sábado, 30 de junho de 2012

Formiga Espiroqueta, 23.05.2012


“Eu quero Tchuuuuu, eu quero tchaaaa...”  Bem, se pudesse resumir  nossa atuação de hoje seria com esse trecho de música! É incrível como se encaixava com tantos pacientes, em tantos momentos tão distintos... Não era nada forçado... Simplesmente fluía!! Um dos momentos mais lindos foi quando uma jovem com dificuldade de movimentação dançou conosco essa música; ela não conseguia mexer as pernas, os braços com uma certa dificuldade, mas sua cabeça e seus dedos dançavam... e tenho certeza que todo o corpo dela estava a mil porcento... de uma forma tão bonita que nos contagiava. Viramos até filhas dela, eu, Joaninha e Tunica, as trigêmeas!! Foi um dia bem musical, diga-se de passagem. Encontramos vários talentos escondidos, famosos do anonimato!! O mais triste foi ter que ir embora. Nos despedimos dos amigos que ficaram e fomos embora, porque nosso trem estava prestes a passar...

Formiga Espiroqueta, 22.11.11

Cheguei ao hospital já pensando: Puxa! Foi um dia bem cansativo... Hesitei pensando se seria o melhor dia para atuar; ficava imaginando se realmente eu conseguiria dar o melhor de mim. Dúvidas e mais dúvidas, lá fomos nós, eu e Tonica. Na verdade não era um dia usual de atuação. Atuamos hoje porque não pudemos ir no dia que havia sido marcado. Detalhes burocráticos à parte, subimos nosso nariz. É impressionante como tudo se transforma quando o clown entra em ação. Parece que até mesmo o cansaço, a dor, vão embora. É um outro ser que está ali; não somos mais nós mesmos. Já na hora de descer o nariz, é como se a gente lembrasse que voltamos à vida real! É quando o cansaço reaparece... mas, agora, ele vem junto com a sensação de alívio, de realização, de dever cumprido... Não dá pra mensurar toda essa sensação em palavras! É realmente inexplicável. Cada pessoa que compra o jogo, cada olhar disponível... até mesmo quando nos expulsam da sala, não é mesmo Tonica? Rsrsrsr Mas isso também faz parte do jogo. O importante é não deixar a bola cair. Como diria um grande sábio (hehehe) o importante não é vencer, e sim fazer um jogo bonito. E acho que o fizemos sim...

Formiga Espiroqueta, 24.10.11


Comecei a me preparar para a atuação já beeeeem animada. Sei que meu companheiro é o melhor companheiro do mundo... Mas é válido enfatizar o quanto eu fiquei feliz em atuar com os clowns de Helô e de Je. Tenho um carinho muito especial por elas, talvez por conta da maior convivência... enfim! Hoje as coisas foram fluindo mais naturalmente. É como se cada uma de nós três que estava ali soubesse exatamente o que a outra estava pensando, soubesse exatamente a hora de comprar o jogo ou iniciar um novo. E para intermediar tudo isso bastava um simples (e tão complexo) olhar. Era tudo que precisávamos para saber quando entrar em um quarto, ou quando sair dele, quando passar a bola para a outra, quando falar algo, e até mesmo quando se calar diante de alguma situação. Acho que meu núcleo do dia se resume na palavra intimidade. E foi justamente essa intimidade que permitiu que a atuação fluísse de uma forma tão bela e tão natural...

Formiga Espiroqueta, 07.10.11

Que novidades nos esperam? Estava pensando nisso enquanto me preparava para atuação. O velho friozinho na barriga antes de iniciar não vai embora nunca. Por mais “experiência” que a gente adquira, sempre fica essa sensação de ansiedade, mas uma ansiedade boa, se é que me entendem... E realmente estava certa em pensar que surgiriam novas situações. Na verdade, cada nova atuação mostra coisas inéditas a serem  acrescentadas, seja um novo jogo que nunca imaginei que jogaria, um jeito diferente do paciente reagir e interagir (ou se negar a participar... rsrsrs... faz parte), até mesmo um novo olhar de alguma pessoa... uma sensação diferente passada por esse olhar. É um erro imensurável acreditar que há uma formulazinha pronta na palhaçoterapia. Cada nova pessoa é um novo mundo, uma outra maneira de pensar, uma outra maneira de nos estimular... Acho que é justamente nisso que reside a magia de ser um clown!

Mariquita Porcelana, 19.06.12

É maravilhoso a cada nova atuação perceber o quanto esse projeto me faz tão bem, e que a cada nova atuação o medo e o nervosismo é substituído por ansiedade e muita vontade. Hoje, Mariquita, João Canelão e Franchesca Mil por Hora se divertiram muito, dançaram, cantaram, conversaram, procuraram um leão fugitivo e muito mais . A quadrilha não deu muito certo, mas teve até casamento caipira do João Canelão, com padre, daminhas, testemunha e tudo mais. E mais uma vez uma vozinha me emocionou... no último quarto uma senhorinha super debilitada comprou de mais o nosso jogo, se remexia toda na cama cantando  músicas  antigas de São João. O quarto todo virou uma farra. Foi uma maravilha! A cada nova atuação me lembro do porque entrei nesse projeto e de como é apaixonante. Eu estou completamente apaixonada por ele! Até a próxima! Bjubju

Bibelô Titchely


         E atuar pertinho do São João foi assim como querer fazer uma festa! Muito bom atuar com Lalá e Macaxeira! ^^
         O hospital tava tranqüilo, e encontramos pessoas dispostas a entrar no jogo com a gente...
         Nesse dia cantamos, dançamos, alguns sorriram, outros choraram... Mas foi fantástico cada olhar e poder contar com as melhores companheiras do mundo...
Diário pequenininho, mas até a próxima. =D
Beijos.