terça-feira, 26 de maio de 2015

Isabel Decibel - HUT - 22.05.2015

Você já ficou bêbado de felicidade?
Você já passou por algum momento tão feliz, tão leve que teve dúvidas de se ele realmente existiu?
Você já sorriu pro vento?
Você já se surpreendeu com o quão bom é fazer o bem?
Você já amou alguém que nem o nome sabia?
Você já fez alguém sorrir sem saber nem como fazia aquilo?

Eu já.


Lilica Amendoim- Maternidade- 23 de maio

E a cada atuação uma nova história, novas histórias. Encontros jamais marcados, mas que deixam marca na gente que duram por muito tempo, e nesse vai e vem a gente se pergunta e a marca que a gente deixa? Será que eu melhorei o dia daquelas pessoas tanto quanto elas melhoram o meu? Não se sabe. O que eu sei é que me faz o bem tão danado estar aqui nesse projeto, estar entregue, estar disponível, é daquelas coisas boas que dá vontade de dividir com cada pessoa que você gosta. "Mais disposição, menos oposição". Eu voto!

Vanda Lavanda, M. de Juazeiro, 25.05.2015

Olá querido, hoje estou cheia de novidades.
Ontem eu e a Juju atuamos, pela primeira vez, sem monitores. 
Pensei que iria surtar, mas foi tudo surpreendente e eu amei a experiência. Jogamos com mães, tias, primos e avós. Ouvimos historias de Sobradinho, itaigara e jurubeba.  Conhecemos a mãe de 9 filhos, a avó de 21 netos e a bisa de 1 garotinho que logo depois de jogar de  forma deliciosa comigo e com Juju acabou nos acompanhando pela maternidade até  um corredor cheio de estagiários de enfermagem que estavam ajudando uma mãe em um parto normal. Nossa companheira de corredores jogou mais um pouco conosco e logo depois acabou voltando para o quarto de sua filha,  eu e Juju continuamos com aqueles estagiários e com aquela mãe naquele momento único.
Foi maravilhoso poder esta ali, naquela hora, foi uma experiencia/visão única em minha vida.  Ouvir daqueles estagiários, daquelas mães e avós o quanto o nosso "trabalho" é  bonito foi o maior presente que eu poderia ganhar naquela segunda-feira que possivelmente seria  apenas uma segunda-feira comum, mas não, esta não foi comum. Esta segunda ficou marcada e eu irei carregar sempre comigo as imagens e os sentimentos lindos que eu pude encontrar naquele dia.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Tatá la Bokita - HU - 22/05/2015


Chegou sexta feira, mal podia esperar para mais uma atuação. Como sempre muito ansiosa. E essa ansiedade, junto com o nervosismos que apareceu. Como assim? Vou atuar sem os monitores? Meu Deus, será que eu consigo? Meu companheiro, olhou e o seu olhar dizia, gritava: vamos, nós vamos conseguir. E eu não poderia dizer que não. Então vamos...
E não é que deu certo? Reencontramos pacientes. Tinha, inclusive, pessoas esperando por nós. De repente uma voz: "Estava esperando por vocês. Nunca mais vocês apareceram. Estava com saudade."
Você tem ideia do quanto fiquei emocionada com isso? Dai percebi que estou conseguindo fazer o meu papel. Enquanto eu espero que chegue as sextas feiras, tem gente esperando por mim. 
     
     Malhar, olhar o mar, ver o por do sol, fazer fuxicos no hospital com os acompanhantes na porta do quarto, foi muito engraçado, foi mágico! De repente, estava eu lá, sorrindo e me divertindo com aquilo. Amo o que eu faço! Bjs, diário de bordo!


HUT - 22/05/2015 - Dinho Vitamina C

Quando o que se espera é nada mais nada menos do que o inesperado... parte 6/XYZ

Sabe quando o dia teve tanto coisa doida que o extraordinário se tornou rotina? Então...

Normalmente, antes de se subir aquela bola vermelha a frente de seus olhos e superior a sua consciência, sempre se espera que verá vacas plantando bananeiras, cadeiras jogando xadrez e seringas via wi-fi. E de fato vi um pouco disso, mas tornou-se tão comum que quando saí daquele momento, estranhei a "desordinariedade" da vida cotidiana.

Estávamos nós, Chiquita Furacão, mais travada que youtube em internet de 300kb (problemas lombares, minha gente), Isabel Decibel, com suspeita de hiperatividade, como sempre, e este que vos escreve (pois ninguém está falando aqui, certo?). Começamos com aquela velha música vinda daquele aparelho mágico e viciante chamado telefone celular, em um dia relativamente frio (sim , meus caros, quando chove e venta faz frio) e eu finalmente alegre pelas minhas longas meias brancas abaixo de tanto laranja.

Não sei se tinham dado pó de pirilim pim pim para aquele povo naquele dia, mas parecia que ninguém estava naquele estado dormência típica de um acompanhante ou paciente, daquele andar, naquela hora. Porque assim que pusemos o pé para fora daquela salícula, fomos recebidos pelas criaturas mais loucas e insanas que já vi, como se eu fosse espectador e eles os clowns fazendo a sua esquisitice sem medo de ser feliz. Ás vezes um clown deve ser humilde o suficiente para se admitir espectador de um picadeiro além de seu poder de ação.

Só posso dizer que naquela noite, a ala cirúrgica do Hospital de Urgências e Traumas se transformou em um grande espetáculo, repleto de performances mediadas por três apesentadores de nariz vermelho.


Pituca Varapal, Dom Malan, 21-05-2015





   Boa Noite, colocando atrasada meu diário, era para eu ter colocado até ontem, mais vamos lá. Estava lendo meus diários de bordo e vi uma frase que achei linda: “ O simples mim encanta, o olhar contagia, o sorriso da conforto, o abraço proteção e ser clown não tem descrição, é só sentir aquela magia, felicidade, tranquilidade , alma leve. Amo mesmo atuar como clown, mim sinto tão tão leve!!! 
Pituca Varapal e Lindonildo Varão