segunda-feira, 20 de abril de 2015
Anita Pequenita, Feira da Areia Branca, 19/04/2015
Querido diário, hoje o dia começou mal, como quase todos os dias durante esta semana. Acordei extremamente triste, angustiada, aflita e cansada, e estava louca para não ir (não vou mentir). Mas acabei indo, mesmo com tudo isso e com uma enxaqueca que me acompanhou durante toda a semana... E vou dizer, foi ótimo ver tantas pessoas receptivas a nosso olhar e que entraram no jogo com a gente. Todas elas me fizeram ver que não importava como eu estava, eu deveria dar o meu melhor para elas. E quando nos deparamos com um pequeno menino "Paulo que não era Paulo" consegui me encantar, porque ele nós olhava com aqueles olhinhos brilhantes gigantes e quando jogamos com ele, de verdade, foi incrível, ouvir aquela sua gargalhada fez meu dia valer a pena, apesar de todos os problemas. #sejoganovazio
Valentina Fuzuê, Feirinha da Areia Branca, 19/04/2015
Querido diário de bordo, hoje foi o primeiro dia de atuação. A Valentina que sou não estava tão valente assim alguns dias atrás. O medo de não saber o que fazer me consumia constantemente. Entretanto, ao fim de tudo, hoje, pude ver o quão mágico é ser um clown. As pessoas com quem joguei na feirinha foram muito receptivas. Dos mais velhos aos mais novos, todos compraram o nosso jogo de uma forma linda. Amei estar desarmada, ser o meu 'eu' na mais pura essência. Amei jogar com as crianças, principalmente com uma menininha que tava em uma barraca de feijão... fiz uma aposta com ela pra ver qual das duas debulhava mais rápido os feijões. E como aquilo foi simples e divertido! Satisfação com certeza resume o meu dia. Ansiosa, porém confiante para as próximas atuações.
domingo, 19 de abril de 2015
Josefa Sukiyaki - Atuação Maternidade de Juazeiro - 29/01/2015
Vimos bem poucas pessoas hoje também, mas tudo o que
aconteceu hoje foi tão genuinamente lindo, que valeu por muitas.
Encontramos uma mulher que era uma peça que só ela. Dizia
saber de tudo e de todos, mas não sabia era nada. A gente perguntava algumas
informações e ela dava cada chute torto que não tinha como nós e todas as
outras pessoas ali presentes não entrarem no jogo que ela mesma estava criando.
A partir daí, a interação entre as pessoas dali foi melhorando, risos iam surgindo
espontaneamente. Chegou a um momento em que eu e Lupita nem mais, digamos,
tínhamos utilidade ali, sabe. Sentimo-nos meio rejeitadas, para falar a
verdade, mas não posso deixar de me sentir feliz por essas pessoas não estarem caladas
sem conhecer umas às outras. Esse calor e aconchego entre eles foi muito lindo.
Nesse mesmo ambiente conhecemos um garotinho que ria tanto
só de olhar pra gente, que nem sabíamos mais o que fazer para ele parar um
pouco de rir e conversar um pouco conosco. Mas as expressões corporais dele
foram ótimas. A coisa só ficou meio feia quando ele e Lupita começaram a
brincar de cabo-de-guerra, comigo cumprindo o papel do cabo. Aiaiaiaiai. Eita
povo que tem força, viu? Pensei que iam me partir no meio. No final, eu pensei
que ele não ia largar meu dedo nunca mais, de tanto que ele estava apertando.
Kkkkkk. Mas foi muito interessante ser o cabo na brincadeira.
Atuar com Lulu pela primeira vez e com Lupita várias vezes
esse período novamente foi grande honra para mim e espero que se repita. E para
fechar o semestre com chave de ouro, nada como uma atuação que te faz lembrar
em como é bom fazer parte desse projeto. Todas as preocupações que vinha tendo
sumiram da minha cabeça e permitiram que eu me sentisse renovada, mesmo tendo
saído da atuação cansada, com fome e com sono. Mal posso esperar pelo próximo
semestre.
Josefa Sukiyaki - Atuação Maternidade de Juazeiro - 22/01/2015
Descobertas. Foi assim, sim senhor.
Uma mãe que esquece um bebê em carro eu já tinha visto.
Agora, uma mãe esquecer a criança no forno ligado, ou melhor, esquecer o bumbum
da criança no forno foi meio demais para minha cabeça processar, viu? Tadin do
bebê – tava com o bumbum torradinho, vermelhinho...
Descobri também que não somente pessoas têm seus problemas e
vão ao hospital. Os quartos também precisam de tratamento hospitalar quando têm
problemas. Tanto é que cada quarto ali estava com um problema diferente e
estava em acompanhamento para resolver esses problemas.
E uma última descoberta: Tóin-óin-óin e Sukiyaki foram
descobertas para serem modelos no facebook! Óia que chiqueeeee...
Agora no final, preciso confessar, diário. Hoje minha cabeça
esteve, em certos momentos, em outros lugares e, mais do que nunca, a Lupita me
salvou várias vezes. Ela é, sem dúvidas, a melhor melhor companheira do mundo.
Josefa Sukiyaki - Atuação Maternidade de Juazeiro - 15/01/2015
Dia de semana diferente, horário diferente – Atuação nas férias.
Nunca tinha feito isso. Não encontramos muitas crianças. Acho que não quiseram
ir passear no hospital durante as férias, e as que encontramos queriam ir
embora de lá.
A sala de triagem, presente logo na recepção do hospital é
um local de alta segurança que, para que cumpra sua função, requer que pessoas
entrem em trios – Conceito básico da sala de TRIagem, óbvio. O problema, meu
caro coleguinha diário, é que devemos formar o trio com as pessoas certas. Não
pode ser três iguais. Nem três diferentes. Tem que ser duas iguais e uma
diferente. Mas ainda não conseguimos descobrir quais os critérios pra isso.
Ficamos tentando desvendar esse mistério, mas não deu muito certo. Acredito que
deve ser um código entre eles e ninguém quis falar pra gente.
Descobrimos que quando os bebês tomam banho de luz, eles
também ficam vermelhinhos. Até as roupinhas ficam vermelhas. Doido isso né?
Algumas crianças estavam ali tomando um pouco mais daquele
negócio do poder, do tubo verde. Mas ninguém soube dizer qual poder estavam
conseguindo.
Eu ainda vou conseguir o meu poder de voar – vocês vão ver!
Josefa Sukiyaki - Atuação Maternidade de Juazeiro - 18/12/2014
Essa manhã foi tão calma. Poucas pessoas; ainda menos
pessoas abertas a nos receberem. Mas deu tudo certo.
Máquina do tempo. Pensei que existia, mas na verdade era um
mosquiteiro que protegia os mosquitos da gente.
Achamos um portal, mas não conseguimos abrir e o menino que
sabia abri-lo não quis nos contar como fazê-lo (achamos que a chave era o joguinho
que ele não parava de jogar. Não quis nem falar com a gente direito).
Achamos uma vassoura com roupa!! Super chique né? Ela estava
se aprontando para ir pra festa. Achamos que era a vassoura da bruxa, pra ser
tão descolada daquele jeito.
É. A manhã foi calma. O jeito é esperar a próxima semana
para compensar.
Assinar:
Postagens (Atom)
