terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Bartolomeu Barbudo - HUT 12/12/2014

Uma atuação em que minha energia subiu devagarzinho, cabeça cheia com as coisas da universidade, mas que com a companhia de Mariqueta Boabunda e Lindonildo Varão, logo se tornou uma noite linda, cheia de sorrisos e encontros.

Lembrei da sabedoria de Toquinho de Geres: atuação é como sorvete.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Diário de Bordo - Jamaisvista de Listras - 02/12/14

O meu brilho você quer, meu perfume você quer, mais você não leva jeito... e foi assim que Jamaisvista e Rosinha chegaram ao HUT numa terça-feira prometida. Aconteceu tanta coisa nesse dia que nem sei se consigo contar.
Como grandes entendedoras da vida fomos aos corredores agregar sabedoria à nossa caixola. Sim... tivemos vários professores: aprendemos que enfermeira também pode ser chique e andar no salto apesar da correria do trabalho, aprendemos a falar Russo SIM, RUSSO!
Gabriel Waroskchovic um argentino de origem polonesa que mora no Brasil a 32 anos (ufa!) nos ensinou a falar o seu sobrenome ... para ele era tão simples falar aquele bando de consoantes seguidas que ele ria da nossa falta de destreza com as palavras. Mas não ficamos por baixo não, Rosinha então ... huum nega esperta, falou o nome direitin antes de Gabriel ensinar o correto, mais Jamaisvista, coitada, tem outros dotes... a arte da sedução. Gabriel era O CARA, ele ensinou a tal da medicina pra gente porque Gabriel Waroskchovic um argentino de origem polonesa que mora no Brasil a 32 anos (ufa!) já fez medicina e largou a vida de universitário pois era vagabundo - segundo o próprio - e ensinou pra gente as partes da coluna, porque seu vizinho de leito estava com uma lesão cervical raquimedular (foi Waroskchovic que disse) e finalizando a visita à Gabriel, quando pensamos que não, Gabriel Waroskchovic um argentino de origem polonesa que mora no Brasil a 32 anos (ufa!) é entendido das histórias de antigamente e foi nos contar como o seu avô cavou um buraco lá na Polônia e chegou ao Brasil, foragido, contou sobre o corredor Polonês e tudo mais. Nunca vi tanta informação junta numa pessoa só...
Continuamos o percurso pelos corredores da vida e quando pensa que não, dona Margarida, uma velha conhecida nossa dos baile funk foi nos levar pra conhecer um quarto cheio de homens sarados só de lençol ..huuum.. mais a graça não foram os homens, foi a própria doma Margarida que de tanto rir do que eu e Rosinha falávamos soltou um PUM daqueles .. cri cri cri cri ... Rosinha achou que tinha sido eu, aff, quando ela percebeu que todo mundo do corredor escutou kkkkkkkkkkkkkkkkkkk caiu na gargalhada, fiquei até preocupada se ia sair mais...

Vivi Manteiguinha -Dom Malan - 13/12/2014




"Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho

Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho

Um filhote de leão, raio da manhã
Arrastando o meu olhar como um ímã
O meu coração é o sol, pai de toda cor
Quando ele lhe doura a pele ao léu

Gosto de te ver ao sol, leãozinho
De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba

Gosto de ficar ao sol, leãozinho
De molhar minha juba
De estar perto de você e entrar no mar"

O Leãozinho, Caetano Veloso


Eu encontro tantos leõezinhos por meu caminho cada sábado,  seus olhares desconfiados, sapecas, curiosos; com seus sorrisinhos que iluminam, e que me fazem querer voltar cada sábado. Que são naquele momento meu raio da manhã, o meu momento de desentristecer. E a minha vontade de ver cada um caminhando ao sol pelo caminho.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Santiago Suado - Hu - 09/11/2014

Voces acreditam em mágica ? Se não, deveriam acreditar, porque se aprendi uma coisa nessa atuação é que existe SIM, e tem muita mágica no HU ! E ela acontece em todos os lugares daquele lugar. Depois de subir a mascara (1º Magica, porque Santigo vem a tona como um coelho saindo da cartola) ao som de Tati quebra barraco  ~SIIIIIM ~ imediatamente após sairmos do quarto eu e Zefinha demos de cara com uma Gata de Botas ( 2º magica da noite), essa gata de botas tinha um super-poder: matar as bacterias  do hospital, além de ser gata e usar botas ~haha ~. Quando entramos no quarto de Seu Argentino aconteceu a Magica Internacional da noite , como pode alguem lhe receber com tanta aspereza em uma semana e em outra visita tomar o seu lugar de clown e guiar o jogo brilhantemente? Isso é Mágica =D
Descobri que existe um feitiço bem simples pra fazer as pessoas rirem  e se sentirem melhor: Lembrar seus nomes e em seguida ver  o olhar de surpresa e a alegria em ser lembrado em meio a tanta gente, é uma mágica simples mas que pode fazer muito mais efeito que um grande número.
Conhecemos também um jogador de futebol que não podia falar, mas que nos contou muito de sua vida apenas com o olhar e com o sorriso ... e ainda dizem que mágica não existe!

e pra não perder o costume a Musica ~ nostalgia ~
Fui clown/mister M, fui o que me coube.E como mágica, mesmo esgotado fisicamente sai da atuação cheio de humanidade, cheio de Santiago e com a JARRA TRANSBORDANDO!

Jurema das Pamonhas - Hospital Materno Infantil - 09/12/2014




Quando as coisas são feitas com verdade elas acontecem. 
Quando todas as metáforas começam a fazer sentido.
Quando as frases ditas incansavelmente são postas em ato.
Quando o sim já não é mais uma opção, é a unica escolha.

Sentimentos sobre uma atuação.




                    Ju

Frufruta Doce - HUT - 10/12/14


Ai ai ai... Minha energia demorou pra subir... Será que isso é um mal sinal?
Que nada!
Torna o jogo ainda mais desafiante! 
Uhm, agora sim. Não estou explodindo por dentro, estou calma. Mas em projeção pra fazer o que me der no nariz!
Conduzir o que me fosse ofertado e retribuir com atenção. 
E lá vamos nós! Minha queridíssima monitora Tempestade e Inês, pequena e forte.
Nossa! Estamos no andar que me acolheu esse semestre, e agora posso transitar com outra energia, outros jogos, e isso é muito bom!
O que não me impede de sentir falta da minha Toquinho S2 S2
Não que eu seja possessiva, mas é que ela ( como minha companheira ) fez comigo um laço abstrato bem lindo! Daí já viu, né? Me cativou...
Então, foi só dobrar a esquina e ver que a pracinha de sempre estava cheia de prosadores. Eles até cutucaram a gente solicitando nossa presença. 
Jogos comprados e uma dona Socorro pra se procurar pra socorrer o que dona Margarida nos fez questão de pedir.
Logo entramos em nosso primeiro quarto e foi mais ou menos assim:
Tinham três homens encostados na parede olhado pela porta pra gente, e com meu histórico de jogos frustrados por uma "masculinidade besta" fiquei com medo de cair nesse impasse.
Por outro lado, não queria bancar a fofinha imaculada e distante.
Queria surfar nesse risco, mas poder jogar de perto e poder encontrar! 
Risos por riso não sedimenta a felicidade...
Saber os anseios de cada um era importante. Dona Socorro foi uma ótima linha pra costurar toda nossa atuação, pra escutar o que cada um desejava, mas escutar a resposta do que a gente tava perguntando não me parecia um encontro...
Então estávamos lá.
As três, entrando sorrateiramente, quase espiãs.
E os três homens, ainda encostados na parede, na expectativa.
Quebramos o gelo, lançamos mais alguns jogos, mas o 4º homem (um moço que tava deitado e que às vezes era chamado de paciente) não parecia comprar o jogo, parecia estar distante e sentado em seus problemas...
Uhm, e como fazê-lo correr sapeca como menino que rouba uma colherada de brigadeiro da panela da mãe? 
Que tal deixar uma proposta tentadora na beira da mesa? Uma brincadeira fácil e irresistível e ainda usado a "masculinidade besta" ao nosso favor... Que tal inverter os papéis? 
Pera....
- O que é isso no seu braço, pai do paciente?
- Num tá vendo não, são bolas! Eu tenho um bocado de bola no meu corpo, e até já tirei algumas.
- E como faz pra ter bolas, pai do paciente? Eu também quero! 
- Ah, eu num sei, só sei que consigo.
- Uhm, e seu filho também consegue? 
- Acho que não...
- Oxente, paciente, você não tem bola não, é?!
(Aí o paciente já não estava resistindo, e soltou:)
- Claro que tenho! Tenho duas, quer ver?
Nem preciso dizer que todos na sala foram abaixo de tanto rir! Uma traquinagem inesperada vira jogo, e a molequice toma de conta do que era tensão...
Só de lembrar dou risada! 
Fomos passear mais e tive que buscar água pro moço do bona (um boné especial) que se apaixonou por Rosinha. Mas o difícil é que ele não sabe qual Rosinha era... Ai ai...
Num outro quarto conhecemos Alessandro, um moço que tava muito fraquinho, mas que ainda sim paquerou com a gente! Ou a gente paquerou com ele?
Não sei... Mas sei que ele era muito fofo e deu um sorrisão muito lindo, e a mãe dele ainda convidou as três pra ir dormir lá com ele... Ai ai de novo...


Daí, não resisti e acabei levando as meninas prum quarto muito especial, onde ocorreu o procedimento no paciente-marido, lembra?
Poizé, e foi muito importante ir lá, principalmente depois dele me contar que no dia anterior as palhacinhas não entraram no quarto dele! Daí ele gostou muuuito de nos ver, ficou até emocionado... E ainda deu parabéns pra gente pelo dia do palhaço! 
Quase explodi de fofura e carinho!
Se bem que quem devia ganhar parabéns era ele, que mesmo não tão bem tava contando piada pra gente e fazendo a gente rir.
Só que ainda não falei da esperteza da mulher dele! Ela cortou os cabelos do sovaco dele, pra ele perder a força e não conseguir pular a cerca da cama... Uhm, esperta, viu?
Mas essa moda de raspar o sovaco é antiga nesse quarto. Acho que eu ainda não tinha dito que tinha um moço que raspa o sovaco nesse quarto, mas que a gente aceita ele como ele é! 
E aí, como eu gosto de cutucar a ferida escondida e correr riscos, brinquei de inverter as coisas e fingir que raspar o sovaco definiria a sexualidade dele... tsc tsc!
Ele, como sempre, riu muito...
Acho que olhar nossas particularidades e esquisitices ajuda a aceitar o outro como ele é! Afinal, que tolice pensar que um comportamento te define ou é exclusivo de um grupo... E espero que ele tenha percebido isso.
Mesmo porque pude colocar ele na berlinda, mas logo logo a bagunça se desfez com um grande: A gente te aceita como você é! Com esquisitices e simpatia! A gente tá aqui com você! 
Siiiim, ainda teve a história do locutor, esse aqui, ó:


E até agora eu não entendi o que era jogo e o que era verdade! Mas tudo bem... eu acho! Kkkkkkkkkk

O pai do paciente (esse é o das bolas), eu, o locutor gatão e Tempestade