar no bucho. 
Fomos para a sala do Estar Médico e nos vestimos e maquiamos.Eu nem lembrava mais dessa sensação. Na verdade eu nem lembrava mais dessa licença poética de voltar a ser Fernandinha que conseguia tirar a paciência da família toda por não parar no lugar. Primeira vez que usei o novo nariz,estranho. Cheiro desconhecido. 
Uma goteira dentro da sala. Pingou. No braço esquerdo de Likita . Peraí, de onde vem essa chuva? Não podemos ficar num lugar que chove tanto! A partir daí descobrimos que sim,chovia muito naquele lugar, as camas viraram barcos, todos sabiam nadar e remar. 
A atuação foi incrível, Chiquita Furacão com o seu casaco de neve e Sancho Pança-Fofa com seu olhar brilhantíssimo fizeram dessa vivência um universo cheio de personagens incríveis..Globeleza, Dona Julieta da festa de 1970, Papai Noel, Zé Bunitin, O irmão de Sancho e tantos outros viveram conosco momentos de pura entrega, e , por mais que o ambiente hospitalar nos force a lembrar que ali existe barreiras, não existe sala de isolamento que resista a boas gargalhadas. 

Fernanda Oliveira - Likita Ratatouille

Francesca 1000 por hora, 15.01.13

Querido diário de bordo, depois de muito tempo sem atua... Hoje seria minha primeira atuação do ano de 2013, infelizmente a atuação não pode acontecer. Minha companheira Jujuba(Fernanda) no momento da espera para atuação trocamos muito ideias sobre o papel da UPI, o motivo que levamos nos escolher esse projeto.

Miojita Espuleta, 12.01.2013

Um dia antes da atuação estava revendo um filme Lanterna Verde e a essência do filme falava-se sobre medo e vontade, duas forças que eram capazes de mover o mundo. Isso me fez lembrar as minhas oficinas de formação em clown, e das palavras do nosso mestre Gentileza, parecia que a voz do mequetrefe ecoava dentro de mim: “Vontade nisso! Sim pra o jogo Dona Hort´s! Tudo que eu quero eu quero muito!!! Eu sou o melhor astro de pop, eu arraso, sou lindãooooo!!!!!” (chego a me arrepiar enquanto escrevo essas coisas). Durante o filme uma frase ficou guardada e tinha muito haver com o Clown: O medo é inimigo da vontade! Frase forte e que me fez repensar coisas da minha vida, como está minha vontade? Será que estou levando a vontade em tudo que faço?? Acho que minha vontade ta meio murchinha, o medo está sufocando meu brilho e escondendo a senhora vontade.....Escrevendo tudo isso, escuto uma música bem baixinha e vários sentimentos tomam conta de meu coração:
Todo o chão se abre
No escuro, se acostuma
Às vezes a coragem é como quando a nova lua

Somos a discórdia
E o perdão
E nos esquecemos da cor que tinha o céu
Assim como a saudade
Ou uma frase perdida

Durma, Medo Meu
Durma, Medo Meu

Um não, às vezes um "não sei"
Janela, madrugada, luz tardia
E o medo nos acorda

Pára e bate o coração
Em pura disritmia
O medo amedronta o medo
Vela, madrugada, dia,
Assim como a saudade
Ou uma frase perdida

Durma, Medo Meu
Durma, Medo Meu

E foi assim que retomei minhas atuações em 2013 com VONTADE, de fazer o melhor, de querer o melhor, talvez não tenha conseguido, mas a intenção existia e tomava conta de mim. Eu posso, eu quero, muito e muitooooo!!!
Essa canção me faz lembrar de uma macaca, Ana Vitória! Doce e suave como ela. Atuar com Vitis é sempre um presente, cada dia mais generosa, cada dia mais companheira, a melhor do mundo!!! Lisbella, Tiazinha e Miojita entraram no HUT e encontram pessoas fantásticas que compraram e fizeram o jogo ficar mais bonito. Como é gostoso vê o sorriso, o brilho no olhar das pessoas - o encontro se estabelecendo com respeito, cuidado e carinho. Conversas, escutas ou simplesmente o está disponível faz toda a diferença. E quero está mais disponível neste ano, pq isso me faz bem, me trás o bem.

Sancho Pança Fofa, 19.01.2013

Querido diário de bordo, essa foi a primeira atuação do ano de 2013 do Sancho, ele estava acompanhado pelas companheiras Chiquita Furacão e Likita Ratatouille, foi um dia ótimo, Miojota, ops.. era Hort’s estava fotografando tudo e foi nossa DJ pra começarmos a atuação, até que o celular acabou a bateria e ela não quis deixar la fora pra carregar (essa foi a primeira brincadeira do sancho no ano). Enfim, Chiquita e Likita foram ótimas, encontramos muitas pessoas legais no caminho... papai noel, Zé bonitinho e ate o irmão do Sancho... foi muito divertido, as pessoas compavam muito os jogos. Ah, teve a Globeleza.. mas ela não quis ensinar a dançar, ela tava acompanhando a senhora Argentina que era brasileira e vó da garotinha q ouvia Ozzy (nesse momento não tive como não desenterrar uma piada antiga com a Fernanda, é... esqueci que era a Likita que tava ali).

Enfim, foi muito bom... ñ sei mais o que escrever.. então vou ficando por aqui.

Abração

Fabinho

domingo, 20 de janeiro de 2013

Ramon Del Tamborete, 16.01.2013

É aqui que é o Big Brother? Não? Mas aquele ali não é o Pedro Bial? Aquela não é a Maroca? Não tá vendo ali a câmera? Isso é um tapa olho? Mas porque você tá preso? O que foi que você fez de errado? Salvar Jorge? Mas meu nome é Ramon. Já sei, você é o Saci. E foi assim, entre inúmeros jogos comprados, risadas e danças loucas ao som do gangnam style que foi nossa atuação, João Canelão, como sempre, o melhor companheiro, cheio de energia, diga-se de passagem, ele parece que é ligado na tomada.

Mas não é só de risos e da exposição do nosso ridículo que se faz um Clown, um clown se faz também de encontros. E foi o encontro com uma senhora na enfermaria que alegrou meu dia e me preencheu com muito mais energia ainda, ela me sorria com os olhos, e esse sorriso com os olhos que alimenta o Clown, que nos dá força e energia (Acho que foi por isso que o João estava elétrico, porque ele olhou muito mais do que eu nos olhos daquela senhorinha), são por esses encontros que eu subo meu nariz, por esses encontros que eu me encontro, que eu descubro toda a humanidade que há em mim, obrigado senhorinha, obrigado por aquele encontro, mesmo que você não saiba, você me fez ganhar o dia.

Obrigado João, seu fanfarrão, por nossa atuação (Que rima ridícula! Mas não é o ridículo um dos ingredientes com os quais se faz o clown?).






Ramon Del Tamborete,






Petrolina, 16/01/2013.