sexta-feira, 11 de abril de 2014

Pedrinho Palito - 1º dia da Semana Nacional de Humanização – Praça da Misericórdia

Após uma longa viagem vinda de minha cidade com chegada às 2hr da manhã e acordar neste belo dia as 6hr para fazer minha segunda atuação, por incrível que pareça eu amanheci bem disposto, tinha expectativas para que aquele dia fosse bem produtivo. Ao chegar à praça fomos logo montar a exposição de fotos e organizar os varais onde colocaríamos as famosas caixinhas. Temos imagens dessa grande aventura que tive ao subir nas costas de Artur para colocar os varais, vejam a seguir:

Estrutura bem encaminhada partimos para o local onde se arrumaríamos, os novinhos (Eu, Carla, Jully e Cassia) e a monitora ( Sandrielly). Entramos naquele hospital e a responsabilidade já começava a surgir, todo o processo de maquiagem foi bem rápido e para subirmos a energia foi diferente do que era antes onde tínhamos uma sala cheia de clowns, nem todos dos nossos melhores companheiros estavam ali, eramos apenas cinco, mas dava para sentir aquela energia coletiva que conseguíamos atingir em sala. Clowns em alerta, estavam ali naquele novo ambiente Mariqueta Boabunda, Rosinha dos Retalhos, Zefinha Laranjeira, Frufuta Doce e Pedrinho Palito. O caminho do hospital a praça foi meio longo e produtivo, tivemos vários encontros e logo logo acabamos nos dividindo em dois grupos: Pedrinho Palito e Rosinhas dos Retalhos; Zefinha Laranjeira, Frufuta Doce e Mariqueta Boabunda. 


Nesse caminho nos encontramos com uma mulher que estava com as veias quebradas que acabou falando que adorava nosso trabalho e que estava mais feliz, mais a frente foi a mulher dos baldes, que por sinal estava bem na moda, porque volte e meia que dávamos nos encontrávamos com outra mulher e outro balde e outra mulher... Descobrimos então que ali era um novo sucesso onde o balde era para lavar roupa, de um modo onde não se gastasse energia, fizesse exercício com os pés para pisar e lavar, e não precisasse de maquina de lavar ;D Mais um menina que acabamos nos esbarrando no caminho, agora era uma modelo que nos ensinou a desfilar e tudo mais... Sua mãe com seu jeito meio mãe de ser acabou se envolvendo no jogo e desfilou conosco naquela passarela linda que no final acabamos com vários abraças e trocas de energia. PRODUÇÃO, IMAGENS POR FAVOR.

Conhecemos então o homem que precisava de um chip pra falar, a principio fiquei meio apreensivo para jogar pois ele tava muito concentrado, mas o melhor são essas pessoas que aparentemente estão fechadas e de repente olham pra você de dar um sorriso, pronto ali foi a porta que se abriu para fluir toda a conversa que tivemos, conversamos bastante, coisa que o Pedrinho não fazia com freqüência, mas aqueles momentos ali sentado conhecendo mais sobre ele foi muito importante, chegou um momento ate que peguei a muleta dele e comecei a desfilar como a menina tinha me ensinado. Ai foi que ele riu mesmo e foi o passo parar que nosso abraço gerasse.


Nessas aventuras de Rosinha+Palito *.* que a sintonia da dupla estava bem afinada ate o ponto de virarmos uma florzinha, onde tinha uma rosinha e um palito (talo) e um ajudando o outro fez com o que o jogo crescesse, nos escutamos, dividimos, compartilhamos, e que fosse bom para a Pro Jai que compartilhamos varias historias e ensinamentos, onde que sabe naquele dia de aula ela não fosse ensinar seus alunos a fazerem um careta ;DpD*>*@

Agora o Pedrinho tinha missão de colocar uma faixa em um local bem alto, ia ficar nas altas, mas ver um clown em cima de outra pessoa logo se via que não ia dar coisa boa kkkk, mas tudo  ocorreu bem, ia levando um queda na água logo mais a frente onde estava apenas olhando o que tinha dentro daquelas caixinhas no varal, por um fio eu ia me afogando naquele rio cheio de água, respirei controlei e me salvei, logo veio a menina modelo escolher uma caixa para que pegássemos pra ela e tudo passou.

Dar uma voltinha com o carrinho de som e vender CD’s parece fácil, mas não é quando se tem duas pessoas levando o carro e gritando pra vender CD, as pessoas apenas riam e nada de comprar, não fomos bom nos negócios “/  Mas que nos proporcionou essa experiência foi nosso amigo dos CD que estava ali apenas pra ver a resenha que estávamos fazendo, bem ficamos ali parado vendo e nada aconteceu, ficamos sem entender o que era essa resenha. No começo da conversa ele estava meio fechado falando com a mão na boca, no final la estava ele rindo com a gente e querendo que agente fosse jogar com outras pessoas pra ele ver e ele sempre se acabava de rir, nessas brincadeirinhas acabamos conseguindo um dinheirinho emprestado para comprarmos nossos picolés e no fim fizemos uma performance de musicas legendada. PS.: Wando, ainda lembramos que estamos devendo R$2,00 a você e que moramos la onde nós mora. Iremos te pagar. Isso é sério



Jó, o menino das bochechas, véi o que foi aquilo? Foi o encontro mais lindo que tive até esse momento, ver aquele menino de apenas 1 ano e 6 meses no carrinho dançando me chamou atenção, pois é,  ele não apenas fazia isso como sabia a sua idade, seu nome, o nome do pai, da mãe , sabia andar já. E ele que quis sair do carrinho para ficar mais perto de nós, nessa conversa que tivemos ele me mostrou o machucado que tava na sua mão, logo eu beijei a mão dele. Foi lindo querer cuidar daquele garoto e ver ele ali aberto para receber atenção *.* No fim nos direcionamos para o coreto para que pudéssemos descer a mascara. Todos deitados ali com a jarra cheia para que numa próxima possamos enchê-la novamente. NUCLEO DO DIA - JÓ


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Rosinha dos Retalhos no Humaniza SUS

Confesso que assumir hoje a função de “monitora” me deixou um pouco nervosa hoje, não tava nem com vontade de atuar, mas não podia deixar meus melhores companheiros do mundo na mão. Já tinha atuado com os novinhos no abraço grátis, mas foi diferente porque não assumi sozinha essa tarefa. Então o jeito foi pegar o nervosismo e transformar em energia. Nos arrumamos numa salinha de consultório, na policlínica em frente a praça, e eu me senti um pouco chata dando uma tia, “não deixa a bolsa no chão”, “o som tá alto”, “não esquece que a gente tá no hospital”, “não esqueçam nada”, “não se percam”, “duas horas de atuação”.

Além dos quatro novinhos também fazia parte da equipe o mais novo integrante da UPI (que nem precisou passar por seleção nenhuma), Adsson, mais conhecido como pai da Pietra e fotógrafo da UPI :).



Subi a energia mais rápido do que imaginei, acho que um tiquinho de nervosismo é fundamental para qualquer atuação, e a disponibilidade dos novinhos de estar ali me ajudou muito também.

O hospital estava cheio demais e não senti muita abertura para jogos naquele lugar, então o jeito foi atravessar um rio (poça de água) esperando os jacarés passarem (carros), para chegar até a praça e encontrar muitos encontros.
Logo de cara encontramos Maria, que estava com as veias das pernas estouradas e que mesmo assim parou para falar com a gente elogiando nosso trabalho, e nada melhor pra começar a atuação do que isso.
Pelo caminho também encontramos duas modelos top model, que deram um show de desfile na praça, ainda tentei pegar aquele charme mas a Rosinha é realmente muito desajeitada.
O grupo era grande e a divisão seria necessária, mesmo sem combinarmos nada ela aconteceu. Passei a maior parte da atuação com Pedrinho, enquanto Mariqueta, Zefinha e Frufruta seguiram juntas.
Atuar com Pedrinho foi lindo, ver o clown dele que antes era mudo desembestar a falar foi ótimo, lembrei que a Rosinha no início também não falava, o que realmente não faz muita diferença, desde que você saiba jogar com outros elementos a voz pode ser colocada em último num encontro.



Encontramos muitas pessoas com três, quatro pernas; apresentamos dois moços que estavam sentados um do lado do outro e não conheciam, e que nós também não conhecíamos; ficamos esperando com a Pró Jay o seu horário de ir pra fila do banco, a pró tímida que disse que não tinha nada a ensinar pra gente acabou aprendendo a fazer careta; tentamos ajudar o moço do carrinho de som a vender algum cd, ele tava trabalhando e parou pra sentar na praça pra ver a “resenha” (não vendemos nenhum cd, porém ganhamos um picolé, nenhuma lógica nisso, mas foi assim mesmo); encontramos o Jó, menino de um aninho, cujo sobrenome deveria ser Buchecha, porque ele tem as buchechas mais lindas do mundo; a técnica de enfermagem que aferiu nossa pressão e auscultou nossos corações. Foi lindo.
Lindo encontrar todas essas pessoas. Lindo ver nosso trabalho exposto em bambolês pra lá de coloridos. Lindo ver como as pessoas admiram nosso trabalho. Lindo sair da atuação morta, mas com a energia transbordando.
Lindo.



Mariqueta Boabunda - HumanizaSUS - 7 e 8 de Abril

                Meu diário de bordo,
você não faz ideia de quantas vezes já comecei e apaguei esse relato. Isso acontece  porque o HumanizaSUS vem ocupando minha semana, me proporcionando diversos momentos de reflexão e atuação que me enchem de pensamentos sobre minha própria vida. Venho de dias difíceis, com problemas que vão e voltam feito um balanço abandonado em movimento por uma criança que brincava por ali - mas se foi. Me pergunto como conseguirei humanizar algo quando, por vezes, me sinto muito pouco atingida com a humanidade alheia, ou ainda quando me sinto tão bagunçada por dentro que mal sei cuidar de mim. Às vezes, é extremamente difícil existir e carregar uma história, carregar sentimentos, carregar o peso de viver com tantas coisas que queríamos que fosse diferente. E eu queria fugir. Fugir de minha vida, fugir de mim.
                Em meio a tantas coisas sufocantes, Mariqueta me surge como um suspiro - breve, porém revigorante. Ela me apareceu três vezes em dois dias. Coitada! Mal sabe o que faz no mundo e, tal qual à vista de um abismo, se joga. A cada atuação, sinto Mariqueta mais Eu - e Eu mais Mariqueta; sinto-a mais madura, mais dona de suas ações, mais consciente do que faz, ainda que pense pouquíssimo em seus atos. Em grande parte, percebo, porque os monitores a fornecem um apoio imenso (e me dão ensinamentos que vão muito além do breve momento clown). Percebo o quão melhor me sinto agora que provei um pouquinho mais das maravilhas do nariz vermelho. Até mesmo acordar 6 da manhã para arrumar as roupas coloridas de Mariqueta, sua sapatilha vermelha de bolinhas brancas, seu cinto florido e os 10 grampos para prendê-lo à cabeça... Ela mal me deixa dormir de tanta ansiedade.
                Foi com esse turbilhão de sentimentos que entrei na Semana de Humanização do SUS. Gostaria de pedir a paciência de todos que forem ler, mas condensei três atuações em um só post por se tratar de um único momento, portanto...

07 de abril de 2014, segunda feira, praça da Misericórdia, Juazeiro-Ba.
                O convite de participar do evento me veio (claro) de Artur, o amado Zeca Aventureiro. Tinha ficado sabendo no dia anterior que iria atuar e (claro) quase não dormi de ansiedade. Além disso, (claro) liguei e tentei chamar todas as pessoas que achava que estavam aqui e insisti para que fossem. Fiz isso todos os dias e todas as horas que pude (claro), porque atuar com muitos lindos é bom demais, e Mariqueta estava morta de saudade de alguns deles.
                Ao chegar ao local, às 7 da manhã,  arrumamos a exposição e partimos para vestir nossos clowns e (finalmente!) subir o nariz. Depois de tanto tempo, fervia de animação... mal sabia eu que era Mariqueta que não se aguentava mais dentro de mim. Em companhia de Pedrinho Palito, Rosinha dos Retalho, Frufruta Doce e Zefinha Laranjeira, Mariqueta Boabunda saiu para as ruas espalhando seu melhor olhar. Foi lá que aprendeu a desfilar com uma linda professora de modelos; a dirigir uma carroça, com um senhor de olhos azuis feito o mar; virou bola para que o famoso jogador Denilson pudesse marcar um gol; ficou desconfiada com muitos fotógrafos que a perseguiam (será que agora era famosa!?); conheceu uma modelo que tinha uma perna com metade do tamanho da outra e, por isso, usava aparelhos que faziam dela, também, uma super-heroína (!); e, por fim, aquilo que mais a marcou: encontrou um rapaz de muletas que dizia ser ex-presidiário, ex-residente da cracolândia, acusado de homicídio e que havia sido atingido por 6 tiros na perna (porém encontrou jesus e agora está tudo ok).

Mariqueta, Zefinha, Frufruta, Rosinha e Pedrinho
                Abraços. Muitos abraços. Abraços apertados, outros mais frouxos, outros mais tímidos, alguns espevitados - contudo, todos vinham de muito bom grado, ainda que alguns tenham exigido um pouco de persistência. E que delícia foi aquilo! Que remédio para a alma e para as tristezas que me acompanhavam. Mal sabiam aquelas pessoas que, um tanto que de modo egoísta, quem mais estava ganhando ali era eu.
                Pela tarde, apenas tirei fotos e aproveitei o espetáculo que foi observar meus amigos clowns atuando. É realmente impressionante o quanto dá pra aprender dessa forma, e, também, perceber o quanto ainda tenho que amadurecer meu narizinho.  Também é interessante a angústia que se passa nesse momento, porque você quer lançar um jogo, quer brincar... mas ali, infelizmente, era Carla - e não Mariqueta.
Que fita estranha, tira até foto!

08 de abril de 2014, terça feira, Juazeiro-Ba.

Manhã, Maternidade.
                Disseram que choveu a noite toda. Eu estava cansada demais para me dar ao luxo de perceber a chuva ou de acordar por conta de um trovãozinho ou outro. Ao acordar, porém, me dei conta do estrago: além de não podermos expor na praça (porque as fotografias seriam estragadas pela água que eventualmente caísse das árvores), o portão elétrico de minha casa havia parado de funcionar - e as fotos estavam guardadas em meu carro. Depois de muita espera, fomos expor e atuar na Maternidade de Juazeiro. Por conta de todo o ocorrido, mal me dei conta de que seria minha primeira atuação em um hospital. Mal me dei conta de que aquilo mudava muita coisa. Mal me dei conta de que, novamente, não fazia a menor ideia de como agir.
                Me joguei.
                Confiei em meus melhores companheiros do mundo. Subi o nariz em companhia de Esperança Sambacanção, Rosinha das Alturas , Zeca Aventureiro, Carmelita das Buchada e Pedrinho Palito, porém apenas os dois primeiros foram os companheiros de Mariqueta naquele momento. 

Mariqueta, Carmelita, Rosinha, Zeca, Pedrinho e Esperança! Lindões!
                Ao contrário do dia anterior, Mariqueta se sentiu muito estranha naquele local. Ao contrário da praça, ali as pessoas estavam extremamente frágeis e vulneráveis. Também, sentiu muita dificuldade em criar jogos, mas entrou em todos que foram propostos à ela. Falou mais alto do que devia, correu mais do que devia, sentou no chão e lá pôs as mãos - e logo depois se ofereceu para segurar um bebê e a mãe quase deu. Mariqueta teve alguns momentos infelizes, porém teve alguns deliciosos, como quando aprendeu como cortar banana da terra de forma que sua barriga não inchasse por 9 meses. Foi uma médica que a ensinou e, boa cidadã que é, contou para todas as moças inchadas o que fazer para não ficar mais daquela forma: não comer mais banana.
                Ao final, porém, encontrou sua maior dificuldade até agora. Eu, Carla, também. Uma mãe chorava com sua filha no colo. O bebê tinha manchinhas vermelhas na face e estava extremamente quieta. Rosinha deu um abraço na mãe, que parecia muito frágil, sozinha, triste, sem esperança. Por falar nisso, Esperança tentou alegrá-la, dizendo que sua filha seria uma estrela (e por isso tinha tantas estrelinhas em sua face), mas a moça só chorava, e chorava. O que fazer!? Eu não tinha palavras, eu não conseguia reagir. Alguém foi dar-lhe o almoço numa quentinha, e, tendo em vista que estava com a criança doente no colo, ficou sem saber como comeria, confusão essa muito visível em seu triste olhar. Foi aí que Carla, como Mariqueta, se ofereceu para segurar o bebê. Ali, no chão mesmo, eu seguraria o dia todo se preciso fosse. Contudo, os outros clowns apareceram e levaram Mariqueta embora. A verdade é que eu queria descer o nariz naquele mesmo momento e ir ajudar aquela moça. Eu queria dizer-lhe que ela não estava sozinha, que eu a ajudaria; mas era tarde demais. Rosinha, ou melhor, Tathyane, me disse que, ás vezes, o melhor que podemos fazer é nos afastarmos, que algumas vezes não teremos como ajudar. Sei que isso é verdade, mas não consigo tirar essa moça da cabeça. Será que eu poderia ter feito mais? Será que elas estão bem? Será que algum dia saberei lidar com essas situações? Como foi horrível...

Tarde, Praça da Misericórdia.
                Um pouco afetada com a atuação da manhã, levamos a exposição de volta para a praça, uma vez que o sol já estava brilhando. E, novamente, fui me preparar para subir o narizinho vermelho que havia me dado tantas emoções poucas horas antes. Tentei deixar essas experiências negativas de lado e apenas aprender com elas, de forma que Mariqueta ressurgiu muito bem disposta, obrigada, brilhando ao lado de Hércules do Encanto, Magali Malagueta, Rosinha das Alturas, Zefinha Laranjeira e Lupita toin-toin, sendo esta a minha melhor companheira do mundo da tarde. 

Rosinha, Zefinha, Lupita, Magali, Hércules e Mariqueta!
                Mal sabiam essas duas clowns que esse seria o melhor momento de Mariqueta até então. Mal sabiam elas que conheceriam um senhor com DiaNoiteBetes (uma doença que se manifesta tanto de dia quanto de noite), dois senhores que não gostavam de futebol porque eram crentes, que encontrariam um bocado de gente da realeza, que aprenderiam o que é reciclagem nas palavras de um Doutor no assunto (ele mesmo catava o material!), o qual vinha de outro país, "as Arábias", e que as ensinou, ali mesmo, a dirigir um tapete mágico. Acabaram rodando em torno do próprio eixo (em um rodeio) e foram-se.

Voando no tapete mágico - e quem dirá que não!?
                Como me senti bem depois desse momento! Mal conseguia falar sobre outra coisa! Como Lupita é linda! Como ela ajudou Mariqueta! Aquela tarde foi tão incrível que ponho um sorriso na cara sempre que penso em alguém vendo três pessoas sentadas em dois pedaços de papelão no meio do centro fingindo voar em um tapete mágico. Em que mundo isso seria possível se não no mundo clown? Impossível não amar um mundo que me permite tudo, inclusive ser feliz independente das amarras do mundo.

Obrigada, Lupita! sz
                Gostaria, também, de utilizar o espaço para agradecer a todos que fizeram a Semana de Humanização do SUS acontecer e ser tão linda, seja com a preparação ou com a organização nos dias do evento. Obrigada, também, por me darem a oportunidade de participar de algo tão incrível, de fazer algo de bom. Obrigada por me ensinarem tanto, pelas palavras de conselho, pelos estímulos, pelos sorrisos, pelas brincadeira, pela Carla melhor, pela Mariqueta cada vez mais brilhante.

Carla Araújo, melhor conhecida como Mariqueta Boabunda.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Esperança Sambacanção - Maternidade de Juazeiro - 8 de Abril

Chuva no sertão (Donaldo Santos Jr.)

Depois que a chuva cai no meu sertão.
Os pássaros cantam alegres 
Que emoção...

Agradecendo ao Criador,
Por trazer esta água abençoada,
Brotando com toda força a invernada...

As árvores agradecem 
e presenteiam nos com sua flor
Que vão brotar novos frutos com sabor,
Alimentando a bicharada
Matando a fome no sertão,
Fazendo brotar vida de montão...

Chuva
Cai abençoada,
Molha nossa terra arada,
Faz essa semente 
Brotar frutos para a vida,
Faz a nossa gente mais feliz...

Nos hospitais da vida, cada um de nós somos semente...


E foi assim, comandados pela chuva, que acabamos felizmente mudando nossa rota, não podíamos mais montar a exposição na praça porque estava tudo molhado, e agora nosso destino seria a maternidade. Preciso assumir que só me dei conta que seria minha primeira atuação no hospital quando já estávamos dentro da salinha da diretoria vestindo nossos trajes, demorei pra digerir a ideia de que, sim, aquela era a minha primeira atuação dentro de um hospital (por mais podada que fosse, mas era...). Minha cara típica de desespero já havia se instalado e meus companheiros como sempre me perguntando se eu estava bem; bom, beeeem, beeeem, beeem, eu não estava não, mas era o que tinha para aquela manhã, quem inventa de entrar na UPI tem que está preparado pra tudo que surge, e é preciso dizer sim muito antes de subir o nariz, os jogos podem começar a qualquer momento, e a gente precisa estar preparado, ou não, eu não estava, mas pulei no vazio.
Combinamos com nossos monitores que não entraríamos nas enfermarias, e que nossa atuação se resumiria as recepções e corredores da maternidade e assim fizemos. Sai na companhia de Mariqueta Boabunda  que como eu procurava se enquadrar naquele novo ambiente, e com Rosinha das Alturas que com toda  a sua leveza esteve conosco em cada momento, dividindo cada jogo e nos deixando ir por onde podíamos; os jogos surgiram de forma muito natural, tivemos contatos com inúmeras pessoas, e na grande maioria elas estavam abertas ao jogo, o que me deixou um tanto aliviado.
 Gestantes, médicas, recepcionistas, enfermeiros, bebês e suas incubadoras, acompanhantes, sorrisos, choros, e sem dúvida muito aprendizado, posso dizer que o primeiro contato com o hospital foi positivo sim, e que venham os outros.
Para o núcleo do dia escolhi “Banana da terra”, uma fruta que as mulheres da maternidade adoram (palavras das próprias) e que quando comem geram uma espécie de inchaço na barriga, que chega a se assemelhar a uma melancia presa no abdômen por cerca de nove meses, mas que se você tirar a semente da banana antes de comê-la, você pode usa-la tranquilamente, sem medo dos efeitos colaterais, (palavras de uma médica que a gente encontrou nesses corredores da vida, e que aqui pra nós, valia mais do que todos seus anéis, sandálias e brincos de ouro.)

“E quando a chuva aparece
Até o pó vira lama
O Galo volta a cantar
O gado come na rama
Tendo chuva, tem fartura
Arroz, feijão e mistura
Toda noite amor na cama

E com chuva no Sertão
A natureza floresce
O sertanejo se alegra
E da mulher não se esquece
Não liga mais pra fraqueza
Nove meses, com certeza,
Menino novo aparece!”


Paulo Gondim

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Roda de Conversa - Doulas, Voluntárias do Parto

 
A Maternidade Municipal de Juazeiro-BA vem trabalhando a humanização no parto desde sua inauguração em Julho de 2010. Em Novembro de 2013 foi inaugurado o Centro de Parto Normal, em concomitância a implantação do Projeto "Doulas - Voluntárias do Parto". Sendo assim, as gestantes usuárias deste serviço são acolhidas pelas  DOULAS, preparadas para cuidar e ajudá-las no momento de dar a luz. A Doula acompanha a gestante durante todo o seu internamento, e tem como principal objetivo oferecer segurança emocional e possibilitar um ambiente acolhedor para que o parto e o nascimento ocorram da melhor forma possível.
 
Sendo assim, propomos realizar na Semana de Humanização uma Roda de Conversa, onde a participação das doulas, usuárias e trabalhadores refletissem sobre os caminhos da Humanização no momento do parto e o papel da doula neste cenário.
 
Inscreva-se, as vagas são limitadas!
 

Semana Nacional de Humanização do SUS

Extra, extra! A Unidade de Palhaçada Intensiva (UPI) tem a honra de te convidar para uma semana especial! Para a Semana Nacional de Humanização do SUS, quando teremos a oportunidade de discutir a importância da Humanização nos serviços de saúde e de conhecer o SUS que dá certo.

Entre os dias 7 e 11 de abril teremos uma programação preparada pela UPI, em parceria com o Núcleo de Humanização e Educação Permanente da Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro-BA, com muito carinho.
Se interessou e quer participar? É muito fácil, dê uma olhadinha na programação detalhada logo abaixo e apareça nos locais do evento. Estamos a sua espera!


07 e 08/04/2014
Atividade: A Humanização em Fotografias
Local: Praça da Misericórdia, Juazeiro-BA
Horário: 08:00 h às 18:00 h

"A Unidade de Palhaçada Intensiva (UPI) é um projeto baseado no consagrado conceito internacional de Palhaçoterapia. O projeto tem por principal objetivo a busca da humanização na formação de novos profissionais de saúde, isto é, formar médicos, enfermeiros, psicólogos e farmacêuticos para o melhor exercício de suas profissões. O grupo atua em ambientes hospitalares, visando estabelecer uma aproximação com crianças, adultos hospitalizados e profissionais de saúde, levando alegria e minimizando o sofrimento, bem como com o saber em saúde e suas rotinas baseando-se em técnicas artísticas circenses e teatro clown.
O presente trabalho descreve a exposição fotográfica de cenas de atividades da Unidade de Palhaçada Intensiva (UPI) registradas no Hospital Universitário da UNIVASF, em praça pública da cidade de Juazeiro-BA. Durante a exposição, profissionais da área da saúde farão orientações à população, haverá um mural para que os participantes expressem suas opiniões, além de conversas com a temática humanização."

Link da Atividade: http://www.redehumanizasus.net/mapa-semana/a-humanizacao-em-fotografias

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09/04/14
Atividade: Jardim do Cuidar
Local: Hospital Materno Infantil, Juazeiro-BA
Horário: 08:00 h Às 17:00 h

"Os hospitais são locais sensíveis, onde se encontram pessoas debilitadas física e psicologicamente, o que demonstra a necessidade de criação de espaços de conveniência confortáveis e agradáveis nesses ambientes, visando o bem-estar de quem passa algum momento por ali. A partir de uma reflexão para repensar os espaços dos hospitais e suas funções, percebe-se que a implantação de jardins pode implicar em benefícios reais, visto que surgem como uma surpreendente alternativa à trajetória dos visitantes, dos pacientes e até dos funcionários, ao tornar o ambiente hospitalar mais agradável. 
Por isso, haverá a implantação de jardins no Hospital Materno Infantil, em Juazeiro-BA, que serão inaugurados durante a Semana Nacional de Humanização, como representação da luta pela humanização dos hospitais do Vale do São Francisco. Esta atividade será realizada mediante a parceria da Unidade de Palhaçada Intensiva (UPI) e a Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro através da Diretoria de Humanização. Propõe convidar profissionais e usuários a participarem do momento do plantio e montagem, bem como o cuidado constante do "Jardim do Cuidar"."

Link da Atividade: http://www.redehumanizasus.net/mapa-semana/jardim-do-cuidar-0

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10/04/14
Atividade: Reencontros de Cuidado
Local: III Centro de Saúde (próximo ao nego d'água"), Juazeiro-BA
Horário: 08:00 h às 17:00 h

"No ano de 2013 foi realizado numa parceria entre Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro-BA e Universidade Federal do Vale do São Francisco, o "Curso de Humanização e Cuidado Integral". Desenvolvido de Abril a Novembro, este foi um espaço quinzenal de formação, auto cuidado e coletividade com 70 profissionais de saúde: ACS's, enfermeiros, dentistas, médicos, assistentes sociais, psicólogos, gestores.
Por meio da Psicologia Corporal (PC), notadamente a análise bioenergética de Reich e Lowen, desenvolveram-se várias atividades com os participantes do curso. A partir dos princípios da PC, vários aspectos do indivíduo eram abordados: o auto cuidado, a individuação, a relação deste com o mundo exterior, incluindo pessoas do seu convívio e relações profissionais. Estes aspectos foram trabalhados, sempre pela perspectiva do indivíduo, buscando acolher os diversos modos de vivenciar e narrar suas experiências.
O trabalho mostrou-se efetivo em produzir e compartilhar cuidado, afeto e pertencimento, fato aferido pelos relatos orais e escritos dos participantes, bem como a melhora nas relações íntimas, pessoais e profissionais.
Sendo assim, na Semana de Humanização propomos realizar a atividade: "Reencontros de Cuidado", com o objetivo principal de reunir os participantes do curso, reativar memórias afetivas do grupo, do corpo e memórias do aprendizado ocorrido ao longo do trabalho de 2013." 
Link da Atividade: http://www.redehumanizasus.net/mapa-semana/reencontros-de-cuidado
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11/04/14
Atividade: Roda de Conversa - "Doulas - Voluntárias do Parto"
Local: Hospital Materno Infantil, Juazeiro-BA
Horário: 08:00 h às 12:00 h

"A Maternidade Municipal de Juazeiro-BA vem trabalhando a humanização no parto desde sua inauguração em Julho de 2010. Em Novembro de 2013 foi inaugurado o Centro de Parto Normal, em concomitância a implantação do Projeto "Doulas - Voluntárias do Parto". Sendo assim, as gestantes usuárias deste serviço são acolhidas pelas DOULAS, preparadas para cuidar e ajudá-las no momento de dar a luz. A Doula acompanha a gestante durante todo o seu internamento, e tem como principal objetivo oferecer segurança emocional e possibilitar um ambiente acolhedor para que o parto e o nascimento ocorram da melhor forma possível.

No fechamento da semana de humanização, faremos uma roda de conversa onde abordaremos o trabalho das Doulas e humanização do parto no Hospital Materno Infantil. No evento será exposto um vídeo institucional de abertura produzido em parceria com a UNIVASF. Em seguida teremos uma roda de conversa com: Luciana Florintino, Diretora Médica do Hospital Materno Infantil Fabíola Dantas Ribeiro, uma doula, uma usuária e um acompanhante. O evento será aberto ao público."

Link da Atividade: http://www.redehumanizasus.net/mapa-semana/os-caminhos-da-humanizacao-na-maternidade-municipal-de-juazeiro-o-papel-da-doula-durante-a-assistencia-a-mulher-em-t