quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Inês Tamborete. D. Malan, 08 de Janeiro

Este diário tá um pouquinho atrasado, mas ainda dá pra contar uma história que aconteceu há pouco.
***


Dudu e Luizinho. Quando penso nestes nomes, sempre me vem à cabeça dois moleques correndo e brincando na rua. E, de fato, assim me pareceu naquela manhã quente. Cheguei atrasada e lá estavam os dois à minha espera, conversando com aquela energia que quem olha já sente. Engoli aquele nó na garganta [...] e, tendo-os como companhia, fui.
Foi difícil, confesso. Mas era pra eu estar lá. Mais assisti do que atuei; as aventuras incontáveis (e intermináveis) do Bruno Mezenga e o funcionário de sua fazenda láá em Irecê foram de tirar o fôlego, de verdade. E o coração cansado (mas não insuficiente) de Inês batia quieto em meio às idas e vindas dos quartos de várias mães e filhos/as. 

Tinham quartos protagonizados pelos filhos, tinham quartos em que as mães eram as atrizes! Este diário servirá para deixar registrado o quanto foi especial ouvir as risadas das mulheres interagindo com os meninos e a história da Tia do transporte particular de crianças em São Paulo- o trem da alegria, como ela dizia. Que dádiva encontrá-la ali, naquele momento. 

E houve também crianças; esses trocinhos indecifráveis que nos tomam pela mão e nos levam a cada experiência...! A Vivi* foi linda! Devia ter uns cinco aninhos e foi a nossa espiã, contando onde estava o garotinho ninja (que era invisível), cada vez que ele mudava de lugar. Deu um trabalhão que só [...]

Bom, depois de tudo isso, pude sentar com uma vozinha que estava pensativa no jardim. Foi agradável; não lembro sobre o que foi a prosa, mas ela adoçou um pouco meu dia. 


Obrigada ao Luizinho do Encanto e ao Dudu Barbudo, por dividirem a manhã comigo. Não estive completamente lá, é verdade; mas foi um dia que me serviu muito de lição pra várias coisas. 
Que venham outros dias
E melhores. 
Eles virão, sim.


*Nome fictício

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