terça-feira, 4 de setembro de 2012

Juju Danoninho 11.07.12

Mais uma atuação no Dom Malan, agora com Camila e Flavoca. Esperamos Flavoca, ela não apareceu, decidimos começar sem ela, e quando estávamos começando, despertando como clowns, quem aparece? Flavoca em pessoa! Com jogo de cintura adicionamos a Flavoca no jogo e seguimos, depois voltamos atrás da garota que tinha ido matar os monstros do quartinho, mas só achamos a Paçoca, e com ela continuamos nossa jornada,  e nela vimos muitas mulheres que engoliram bolas de basquete, aprendemos que para não ter bolas de basquete devemos comer a melancia e jogar o caroço fora, sabiam?
Durante nosso passeio vi uma carinha já conhecida, A. da oncologia, a qual conhecei quando estava com o Zeca Manivela e a Teca Lua Cheia, ela ainda estava lá, com o mesmo brilho no olhar de antes, mas estava um tanto mais indisposta, não nos deu muita bola. Não vi contudo V. D, e tive medo de perguntar por ele, medo da resposta, prefiro acreditar que ele melhorou e está jogando muito na sua caixinha mágica! Ainda vi rapidamente a mãe de G., aquela que casamos na última atuação, ela estava no telefone e não pude interagir com ela, mas a achei mais animada, espero que ele esteja melhor e em breve possa tomar um solzinhho! :D
Ah, ganhamos até bala de canela! Que a Flavoca detesta mas teve que chupar um pouco! O que não fazemos em nome dos nossos clowns em? HAHAHA
Enfim, vem aí uma outra atuação no DM, novamente com Camila, mas dessa vez quem se junta a nós é Richelle, primeira vez com ela, *-* yey!
Beijinhos.

Atuação 10.08.12

Querido diário de bordo,
Hoje foi definitivamente a minha melhor atuação até hoje, com meus melhores companheiros Zé do Respeito e Flavoca. A energia estava sempre alta, durante as duas horas em que atuamos. Em nenhum momento ela caiu. Pacientes, enfermeiros, acompanhantes, todos compraram nossos jogos e alimentaram a energia. Nós cantamos e dançamos, arranjamos casamentos e desfizemos outros, encontramos um Papai Noel que nos deu um grande susto se fingindo de morto, aprendemos uma nova língua e conhecemos figuras super interessantes. Voltei para casa revigorado e satisfeito, com o corpo cansado mas a mente feliz. Agradeço aos melhores companheiros que atuarão comigo, sempre bom estar com vocês!

Ramon del Tamborete
                                                                                                             

Flavoca Paçoca 10.07.12


Petrolina – PE, 10 de julho de 2012

Diário de Bordo

Primeira Atuação no Hospital Dom Malan

A palavra de hoje é SAUDADES. Que saudades de vocês, que saudades de Flavoca, que saudades de atuar, que saudades, que saudades. Estava há tanto tempo sem viver esse momento mágico que já tinha esquecido como ele é poderoso. Como ele é capaz de gerar vida. Como encontro entre dois desconhecidos é vivificador. Estava tão cansada, tenho ensaiado tanto. Mas meu cansaço pareceu sumir enquanto eu estava dentro daquelas paredes. Acho que é porque só Flávia estava cansada. Flavoca estava bem disposta, na verdade Disponível.
Hoje, tive a experiência de ver pessoas lindas, lindas crianças, lindos doutores, lindos pais, lindo funcionários. Nunca estive num hospital onde os funcionários compravam tanto o jogo. Ver crianças sorrindo com a nossa presença, outras chorando, é verdade, foi lindo. Poder brincar, poder encontrá-las. Quero muito estar ali de novo.
Bem, gostaria de agradecer a Juju Danoninho e a Fefê Xogás por terem me encaixado tão magicamente no jogo. E, de verdade, agradecer a Deus, pois hoje as pessoas que estavam no Dom Malan tornaram meu dia mais feliz. Mesmo inconscientemente, hoje, elas me encontraram.

Flávia Sapucaia e Flavoca Paçoca

Teca Lua Cheia - 4ª atuação HDM

                                                           
Ansiedade, Curiosidade, Roupa, Cabelo, Maquiagem, Música, Coração acelerado, Nariz, Brilha o olhar, Encontro, Fefê Xogas, Franchesca Mil por Hora.

Disco Voador, Galinha, Maceió, Família da Franchesca, Itália. Caminho, Alguém sabe chegar lá?

Nave espacial, Piloto, Bota o cinto de segurança, Vamos nessa.

Ei, venham aqui! Ginecologia, Gente grande, Gente miúda, Gosto dessa gente.  Será que eles gostam da gente?
Oi, eu sou a Teca!
Mais encontro.
“De onde vocês são? Pra onde vocês vão?”
Vamos pra todos os lugares ora, pq não?
“Estou falando sério!”
Eu também, nós vamos na nossa nave espacial!
“É sério, eu queria fazer um trabalho com vocês”
E vai pagar é? Vai pagar como? Só pode pagar com doce!
Guia turístico, Venham aqui conhecer uma pessoa
Maceió, Alagoas.
Há lagoas? Biquini!
E mais uma
Loja de simpatia
E mais outra
Vamos, claro que vamos!

Pessoas alegres, Pessoas não tão alegres assim, Quadrado de vidro, Lágrimas, Vai um abraço aí?

O Jardim, Duas flores, Uma triste, Uma feliz, Oração, Obrigada!

AMANDA, Reencontro. Brilha mais esse olhar
Lembra de mim?
“Aham”
Lembra do Zeca manivela?
“Lembro. Cadê ele? Fala com ele que Amanda tá chamando”
Pode deixar, eu falo pra ele. Quer mandar um beijo pra ele?
“Quero!” beijo
Vou guardar e entregar pra ele. Manda um pra mim?
“Sim!” outro beijo
Eu vou guardar aqui no coração. Quer que eu mande um pra vc?
“Aham”
Meu beijo
Uma mãozinha agarrando o beijo no ar e levando ao peito
Ah, Amanda... Tão doce, tão sorridente, tão encantadora.

Moças simpáticas, Adote um copo. Adote um copo?
Pois bem: Carlinhos Epifânio Júnior!
Carlinhos, Epifânio, Júnior
É tarde! O avião vai partir!
Corredor
Choro, Mais lágrimas
Grupo de oração
Vai um abraço aí também? Fila pro abraço!
Obrigada
Pizza
Itália
Vão pela sombra!

Um abraço,
Teca Lua Cheia. 14/08/2012   

Teca Lua Cheia - 3ª atuação HDM









- Que quer dizer cativar?
- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

Trecho de O Pequeno Príncipe


Seria a minha primeira vez com Emmanuel e Richelle. Senti aquele velho friozinho na barriga. Emmanuel estava um pouco preocupado sobre como seria atuar com crianças, sobre a forma com que iriam receber o Juvenal. Acalme-se, menino! Deixe o Juvenal ser o Juvenal!
Atuar com crianças desperta em mim emoções muito confusas. Às vezes nós estamos numa energia muito boa e acabamos nos deparando com crianças que choram com a nossa presença e sentem medo da gente. Isso é horrível, isso me joga lá pra baixo. É uma coisa que ainda preciso desenvolver em mim: aceitar a rejeição. Se a pessoa não quer, não gostou, sente medo, não está a fim ou qualquer coisa desse tipo, eu preciso aceitar. Não adianta insistir, Teca. Se a pessoa não quer, é simples, não vá! Continue com o jogo, busque outras pessoas, vá por caminhos diferentes.
E foi exatamente isso que fizemos em vários momentos da nossa atuação. A primeira vez foi quando encontramos um menininho que chorou muito quando nos viu. OK! Vamos sair daqui. Bibelô Titchely teve uma sacada muito boa e se escondia toda vez que passávamos pelo menininho. No final das contas ele estava no colo da mãe indo atrás da gente pelos corredores e ficou nos observando na brinquedoteca.
A segunda vez foi quando estávamos na brinquedoteca com umas 3 crianças e uma delas também sentiu medo da gente. Ele se escondeu na barraquinha e ficou lá dentro por um tempo. Ficamos jogando com outro menino que estava fazendo umas pinturas bem legais. Depois de um tempinho o menininho da barraca saiu de lá, sentou no colo da enfermeira e ficou nos observando. Surgiu uma espécie de jogo com as bolinhas da barraquinha dele e ele ficou jogando essas bolinhas pra gente. Achei lindo presenciar essa transformação.
Apesar de todos esses momentos, quem mais me marcou hoje foi a Vitória. No início, ela também não gostava da gente. Quando a enfermeira perguntou pra ela se ela gostava de nós ela balançou a cabeça negativamente.  PÁ! Mais uma bofetada em mim. Mas Vitória não chorava. Ela estava com os olhinhos arregalados e sempre fixos na gente. Descobrimos que era o aniversário dela e fizemos uma grande farra ali, com parabéns e tudo mais. Todos do quarto cantaram pra Vitória, foi lindo. No final das contas, ela estava sorrindo pra gente e não queria que nós fossemos embora. Linda, não?
Por essas e outras que hoje eu comecei o Diário com um dos meus trechos favoritos do Pequeno Príncipe. Acho que ele descreve bem como foi o nosso dia.

Um forte abraço, Teca Lua Cheia. 

domingo, 19 de agosto de 2012

Lisbela Duracell, 18 de agosto de 2012




Hoje esta bem difícil de escrever. Nem sei como falar de Lisbela sem passar por Ana. E essa é a parte difícil, falar da Ana. Não é nenhuma bactéria ou vírus inconveniente. Ela sabe que tem uma galerinha preocupada, mas infelizmente a menina não sabe esconder muito.
Talvez por isso meu dia hoje começou com uma vontade enorme de desistir, de não ir, como vem acontecendo nos últimos dias/semanas.
Levantei cedo e enrolei organizando o meu quarto até o horário limite para sair. Tive que pegar uma moto. As maquiagens ainda não estavam com o grupo. Cheguei com uns 15 minutos de atraso, mas minhas companheiras ainda não tinham chegado. Entrei para a cantina. Não dei bom dia e nem sorri para ninguém. Não estava com vontade de fazê-lo. Simplesmente sentei e esperei o tempo passar num jogo do celular. Talita chegou. E não a via a muito tempo. Dei um abraço. Não meu melhor abraço. Logo depois Horts foi chegando. Daquele jeito. Ela me deu um abraço e “definimos” o destino do dia. Fomos ao primeiro andar... pegar o leão, falar com a equipe e ir para o quartinho.  Talita começou a se vestir. Sai para buscar água e chamei Horts. Falei que não queria atuar, mas também não queria que ela ficasse mal. Voltamos ao quarto. Deitei na cama e comecei a observar as meninas se arrumando. Horts colocou uma música para mim e começou a dançar.
Sem que elas percebessem, tinham encontrado a primeira paciente do dia. Sem nenhum sintoma de dor de barriga ou cirurgia marcada para tirar parte do intestino ou fígado ou trocar a valva do coração, mas com o olhar mais triste e perdido do mundo...
Tem sido assim por algum tempo. Vou colecionando coisinhas que me fazem triste. Como poderia atuar estando assim.
 A música é muito conhecida por todos, mas eu já tinha esquecido... É uma canção de ninar para nosso medo. E um dos trechos ela fala que esquecemos a cor que tinha o céu. Que estava esquecendo o quanto Lisbela me faz bem, do quanto sou feliz quando estou sorrindo, do quanto sou também responsável por subir o jogo da minha melhor companheira do mundo. É como a poesia que continua a mesma, mas as leituras, assim como a gente, vão mudando, não necessariamente um sendo consequência do outro.
Tinha que atuar. Não por mim. Sabia que iria ser difícil subir o nariz. Sabia que iria ser difícil chegar a 1000%.  
Saímos do quartinho. Encontramos muitas pessoas. Encontramos muitos olhares. Um senhorinha me fez muito bem. Muitos presentes. Mas não tinha voz de Lisbela.
De volta ao quartinho a atividade “de casa”. “Que bom” que vcs estavam lá, meninas. Talita jogou muito. Horts jogou muito. Que bom que Miojita não desistiu. “Que ruim” aquele cheiro de fezes... afffemaria... que ruim que “não estava inteira”. “Que tal” observar mais.


Na última reunião, Gentileza pontuou como “descobri” a voz de Lisbela. Não ter voz era uma coisa que me angustiava muito. E essa angústia me acompanhou durante a oficina de iniciação e a primeira de aprofundamento. Na segunda oficina de aprofundamento foi pedido que Lisbela desse uma aula em italiano de “como seduzir um homem”.  E foi... e do vazio, depois da fase de completo desespero, surgiu a voz de Lisbela.
E por ela não saiu hj? Olha Ana “atrapalhando” Lisbela ou Lisbela sendo solidária com Ana?!!
Sei que agora descobri de quem são os dois corações que guardam a “minha máscara”...