segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Esperança Sambacanção - Maternidade de Juazeiro - 23/01/15

O ano começou bem, a nossa volta a maternidade foi tão boa quanto as outras idas. Temos passados bons momentos lá dentro. A sexta-feira tinha gosto de saudade, de ambos os lados, e tudo ocorreu muito bem, como sempre vem ocorrendo. Dessa vez entramos em poucos quartos, mas saímos talvez bem mais cheios de histórias e encontros para contar. Acho que entramos mais nas vidas de quem a gente encontrou e com a energia alta, o tempo passou sem ver.  


Núcleo do dia: Ver a atuação por outro ângulo!                                                                                
                                               
                                                 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Vivi Manteiguinha -Dom Malan - 31/01/2015

Depois de um tempo sem atuar, devido as férias, lá estava eu, junto com Pedrinho Palito e Bartolomeu Barbudo (maravilhoso convidado, se podemos dizer isso, já que ele parecia se encaixar naquele ambiente como se atuasse ali toda semana). Posso dizer que Bartolomeu trouxe uma nova visão sobre nossas atuações; que eu e Pedrinho muitas vezes não exploramos, o de criar jogos que envolvem todos ao redor, e que chamam a atenção de cada um em cada quarto e daqueles que estavam ao redor. Nos trouxe um sopro de ar novo, que nos fez nos divertir bastante e arrancar diversos sorrisos por onde passávamos, com o jogo do sério, que por sinal Bartolomeu sempre ganhava, já que era muito difícil segurar um sorriso. Além disso o sorriso contagiante de Bartolomeu se juntou a perspicácia de Pedrinho que tinha umas sacadas dignas de mestre, que me fez rir como nunca, de conseguir que todo um quarto se contagiasse com a alegria e conseguisse desarmar um menino que de inicio estava fechado para o jogo. Percebi que durante toda a atuação me senti além de participante do jogo, uma observadora bem atenta, percebendo como se dava todas as nuances do jogo, da diferença entre todos os protagonistas daquela atividade. De como é estimulante e recompensador estar ali, e como senti falta de estar lá, de atuar com meus companheiros e de receber cada um daqueles sorrisos e olhares brilhantes. Por fim, só deixo o meu obrigado a Pedrinho e Bartolomeu e a cada um que me tocou naquela atuação mesmo sem perceber.









quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Catarina Polenta - HUT - 29/01/15

Nós do projeto estamos muito acostumados a ouvir a expressão "se joga no vazio", mas confesso que nem sempre eu confio tanto nas circunstâncias.
Mas hoje foi diferente. Hoje eu cheguei ao HUT pensando branco vazio, subi as escadas pensando branco vazio, procurei uma sala para me trocar pensando branco vazio e, finalmente subi o nariz pensando - adivinha - branco vazio!
E assim as coisas aconteceram. Aos poucos. Sem nada premeditado. Apenas entrando em cada quarto pensando no vazio, e vendo ele ser preenchido.
Detalhe foi a nossa presença ter sido coadjuvante hoje, porque o Sr Antônio roubou a cena, e foi lindo! Conseguimos integrar os pacientes de uma forma que eu nunca tinha visto, fazendo até com que um quarto se unisse contra a gente (nesse caso a união é mais importante do que o objetivo).
Demorou. Mas eu não vi o tempo passar.
No final não estava mais branco vazio, estava até bem cheia a jarra.

Por mais momentos assim ♥

Catarina Polenta
Ou Stella Bello

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Jurema das Pamonhas - Hospital Materno Infantil - 23/01/15

Minha primeira atuação do ano.

"Vocês tinham sumido". Como é bom saber que as pessoas percebem a sua falta. Gosto de pensar que deixamos uma saudadezinha durante essas 'férias'.


Mais uma sexta-feira naquela maternidade  e mais uma confirmação de que as palavras, frases, expressões, aprendidas nessa minha jornada clown servem para a vida em inúmeras situações. E durante as atuações são quando elas ficam mais claras e fazem mais sentido.
Dessa vez destaco: O menos é mais.
Sempre demoramos muito tempo entre quartos e corredores, não que dessa vez tenha sido diferente em relação ao tempo, porém, a quantidade foi reduzida, mas a qualidade, essa -me atrevo a dizer- estava presente na maior parte do tempo.

TV ligada sem ninguém para assistir; Nunca é tarde para aprender; Ficar com 'os pés pra cima' sem trabalhar; Massagista, bombeiro, que não dispensa apresentações...

A cada encontro novas trocas, a cada troca novas histórias.

Ju


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Magali Malagueta - Atuação HU, 21/01/14

Depois de um período de descanso, é com um ânimo novo que volto ao setor pra reencontrar a Magali e experienciar sensações já familiares, mas nunca comuns, conhecidas, porém nunca iguais, proporcionadas por cada encontro durante a atuação. Sabe quando as noções de espaço e tempo parecem não importar muito e tudo que se quer é permanecer ali? Sabe quando a correria do mundo lá fora parece só um detalhe e o mais importante é estar presente, exatamente ali? 
Talvez muitas pessoas não entendam o sentido disso que fazemos, de subir o nariz, pintar o rosto e simplesmente estar do lado, ouvir histórias, rir junto, silenciar junto, chorar junto, se necessário. Às vezes há muita coisa por trás de um "Palhaço, me faça rir".Talvez não faça sentido para muitos, mas, muitas vezes, só pelo olhar a gente percebe aqueles que só querem um pouco de atenção e um ouvido atento. E eu digo: é muito bom estar ali, exatamente ali. 

Essa foi uma daquelas atuações que me fazem querer permanecer fazendo parte disso. Em cada quarto visitado, novas histórias ao lado da minha melhor companheira Teka Aquarela. Em um ambiente cercado de pessoas debilitadas, é incrível notar como, apesar das queixas, a fé não se perde e as pessoas (ou a maioria delas) estão dispostas a entrar no jogo. Nos sentimos impotentes diante de determinadas situações, é verdade. Mas cumprimos o nosso papel naquilo que nos cabe, ou seja, o que vier a mão para fazer. Até servir a janta aos pacientes. :D Enfim, a atuação foi riquíssima de encontros e acontecimentos que eu não poderia descrever fielmente, dada a minha memória falha, mas que guardo comigo cada uma das sensações. Saí de lá cantarolando dentro de mim "às vezes só nos falta um pouco de humor, às vezes só nos falta um pouco mais de amor..." 




sábado, 24 de janeiro de 2015

Diário de Bordo - HUT - Ramon Del Tamborete - 23/01/2015

Querido diário,

É engraçado perceber que mesmo com o cansaço do dia-a-dia e a tristeza de certas ocasiões, mesmo com essa falta de ânimo e essa preguiça de existir, mesmo com tudo isso, nada supera a energia de subir o nariz. Você acredita em energia? Energia boa de verdade? Pois é isso que o simples gesto de levantar o nariz significa para mim, levantar o nariz me encher de energia, me cura da fadiga e me cobre de alegria, uma alegria quase líquida, uma alegria que transborda para cada um que eu encontro no caminho, essa alegria que me move e que me mantem no projeto por quase 3 ano, e é pelo levar essa alegria para cada um que precisa, para cada um debilitado numa cama de hospital, cada um cansado de trabalhar naquele plantão infinito. Energia, alegria, chame do nome que quiser, mas disso o Ramon está cheio, assim como a Josefina, assim como a Mariqueta, assim como cada um dos meus melhores companheiros, e entre jogos de casamento, de não deixar tocar no nariz e até de rezar com o paciente (por que não?), eu me sinto mais completo, eu me sinto mais Ramon, eu me sinto mais feliz.




Ramon del Tamborete,
Petrolina, 23/01/2015