quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Gema Jurema, 3º andar HU, 25/12/2022

     É NATAL!!!!!!!

    E quer coisa mais natalina que uma ceia comas comidas mais gostosas? Era o que eu, Cacau Floral e Joca Paranoca estávamos procurando. Perguntamos para todos os hóspedes de um dos quartos se eles dariam o lanche deles para nós e acredita que ninguém deu?? Mas fora o fato deles não quererem dividir a ceia, eles estavam com muito espírito natalino. Tinha uma senhora que era uma árvore humana, porque tinha um cobertor verde e uma blusa vermelha. A amiga dela, a Sara, tava doida pra cima e pra baixo, passeando e compartilhando amor com todos, principalmente com um certo rapazinho que tava no quarto beeeem longe do dela e ela passava horas lá com ele só namorando e olha, acho que era só o que o moço precisava porque ele nem sentia o cabo de wi-fi na perna quando ela tava por perto hihihihi. 

Rodamos mais e fomos chamados por alguém para que fôssemos tirar uma foto com o senhor que tem foto com TODOS os nossos primos. Ele foi um fofo. A senhora do lado tirou uma foto com a gente também, mas ela pediu para olhar o passarinho e infelizmente ele não chegou a tempo para aparecer na foto...

Uma estação antes do trem, nós visitamos a família Guedes. A dona Ana Guedes tinha 104 anos! A caçula né? Porque eu, Cacau Floral e Joca Paranoca temos lá pros 250 anos. Sei que Ana Guedes tava louca por uma umbuzada, um arroz doce e um peixinho assado, mas é pra deixar a casca do umbu porque ela que quer tirar. Vai entender esses jovens, não é?

Nosso trem chegou desejando um Ho Ho Ho. Feliz Natal para todos





terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Amare- Lina, 2º andar HU, 23/12/2022

Oiii diário! 

O dia foi um pouco diferente e por isso vale uma reflexão que fiquei vivendo na minha cabeça.

Hoje foi o dia do novo. O novo caminho, as novas pessoas, o novo sentimento, o novo desconhecido. Até ontem tinha bastante medo dele, confesso, mas hoje já não vejo tão assim. É claro que ainda tenho medo, como não teria? 

Mas agora acredito cada vez mais que o novo é melhor do que imaginava, faz a gente ver que sempre vão ter coisas a se descobrir, coisas que sempre estiveram ali, mas que nunca foram vistas de verdade antes... o novo nunca acaba e por isso fico feliz. Feliz por saber que sempre vai existir algo a espera, esperando ser visto, esperando ser conhecido. 

Enfim, o novo ganhou um maior espaço no meu coração depois de hoje e espero continuar vivenciando os "novos". 


Com carinho, uma Amare- Lina mais reflexiva, porém extremamente feliz 💛💛💛

Cindy Land, 1º andar HU, 24/12/2022.

Querido diário,


Achei que iria voltar a te ver no ano que vem, mas decidi me aventurar na véspera de Natal em um lugar diferente do qual estou acostumada, na companhia dos meus priminhos Virgulino Felino e Tati Abacate. 💛💚

Em um primeiro momento parecia estar tudo calmo naquele ambiente, aproveitamos para explorar e encontramos um homem que ganhou achocolatado do Papai Noel, e a gente também queria ganhar, então começamos a procurá-lo para receber o nosso. 😋

Tudo começou a ficar bastante movimentado, vimos os duendes trabalhando no que parecia ser a fábrica de brinquedos, e apareceu uma mulher com uma touca vermelha, desconfiamos que ela era a Mamãe Noel, porém ela nos contou que estava disfarçada para enganar a gente (como pode isso?). 😅

Encontramos um senhor, e eu perguntei se ele era o Papai Noel, mas ele respondeu que não, ao lado dele havia uma mulher de vermelho, e perguntamos ao senhor se ela era a Mamãe Noel, mas ele não sabia. Mais adiante, vimos um senhor dormindo e perguntamos a mulher que estava ao lado se ele era o Papai Noel, e ela confirmou, a gente entendeu o descanso dele naquele momento, pois a noite ele precisaria trabalhar muito, entregando vários presentes, depois chegou alguém falando que o nosso Bom Velhinho iria tomar um banho de gato, Virgulino ficou assustado e disse que não iria dar banho em ninguém, já que ele também é um felino, depois ficamos ali imaginando como seria esse banho. 😹🎅

Conversamos com um casal que fundou um dos bairros de Petrolina, e ganhamos casas nesse bairro, para nós e todos os nossos priminhos. No corredor, uma mulher de vermelho passou por nós e sorriu, e a gente começou a segui-la, e dessa vez era sim a Mamãe Noel, e ela estava guardando um monte de presentes em um lugar que aparentava não caber aquela quantidade de coisas, mas ela nos tranquilizou dizendo que cabia, perguntamos pelo nosso presente, mas ela disse que só iríamos ganhar no outro ano, porque ele era muito grande. 🎁

Achamos pessoas que tinham roças de frutas, assim como a Tati, que tem uma roça de abacates, e percebemos que poderíamos fazer uma salada de frutas. Nesse mesmo local, havia um vaqueiro que prometeu levar a gente até o seu rancho para montarmos nos cavalos. 🏇

Brincamos de esconde-esconde com uma mulher, mas a tia dela, uma senhora mal-humorada, começou a implicar com a gente, ela que disse que era para eu crescer e aparecer (ela não estava para brincadeira), depois ela começou a contar a história do seu avô, que levava mensagens de Triunfo a Recife, na época da Segunda Guerra Mundial. Depois, passamos por uma moça que também queria achocolatado, e a mãe dela queria peru para comer na ceia de Natal. 🦃

A gente queria entrar no clima natalino, e notamos que a única coisa vermelha que tínhamos era os nossos narizes, então uma mulher sugeriu que a gente fosse até o centro da cidade comprar roupas vermelhas para comemorar o Natal. Ainda bem que foi próximo a hora de pegarmos o nosso trem. 🚂🚂🚂

Até a próxima aventura, e que 2023 seja um ano cheio de novas experiências e aprendizados, assim como foi 2022... 😘🙌

Adeus, ano velho, FELIZ ANO NOVO! Que tudo se realize no ano que vai nascer! 🎵🎇🎇



segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Mara Carrara, 2° andar do HU, 23/12/2022


 Véspera da véspera de Natal, corredores com cheiro de almoço que não tarda, novidades e reencontros. Um caçador de coágulos, já conhecido nosso, que gritou de longe ao nosso encontro. Agora já amparado por nova tecnologia, uma antena que norteava o seu radar de coágulos. Os antigos e ao mesmo tempo novos, baianos, disseram que pela lei natural dos encontros, todo mundo deixa e recebe um pouco. Pelo tanto que recebi, suponho que eu tenha dado muito na companhia dos melhores. Foi lindo, como sempre é. Sabendo claro, que ninguém vai acreditar quando eu contar que conheci a dona e proprietária do deserto do Saara. A vida tem dessas, justamente por isso, mais me importa saber que desamparada não ficarei, ao primeiro sinal de desgraça, é só correr pra rua do amparo. 

Beijos de Mara, tão bem vestida quanto Agostinho Carrara. 😋😋😋😋

domingo, 25 de dezembro de 2022

Tati Abacate, 24/12/2022, HU - 1° Andar

 



Querido diário, 


Hoje no trem, eu e meus companheiros Virgulino Felino e Cindy Land achamos um presente e deduzimos que o Papai Noel tinha o deixado ali, então saímos atrás dele, pois também queríamos nossos presentes de natal.


No primeiro quarto em que entramos conhecemos uma mulher que era de Juazeiro, ela estava acompanhando o seu irmão, que por sua vez morava numa cidade chamada Casa Nova. Com essa informação, Virgulino perguntou se o nome da cidade se dava pelo fato de todos ali morarem em casas novas, o que a moça confirmou, então perguntamos se ela não queria morar numa casa nova também, mas ela disse que preferia uma casa velhinha mesmo. Durante essa conversa, percebemos que ela estava dando achocolatado para seu irmão e perguntamos se foi o Papai Noel que tinha fornecido aquela bebida. Ela confirmou e decidimos que também queríamos achocolatado, então saímos atrás do Papai Noel.


Após isso entramos no quarto de um senhor que parecia não ouvir muito bem, e como ele tinha o cabelo e a barba branca achamos que ele devia ser o Papai Noel, mas descobrimos que o nome dele era Francisco. No entanto a acompanhante dele estava com uma roupa vermelha então pensamos que ela podia ser a Mamãe Noel, o que ela tentou negar, mas ficamos com uma pulga atrás da orelha (ainda achamos que ela era a Mamãe Noel disfarçada). Ainda naquele quarto encontramos um casal que se chamava José e Maria que moravam num bairro que também se chamava José e Maria, perguntamos se eles eram os donos do bairro, já que tinham o mesmo nome, eles confirmaram e nos garantiram que haveria um lugar para nós lá.


Depois disso, descobrimos que tinha um quarto cheio de donos de roças (que nem eu!) ,tinha plantador de manga, banana, goiaba e até dono de rancho. Falamos também com uma senhora que veio do Salitre e que disse que estava com um vestido vermelho rendado guardado para usar no natal, ela só aparentava querer que alguém a ouvisse, e ao meu ver parecia estar sozinha…


E então veio o que foi para mim o primeiro choque. Ao chegarmos na porta de um quarto, vimos uma mulher se escondendo e logo ouvimos a sua tia (que estava acamada) soltar um “se vocês pegarem ela vou bater em vocês”. De início achei que ela só estava brincando, até que fui falar mais com ela e ela ainda continuou irritadiça.


Na plaquinha que estava grudada em sua cama vi que o seu nome tinha o sobrenome “Franca”, e então perguntei:


- A senhora tem Franca no nome, a senhora é da família dos Francos?

- Você é muito é curiosa viu! Você acha que eu não sei que você tá lendo isso na placa? - ela respondeu, raivosa


Nesse momento acho que eu podia muito bem ter saído de perto daquela senhora, mas algo me instigou a continuar falando com ela e, honestamente, eu estava começando a achar graça naquela situação.


- Sim, mais eu tô falando porque li na placa mesmo - respondi

- Não é Franca, é França, porque somos descendentes de franceses 


E então a partir daí ela começou a nos contar a história de sua família. Especialmente de seu avô, que era um homem branco loiro, muito bonito e que durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhava como correio num burro e levava noticias de Recife para Triunfo, com as balas passando pela cabeça (palavras dela). Ela disse ainda que as notícias demoravam cerca de 40 dias para chegar de uma cidade a outra, perguntamos então se naquela época não existiam trens, como os que a gente usa pra chegar lá, ela confirmou que sim, existiam, e que ela pegava trens quando mais nova para ir ao internato em que estudava. 


Ao sairmos dali, ouvimos o apito do nosso trem, avisando que já estava chegando e que era hora de partir. Nos despedimos de nossa busca por Papai Noel e fiquei com algumas reflexões em mente. Fiquei pensando se não coloquei meus companheiros numa situação chata, por termos parado numa estação a qual não estavam acostumados a passear, ou por ter interagido com pessoas que não pareciam estar muito interessadas na gente (e que traziam falas um tanto suspeitas em alguns aspectos) e até mesmo pelo fato de que senti minha energia se esvaindo muito rápido. Passadas as reflexões, creio que esse ano foi de muitas descobertas e crescimento para mim e espero que todos os companheiros que tive nessa estrada compartilhem desse sentimento e, por último (mas não menos importante):


Feliz Natal e um Próspero ano novo!


Com carinho, Tati Abacate









sábado, 24 de dezembro de 2022

Roza Língua, 17/12/2022, 3º andar do HU

 HO HO HOI GALERA 

Clima de natal e hoje foi dia de cobrar aluguel dessa galera que a vida não tá fácil nem pra família UPI 😩

Masss antes de tudo passamos no posto pra reabastecer as energias e na ouvidora que, PÁSMEM, não deu pra ouvir nadinha. Fomos devagarzinho pelo corredor analisando os quartos até que avistamos velhas conhecidas amigas, a rainha e a sua princesa! 💅 Elas nos convidaram pra uma festa no alto de uma serra, a família toda! Ainda bem que dá pra ir de trem até lá, porque elas disseram que é bem alto mesmo. Marquei a data no calendário porque se a gente faltar, a conta vai pra gente 😱

Depois fomos até o cantinho da fofoca no fim do corredor, mas os fofoqueiros estavam dentro do quarto dessa vez, contando umas piadas de qualidade duvidosa. Depois daí encontramos uma senhora tão chique mas tão chique que tinha a próprio antena de wi fi na perna, o wi fi da Dona Lu (deve ser prima da Magalu) e vizinha a ela tinha uma senhora que marcou uma social com a gente no dia de são nunca, já estou muitissimo ansiosa pra data.

Chegamos em um quarto que finalmente liberaram uma fofoca de qualidade pra gente, os maqueiros dando em cima da acompanhante dela! 💣Fiquei passada com uma notícia dessas, mas impactante mesmo foi a vizinha dela, uma senhora que estava bem triste. Confesso que a energia quase que chega no núcleo da terra de tão baixa quando eu vi aquela cena, mas ainda bem que o Tácio estava lá para nos ajudar a transformar aquele ambiente. E não é que conseguimos? Saímos dali com uma bela receita de galinha cozinhada com licuri e com o coração bem mais quentinho. 💗

O apito do trem começou a soar... mas quem disse que deixavam a gente ir embora?

A mulher maravilha nos chamou pra ver nosso amigo mágico e palhaço sempre diz sim. Ouvimos algumas piadinhas, nos divertimos, fizemos tchá até ver um papai noel por ali, que também fizemos um tchá com ele. Ai sim pegamos o trem e partimos pro nosso destino. 

Beijinhos e até a próxima, Roza Língua 😝