Nossa, a experiência de atuar de novo, depois de tanto tempo, me foi assustadora. Isso porque eu estava sem atuar há mais tempo do que o resto do grupo, por ter me afastado um pouco do Projeto pra cuidar da minha saúde mental. Apesar de estar tão inseguro, voltar pra a fantasia foi tão gostoso como soa. Uma pequena mudança na maquiagem me fez me sentir empolgado mesmo antes de subir a energia: quebrar um pouco as regras, me apropriar do meu próprio processo só me fez sentir o Crispim mais real. Já sorrindo e de energia lá no alto, Crispim Pinguim e Vini Vinho saíram pelos corredores pra matar a saudade de ver gente, de conversar. Como sempre, foi incrível, muita risada, poucos nãos dos pacientes (que com o tempo e com o vai-e-vem dos palhaços, se desfazem em interesse, coragem e curiosidade pra interagir). Na atuação, ouvir foi a primeira palavra-chave. Humildemente absorvemos a sabedoria de Maria, que ria envergonhada com nossa atenção individida. Conhecer foi a segunda: pessoas que dividiam quarto há semanas e que nunca haviam conversado, passaram a conversar por conta de nosso intermédio bagunçado. Logo mais, sem precisar dele. Mas a terceira palavra-chave me foi a mais importante: controle. No último quarto, logo no último, Crispim e Vini Vinho já exaustos, se deparam com o pior tipo de não: o não que ataca, tenta ferir. Mas o sujeito vem tirar onda logo com palhaço? Controle. Controle. Confia no palhaço. Meu amooor, Crispim Pinguim é muito bem estudado em como lidar com engraçadinho. O que começou como uma tentativa covarde de constranger os pobres palhaços, terminou com risada no corredor. As acompanhantes do quarto ao lado rindo, o sujeito esbravejando no quarto, enquanto procurávamos o vestido de noiva do velhinho que ia casar com ele. Longa história.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
domingo, 2 de dezembro de 2018
Gina Orangina, 2º andar HUT, 29.11.18
É difícil escrever aqui e conseguir dividir com exatidão o que senti, nunca consigo concatenar as ideias diante da imensidão de sentimentos que uma atuação e esse projeto despertam em mim, mas, nessa semana, me bateu uma felicidade tão grande por voltar a usar o nariz vermelho e encontrar olhares brilhantes que, depois de 2 horas na cama escutando a mesma música - https://www.youtube.com/watch?v=KfwmiD5CFCg - tive que me arriscar.
Meu primeiro contato com a palhaço terapia foi há quase 4 anos e, desde o princípio eu me encantei. Mal sabia eu que essa encanto inicial era só uma gotinha de água no oceano que esse mundo seria na minha vida.
"Siga seu primeiro impulso! Branco vazio! Gera energia! Tudo o que eu quero eu quero muito! Não se enche um copo com jarra vazia! O meu companheiro é o melhor companheiro do mundo! Saia da sua zona de conforto! Menos é mais! Corra o risco!"

Talvez essas frases não signifiquem muito pra vocês. Mas, para um clown, elas são essenciais, e para mim, talvez seja o motivo de eu estar aqui. Siga o seu primeiro impulso. Corre o risco. Saia da sua zona de conforto. Tudo o que eu quero eu quero muito. Seja verdadeiro. Ora, o quão infiel a minha ideologia eu estaria sendo se não seguisse o meu primeiro impulso e não comprasse o risco? Muito!
A palhaço terapia significa para mim uma fuga da rotina extenuante, um local de encontros e transformação. É onde eu posso vir de peito aberto para fugir das minhas crises acadêmicas e sociais. É isso que eu venho fazendo, desde o terceiro período, usando esse lugar como um espaço para crescimento pessoal, transformação, formação, descobertas e encontro. Afinal, o que é o encontro se não uma arte?
Obrigada UPI, por desde 2015 permitir que a Gina Orangina realize essa arte de encontrar-se nos outros e dividir energias!
Cacá Chiada, 02/12/2018 - 2º andar HUT
Primeira atuação de dezembro: UHULLL! Hoje foi um dia atípico, com uma tempestade enorme fora do hospital e atuando apenas eu e Pedro Coentro, obrigada Pedro pela companhia maravilhosa e por essa atuação tão especial. Preciso ressaltar que conheci o quarto mais inteligente e de mulheres poderosas do hospital: modelo, dupla sertaneja e a maior conhecedora de dicionário do mundo que me ensinou a palavra DERRADEIRO (que significa último, tá?) e me indicou séries ótimas, uma vaqueira e uma domadora de jegues! Que quarto marcante! Que energia. Gratidão pelo dia, vocês me transformam!
sábado, 1 de dezembro de 2018
Tulipa Lii - Hospital Dom Malam 01/12/2018
Minha primeira atuação no Dom malan.
Foi muito bom pois tenho um sentimento de tristeza em ver as crianças doentes, mas meu sábio companheiro Galego Suvinil me disse algo que foi marcante, "embora elas estajam adoentadas, elas estão vivendo suas vidas como se nada tivessem, pois diferente dos adultos "conscientes" elas nem sabem o que tem". E é verdade pois em cada leito que adentravamos, elas ali estavam com sorriso no rosto, outras mais tímidas, manhosas, mas sempre com olhar vivo e alegres em nos ver, amei esta atuação.
Mas ao mesmo tempo, no alojamento conjunto, olhares de alegria e orgulho em ter seus anjinhos recém nascidos, com suas mães, pais, avós, tudo mágico, todas as crianças lindas, umas já com vestes festivas, um arraso. TOP
Obrigado UPI, por mais esta oportunidade..
Tulipa Lii.
Com Galego Suvinil
Minha primeira atuação no Dom malan.
Foi muito bom pois tenho um sentimento de tristeza em ver as crianças doentes, mas meu sábio companheiro Galego Suvinil me disse algo que foi marcante, "embora elas estajam adoentadas, elas estão vivendo suas vidas como se nada tivessem, pois diferente dos adultos "conscientes" elas nem sabem o que tem". E é verdade pois em cada leito que adentravamos, elas ali estavam com sorriso no rosto, outras mais tímidas, manhosas, mas sempre com olhar vivo e alegres em nos ver, amei esta atuação.
Mas ao mesmo tempo, no alojamento conjunto, olhares de alegria e orgulho em ter seus anjinhos recém nascidos, com suas mães, pais, avós, tudo mágico, todas as crianças lindas, umas já com vestes festivas, um arraso. TOP
Obrigado UPI, por mais esta oportunidade..
Tulipa Lii.
Com Galego Suvinil
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