segunda-feira, 20 de março de 2017

Milena Mundo Afora, HUT, 16/03/2017

      
        
         Foi como mergulhar com a rede vazia e emergir com ela cheia de peixes.
         Sentir-se um quadro branco e permitir que nos pintassem de todas as cores.
         O básico nos bastaria, não esperávamos nada extraordinário, e esse nos foi dado.
         De tão leve e ausente de expectativas que estávamos, fomos surpreendidos com a facilidade e simplicidade em ser aceitos e nos encaixar em um meio'' diferente'' para trocas de energias.
          Sem prisões, mente aberta, coração disposto a se jogar, olhares com sede de conexão, tudo flui e se encaixa. Dá certo. Deu certo. Que continue assim !





 

Txequinaudo das Estrelas, HUT, 09/03/17

Olaaaaa, Diário!!!

Hoje estive ao lado de mais outras melhores companheiras do mundo, Testina Nado Costa e Juliete Confete!!
É sempre mágico estar no hospital e se permitir fazer conexões e ser afetado pelas pessoas daquele local; e, assim, consegui extravasar afeto para todos e inclusive para mim.
Hoje, Testina pegou um livro de uma moça que roubava livros e leu:
"Fulana, deixa de ser chata com outros"
"Sicrana, deixa de roubar livros"
"Beltrana, você é muito legal"
Acrescento um final:
"Viveram felizes para sempre naquele espaço definido de infinito que foi criado!"

domingo, 19 de março de 2017

Elijeans Kibon, HUT, 14/03/2017

Hoje, eu, Cacau e Paçoca estávamos super animadas.. A energia contagiante da Paçoca com certeza era compartilhada e sua animação transmitida e aceita em cada quartos que entravamos ou pessoas que encontrávamos. Logo, mesmo eu fui contagiada por sua energia e animação, e mais uma atuação maravilhosa começou..
Perdemos noção do tempos, entramos em cada um do quartos.. Encontramos uma moça que nos falou sobre moda e como a roupa da Paçoca não combinava ou como a faixa do meu cabelo na verdade seria um cinto, lógico que não acreditei afinal é uma faixa e não um cinto. Falamos do fashion week e sobre a boadrasta dela. Ela aparentava desanimada, mas uma palavra de incentivo e ela parecia ter forças de novo para retrucar, brincar, agradecer e conversar. Ensinamos ela a pensar em carneirinhos para conseguir dormir, as noites eram difíceis. Essa noite, todas torcemos para que ela conseguisse descansar e dormir bem.
Conhecemos ainda uma senhora que tem uma filha da mesma altura da Cacau, a tia da Paçoca que insistia em defender o estilo dela de não combinar as roupas, descobrimos que podemos ter mais de uma mãe assim como uma moça bonita e estilosa que conhecemos que tinha cinco mães, uma mais diferente da outra.
Encontramos novamente o menino do sapato diferente e sua mãe, hoje ele queria conversar e ficamos bastante tempo no quarto dele, onde também conhecemos nosso cirurgião plástico. A Paçoca gostou do cabelo do filho e pediu para que ele fizesse o mesmo corte nela e pintasse de laranja, ela sempre que se aparecer ainda mais, como se ela já não estivesse aparecendo com aquela calça verde claro!! Levamos nosso cirurgião para passear e conhecer novas pessoas, com ele conhecemos uma senhora muito cheirosa do quarto ao lado e com um nariz muito bonito. Perfeito para ser o molde de uma cirurgia.
Ainda conhecemos uma senhora muito especial que nos contou da sua venda de pintinhos e quantos ela tinha em casa. Nos falou sobre sua neta e o carinho que tinha por ela. Nessa hora, tivemos um momento difícil na atuação, enquanto nos dedicávamos para escutar tudo o que aquela senhora queria nos dizer da maneira dela e como sua capacidade permitia. Aqueles ao redor queriam que fizéssemos perguntas e riam da nossa interação. Mais uma vez somos lembradas de como é importante respeitar o outro e suas limitações, e independente de quem seja nossa atenção é dada de maneira igual. Nossos ouvidos estão ali para escutar tudo que eles sentirem necessidade de falar, não importa a lógica ou a compreensão. Só o fato de ter alguém ali os escutando.

Até logo!
Beijos e sorvetes,


Elijeans Kibon :)

sexta-feira, 17 de março de 2017

Lulu Babalu - HUT - 17/03/2017


        Oi, oi Diário *--*

  Hj a gnt conseguiu reunir esse trio maravilha! HAHA (tá dificil) A atuação de hoje foi um misto de surpresas, de alegrias e infelizmente, bloqueio. Ainda me pego presa, e sem saber como agir, como inverter o jogo, quando acontece situações de machismo, achismo que podem se aproveitar da situação! Mas minhas melhores companheiras do mundo não me deixaram permitir que a peteca caísse! A atuação sem isso, foi linda e alegre como sempre. Hj vou de poucas palavras mesmo, diário.

                                                           bjo, Lulu Babalu :*

Mc Topete, HUT, 16/03/2017.

 
 
 
A história que vou contar hoje é sobre ter sempre o que se pede, é sobre receber do Universo aquilo que você emana, é sobre ter para si aquele que doamos aos outros...
 
Confesso que por vezes estamos cansados ao ponto de não estarmos tão entusiasmados em nos colocar como senhores e senhoras do nariz vermelho, que mesmo que tenhamos alguns dias bons em meio a tanto esforço e tanta penumbra, nos esquecemos por um pequeno tempo  o quanto de bem que fazemos aos outros, e a nos mesmos em estar ali.... Sorrindo, brincando, conversando, dando atenção, sonhando, imaginando, dando outras possibilidades, mundos e realidades a todos aqueles que naquele momento passam por momentos tão difíceis em suas vidas.
 
E então estamos lá...
 
 
Aterrissamos naquele corredor que me parecia escuro demais e um pouco sombrio, meio sem graça, e lá estavam dois dos melhores sorrisos do dia, "esparecendo e se distraindo" na janela, querendo encontrar algo que pudesse mudar o tempo, as circunstâncias ou sequer o humor daquele momento, olhando para, olhando para cá, o que se pode encontrar?
 
Mas, há gratidão ao pouco, há gratidão ao sorriso de canto, há gratidão em cada gota que cai no solo seco, pois a chuva é isso, um coletivo de gratidões...
Estamos preocupados em fazer tudo aquilo que podemos e aprender com cada quarto, "já foi bom, já valeu" era o que vinha em minha mente, mas seria o bastante?
Achava eu que sim, mas quando se oferece muito, se ganha muito.
Todos ganhamos.
Eu ganhei a gargalhada descontrolada do apaixonado que tinha visto seu amor, ganhei a força do velhinho ranzinza que se cobria com uma casca estranha só pra esconder o tanto de coisa boa que ele tinha por dentro, ganhei a fé de uma mãe que acredita em algo superior e comum a todos nós, a fé genuína no amor verdadeiro, ganhei o olhar sincero e brilhante de um recém arrependido que sabia que era feliz por ainda poder contar com os dias melhores que poderiam ainda vir, ganhei a fama de ser maravilhoso, rico, feio e bonito no "gramour" mais original que poderíamos encontrar...Eu ganhei um amontoado de coisas que me fizeram mais completo no meio dessa vida que insiste em nos jogar no vazio... Eu ganhei tanto, e ganhei dando tudo que tinha, apenas disposto a estar lá e puder fazer algo, mínimo que fosse, por quem tá com seu vazio esburacado e precisa de ajuda pra consertar.
 
Vamos lá, tô disposto a te ajudar. 

quinta-feira, 16 de março de 2017

Elijeans Kibon, 07/03/2017, HUT

Ás vezes, nós chegamos com um ânimo para atuação, mas temos que lembrar que nem todos estarão na mesma sintonia que nós. Hoje com Cacau foi exatamente assim! Nós chegamos prontas para uma atuação animada..
Mas os quartos estavam silenciosos, as luzes de muitos apagados e poucos olhares estavam dispostos a cruzar com os nossos. Mesmo assim, não deixamos a energia baixar e ficamos ali para os poucos que quiseram conversar ou precisassem conversar. Conhecemos uma senhora e seu marido, ela nos deixou conversando com ele e descobrimos que ele tem muito filhos em todo canto do país e a intenção dele era povoar o Brasil.
Conhecemos um menino que parecia cansado e angustiado, infelizmente ele não quis conversar ou passear com a gente como sua mãe sugeriu. Mas ele ainda sorriu e nos ofereceu o sapato diferente dele com uma tira no meio, explicamos que não podíamos usar porque nossos pés não tinham aquelas aberturas como os dele.
Então, encontramos um senhor disposto a fazer uma cirurgia em nós para que tivéssemos os pés com aberturas e pudéssemos usar aquele sapato diferente. Cacau e eu achamos melhor não.
Terminamos a noite conversando e levando para o corredor um menino que acompanhava seu pai. Conversamos bastante com ele, estava muito cansado e triste ali, então interagimos com ele para que pudesse se distrair um pouco da sua situação.
Nessa noite, o segundo andar do HUT estava quieto e aparentemente pouco receptivo. Mas acredito que seja só mais um daqueles momentos que temos que aprender a respeitar o espaço e vontade de cada um, nem sempre receberemos sorrisos e olhares dispostos a encontrar com o nosso e nesses momentos temos que aprender a controlar nossa energia e nos despedir mesmo antes de começar.

Até logo!
Beijos e sorvetes,


Elijeans Kibon :)