quinta-feira, 17 de novembro de 2011

o diário de Nina, 03.11.11

03/11/2011

Definitivamente não foi um dia bom. Apesar, de verdade, das minhas companheiras Ana Vits e Ana Karla estarem fabulosas. Então, falando por mim, odiei minha atuação.  Já era pertinho do almoço quando fomos (não é um horário bom para se atuar – a maioria das pessoas estava dormindo ou sem saco pra fazer a social (haha)). Pois é,  começamos  o aquecimente, breve porque acabamos demorando para nos vestirmos e conversando com os enfermeiros, e saímos para atuar nos quartos.
Terrível. De verdade! Ninguém comprava o jogo e foi assim nos três primeiros quartos.  Tedioso! A gente tentou, mas não dá pra jogar sem eles. A verdade é que nós, palhaços, não fazemos a festa, os pacientes fazem e a gente só aproveita.
Somente um quarto entrou no jogo. Um certo rapaz, tinha um soluço que não parava e após um susto, o soluço foi embora ... por alguns minutos, mas foi embora!
Já perto de irmos embora, passei mal. E como foi terrível a sensação de estar realmente mal, vendo tudo girar no meio da atuação. Fiquei pensando nos pacientes ali, nas camas, me vendo caída e desfalecida.  Não dava para deixar a peteca cair naquele momento. Não dava mesmo. Então. Estragando a brincadeira das meninas, inventei outro jogo para que a gente saisse dali e pudéssemos descer os narizes sem maiores complicações.
E foi isso. Um dia péssimo, uma atuação péssima, jogos mornos.  Mas, palhaço que é palhaço não desiste nunca. E outros dias, melhores e mais coloridos e enfeitados de sorrisos virão. Por esses dias, me ponho novamente de pé e vou à luta com meu nariz, com meu laço e, mais que tudo, com a esperança de algo maravilhoso acontecer. Porque sempre acontece, mas hoje, não fui capaz de perceber o pequeno milagre diante de mim.
Nina/Manú

26.10.2011

Diário de bordo – 26/10

Volto aquele hospital, que já foi hotel, palco de shows, ginásio de esportes, etc... para mais uma
sessão de terapia. Não uma terapia para os pacientes, embora Chico seja graduado em Besteirologia
Terapêutica e especializado em Clínica Palhaciva, mas uma terapia para o próprio Felipe. (Nota:
Escrever sobre si na terceira pessoa e se confundir com um personagem de nome engraçado é sinal
de loucura) São momentos únicos vividos em cada atuação, e lá estava eu para mais uma. Com
Rosinha e Jujuba, minhas expectativas eram grandes, pois meio que já estava entendendo Chico
(Nota: esquizofrenia). Em meio a tantos jogos, um jogador particularmente me chamou a atenção,
pois conseguia ser fotógrafo de desfile de moda, comentarista de moda, cantor de ópera junto Chico
Pavarotti, entre outras coisas doidas. Comprou todos os nossos jogos e ainda vendem vários outros
e nós compramos, ou seja, se aproveitou do nosso lado jogoterialista (jogo+materialista). Mas teve
outras vendedoras de jogos.... que era tanto estímulo que.... e acabamos sendo perseguidos e......
enfim, há os dois lados da moeda: houve muita aceitação por parte das duas meninas/vendedoras de
jogos/”perseguidoras” e acabamos vivenciando um momento importante para elas; porém, houve
muitos estímulos e nossos jogos se perdiam em meio aos estímulos delas e toda essa situação era
difícil de se presenciar. Mas considero mais um momento de aprendizado e fortalecimento para
Chico Esticado, que firme e forte cresce com seus irmãos e irmãs e primos gêmeos.

22.10.2011

Diário de bordo – 22/10

Após a primeira aparição de “celularmente traumatizado” Chico Esticado, estava ansioso em poder
me curar nesta segunda atuação. Com as companheiras Horts e Helô, ou melhor, Miojita e Joaninha,
Chico aos poucos foi esquecendo aquele medo de celular; e todos entraram numa caça a um “pau”
(!?). Enfim, após umas reflexões sobre pessoas que têm 2 e pessoas que não têm nada, saímos
por uma jornada em busca de igualdade de “paus”. Encontramos cantores e artistas naquele hotel
maluco. Não houve muitas gargalhadas ou grandes momentos de risada, até mesmo porque o intuito
não era fazer com que as pessoas fizessem xixi nas calças ou tivessem dor de barriga de tanto rir.
Acho que, de uma forma bem zen, sentimos a vibe que povoava aqueles recintos e interagimos
profundamente com as pessoas que entravam no jogo. Começo a entender os objetivos de vida do
Chico Esticado, que vai além do nariz vermelho que lembra um palhaço de festa; talvez ele seja
um pescador de pensamentos, que retira o foco das pessoas das suas dores físicas e emocionais
e transfere a ela uma mágica incrível, que faz com aquele par de muletas se tornem cavalos, ou
simplesmente “paus”. Ou talvez já esteja tarde, estou aqui viajando e eu deva ir dormir...

26.10.2011

“ Nossa!! Como é bom sentir que estou crescendo...foi maravilhoso hoje! Me senti mais
a vontade pra comprar o risco de verdade, e como sempre meus companheiros foram
os melhores do mundo. Acho que depois que deixei de fazer das minhas preocupações
um bicho enorme, o meu corpo, a minha mente e meu clown conseguiram ficar mais
descansados e ao mesmo tempo mais alerta pra se mostrarem. E que demonstração! Foi
muito bom por tudo...já espero muito mais da próxima atuação! O verdadeiro sentido
daquelas cordas...temos que realmente estar preparados para o amargar! Ahhhh....sem
deixar de lembrar que arrumamos mais duas palhaças (como assim?) Duas meninas que
acompanharam praticamente toda a atuação, e por um instante pude perceber que elas
estavam tão alerta quanto nós, elas tinham tantos estímulos que ás vezes tínhamos que
nos conter! Alegria foi a pedida da noite, e como nós podíamos fazer alegria? Ficou
no ar..é muito mais profundo do que se pensa, é um sorriso sincero, ou até aquele que
se esconde por trás de uma enorme vontade de gargalhar, é emoção, é felicidade, é
tudo de bom! Era tudo isso que estava dentro de mim! E muito mais que não consigo
descrever..enfim, quero continuar nessa realização de um sonho antigo, quero me
aprofundar mais ainda e dar sempre o meu melhor...Meus companheiros mais uma vez
muito obrigada, e Manú me inspirei muito no que vc falou aquele dia na oficina sobre
que a nossa vida não se reduz a faculdade ou a qualquer coisa que seja, pode ter certeza
que tudo que você e Gentileza falaram ficou guardado no meu coração, obrigada por
tudo!”

26.10.2011

Olá diário? Já estava com saudades de escrever sobre as atuações... rsrsrsrs.

A atuação de ontem dia 26/20/2011 foi um tanto gostosa de se fazer, porém teve suas dificuldades peculiares. Estou falando das intervenções e estímulos dos acompanhantes do HUT, especificamente de duas meninas/adolescentes que realmente  levaram a sério o jogo. Brincaram a todo momento com os palhaços que lá estavam presentes e teve momentos que sentimos dificuldades, de verdade  mesmo, em continuar o jogo. Com elas nós nos tornávamos em seis pessoas jogando e em certa hora isso tornou-se difícil. Mas no mais a atuação foi ótima e cheia de surpresas. Como cada atuação tem sua particularidade, a de ontem não foi diferente, mas no mais eu acho que conseguimos nos dar bem em termos chamar a atenção dos necessitados de um pouco de alegria. Foi legal : )) Ai que bem!!! Teve desfile de modelos (nós mesmos e as acompanhantes), dança com a participação especial de um cantor particular de outro quarto. Adorei a presença deste, uma vez que ele se dispôs a sair do quarto que ele estava para "cantar"/ fazer um show para que nós pudéssemos dançar. Tudo isso porque nenhuma das acompanhantes queriam cantar para que nós pudéssemos cumprir o desejo de uma delas que era que nós mostrássemos nossos dotes na dança. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Foi muito bom : )) Ri a beça!!! Sem contar com as minhocas inteligentes que transferimos da cabeça de uma acompanhante para as nossas para que pudéssemos se tornar inteligentes. E como sempre... Tinha que haver uma pessoa pra desmerecer o que estávamos fazendo!!! Isso pode ser justificado quando uma das acompanhantes pediu pra nós PROCURAR O QUE FAZER. Quanta arrogância em uma pessoa só. Ela ria, mas achei aquilo uma extrema falta de educação, mas tudo bem. Precisamos aprender a cada dia mais a saber sair dessa situação e, no caso de ontem, nos saímos muito bem por sinal!!! Adorei!!! Ah! Também houve um paciente que que nos deixou sem chão quando disse que aquele lugar não era para nós ou qualquer outra pessoas estar dançando porque era para nós e ele pedirmos força e sorte a Deus para que ele e os outros pudessem sair daquela situação... A sorte foi que rapidinho conseguimos sair do quarto por causa de outro estímlo que foi dado por alguém. UFA!!! Essa foi por pouco... Sinceramente não saberia o que responder quando ele nos falou aquilo, mas o bom é que fomos salvos pelo congo!!! heheheheheheheheheheheh. QUE BOM MAIS UMA VEZ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Adoro quando nos damos bem!!!!! No mais, eu adorei!!!! Tô feliz, muito feliz  por ter dado tudo certo... Então... Até a próxima com mais e mais comentários que eu espero que sejam os  melhores possíveis!!!!!!!!!!!!!!! Beijos meu diário e até a próximo comentário sobre a próxima atuação... heheheheh : ))

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Jujuba Magrela, 19.10.11

Superfantásticamente!
As músicas são asas da imaginação
É como a flor e a semente
Cantar que faz a gente
Viver a emoção,

Por isso Jujuba Magrela, Chico Esticado, Zelícia, Lisbela Duracell e Tunica Caqui estão aqui e vão viajar nesse salão!

E, nossa, como a energia estava alta! Naquele mundo paralelo encontram uma bola-laranja-de-ping-pong e vão atrás de alguém que possa pegá-la para eles.

No primeiro quarto encontraram uma vidente. Depois viram no corredor dois homens que sabiam voar. Os palhaços também sabiam e voaram para longe onde encontraram um nadador profissional [seria ele Cesar Cielo?]. Todos fizeram uma piscina e observaram atentamente o desempenho do atleta e tchanram; tiveram aula particular de nado! Aí tiveram a ideia de procurar um peixe. Era uma competição – Jujuba, Zelícia e Chico “contra” Lisbela e Tunica. Quem achasse o peixe primeiro ganharia!

E olha que sorte: no segundo quarto Zelícia achou um lago e Jujuba e Chico a ajudaram na pescaria. Guardaram o peixe numa sacola vermelha. Todos do quarto estavam envolvidos.

Os três partiram para encontrar suas amigas para contar que já tinham achado o peixe e que tinham testemunhas. Mas acabaram entrando num quarto fabuloso: cheio de estrelas de Hollywood. Angelina Jolie e Tom Cruise são pessoas muito educadas e Chico apresentou o desfile de Jujuba e Zelícia. Partiram.

Trim trim trim. Entraram no quarto do telefone. “Traumatizante”. Ficaram ali alguns instantes mas ninguém foi capaz de atender o chamado. Tu tu tu tu.

A vida continua e Chico tinha que pagar um débito. Jujuba foi atrás de quem tivesse dim dim. Aí entraram no quarto da máfia: ali os pacientes contrabandeavam Tv’s. Para ninguém suspeitar de nada os três fizeram o Jornal do Traumas contando todas as fofocas, ops, notícias dos quartos anteriores com direito até a retrospectiva. Eis que lá vira um zoológico e tiveram que alimentar as corujas. No ato os palhacinhos se transformaram em um banquete espetacular. Até que surgem Lisbela e Tunica. Conversa vai e conversa vem, Jujuba se apaixona por Bisinho Esfigmomanômetro e organizaram o casamento: Jujuba a noiva, Chico o padre, Lisbela a mestre de cerimônia, Tunica a menina das alianças e Zelícia uma das daminhas. Todos deram pitaco no casamento até que foram embora para a lua de mel.

No ultimo quarto tinha um cavaleiro com duas muletas. Cavalgaram no quarto enquanto Lisbela conversava algo. Todos tomaram o chá da tarde e partiram.

Acharam um aviso dizendo que o prédio pegaria fogo e foram atrás da saída de emergência. Entrando no quarto a única saída viável era sair voando pela janela. Cada um deu seu salto e foi embora para voltar depois ! ! !