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domingo, 26 de fevereiro de 2023

Edilete Empreguete, 2º andar do HU, 25/02/2023

Hoje tivemos nossa primeira atuação sem nossa velhinha suprema e, rapaz, eu estava quase como um pinscher (me tremendo toda). Antes de finalmente começar, minha adorável companheira, Lêska Carnavalesca, me garantiu que tudo daria certo e olha que perguntei muitas vezes. Encontrar com os hóspedes hoje foi muito diferente, parecia que eu tinha começado novamente e, de certa forma, foi exatamente isso. A pequena Edi renasceu neste encontro. Os contatos sempre mexem muito comigo, seja por me sentir angustiada pelo outro, seja pelos sorrisos que vejo, seja pela animação que sinto, seja pela forma que sou recepcionada… enfim, pura e constante afetação. E hoje essa mobilização atingiu outro nível, eu me senti tão emocionada, tocada, abraçada… Conhecemos uma linda senhora, provavelmente uma das melhores hóspedes deste hotel, que com os olhinhos tapados com um pano rosa, ergueu-se para cantar e nos encantar. Ela quis cantar um louvor. No início nós só dançamos um pouco acompanhando sua adorável voz, mas finalmente reconhecemos a canção e fez muito, muito sentido. Não só para nós, mas para ela também. Ela repetiu o refrão com adoração, certo clamor, ela queria aquelas palavras para si. 


O mundo pode até fazer você chorar

Mas Deus te quer sorrindo”


Todas as pessoas no quarto foram tão mobilizadas quanto nós. Foi lindo, foi puro. E eu, que estava tão nervosa a princípio, percebi o sentido da minha presença ali, reafirmando o mantra que me trouxe até aqui: é no afeto que me faço





sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Edilete Empreguete, 2º andar do HU, 04/02/2023

 … Zum, Zum, Zum, Zum Zum Bába

Zum Zum Bába, Zum Zum Bába


É DIA DE CARNAVAL, BEBÊ 

A animação estava mais do que presente, então as gatinhas estavam sedentas para pular um bloquinho, mas queríamos algo nosso, colocando artistas que agradassem a todos nesse grande hotel. Começamos curtindo La Furia (uma canção animal, toda hora falava de cachorro). E foi nesse pique da cachorrada que decidimos montar nosso bloquinho. E, rapaz, foi diverso demais! Em cada quarto que entrávamos, uma nova personalidade era inserida na nossa lista. Alceu Valença, Sérgio do Forró, Tinho do Acordeon, Tierry, Capital Inicial, Manoel Gomes (LÁ ELE), Michael Jackson, esse último ainda vamos descobrir como levar... Foi engraçado como surgiram as mais diversas e únicas atrações, e como todos embarcaram e estavam dispostos a seguir esse bloco (exceto o adorável senhor do 505, afinal: “vocês vão mesmo me interromper agora?”). Mas sim, eles amaram montar esse bloquinho alternativo, com um pedaço de cada um. Cantaram, brincaram e se divertiram muito. 



Já dizia Cara Colistra: exxxquece

Espero ansiosa pela próxima visita aos nossos hóspedes 

Xêro, equipe


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Edilete Empreguete, 2º andar do HU, 28/01/23

Querido diário,

Hoje foi a primeira atuação do ano e eu estava um pouco temerosa pelo que estava por vir, afinal eram tantas possibilidades… talvez estivesse um pouco travada, talvez não conseguisse me conectar tanto, talvez não fosse bom, talvez fosse maravilhoso... dúvidas e mais dúvidas rodearam a minha mente. Porém, ao me encontrar novamente com Dona Edi, joguei todas essas apreensões fora e só me deixei levar, experienciar cada instante com leveza e calma. Hoje ela se divertiu como ninguém, se libertou de alguma amarra que nem sabia que a aprendia, ela viveu aquilo puramente. Sorriu, brincou, conversou, cantou e gargalhou. Ela se fez presente. Ela se deu o presente de viver essa experiência com menos apreensões e mais afeto. Foi mágico! Ela e suas adoráveis companheiras se encontraram com vários apaixonados por futebol, e, MDS, quanto amor por pessoas correndo atrás de uma única bola. Parecia um grande show. Verde contra vermelho. Tinha apoiadores de todos os lados, tinha famílias que queriam só se opor ao irmão, tinha família que nem ligava muito, tinha gente que detestava o vermelhinho e tinha gente apostando no verde. Dona Edi não é fã desse joguinho, nem entende muita coisa, mas tentava acompanhar a disputa e trazer um pouco de sorte, só que não era nem um pouco fiel aos seus hóspedes, a cada um visitava mudava sua torcida. Por não entender desse negócio de time, de defesa, de queda que vai e rola e pula e chuta e briga, ela quase se identificou com o hóspede do 503, que, ao vê-la chegar, fechou o olho e fingiu dormir. Acho que ele não gostava de nenhum dos times ou só tava cansade. Não sei. Só sei que hoje foi muito divertido e que ela está mais do que ansiosa para as próximas visitas. 


A empreguete de vocês finalizou o dia muito feliz e com o coração quentinho, então seu núcleo do dia vem para combinar com isso: sorrisos que cativas e almas que os explícita.


Xêro, equipe😚



sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Edilete Empreguete, 2º Andar do HU, 17/12/2022

O encontro de hoje me levou a pensar tantas coisas, é belo perceber a potência que um sorriso possui. Não por anular qualquer angústia, mas por direcionar o sujeito para algo mais, talvez suas lembranças mais doces, talvez algum comentário divertido, talvez só para o olhar do outro… seja o que for, é belo. Enquanto adentrava nos quartos e me abria para ouvir o outro, foi imediato pensar na dor. Afinal, como encarar esse sentimento tão cru e difícil? Quais mecanismos podemos usar (e usamos) para abrandar essa ferida aberta? O quanto ela deve arder para ultrapassar o espaço mais íntimo do seu coração e mente para chegar ao outro. Talvez intensidade seja, de fato, a questão, talvez o ponto seja o nível de importância atribuído, talvez a dor seja insuportável por si só e compartilhar suavize... possibilidades não faltam. Aqui, especialmente hoje, percebi que o que sobressai não é o medo por si, é o medo pelo outro, talvez sua mãe, talvez seu pai ou talvez, e muitas vezes aconteceu, de ser um irmão. Aquela ligação tão inquebrável, contínua e bela. E foi um desses irmãos que cativou o meu olhar, pois, para ele, a vida é repleta de "testes" que estimulam o sujeito a crescer. De certo modo considero bonito pensar que as dores possuem algum propósito, mas é inegável o quanto dói viver essas angústias. Entretanto, o que mais me cativou foi perceber o amor entrelaçado entre esses irmãos, isso me arrancou um belo sorriso. Durante nosso diálogo percebi que a angústia provocada pela dor e o temor pelo irmão não abandonou o ambiente, mas havia tanto afeto e tanta convicção de um dia melhor em suas falas que o olhar de ambos foi direcionado para algo mais. 

Hoje foi dia de afeto e de reflexão, então, para combinar, finalizo com meu núcleo do dia: instantes, instantes transformadores. 


Um xêro da sua empreguete 😚





terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Edilete Empreguete, 2º andar do HU, 26/11/2022.

 

Aterrissamos no desconhecido em busca de novas conexões. Ficamos meio perdidas no começo, tudo era muito diferente, pessoas que nunca vimos, lugares que não conhecíamos, objetos estranhos, enfim… Foi como entrar em outro universo, repleto de coisas que desconheço, que não entendo, que jamais vivenciei… mas que desejo fazer parte, mesmo que por um instante.

Logo que chegamos nos deparamos com o “Davi”, tão pequeno, rígido, imóvel e, percebi mais tarde, de variadas cores. Tem Davi preto, rosa, transparente. E ele estava em todos, todos os lugares, quase me sentia perseguida. Foi engraçado como pediram para mandarmos beijos e mais beijos para o Davi, e ele respondia! Conhecer um mundo diferente se mostrou muito divertido, descobrimos, também, um mar infinito de lugares: Aqui, Lá, Lalá... quase me perco. Além de ver vários homens presos em uma telinha e eles ficavam correndo sem parar atrás de, PASMEM, uma bola. Para quê? Ainda não descobri, mas conhecemos um senhor que disse querer muito que a Dinamarca ganhasse, então lá fomos nós atrás de dois gols. Falhamos no objetivo, só conseguimos pegar um, mas ele ficou feliz. 

Mais tarde nos deparamos com Dona Maria, uma senhora que nos mostrou um verdadeiro mapa do tesouro, ela disse ser um tal de “caça-palavras”, mas não tinha prêmio, era só buscar, buscar, buscar… Ficamos meio confusas com essa constante busca, mas ela disse gostar muito. Dona Maria fez ainda mais por nós, em curtos instantes nos desenhou, como dois belos pássaros, sabe? Eles eram azuis, mas tão lindos! Fomos percebidas e compreendidas como pássaros, tão livres, e, naquele pequeno instante, parecia mesmo que poderíamos sobrevoar por todos os lugares. Foi muito bonito e puro. Esses encontros sempre são motivo de alegria, mas hoje o afeto gritou puramente nos pequenos atos. 


E, finalmente, nossa nave subiu e, junto às melhores companheiras do mundo, me preparo para nossa próxima viagem. Bora, bora que a Empreguete de vocês tem muito para fazer, xêro 😚




 

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Edilete Empreguete, Instituto Dona Raimunda, 12/10/2022

O tão ansiado momento chegou, a minha primeira atuação! 

O coração pulsou em exagero desde o momento da chegada, gritos entusiasmados ecoavam pelo espaço "tem mais palhaço ali?!" "sim!", eu estava em pura ânsia de conhecer o novo, de brincar com as crianças, de me jogar no vazio e abraçar o que quer que encontrasse. Os pequenos são puros, então cada abraço, cada sorriso trocado, a empolgação, o constante "tia"... esses adoráveis e doces detalhes me trouxeram uma imensa alegria. Que prazer me fazer presente, estabelecer contato e saber que este, de alguma forma, produziu um pouco de afeto. Essas belas almas colocaram um grande sorriso em mim e acalmaram aquele coração que, a princípio, estava tão acelerado.



"É tão bonito quando a gente vai à vida

Nos caminhos onde bate, bem mais forte o coração"