Sabe aquele momento em que você vai andar de bicicleta sem as rodinhas pela primeira vez? Foi assim que me senti quando soube que Teca não ia aparecer teve medo, me senti insegura achando que não estava pronta pra tirar as rodinhas, Ray me convenceu a vestir Jusefina, então fui.. quando percebi já tinhha terminado minha maquiagem, a primeira vez que fiz sozinha, o branco vazio foi tomando conta de mim e minhas bolinhas na minha caixa cada vez se reviravam com mais força e a insegurança e o medo de Karol deram espaço pra alegria e disponibilidade Jusefina, a noite foi mmarcada por muitos presentes, quantos sorrisos, quanta disponibilidade estava sendo entregue a nós, e que algumas vezes passou despercebida, mais a cada atuação o aprendizado é enorme, reaprendemos que palhaço pronto é palhaço morto, sou cachorro não gato, difícil éfazer o simples, disponibilidade sempre..
Obrigada Ray, por tirar minhas rodinhas e obrifada Rosinha e Bolota por não me deixarem cair, vocês são as melhores companheiras do mundo. *--*
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Capitulina Lingua Frouxa - HUT 11/09/2013
É, nessa noite
a expectativa consistia em saber se daria tão certo quanto da última vez. E por
nossa sorte o encaixe perfeito da semana anterior não foi apenas sorte, foi a
mais pura e verdadeira história de encaixe perfeito, chave + fechadura.
A noite
começou calme e cansada, então vieram as roupas, a maquiagem e Capitulina e Cidoca
acordaram como se pudessem ganhar o mundo, sem dores, sem temores. Acredito que
elas soubessem que tudo iria correr da melhor maneira. Infelizmente não
encontramos bigode novamente, mas descobrimos que zé da pá vendeu a outra cama
que tinha lá. Ah encontramos de tudo nessa noite mágica, de múmias a gente com
piercing no pé. Reencontros, ah os reencontros, lindos, mágicos. Não há muito mais
a dizer magia, amor, reencontros fantásticos. E por fim Samuel, criança de
olhos brilhantes e cálidos que nos recebeu de braços abertos e aceitou todos os
jogos, todas as brincadeiras. A noite não poderia terminar melhor, mágica e
astúcia juntos numa confusão de tudo, num mundo onde o tempo e o vento correm
diferentes, onde tudo é possível, inclusive dar um passeio de maca por ai!
No fim baixar
a máscara e deixar aquela energia que fluiu descer não foi fácil. E acredito
que talvez Capitulina não tenha dormido de fato, pois, a energia dela ainda
corria nas minhas veias durante certo tempo. Depois de tudo o que eu tenho a
dizer é que não há beleza maior que o encontro.
Sentir esse tipo de conexão não é normal, não é fácil, hoje entendo que tudo que se iniciou ai foi a escolha mais certa que fiz. Capitulina tem todos os dias me auxiliado a crescer e a exergar o mundo de uma maneira nova com outras cores.
sábado, 14 de setembro de 2013
Pedrita Bombom - HUT - 10/09/2013
Querido diário,
Finalmente mais uma atuação. Ai como eu estava ansiosa por
esse dia. Os meninos também, eu acho rs,
e, assim, acabamos por atuar mais cedo. Caramba, como eles conseguem ser
tão bons, hein? As caras e bocas do Zeca e a fala ininterrupta do Joaquim me
enchem com uma energia fosforescente.
Saímos buscando novas formas de encontro e foi isso que
encontramos. Assim que entramos nesse mundo o ano virou, isso mesmo era um ano
novo. Todos de branco, felizes (?) e receptivos. Alguns companheiros nos
olharam com olhos esperançosos e cheios de vontade. Eles queriam estar ali e
não podiam, senti um leve pesar por eles, pois reconhecia aquela sensação.
Entramos num quarto que os meninos foram presenteados com uma
roupa nova, pros dois vestirem juntos. Enfrentamos paparazzi insanos.
Descobrimos, através de um professor de português lusitano, que quem ama deixa
livre. Vimos que não se tem limite de tempo pra se pentear o cabelo.
Descobrimos que fabricantes de macas são ricos, já maqueiros não. Vimos de perto
tanto àquela que trás a Luz, quanto a que trás a comida.
A Pedrita estava com mel, como diz a minha vó, e por isso o
Joaquim teve o árduo trabalho de expulsar todas as abelhas, virou o meu mais
forte e imponente protetor. Aahh, você lembra o Thor com a armadura? Bem, hoje
ele estava acompanhado de um beijoqueiro que falou na língua dos beijos com o
Zeca. No fim, estávamos todos fluentes nessa língua e assim falávamos com as
pessoas que nos rodeavam.
Encontramos com uma dona que nos expulsou, pois achava que
estávamos querendo levá-la pra uma festa. Cantamos e idolatramos o Bahêa com o
seu mais novo jogador. Vimos uma das meninas mais bonitas do mundo. Um cantor
envergonhado que não quis cantar, mas não perdia o estilo. Um locutor sem
fôlego. Aprendemos que tem que passar óleo no bumbum pra não criar feridas.
Vimos à gentileza e a brutalidade. O carinho e o desprezo. A
alegria deitada ao lado da rabugice. E com todos eles tivemos encontros lindos.
Longos, curtos, profundos, superficiais, tocantes, mas todos lindos e cheios de
uma energia única.
Terminei hoje um pouco mais madura, mas isso me tornou um pouco
mais encabulada. No fim, estava tentada a não mais arriscar, por medo de
destruir tudo o que eu tinha conquistado. Mas olhava pra eles, ahh, você não
pode imaginar o que eu via. Queria ter o poder de te fazer ver aquela
confluência de cores que eu enxergava tudo salpicado com aquele brilho que eles
emanavam.
Como eu não tenho esse poder vou deixar
aqui escrito e, com isso, vou tentar, fracamente, imortalizar aqueles momentos
indescritíveis. Infelizmente o faço com palavras comuns e até um pouco vazias,
e isso vai me fazendo sentir um pesar por não ter o dom da escrita.
Mas espero que eu tenha deixado alguma coisa daqueles
momentos aqui.
Beijos.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Olivia Traço Preto - Dom Malan - 09/09/2013
Como dês costume começamos a atuação interagindo com
o pessoal nos corredores, é sempre uma graça só quando nos encontram, então
seguimos para a oncologia, onde havia duas crianças, porém uma dormindo e a
outra um bebezinho que não foi indiferente a nossa presença. Lá um senhor
consertava um aparelho e então começamos o jogo que perdurou por toda atuação,
a busca pelos bois, jegues pra ir embora.
O dia tava tranquilo, poucas crianças, mas as que
encontramos conseguimos manter um bom contato, brincamos, dançamos, consolamos
e fizemos tomar banho. Coisa boa é sentir como somos queridos e bem vindos por
algumas crianças, quando agarram nossas mãos e nos pedem: não não vá embora,
quando se sente que realmente nossa presença ali faz alguma diferença no dia delas.
Enfim, quero dizer que o dia hoje foi bom, que minhas
companheiras estavam maravilhosas e que sai do Hospital muito feliz, satisfeita
e motivada!
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Carminha Linguicinha - HDM - 09/09/2013
Não parecia ser um dia tão favorável a atuação. A cara de sono, minha
e de minhas companheiras, comprovava isso. Mas eis que atuar é um
santo remédio. E observar também. Não era meu dia como observadora
porém graças à problemas no figurino, troquei com Amandinha... Tão
compreesiva essa minha companheira! A cada dia que passo vejo que
nosso entrosamento melhora mais... já consigo diferenciar as
peculiaridades de cada clown, cada tipo de jogo. Observar é sempre
desafiador pra mim! Tento me concentrar nas meninas mas é inevitável
viajar um pouco e pensar no que eu faria se estivesse ali. Olha
Carminha enraizada em mim, rs. Era um dia com poucas crianças, muitos
bebês, o que dificultaria um pouco a atuação mas quem disse que isso
chegou a ser um problema pras minhas companheiras?? Elas jogaram
muito bem com o que tinham, aproveitaram o máximo de cada situação e
até convenceram uma menininha a tomar banho. Não teve muitas
brincadeiras, foi uma atuação mais calma porém cheia de carinho,
verdade e disposição. Rolou mais atenção pros acompanhantes.... Boa,
meninas!! Missão completada com sucesso. Até a próxima, diário! :*
e de minhas companheiras, comprovava isso. Mas eis que atuar é um
santo remédio. E observar também. Não era meu dia como observadora
porém graças à problemas no figurino, troquei com Amandinha... Tão
compreesiva essa minha companheira! A cada dia que passo vejo que
nosso entrosamento melhora mais... já consigo diferenciar as
peculiaridades de cada clown, cada tipo de jogo. Observar é sempre
desafiador pra mim! Tento me concentrar nas meninas mas é inevitável
viajar um pouco e pensar no que eu faria se estivesse ali. Olha
Carminha enraizada em mim, rs. Era um dia com poucas crianças, muitos
bebês, o que dificultaria um pouco a atuação mas quem disse que isso
chegou a ser um problema pras minhas companheiras?? Elas jogaram
muito bem com o que tinham, aproveitaram o máximo de cada situação e
até convenceram uma menininha a tomar banho. Não teve muitas
brincadeiras, foi uma atuação mais calma porém cheia de carinho,
verdade e disposição. Rolou mais atenção pros acompanhantes.... Boa,
meninas!! Missão completada com sucesso. Até a próxima, diário! :*
Carminha Linguicinha - HDM - 26/08/2013
Primeira atuação sem nossa monitora. Aquela sensaçãozinha de
insegurança mas também de desafio. É muito complicado não se deixar
guiar, no início por alguém que já tem mais experiência que você...
Rola muita insegurança, medo de se jogar no vazio e de não saber o que
fazer em determinadas situações. Mas acho que precisávamos disso...
Pra nos mostrar o quanto somos capazes. Confesso que nunca tinha me
jogado tanto e mergulhado tanto no desconhecido... E acabei exagerando
muito. Mudei o jogo das minhas companheiras algumas vezes, fui
egoísta, eu reconheço. Estava tão empolgada que nem percebi que podia
ter aceitado mais o jogo delas. Me desculpem! Fica de lição para a
próxima. Brincamos muito com as crianças... Procuramos um gênio, um
arco-íris e um pote de ouro. Fiz metamorfose. De Carminha para
borboleta e de borboleta pra Carminha de novo... Tudo lindo mas
opsss... esquecemos de ir na oncologia. E logo no dia que ela estava
cheia, poxa!! :( Fiquei triste mas acontece né? No mais, é isso,
diário. Bjs e até a próxima!
insegurança mas também de desafio. É muito complicado não se deixar
guiar, no início por alguém que já tem mais experiência que você...
Rola muita insegurança, medo de se jogar no vazio e de não saber o que
fazer em determinadas situações. Mas acho que precisávamos disso...
Pra nos mostrar o quanto somos capazes. Confesso que nunca tinha me
jogado tanto e mergulhado tanto no desconhecido... E acabei exagerando
muito. Mudei o jogo das minhas companheiras algumas vezes, fui
egoísta, eu reconheço. Estava tão empolgada que nem percebi que podia
ter aceitado mais o jogo delas. Me desculpem! Fica de lição para a
próxima. Brincamos muito com as crianças... Procuramos um gênio, um
arco-íris e um pote de ouro. Fiz metamorfose. De Carminha para
borboleta e de borboleta pra Carminha de novo... Tudo lindo mas
opsss... esquecemos de ir na oncologia. E logo no dia que ela estava
cheia, poxa!! :( Fiquei triste mas acontece né? No mais, é isso,
diário. Bjs e até a próxima!
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