sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Lupita Toin-oin-oin - Diário de Bordo - HUT - 26/11/2013

O dia não começou muito bem... acontecimentos tristes logo pela manhã... mas a vida é assim, tudo que tem um começo, também tem um fim. Entretanto, eu me lembrei o quanto as atuações me fazem bem, e então me motivei mais ainda, e fui, cheia de vontade e energia. A Lupita é uma linda, isso eu tenho que concordar; e me enche de orgulho. Chegamos ao hospital. E logo nos juntamos a com outro companheiro (Paputcho). Foi um tanto bagunçado e intenso. Mas cada olhar que recebia me incitava a querer sempre mais e mais encontros. Cada sorriso me preenchia. Espero ter contribuído pelo menos com pequenos detalhes na vida daquelas pessoas, pois o bem que elas me fizeram naquela noite foi inefável. Ah... Lupita é tão bobona. Perdeu-se no meio de tantas "coisas" , e ela ouviu tantas "coisas"; "a 'coisa' é uma coisa que se explica coisando". Alguém entendeu? Lupita,não! Assim explicaram pra ela. E sem falar no "medo" que a coitada passou ao se deparar com João da meninas. Ela era a única menininha de lá; mas seus melhores companheiros do mundo não deixariam que nada acontecesse, e então ela se tranquilizou. E muito mais coisas aconteceram. É chegado a pausa, porque não há fim, não há despedidas, não dizemos adeus, e assim permanecemos conectados para a próxima terça. Saúde e felicidade para nós todos. E a semana que vem tem mais.

Lupita Toin-oin-oin - Diário de Bordo - HUT - 19/11/2013

Como é bom estar de volta um lugar que te faz bem! Estava com muitas saudades. Voltei, mas não para o mesmo lugar. O propósito continua o mesmo, mas as pessoas são totalmente diferentes. A Lupita era encantada pelas criaturas pequeninas do HDM, e agora não há mais criancinhas. Os pequenos, lá no HUT, já estão todas bem grandinhas, já viraram adultos, mas lá no fundo, aquele espírito acolhedor continua o mesmo. Hoje comecei a atuar com o meu mais novo companheiro melhor do mundo, o Joaquim Marmiteiro, uma pessoa excelente, cheia de charme, de carisma, um completo Dom Juan (galanteador), posso assim dizer. Juntos entramos na busca incessante pela sala verde, que na verdade é branca. Lá encontramos lindões que nos cativaram com os seus olhares. É uma experiência única por meio da UPI ter momentos maravilhosos e doces como esses. Só tenho a agradecer pelo bem que aqueles encontros nos trazem. Muito obrigada a todos pelos belos sorrisos, pelos olhares cativantes, por proporcionar aquela paz e aquele bem que é compartilhado, pela troca de ajudas.

Florentina Tempestade. HU- Diário de Bordo - 26 de Novembro de 2013

Diário de Bordo -  26 de Novembro de 2013
Encontro... Olhar... Sorrisos... Brincar... Falar( ou Não-Falar)... Entrar no jogo. Ser Clown.  
Voltar aquele hospital, aquele andar, encontrar não as mesmas pessoas, mas pessoas tão cheias de graça, mesmo diante de uma situação tão delicada (profissionais, pacientes, acompanhantes). Querido dream, o que tenho a dizer da minha primeira atuação no HUT desse semestre? Pra começar, uma nova companheira pra Florentina Tempestade, a fofura da Valentina Bicudinha...tão pequena e tão cheia energia, dessa que contagia... Uma dupla que de cara conseguiu fazer vários jogos, desde cantar, brincar, até improvisar um pequeno picadeiro e o melhor se comunicar com um paciente pela linguagem dos olhos, somente dos olhos (O momento da noite). 

Beeijinhoos ;)))

Florentina T. Diário de Bordo- HU- 13 de Dezembro de 2013.

Diário de Bordo- 13 de Dezembro de 2013.


Querido Dream,

A atuação foi diferente, com a companheira linda Ninha, a  Chiquita Pequena-Sombra, atuamos à tarde e com presença de câmeras, isso! Câmeras da TV Grande Rio, que estava ali para fazer uma matéria sobre a UPI pra ir ao ar no jornal GRTV, mais uma vez muita responsabilidade e um desafio à parte, já que estávamos ali e precisávamos, assim, como em qualquer outro dia, dar o melhor de si, e não foi tão difícil, eu não estava só, tinha a Ninha do meu lado, aliás, foi a nossa primeira atuação juntas e foi linda!!! Não foi difícil porque olhares foram lançados, encontros foram acontecendo e quando vimos, estávamos no mesmo embalo, foi incrível a disponibilidade de muitos dos pacientes e seus melhores companheiros (e por que não dizer “Melhores companheiros?”). Como sempre, destaco aqui um momento bem importante, nesse caso, no “quarto do riso”, dos encontros que ocorreram quando a Florentina e a Chiquita ainda estavam lá fora, pelo vidro da janela do quarto. Daquela senhorinha que dizia “estar dormindo” e que fez com que todos no quarto entrassem no seu jogo. Naquele encontro com aquela moça tão cheia de esperança, sabe? Tão disponível, tão sorridente, com aquele ar de quem acredita na gente, quem acredita no nosso trabalho... Isso me enche de amor, de vontade de estar mais e mais e mais aqui!!!
Beeijinhooooooooooos 

Frida Seriguela - 22/11/2013 (Scientex)

"Para alcançar o que já estava aqui
Se a crença quer se materializar
Tanto quanto a experiência quer se abstrair

A ciência não avança
A ciência alcança
A ciência em si!" (Arnaldo Antunes)




FELICITEC. E eu que sempre achei que felicidade era algo tão difícil e que só poderia ser construída com tempo e com muita leveza, me vi distribuindo felicidade em forma de doce. Mas tudo não passava de ciência, esse ambiente sólido que tanto me assusta, chegou a hora de levar cor e leveza aquele lugar...
E quando demos conta orientadores e estudantes caindo na nossa dança, aceitando fazer parte da nossa pesquisa, aceitando a nossa forma de fazer ciência. Talvez a forma mais pura que esse nariz vermelho nos proporcione, talvez a forma mais pura que Frida me permite ser. Porque com ela, eu sou.
Em meio a jujubas e balinhas, encontrei diversas gente. Inclusive, algumas bem próximas de Camila e que Frida fez questão de se apresentar! O lugar em que frequento diariamente teve outra cor... Lembrei da oficina de formação quando fui atrás de Ernesto e fiz de cada centímetro daquele lugar possibilidade. E eis ali de novo, fazendo daquele lugar leveza.
A rampa era uma pista de skate, a mangueira uma passarela (Quem diria que três pessoas iam conseguir andar em cima de uma mangueira?)
E quando eu me dei conta lá estava Frida distribuindo o que tem de mais doce junto com tanto docinhos... Os melhores companheiros do mundo e dessa vez não eram só dois, eram um bando! Você via de longe os brilhinhos daqueles narizes rodopiando  por entre corredores e salas!
E ouvir da moça do ar-condicionado que virou a moça azulada garota propaganda da tim, que se emocionava bastante com tudo isso, foi sim, reconhecimento de que tudo em que acredito vale a pena.

E apesar de ser bem diferente do hospital, ainda sim, não deixa de ser um ambiente necessário para sensibilização e humanização. Acreditar nisso e apostar faz com que cada lugar seja possível de ser acolhido. E que estar em meio a isso, e fazer do que eu acredito atitude. E acho isso o mais bonito disso tudo...



<O*

Frida Seriguela - Qualquer data de setembro (HUT)



É visível toda vez que subo esse nariz um reflexo de tudo que acontece com Camila bem exposto nas atitudes de Frida. É estranho pras pessoas que não entendem como tudo isso é possível mas para mim que vivo isso, é bem mais simples. Difícil é transformar isso em palavras.
Depois de uma tarde de choro e desse choro ter se prolongado até 20 minutos antes da atuação, quando encontrei a minha melhor companheira do mundo, Mira, que estava disposta mesmo sabendo que eu não estava inteira, que ali faltava um pedaço meu. Pegou na minha mão e disse: "Bora!"
Enquanto me maquiava refleti em diversas coisas, desde como seria essa disponibilidade, esse branco, quando a cabeça tava cheia, os olhos inchados e nada daquilo ali, seria possível esconder. Mas me permiti, permiti que Frida chegasse mesmo que as coisas não estivessem arrumadas.
Não sei se foi uma boa ideia, mas, tudo que eu quero, eu quero muito! E eu só conseguia pensar em atuar naquele dia, não como uma fuga, mas como um encontro.
Quando a procura é o encontro, o encontro é a procura. Essa relação circular que alimenta tanto a alma.
E consegui. Consegui ver nitidamente tudo que tava acontecendo com Camila, quando esse pedaço que tanto me permite ser, mostrava a mim essas coisas que tentava esconder. Quando o que era pra ser usado como jogo, acabava ferindo. Ou quando em sua volta, deixava de ser possibilidade e se tornava em uma "dura realidade em que essas pessoas  vivem!", meu Deus, que tarefa difícil.
Mas foi. Estar disposta é o primeiro passo pra tudo isso, pra essa conquista e esse caminho que vem sendo traçado com muito e muito amor.
Confesso que foi de muito aprendizado e que não faria de novo. Afinal, é preciso encher a jarra primeiro, pra depois encher o copo. Não sei se é justo ou digno com esse trabalho permiti. Mas foi necessário para mim, foi experiência e aprendizado.
Afinal, imagina se não fosse esses círculos como tudo seria quadrado?

Desculpa a falta de jeito e não ter memorizado a data... E muito menos lembrar fatos da atuação. A memória as vezes falha, mas o coração acelera!!

<O*