Pinkes Kilo não sabia o que esperar da primeira atuação, ainda que insegura, ela foi, com a confiança de estar acompanhada pelos melhores companheiros do mundo!
Dia 12 de outubro de 2022, uma data memorável, dia das criança, mais do que isso, dia da primeira atuação de Chico Fuxico!
Primeira atuação com gostinho de quero mais, ao ouvir o trenzinho indo embora a sensação que deu foi de dever cumprido e de não querer ir embora nunca mais. Muito feliz de ter compartilhado esse momento incrível com pessoas tão maravilhosas. As crianças me tocaram de uma forma tão linda que não consigo nem explicar, escutar uma delas falando: "tia, não queria ir embora, quero ficar com você" foi a coisa mais linda que já ouvi, sem dúvidas.
Ansiosa pela próxima.
O tão ansiado momento chegou, a minha primeira atuação!
O coração pulsou em exagero desde o momento da chegada, gritos entusiasmados ecoavam pelo espaço "tem mais palhaço ali?!" "sim!", eu estava em pura ânsia de conhecer o novo, de brincar com as crianças, de me jogar no vazio e abraçar o que quer que encontrasse. Os pequenos são puros, então cada abraço, cada sorriso trocado, a empolgação, o constante "tia"... esses adoráveis e doces detalhes me trouxeram uma imensa alegria. Que prazer me fazer presente, estabelecer contato e saber que este, de alguma forma, produziu um pouco de afeto. Essas belas almas colocaram um grande sorriso em mim e acalmaram aquele coração que, a princípio, estava tão acelerado.
"É tão bonito quando a gente vai à vida
(Confesso que me desacostumei um pouco com os diários, então decidi “costurar” algumas frases soltas que eu havia anotado após a atuação)
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O dia tinha começado de um jeito estressante pra mim (e por motivos bem idiotas). Entretanto, eu tinha esperança de que isso melhoraria.
Assim que subi a energia senti que parte do meu corpo estava tensa, mas ainda assim estava disposta a me jogar no vazio e ver o que nos esperava naquele espaço. E quando me dei conta já estava - depois de três anos sem atuar - acompanhando os nossos novos melhores companheiros do mundo.
Com isso, dentre as várias festas que logo deduzimos que estavam rolando ali (já que haviam balões nas entradas e até mesmo placas com os nomes dos supostos donos das festas) descobrimos que existiam caixas que ascendiam luzinhas e criavam imagens que se moviam (um tal de celular que era usado pra fazer vídeos), donas de carruagens para bebês (que arrumaria uma moto para a Barbie, além de se oferecer para nos ensinar a andar de bicicleta), dois meninos estilosos com óculos que combinavam, um menino que vinha de uma cidade que era sobra de alguma coisa (Sobradinho) e até mesmo um quarto que era de um tal de Cascão, o qual, graças às pistas de Aline descobrimos que este na verdade era Roza Língua (usando blusa amarela, olhos amarelos e meia rosa, não tinha como ser outra pessoa né?).
Assim, entre passagem por outros vagões com pãezinhos que se bronzeiam em caixas com luzes azuis, e outros que faziam piadas e shows com filas enormes, o dia que tinha começado estressante terminou me trazendo uma estranha felicidade à qual eu não sentia a um bom tempo.
E essa sensação de estar de volta foi ótima.