terça-feira, 4 de setembro de 2012

Fefê Xogás 05.07.12


Como foi bom voltar a atuar depois das férias maravilhosas que tive. Atuar com o João Canelão me aproximou mais do meu companheiro Pedro, que eu não tinha muita intimidade, e isso foi muito bom pra mim. Eu me diverti como nunca e reencontrei a vontade de brilhar o meu olhar que eu achava ter perdido. Depois da última reunião que participei, achei que nunca mais ia me sentir segura pra atuar. Sinceramente, eu pensei estar fazendo um trabalho muito bom e acabei cometendo erros que não percebi. Fui pra minha casa com isso na cabeça e estava decidida a só voltar pra UPI quando eu conseguisse consertar algumas coisas. Mas... Pêeeennn! Lá vou eu errar de novo, porque afinal, são os erros que nos ensinam a acertar. E eu voltei, mesmo meio insegura de que faria uma boa atuação. Pensei também em me apoiar na atuação do meu companheiro, mas a vontade de brincar foi tanta que eu não consegui me omitir, e entrei com gás na brincadeira. Ri muito, errei , e isso foi muito legal. Cheguei até a brincar com um assunto que meche muito comigo, e naquela hora saiu com muita naturalidade. Enfim, foi maravilhoso voltar a me sentir parte desse projeto lindo cheio de boa vontade. E principalmente, tudo que ouvimos antes de sair, dos profissionais de saúde que assistiram a nossa atuação, me fez pensar que, apesar de não estar pronta, eu estou disponível e dando o meu melhor. E acho que no fundo, é isso que importa!
Obs: Obrigada ao meu melhor companheiro do mundo, Pedro, que topou atuar comigo de última hora. Foi massa dar muita risada com você! Te adoooooooro!

Diário de bordo de 14/06/12


Adorei a atuação de hoje... A presença de João Canelão, Franchesca e Jujuba fez-me mais realizada e completa... Adorei tudo aquilo... amei a nossa atuação... Naquele dia tudo parecia que estava encaixando-se... O pessoal nos via e ficava impressionado e quanto mais nós íamos avançando mais os jogos iam aparecendo. Até mesmo quando entrávamos naqueles quartos mais paradinhos, uma brincadeira surgia e conseguíamos animar aquele ambiente.
Estava tão bom que o pessoal do hospital estava nos chamando para passar nos quartos em que não tínhamos passado ainda....
Resumindo a atuação foi 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000 ao lado dos meus melhores companheiros .............

Flavoca Paçoca 14.08.12

Petrolina, 14 de agosto de 2012.

Diário de Bordo – Atuação do dia 10 de agosto de 2012 no HUT (Sexta - Feira)

Posso dizer que essa foi a melhor atuação da minha vida (até hoje). Na verdade, na verdade, foi muito mais do que isso. Acho que essa atuação tornou o dia 10 de agosto de 2012 importante demais. Entrou para lista dos melhores DIAS da minha vida. Amei estar com AQUELES COMPANHEIROS, NAQUELE DIA, NAQUELA HORA E NAQUELE LUGAR. Acredito que Deus preparou tudinho com a mais “PERFEITA PERFEIÇÃO”!
Neste sai o setor por inteiro se moveu. Entramos em todos os quartos, brincamos com todas as pessoas: pacientes, acompanhantes, enfermeiros, técnicos, funcionários, médicos, fisioterapeutas... TODOS, absolutamente, TODOS. Mas o melhor não foi isso. O melhor foi que todos brincaram conosco. E brincamos uns com os outros.
Logo de primeira a Flavoca (ousam bem, não eu, acredito que a Flavoca mesmo) ficou impressionada com o Zé do Respeito. Ele “tirava onda”, abusava, perturbava, atentava todo mundo. O Tamborete era uma doçura e, ao mesmo tempo, um “trolão” (tirador de onda), um intermediário perfeito, e Flavoca um docinho.
Neste dia, conversamos muito com os pacientes, ouvimos tantas histórias. Tenho bem forte na minha memória a lembrança de um quarto onde tinha uma Irmazinha da Igreja Assembléia de Deus. Ela tinha sofrido um Derrame e falava meio “emboldado”, Zé, de primeira, “descobriu” que aquela fala era um idioma diferente, ela era estrangeira. A filha, acompanhante dessa senhora nos foi apresentada, chamava-se Dulcinéia. Nesse instante, uma senhora acompanhante de um paciente do outro quarto veio ao nosso encontro. Ela tinha um nome que, ao ser unido com o de Dulcionéia, transformou-as em cantoras de uma dupla sertaneja. Elas não quiseram cantar. Nesse momento, a irmãzinha (que tinha sofrido o derrame) começou a cantar uma música evangélica: “Entra na minha casa, entra minha vida (...)”. Foi lindo. As pessoas do outro quarto começaram a vim ver o que estava acontecendo. Pediram bis e, então, começamos a cantar: “Espírito, espírito, que desce como fogo (...)”. Foi perfeito demais. Mas, o melhor ainda estar por vir.
O destaque da noite foi o último quarto. Dessa vez, acho que o Clown foi o paciente. Senhor Paulo, um velhinho muito fofo (Eu amo velhinhooos!), sábio, inteligente e esperto. Conversamos os três com ele. De repente, ele ficou parado, com os olhos abertos, ficou como morto. Nós três entramos em desespero, começamos a chamá-lo e ele não respondia. Pensamos: “Ai meu Deus, Seu Paulo morreu. O que faremos?”. Quando então, seu Paulo responde: “Desliguei”! Entramos em crise de riso. Nós fomos totalmente enganados, “trolados” por seu Paulo. Fomos ridículos. E foi maravilhoso. Como foi maravilhoso.
Encerramos aquela noite interagindo com os Funcionários do Hospital. Uma em especial, que tornou-se namorada de Tamborete, nos convidou para fazer indecência no quarto e paquerou Zé do Respeito (Dizendo que ele tinha lábios bonitos). Foi um dia HILÁRIO, MÁGICO, SURREAL. Acredito que, como eu, os meninos sairão acreditando que o céu não é o limite, podemos ir além, e que voar é possível.

Cheirinhos e Beijinhos, bem fofinhos,
Flavoca.

Flavoca Paçoca 24.07.12


Petrolina - PE, 25 de julho de 2012.

Olá meu Querido Diário de Bordo. Como é bom escrever você outra vez. Quero te contar da experiência de ontem, que para mim foi muito linda. Embora ainda a considere muito difícil. Interagir é muito difícil. Deixar meu medo e vergonha ainda é um “desafio dasafiador”. Mas com criança... Nossa fico mais tensa ainda. Quando alguma delas chora, ou não fala comigo, é muito tenso. No entanto, quando apenas uma delas, de qualquer idade, dá um sorriso. Ou a mãe comenta: “ Só vocês para fazê-lo sorrir”. Eu ganho meu dia.
Estou muito feliz, pois o dia de ontem foi muito gratificante. Flavinha (Mariquita Porcelana) tem muita facilidade para interagir com as crianças (embora ela diga que não). Atuar com ela foi um presente. Mas confesso que tenho estado cansada demais e com pressa, o que me impede de entregar-me efetivamente.
Mais uma vez agradeço companheiros pelo incrível presente da Atuação e peço perdão a todos pela minha disponibilidade incompleta, que por isso se torna uma indisponibilidade. Amo muito tudo isso. E sei que, na próxima semana (com o fim das apresentações), Flavoca Paçoca vai estar muito mais presente que Flavoca Sapucaia.

Atenciosamente, Desesperadamente, Ansiosamente e Agradecida,
Flavoca Sapucaia.
Atuação: 24/07/2012

JUVENAL GARDENAL - sexta atuação - 31/07/2012

Gardenal, Lua Cheia e Bibelô, juntos, no Dom Malan! Ê lê lê! Que coisa, hein? Não sabia o que esperar. Eram crianças e pais, uns cheios de sorriso, outros nem tanto. Um ponto em comum: difíceis. Quando eu lembrava da dificuldade no HUT, até me impressionava. Se desenvolver atividades no improviso já era um trabalho hard no HUT, no Dom Malan era tarefa de herói. Muitas crianças choravam apenas por nos ver e o menor dos jogos se transformava no maior dos monstros. Aprendi bastante e me diverti! Vamos que vamos, que semana que vem tem mais!

Juju Danoninho


Diário de bordo,
Já faz um tempo desde que escrevi meu último... Mas fazia mais tempo ainda que eu não atuava no HUT, a última vez ainda estávamos em aula, então veja como foi em outro século hahaha, eu ainda estava nas primeiras atuações e com meus melhores companheiros do mundo, Felipe, Day e Fabinho. Agora, atuaria pela primeira vez com Richelle e Lalá. O nervosismo estava quase palpável, mas logo que vi minhas companheiras e nos refugiamos no repouso para a transformação decidi que ela seria real e completa, afastei o medo e disse SIM! A diversão e o encontro já transbordavam do quartinho... Saímos de lá, e na nossa busca por dj’s, festa e encontros nos deparamos com olhares dispostos e outros nem tanto, pacientes dormindo, e aqueles que não paravam de falar, dançamos, conversamos e tiramos muitas fotos! Fomos até filmadas pela moça que nos ensinou que para aumentar os peitos é só respirar muito! Passamos por um alagamento e por conversas silenciosas. Voltamos para o repouso e nos recolhemos em nós mesmas. Tive a confirmação de algo que já sentia, prefiro atuar no Dom Malan, me sinto mais inteira e preenchida lá. Não sei se o problema fomos nós, ou o perfil daquele andar, naquela hora... mas faltou vida, faltou mais brilho nos olhos... Talvez eu tenha me acostumado com o brilho das crianças, que dentro ou fora do hospital, é sempre mais puro e vibrante.
Até mais,
Ju.