terça-feira, 4 de setembro de 2012

Flavoca Paçoca 10.07.12


Petrolina – PE, 10 de julho de 2012

Diário de Bordo

Primeira Atuação no Hospital Dom Malan

A palavra de hoje é SAUDADES. Que saudades de vocês, que saudades de Flavoca, que saudades de atuar, que saudades, que saudades. Estava há tanto tempo sem viver esse momento mágico que já tinha esquecido como ele é poderoso. Como ele é capaz de gerar vida. Como encontro entre dois desconhecidos é vivificador. Estava tão cansada, tenho ensaiado tanto. Mas meu cansaço pareceu sumir enquanto eu estava dentro daquelas paredes. Acho que é porque só Flávia estava cansada. Flavoca estava bem disposta, na verdade Disponível.
Hoje, tive a experiência de ver pessoas lindas, lindas crianças, lindos doutores, lindos pais, lindo funcionários. Nunca estive num hospital onde os funcionários compravam tanto o jogo. Ver crianças sorrindo com a nossa presença, outras chorando, é verdade, foi lindo. Poder brincar, poder encontrá-las. Quero muito estar ali de novo.
Bem, gostaria de agradecer a Juju Danoninho e a Fefê Xogás por terem me encaixado tão magicamente no jogo. E, de verdade, agradecer a Deus, pois hoje as pessoas que estavam no Dom Malan tornaram meu dia mais feliz. Mesmo inconscientemente, hoje, elas me encontraram.

Flávia Sapucaia e Flavoca Paçoca

Teca Lua Cheia - 4ª atuação HDM

                                                           
Ansiedade, Curiosidade, Roupa, Cabelo, Maquiagem, Música, Coração acelerado, Nariz, Brilha o olhar, Encontro, Fefê Xogas, Franchesca Mil por Hora.

Disco Voador, Galinha, Maceió, Família da Franchesca, Itália. Caminho, Alguém sabe chegar lá?

Nave espacial, Piloto, Bota o cinto de segurança, Vamos nessa.

Ei, venham aqui! Ginecologia, Gente grande, Gente miúda, Gosto dessa gente.  Será que eles gostam da gente?
Oi, eu sou a Teca!
Mais encontro.
“De onde vocês são? Pra onde vocês vão?”
Vamos pra todos os lugares ora, pq não?
“Estou falando sério!”
Eu também, nós vamos na nossa nave espacial!
“É sério, eu queria fazer um trabalho com vocês”
E vai pagar é? Vai pagar como? Só pode pagar com doce!
Guia turístico, Venham aqui conhecer uma pessoa
Maceió, Alagoas.
Há lagoas? Biquini!
E mais uma
Loja de simpatia
E mais outra
Vamos, claro que vamos!

Pessoas alegres, Pessoas não tão alegres assim, Quadrado de vidro, Lágrimas, Vai um abraço aí?

O Jardim, Duas flores, Uma triste, Uma feliz, Oração, Obrigada!

AMANDA, Reencontro. Brilha mais esse olhar
Lembra de mim?
“Aham”
Lembra do Zeca manivela?
“Lembro. Cadê ele? Fala com ele que Amanda tá chamando”
Pode deixar, eu falo pra ele. Quer mandar um beijo pra ele?
“Quero!” beijo
Vou guardar e entregar pra ele. Manda um pra mim?
“Sim!” outro beijo
Eu vou guardar aqui no coração. Quer que eu mande um pra vc?
“Aham”
Meu beijo
Uma mãozinha agarrando o beijo no ar e levando ao peito
Ah, Amanda... Tão doce, tão sorridente, tão encantadora.

Moças simpáticas, Adote um copo. Adote um copo?
Pois bem: Carlinhos Epifânio Júnior!
Carlinhos, Epifânio, Júnior
É tarde! O avião vai partir!
Corredor
Choro, Mais lágrimas
Grupo de oração
Vai um abraço aí também? Fila pro abraço!
Obrigada
Pizza
Itália
Vão pela sombra!

Um abraço,
Teca Lua Cheia. 14/08/2012   

Teca Lua Cheia - 3ª atuação HDM









- Que quer dizer cativar?
- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

Trecho de O Pequeno Príncipe


Seria a minha primeira vez com Emmanuel e Richelle. Senti aquele velho friozinho na barriga. Emmanuel estava um pouco preocupado sobre como seria atuar com crianças, sobre a forma com que iriam receber o Juvenal. Acalme-se, menino! Deixe o Juvenal ser o Juvenal!
Atuar com crianças desperta em mim emoções muito confusas. Às vezes nós estamos numa energia muito boa e acabamos nos deparando com crianças que choram com a nossa presença e sentem medo da gente. Isso é horrível, isso me joga lá pra baixo. É uma coisa que ainda preciso desenvolver em mim: aceitar a rejeição. Se a pessoa não quer, não gostou, sente medo, não está a fim ou qualquer coisa desse tipo, eu preciso aceitar. Não adianta insistir, Teca. Se a pessoa não quer, é simples, não vá! Continue com o jogo, busque outras pessoas, vá por caminhos diferentes.
E foi exatamente isso que fizemos em vários momentos da nossa atuação. A primeira vez foi quando encontramos um menininho que chorou muito quando nos viu. OK! Vamos sair daqui. Bibelô Titchely teve uma sacada muito boa e se escondia toda vez que passávamos pelo menininho. No final das contas ele estava no colo da mãe indo atrás da gente pelos corredores e ficou nos observando na brinquedoteca.
A segunda vez foi quando estávamos na brinquedoteca com umas 3 crianças e uma delas também sentiu medo da gente. Ele se escondeu na barraquinha e ficou lá dentro por um tempo. Ficamos jogando com outro menino que estava fazendo umas pinturas bem legais. Depois de um tempinho o menininho da barraca saiu de lá, sentou no colo da enfermeira e ficou nos observando. Surgiu uma espécie de jogo com as bolinhas da barraquinha dele e ele ficou jogando essas bolinhas pra gente. Achei lindo presenciar essa transformação.
Apesar de todos esses momentos, quem mais me marcou hoje foi a Vitória. No início, ela também não gostava da gente. Quando a enfermeira perguntou pra ela se ela gostava de nós ela balançou a cabeça negativamente.  PÁ! Mais uma bofetada em mim. Mas Vitória não chorava. Ela estava com os olhinhos arregalados e sempre fixos na gente. Descobrimos que era o aniversário dela e fizemos uma grande farra ali, com parabéns e tudo mais. Todos do quarto cantaram pra Vitória, foi lindo. No final das contas, ela estava sorrindo pra gente e não queria que nós fossemos embora. Linda, não?
Por essas e outras que hoje eu comecei o Diário com um dos meus trechos favoritos do Pequeno Príncipe. Acho que ele descreve bem como foi o nosso dia.

Um forte abraço, Teca Lua Cheia. 

domingo, 19 de agosto de 2012

Lisbela Duracell, 18 de agosto de 2012




Hoje esta bem difícil de escrever. Nem sei como falar de Lisbela sem passar por Ana. E essa é a parte difícil, falar da Ana. Não é nenhuma bactéria ou vírus inconveniente. Ela sabe que tem uma galerinha preocupada, mas infelizmente a menina não sabe esconder muito.
Talvez por isso meu dia hoje começou com uma vontade enorme de desistir, de não ir, como vem acontecendo nos últimos dias/semanas.
Levantei cedo e enrolei organizando o meu quarto até o horário limite para sair. Tive que pegar uma moto. As maquiagens ainda não estavam com o grupo. Cheguei com uns 15 minutos de atraso, mas minhas companheiras ainda não tinham chegado. Entrei para a cantina. Não dei bom dia e nem sorri para ninguém. Não estava com vontade de fazê-lo. Simplesmente sentei e esperei o tempo passar num jogo do celular. Talita chegou. E não a via a muito tempo. Dei um abraço. Não meu melhor abraço. Logo depois Horts foi chegando. Daquele jeito. Ela me deu um abraço e “definimos” o destino do dia. Fomos ao primeiro andar... pegar o leão, falar com a equipe e ir para o quartinho.  Talita começou a se vestir. Sai para buscar água e chamei Horts. Falei que não queria atuar, mas também não queria que ela ficasse mal. Voltamos ao quarto. Deitei na cama e comecei a observar as meninas se arrumando. Horts colocou uma música para mim e começou a dançar.
Sem que elas percebessem, tinham encontrado a primeira paciente do dia. Sem nenhum sintoma de dor de barriga ou cirurgia marcada para tirar parte do intestino ou fígado ou trocar a valva do coração, mas com o olhar mais triste e perdido do mundo...
Tem sido assim por algum tempo. Vou colecionando coisinhas que me fazem triste. Como poderia atuar estando assim.
 A música é muito conhecida por todos, mas eu já tinha esquecido... É uma canção de ninar para nosso medo. E um dos trechos ela fala que esquecemos a cor que tinha o céu. Que estava esquecendo o quanto Lisbela me faz bem, do quanto sou feliz quando estou sorrindo, do quanto sou também responsável por subir o jogo da minha melhor companheira do mundo. É como a poesia que continua a mesma, mas as leituras, assim como a gente, vão mudando, não necessariamente um sendo consequência do outro.
Tinha que atuar. Não por mim. Sabia que iria ser difícil subir o nariz. Sabia que iria ser difícil chegar a 1000%.  
Saímos do quartinho. Encontramos muitas pessoas. Encontramos muitos olhares. Um senhorinha me fez muito bem. Muitos presentes. Mas não tinha voz de Lisbela.
De volta ao quartinho a atividade “de casa”. “Que bom” que vcs estavam lá, meninas. Talita jogou muito. Horts jogou muito. Que bom que Miojita não desistiu. “Que ruim” aquele cheiro de fezes... afffemaria... que ruim que “não estava inteira”. “Que tal” observar mais.


Na última reunião, Gentileza pontuou como “descobri” a voz de Lisbela. Não ter voz era uma coisa que me angustiava muito. E essa angústia me acompanhou durante a oficina de iniciação e a primeira de aprofundamento. Na segunda oficina de aprofundamento foi pedido que Lisbela desse uma aula em italiano de “como seduzir um homem”.  E foi... e do vazio, depois da fase de completo desespero, surgiu a voz de Lisbela.
E por ela não saiu hj? Olha Ana “atrapalhando” Lisbela ou Lisbela sendo solidária com Ana?!!
Sei que agora descobri de quem são os dois corações que guardam a “minha máscara”... 



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Teca Lua Cheia – 2ª atuação DM



Como começar a contar sobre o dia de hoje? Na boa, foi surreal! Eu sei que vocês já devem estar cansados dos meus diários, pq eles são grandes e geralmente detalhados. Mas, caro leitor, você precisa ler o de hoje! Por favor, ainda não desista de mim. Juro que tentarei ser breve. Mas, caramba, como tentar ser breve logo hoje? Aconteceram tantas coisas, foram tantos estímulos, tantas sensações boas, jogos bacanas surgiram, havia uma energia mt mt boa e uma sintonia entre nós – Teca, Juju Danoninho e Amélia Ventosa.
Nós chegamos ao nosso “camarim” e começamos a nos trocar. Era a primeira vez da Amélia e se ela estava nervosa não deu pra perceber. Ela colocou o famoso cocoricó pra tocar e tudo começou. Olhares disponíveis, atentos, brilhantes e sorrisos lindos estampando o rosto de cada uma de nós. É chegada a hora, vamos lá!
Saímos assim, de mansinho, e de cara encontramos a Juliana Paes que estava ali na fila pra entrevista do mais novo papel dela na tv: Gabriela. Logo depois do nosso encontro com a atriz global, uma moça que trabalhava ali no DM passou correndo por nós e nós saímos correndo atrás dela. E como ela corria viu! Chegou até a me deixar cansada. Por pouco nós não a pegamos, nós não conseguimos fazê-lo pq ela entrou numa sala que proibia a entrada de pessoas com a roupa branca. Ok, fica pra próxima.
Chegamos ao famoso corredor com os quartos com nomes dos personagens dos quadrinhos. Encontramos de novo aquelas pessoas miudinhas que mais parecem estrelas por conta da quantidade de brilho e energia boa que vem delas a cada vez que elas sorriem pra nós ou simplesmente nos acompanham atentos com os olhos. Entramos em um quarto bem grande que tinha 6 camas, com 5 delas ocupadas. Esse foi, sem dúvida, um dos meus lugares preferidos nesse dia. Nossas pequenas estrelinhas estavam conosco. Conversamos, brincamos, transformamos aquilo tudo em um grande programa de televisão com direito a transmissão ao vivo e uma “câmera woman” muito hilária que ria mais do que filmava. Tivemos que ensinar a ela como segurar a filmadora, mas, toda hora ela esquecia que estava com a câmera na mão e caia na gargalhada. Ainda bem que nós estávamos atentas e sempre segurávamos a filmadora quando ela estava prestes a se espatifar no chão. Surgiu então um número de dança que seria avaliado pelos nossos 5 jurados. O famoso “tchu tcha” foi o número pedido e nós dançamos muito. Acho que agradamos, pois nossa menor nota foi 9! Eu já contei a vocês algumas vezes como nós somos talentosas na arte da dança, mas, ninguém quer acreditar em mim...  Foi ali também que eu vi o encanto do pequeno A. ao olhar pros olhos da Amélia. Isso foi muito lindo, pessoal. Ele não conseguia parar de olhar pra ela. Com aquele rostinho que se abria em um sorriso meigo e os olhinhos que brilhavam, já lhes contei do poder do olhar dessas estrelinhas, né? Pois vejam só que coisa linda, era a primeira vez em 3 dias que o nosso pequeno A. falava. E ele falou conosco, ele riu, ele nos deu a nota 10. Mas, caramba, ele é quem é nota 10! Mas foi muito triste quando ele começou a chorar de dor. Seus olhos pareciam pedir ajuda. Começamos a conversar com ele e a irmã dele o acomodou da melhor maneira possível e ele foi se acalmando.
Ah, vocês se lembram do V.D. do meu último diário? Aquele que o medicamento passava por uma caixa mágica? Pois então, lá estava ele de novo. Mas, dessa vez, sem a caixa dele. Ele tinha feito uma tal de cirurgia e estava de repouso. Combinamos então de que da próxima vez que eu fosse lá visita-lo haveria um grande duelo entre nós: V.D. X Teca Lua Cheia jogando na caixa mágica. Incrível como todo mundo que estava ali torcia pro V.D.! Tive só um voto no quarto inteiro! Mas, tudo bem. A gente supera, né?
Ahh, quase me esqueço de contar pra vocês que nós realizamos um casório hoje! Juju era a daminha de honra, eu me transformei no pai da noiva e Amélia conduziu a cerimônia. Foi um lindo casamento, com direito a beijo na noiva e tudo mais! Depois nós fomos conhecer o G., filhinho do nosso mais novo casal. O noivo disse que o G. precisava muito da nossa energia, da nossa alegria e por isso queria que nós fôssemos lá visita-lo... E é claro que nós fomos né! Mas, chegando lá, a moça de branco não deixou a gente entrar e nós só ficamos olhando pela porta. Resolvemos então mandar um recado pro pequeno G.. O recado dizia mais ou menos o seguinte: três amigas tinham ido visita-lo, mas, infelizmente, não puderam entrar. Mas a gente mandava muita força pra ele e que nós estávamos muito felizes por conhecê-lo.
Depois fomos conversar com os pais e pedimos a eles que cantassem sempre pro G. e pedimos que eles nos fizessem uma promessa. Pedimos a eles que quando o G. saísse do hospital eles fossem com ele à praia pra brincar, pois o G. estava com uma espécie de óculos de sol e uma luz em cima dele, parecia que ele estava na praia pegando um solzinho!
É, caro leitor, eu disse pra você que o dia de hoje tinha sido lindo. Obrigada pela paciência pra terminar de ler esse diário com 970 palavras! Rsrsrs.
Quero agradecer imensamente as minhas melhores companheiras do mundo por hoje. Como eu disse, nós estávamos em sintonia hoje e é por isso que foi tão lindo! Acho que consigo resumir em uma palavra o que houve entre nós: AMOR. Hoje houve amor.
Um forte abraço,
Teca Lua Cheia.


sábado, 30 de junho de 2012

Formiga Espiroqueta, 23.05.2012


“Eu quero Tchuuuuu, eu quero tchaaaa...”  Bem, se pudesse resumir  nossa atuação de hoje seria com esse trecho de música! É incrível como se encaixava com tantos pacientes, em tantos momentos tão distintos... Não era nada forçado... Simplesmente fluía!! Um dos momentos mais lindos foi quando uma jovem com dificuldade de movimentação dançou conosco essa música; ela não conseguia mexer as pernas, os braços com uma certa dificuldade, mas sua cabeça e seus dedos dançavam... e tenho certeza que todo o corpo dela estava a mil porcento... de uma forma tão bonita que nos contagiava. Viramos até filhas dela, eu, Joaninha e Tunica, as trigêmeas!! Foi um dia bem musical, diga-se de passagem. Encontramos vários talentos escondidos, famosos do anonimato!! O mais triste foi ter que ir embora. Nos despedimos dos amigos que ficaram e fomos embora, porque nosso trem estava prestes a passar...